
Chega-me polos correios electrónicos, um manifesto de solidariedade com as 4 pessoas que vam ser julgadas no próximo 26 de Abril, por terem pintado de cor de rosa a chamada "cruz dos caidos" do concelho de Neda, na comarca de Trasancos.
Mais abaixo podes ver, na integra, o manifesto. Quero fazer um apelo a todas as pessoas que lem este blog para que mostrem o seu apoio e solidariedade assinado o manifesto. Para isso, só tes que enviar um correio electrónico com os teus dados, nome, apelidos, número do Bilhete de Identidade, e profissom ou actividade que realizas, ou cargo da entidade à que pertences, a: antifascismogalegoarrobagmail.com (lembre de mudar a arroba polo símbolo correspondente).
Participa! Colabora! Encaminha o manifesto aos teus contactos.

"O BNG pede à Junta que exija a implantaçom do galego nos telemóveis". Pudestes ler o titular em praticamente toda a imprensa nestes dias. Umha iniciativa do parlamentar do BNG Bieito Lobeira, para que a Junta inste às empresas de telefonia móvel a que incluam a nossa língua tanto nas opçons dos terminais como no serviço de atendimento ao cliente.

Há umha certa luz incompreensível na distáncia
unha palabra afogada un sinal ou desexo
a noite non esgota o seu fulgor metálico
cando o eu colectivo suplía aquel pasado inefable
indefinible, que permanece inalterable
Igor Lugris
eduardo estévez
elvira riveiro tobío
rosanegra
Cruz Martínez

Há umha certa luz incompreensível na distáncia
unha palabra afogada un sinal ou desexo
que chama por nós en peiraos neboentos
que enche as nosas bocas co agre da desfeita
há um arco-íris morto no interior de um búzio vermelho
O grito da distáncia rabunha o horizonte
e nós, ciscados coma cunchas nunha praia,
coma como sen comas, a ferver,
quizais á noite me atreva a ler a túa carta
a lamberme coa túa lingua de sal
A distancia comeza os parágrafos do adeus
esta-nos a medrar a neve nas mans
podémonos declarar en folga, cantarlles aos paxaros
ou emulalos e seguir á espreita de novas primaveras revolucionarias
que principien agora sen distancia nas mans provenzais dos labores antigos
Igor Lugris
eduardo estévez
mario regueira
elvira riveiro tobío
Xavier Vásquez Freire
Ramiro Vidal Alvarinho
Mario Regueira (bis)
Daniel Salgado
Xiana Arias
Lorena Souto
David Pobra
Isaac Lourido
María do Cebreiro
Xabier Paradelo
Amauta Castro
Lembro que quando era, mais, pequeno, havia umha pintada perto do meu liceu, em Compostela, que dizia, textualmente: "Folha em galego".
Há umha certa luz incompreensível na distáncia
unha palabra afogada un sinal ou desexo
que chama por nós en peiraos neboentos
que enche as nosas bocas co agre da desfeita
há um arco-íris morto no interior de um búzio vermelho
O grito da distáncia rabunha o horizonte
e nós, ciscados coma cunchas nunha praia
acoitelamos os pés dos bañistas (a traición)
poucos detalles de interese. a poboación é rica, pódense envexar os seus luxos
as súas sedas, o branco dos pulsos entre os puños de encaixe. As veas azuis.
Igor Lugris
eduardo estévez
mario regueira
elvira riveiro tobío
Xavier Vásquez Freire
Ramiro Vidal Alvarinho
Mario Regueira
Iria Veiga
Arsenio Iglesias Pazos
Iria Veiga

Há umha certa luz incompreensível na distáncia
Sen risco na loita, non hai gloria na vitoria
Igor Lugris
Iván Alonso

Há umha certa luz incompreensível na distáncia
Semella un alvor chegado doutro mundo
umha mensagem do interior das palavras e a língua
um gatilho de sílabas usadas
a reviver a morte dos silêncios esquecidos
a percorrer no branco espaço o espelho côncavo da memória
Mas, o verso racional obscureceu o intenso desejo sentimental.
Descifra-os na pálida manhã de abril
Quando a chuva arranque as suas cores ao sol
Permita-me ver ao solo as folhas do outono
Igor Lugris
Xavier Queipo
Igor Lugris
Eugénio Outeiro
Concha Rousia
João Vasco Henriques
Paulo Marcelo Braga
Solange Durães
Concha Rousia
Cláudia Gonçalves

Há umha certa luz incompreensível na distáncia
semella un alvor chegado doutro mundo
umha mensagem do interior das palavras e a língua
um gatilho de sílabas usadas
bandullo cheo e farrapo de gaitas
demasiada realidade para sonhos e jogos
uma luz que ilumina as pessoas namoradas
com um rouco som de liberdade
som dos sonhos; linguas e silabas,
som da lus do lume... da terra
Igor Lugris
Xavier Queipo
Igor Lugris
Eugénio Outeiro
Marcos Nine
Eugénio Outeiro
Além da Veiga
Alba Carvalhesa
Xiàn Camanho
Gonzalo Pais Beiro

Há umha certa luz incompreensível na distáncia
unha palabra afogada un sinal ou desexo
a noite non esgota o seu fulgor metálico
nin pensa que o mencer será un abismo
Igor Lugris
eduardo estévez
elvira riveiro tobío
alberto lema