O Encontro artístico, literário e gastronómico que estamoa a argalhar, sob o nome de "alimentARTE", caminha cara adiante. Por agora, já temos perto de 20 artistas, que anunciarom a sua participaçom, de diversas disciplinas, diferentes ópticas, distintos formatos.
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Isto é o que di, sobre o nosso Cadáver na Rede, Armando Requeixo no seu artigo sobre Maria Marinho "Aventura Courelá. Unnha poeta mancomunada", aparecido no Faro da Cultura do Faro de Vigo da semana passada:
"Ora ben, o espírito lúdico e creativo
da aventura courelá segue entre
nós e o seu herdo foi recollido polos
poetas máis novos, ducias dos
cales participaron na recente iniciativa
de cibercadáver proposta
en Rede (www.agal-gz.org/blogues/
index.php?blog=10) por Igor
Lugrís, que frutificou xa en preto
dun cento de composicións, logo
tamén abertas ao público no Expo-
Cadáver que a finais de marzo
se inaugurou en Ponferrada.
Velaí como nunca máis vivo estivo
este cadáver, que segue a ser exquisito
para calquera padal literario e
que confirma, como escribía naquel
afastado 1966 M. Mariño, que
“lúa sempre hai/ o que fai falla é a
luz que non se apaga anos dela”."

Já sabemos que estamos em época eleitoral. Que se lhe vai fazer...
Cá no Bierzo, como praticamente na totalidade da Galiza, nom há opçons nas que votar. Se vivira em Ponte Areas, nom teria dúvida algumha. Mas... nom é possível. Vivendo no Bierzo nom há opçom, e o voto em branco, nulo ou abstençom vai ser a única via para todas aquelas pessoas que pensamos que um outro mundo, umha outra Galiza e um outro Bierzo é possível.
Mas ainda assim, quero oferecer, aproveitando a campanha eleitoral, umha pequena intervençom política. Se puder participar num acto político, recitaria estes versos de Roque Daltom.
Podiam estar escritos hoje mesmo, mas já tenhem décadas. Podiam estar escritos no Vigo de hoje, ou na Compostela de hoje. Mas nom, estám escritos no Salvador de há anos. Mas conservam a sua actualidade.
Cá vai umha modesta traduçom à nossa língua, e, depois, o texto original. Duvido que algum candidato ou candidata queira empregá-lo na sua campanha, nos seus discursos, nas suas intervençons para explicar o que vam e nom vam fazer.
E ti, já sabes: se vives em Ponte Areas, vota. Se vives em Vigo, vota. E, se nom, pois coma mim: a aguardar tempos melhores.
PARÁBOLA A PARTIR DA
VULCANOLOGIA REVISIONISTA
O volcam de Izalco,
como volcam,
era ultra esquerdista.
Botava lava e pedras pola boca
e fazia ruído e fazia tremer
atentando contra a paz e a tranqüilidade.
Hoje é um bom volcam civilizado
que coexistirá pacificamente
com o Hotel da Montanha do Cerro Verde
e ao qual poderemos por-lhe no foucinho
fogos artificiais como os que botam
os deputados populares.
Volcam para executivos
e até para revolucionários e sindicalistas
que sabem quedar-se no seu lugar e nom som calenturientos,
já nom será o símbolo dos tolos tonantes guerrilheiristas
que som os únicos que anhoram os seus ex-abruptos geológicos.
Proletários respeitaveis e mansos do mundo,
o Comité Central convida-vos
a aprender a liçom que dá o volcam de Izalco:
o fogo passou de moda,
por quê teremos entom nós de querer levá-la
dentro do coraçom?
Roque Dalton
Encontro artístico literário e gastronómico em Ponferrada

Conjuntamente desde este blog e desde a Galeria de Arte Dosmilvacas.arte de Ponferrada, estamos a organizar um Encontro Artístico Literário e Gastronómico baixo o título "alimentARTE".
Paga a pena. Xende nom era quem de tirar os olhos das imagens. O seu pai também nom.
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