20-11-2008

  07:30:21, por Lugris   , 251 palavras  
Categorias: Cousas por aí

Poesia e militáncia

"Há que desterrar essa concepçom falsa, mecánica e daninha segum a qual o poeta comprometido com o seu povo e com o seu tempo é um indivíduo iracundo ou excessivamente doido que se passa a vida dizendo, sem mais nem mais, que a burguesia é nojenta, que o mais belo do mundo é umha assembleia sindical e que o socialismo é um jardim de rosas sob um sol especialmente tenro. A vida nom é tam simples e a sensibilidade que precisa um marxista para ser verdadeiramente tal, debe-o captar perfeitamente. É dever do poeta luitar contra o esquematismo mecanicista. Este método empece o desenvolvimento da poesia ?que como a conquista do Cosmos deve conservar sempre fresca a sua sede aventureira- e lesiona o possível conteudo conceptual possítivo"

Ponto 13 do texto de Roque Dalton "Poesia e militáncia na América Latina", publicado na revista Casa de las Américas, 3.20 (A Havana, Cuba, 1963).

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19-11-2008

  07:50:23, por Lugris   , 120 palavras  
Categorias: Escrever nom é mau, Músicas

Já e manhám para ti

Já é manhám para ti
e para nós ainda é onte
ou antonte
Mesmo há alguns entre nós
para os que ainda é a semana passada
ou o mês anterior
Mas para ti
já é manhám

Porém
lembra que o tempo
está a favor dos pequenos
e que se para nós ainda é onte
ou antonte
é porque realmente ainda é onte
ou antonte
porque o futuro só chegará
quando nós
o construamos
nom quando tu no-lo queiras vender

Por isso
anda com olho
porque
já é manhám para ti

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18-11-2008

  07:58:20, por Lugris   , 266 palavras  
Categorias: Escrever nom é mau

Vim-te marchar três vezes da casa

Com esta
vim-te marchar três vezes da casa
dando um portazo
e prometendo nom voltar
nunca mais

A primeira vez
durou o tempo suficiente
para que eles pensaram que te precissavam
e sairam a chamar-te
a ti
que aguardavas fora a que te chamaram
ao descobrir que o frio
o frio real
nem era metafórico
nem romántico
nem atractivo

A segunda vez
durou o tempo suficiente
para que tu descubriras que precissavas voltar
e chamache à porta
repetidas vezes
porque sabias o agradável que era
sentir calor
mirando pola janela
mentras falavas
da neve
da chuva
e do frio

Esta é a terceira vez
A primeira vez que saiche
alegramo-nos muito
compartilhamos contigo o balbordo silenciado
e lamentamos a tua marcha
ainda que prometeras que dentro da casa
ias falar do exterior
da realidade do exterior
e da pertinência de ter presente a situaçom

A segunda vez que saiche
estavamos construindo algumha cousa
e contamos contigo
e seguimos guardando um lugar
para ti
depois de que voltaras à casa
prometendo-nos que as cousas
definitivamente
iam mudar
e todo aquel palavrório
da contextualizaçom dos conflitos
e as condiçons materiais

Hoje
quando te vejo sair
novamente da casa
prometendo nom voltar
nunca mais
só podo alegrar-me
por saber que dentro
as cousas som tam complicadas como fora

Nós só queremos botar-vos fora
E o conseguiremos
Nom para entrar nós
Só para que nom haja ninguem dentro
quando derrubemos a casa
essa maldita casa

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16-11-2008

  23:24:04, por Lugris   , 65 palavras  
Categorias: Cousas por aí, Gz é bem pequena

Mirando um gravado erótico chino

Mirando um gravado erótico chino
tú me perguntache
que como era possível fazê-lo desse modo

Intentamo-lo, lembras?
Intentamo-lo

Mas foi um fracaso

China tem os seus arcanos
China tem os seus segredos
China tem as suas muralhas infranqueáveis

***
Um poema de Luis Rogelio Nogueras

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15-11-2008

  11:55:20, por Lugris   , 84 palavras  
Categorias: Escrever nom é mau

10 perguntas

Quem elabora o discurso?
Quem dirige o movimento?

Alguém sabe quem fixou a estratégia?
quem definiu a táctica?

Alguem pode explicar quem
ou quê
decidiu o caminho?
Por quê é que estamos dando voltas
ao redor da ausência?
Onde estám os instrumentos
as ferramentas
as armas?

Como é que
a nossa defesa
foi o pior
dos seus ataques?

Quem nos enganou?
Por quê motivo nos deixamos enganar?

