A, por agora, última promesa de postos de trabalho que nos traem para o Bierzo as autoridades, de maos dadas com a classe empresarial, é umha auténtica fábrica de merda, umha fábrica de venenos e residuos perigosos, tóxicos e poluintes .
No Bierzo já temos duas centrais térmicas de carbom: Compostilha (Endesa) e Anlhares (Union Fenosa), sendo a de Compostilha a segunda mais grande de todo o Estado espanhol, e umha das mais contaminantes; contamos também com umha fábrica de cementos em Toral dos Vaos (Cementos Cosmos, Grupo Cimpor), e umha acería (Roldan, grupo Acerinox). Estas 4 empresas, altamente poluintes, já deveriam encher a porcentagem deste tipo de indústrias na nossa comarca.
Mas nom é assim. Novas ameaças sobrevoan os nossos ceus. Cementos Cosmos sigue avante no seu projecto de convertir-se numha empresa incineradora de todo tipo de residuos; está em marcha um projecto de incineradora de pneumáticos em Branhuelas, e, por último (por agora), a instalaçom no macropolígono industrial do Baio dumha planta de fundiçom de residuos para a produçom de óxido de zinc.
No Bierzo estamos avondosamente contaminados, e nos últimos anos tenhem-se rebasado os níveis de alerta à populaçom e os níveis recomendados pola OMS em varias ocasions, especialmente em dióxido de enxofre e ozónio. Seguimos sendo, segum os informes de “Qualidade do ar” da própria Junta de Castela e Leom (que se podem consultar no seu web), um dos pontos onde se sobardam os limites legais estabalecidos para a protecçom da saude.
Polas suas características climáticas e orográficas, a contaminaçom que se produz no Bierzo persiste durante muito mais tempo, convertindo-se assim em muito mais perigosa e prejudicial para a saude e para a produçom agroalimentária. Em numerosas ocasións as organizaçons ecologistas e ambientalistas tenhem solicitado um estudo epidemiológico da nossa regiom, que poderiam confirmar a relaçom entre a contaminaçom que padecemos e os altos índices de câncer, enfermidades respiratórias e pulmonares, alergias, etc... que existem no Bierzo.
Porém, as autoridades, políticas, económicas e administrativas, permitem continuar avante com o projecto da empresa Aqualdre Zinc, que pretende instalar essa planta de produçom de óxido de zinc a partir da “reciclagem” de pó de aço.