06-10-2011

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Categorias: Escrever nom é mau, O Livro das Confusons, Para Ver Ler

A torradeira do pam que citava a Sarrionandia

Nestes dias nos que se fala de Sarrionandia, rescato o poema/cartaz da torradeira de pam que falava com versos seus.

Neste poema, a torradeira recita primeiro uns versos de Roque Daltom, e mais tarde outros do Sarrionandia.

O poema fijo parte da "Poesia para ver/Poesia para ler", e antes disso foi publicado no Livro das Confusons, editado em Dezembro de 2006.

Umha das vezes
a voz saiu da torradeira do pam
Já sabedes
esse aparelho que torra o pam
com umhas resistências eléctricas

Ele
como todas as manhás
ia almoçar
e meteu as fatias de pam na torradeira
e carregou no botom
Nesse momento
a torradeira começou a falar
“Nego-me a acreditar nos venenos. Desde a conquista espanhola o meu povo ri idiotamente por umha grande ferida. Quase sempre é de noite...”
Ele gostava do pam no seu ponto justo
No que ele considerava o seu ponto justo
3 minutos
Aos 3 minutos as fatias de pam saltárom
e a torradeira deixou de falar

Ficara os três minutos absorto
a escuitar a torradeira
Sem pensar
pegou em duas novas fatias e meteu-nas na torradeira
Carregou no botom
Novamente falava
“O viageiro encaminha-se através da espiral embora nom
lembra quando e onde penetrou.
Supom que o caminho tem forma de espiral...”
Novamente aos 3 minutos saiu o pam quente
torradinho
tal e como ele gosta
Instintivamente
deu-lhe à rodinha até os 6 minutos
“O pam sairá mais torrado”
pensa
“mas a voz nom parará tam rápido”
Mete as fatias
desejoso de ouvir novamente aquela voz
espectacularmente preciosa
que lhe fala
a ele
Carrega no botom

Passam as horas
A escuitar a voz

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