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12-11-2008

Musica para um Artefacto

Já há vários dias que Fanny+Alexander comentarom no seu blogue que estavam a trabalhar num dos temas do seu próximo disco, que por agora leva o título de "Caixa de Alfaias". Falavam da colaboraçom de Carlos Valcárcel, Projecto Mourente, ponhendo vozes num tema feito a partir do meu poema "Artefacto Burbur". Também no blogue do Projecto Mourente apareceu um comentário sobre isto.

Fanny e Alexander, que já tenhem experiência, com óptimos resultados, nisto de musicar textos da nossa literatura mais recente, anunciam para este novo disco poemas de Xiana Arias, Mario Regueira, Pedro Lamas, Yolanda Castaño, Emma Couceiro, Tati Mancebo, Daniel Salgado Estibaliz Espinosa, Diego Ameixeiras (neste caso prosa), e meu.

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08-11-2008

  15:20:08, por Lugris   , 206 palavras  
Categorias: Cousas por aí, Xende Lugris, Músicas

Quê terá a música italiana?

Duas novas achegas musicais para o blogue. As duas da Itália, as duas escolhidas por Xende, as duas mais que recomendáveis.

[youtube]KUpcxdg2Iqs[/youtube]

[youtube]v55g74Oi8qs[/youtube]

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04-11-2008

  08:06:02, por Lugris   , 381 palavras  
Categorias: Cousas por aí, Stop hipocrisia!

Quê diremos quando Obama bombardee um país?

Hoje celebram-se as eleiçons presidenciais nos Estados Unidos de Norteamérica. A ver se por fim nos deixam de bombardear os meios de comunicaçom com toda essa propaganda ianqui que nos levam vendendo nos últimos messes.
Mas, eu, a pergunta que me fago é: "Quê diram, quê diremos, quando Obama bombardee um país, um estado soberano? Quando dé a orde, como Comandante em Chefe que é do exército do seu país, de atacar qualquer estado com qualquer pobre excusa?".
Por quê Obama vai dar essa orde? Desde o ano 81, com Ronald Reagan, todos os Presidentes dos EEUU tenhem bombardeado um, ou vários, países, além de ser responsáveis de toda umha política exterior expansionista, bélica, imperialista, e aliada com todo tipo de ditadores e regimes fascistas e opressores. Vai ser Obama a excepçom? Muito me temo que nom.

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31-10-2008

  07:39:23, por Lugris   , 264 palavras  
Categorias: Cousas por aí, Estam tolos estes espanhois, Stop hipocrisia!

... que nom lhe chamem Democracia

Os monarcas podem reinar, mas que nom lhe chamem a isso Democracia. Porque há umha definiçom de Democracia, e nom é compatível com este sistema operativo de monarquia parlamentária (parlamentira?)

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30-10-2008

  07:41:59, por Lugris   , 416 palavras  
Categorias: Cousas por aí, Gz é bem pequena, Eu também desenhar

Feliz ano novo!!!

Está Ponferrada inçada (imagino que como muitas outras cidades e vilas da Galiza) de cartazes anunciando festas de "Halloween". Mas, quem organiza essas festas?: bares, pubs, cafetarias, cervejarias, discotescas, tascas, furanchos,... Halloween, que se calhar dentro de cento cinqüenta ou douscentos anos é já considerada umha festa "tradicional" ou "histórica", pertencente ao património imaterial de quen ande por estes lares na altura, Halloween, digo, é umha das festas mais comerciais que se "celebram" hoje em dia no nosso país; Ou, se calhar, a festa mais comercial, muito por diante doutras. Marcas de cerveja a fazer promoçons, marcas de whiskei a fazer mais promoçom, todo tipo de negócios subindo-se ao carro do ócio com a excusa do halloween.

A maior parte dos cartazes som practicamente iguais. Eu, até figem algum no trabalho, por encargo. E é que é isso o que pedem. Umha "imagem de halloween", di quem encarrega o cartaz. Porque no seu imaginário, e no nosso imaginário colectivo, nom nos enganemos, umha "imagem de halloween" e umha imagem do halloween ianqui. Porque os ianquis, a indústria ianqui do espectáculo, do entremento, da cultura, é a maior produtora de imaginário colectivo na nossa sociedade. E o resultado é esse: uniformidade. As nossas cidades cheias de cartazes com cabazas ianquis, com tipografia Blood Cyrillic, e anuncinado festas onde a grande protagonista é a cerveja ou o whiskie que promociona essa festa.

Mas as cousas podem ser doutro modo.

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