09-12-2008

  07:55:43, por Lugris   , 263 palavras  
Categorias: Escrever nom é mau

Quê fazer?

Farei-me esta pregunta
Quê fazer?
também
quando esteja nisso que chamam
paro
desemprego
quando nom tenha trabalho
quer-se dizer
trabalho remunerado?

Olharei ao meu redor
e verei as mesmas ruas
as mesmas praças as mesmas casas?
Serám as pessoas que me arrodeem as mesmas?

Quando esteja nisso que chamam
paro
poderei escrever
um poema
este poema?
Tal vez um poema de amor?

Ou terei que passar os dias escrevendo
redigindo
como sortilégio
curriculuns que ninguém lerá
e que estarám cheios de menos verdades
de mais falsas realidades
que todo o que tenha escrito antes?

Terei que procurar tempo
para pensar neste pregunta
Quê fazer?
ou o próprio tempo será
quem tenha
a resposta?

Serám as barricadas mais grandes
as desgraças mais tristes
as rosas mais rosas?
Serám as perguntas menos retóricas
as dúvidas menos esenciais
a existência menos misteriosa?

Poderei sair à rua
como poeta
desempregado
a berrar bem forte
ou terei que cultivar a beleza
oculta
em metáforas incomprensíveis?

Quando esteja nisso que chamam
paro
os meus companheiros
e também as companheiras
estarám nas bibliotecas
ou nas assembleias?

Poderei cantar
a urgente necessidade de reagir
ou ainda seguirá soando forçada
artificial
pouco verosímil
a voz poética que fale nos meus versos?

Quê fazer entom com as metonímias
os palíndromos as alegorias?
Como empregar as hipérboles
os eufemismo a ironia?
Quê construir com os circunlóquios
os pleonasmos e as aliteraçons?

Quê fazer com o quê fazer?

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07-12-2008

  15:25:22, por Lugris   , 84 palavras  
Categorias: Cousas por cá, Gz é bem pequena, O Apalpador 08

O Apalpador caminha polo Bierzo

Onte, o Diario de Leom, informava de que O Apalpador também caminha polo Bierzo. Este blogue pode oferecer em exclussivo umha imagem do Apalpador caminhando polas aldeias do Bierzo: aqui, podemo-lo ver em Val Boa, deixando-se fotografar diante da palhoça do centro da vila.

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04-12-2008

  22:57:02, por Lugris   , 110 palavras  
Categorias: Cousas por aí, Gz é bem pequena, Eu também desenhar, O Apalpador 08

Apalpador para o ano inteiro

Com o desenho do Apalpador feita por Leandro, e publicitada pola Gentalha do Pichel, desenhei este calendário para o 2009, que, por suposto, podes copiar, imprimir, distribuir e enviar a quem consideres oportuno.

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03-12-2008

  07:44:07, por Lugris   , 126 palavras  
Categorias: Cousas por aí, Gz é bem pequena, Stop hipocrisia!

6 de Dezembro: quê celebrar?

Esse sacro-santo texto legal chamado "Constituiçom espanhol", elaborado por grandes "padres da pátria espanhola", esse texto que permite que, quando as cousas se ponham sérias, o exército espanhol seja o que realmente decida o que vai passar, esse texto que umha grande maioria do povo galego nom aprovou, e umha grande parte nom votou, está de aniversário o dia 6. Celebrará os seus 30 anos ao serviço dos seus amos.

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02-12-2008

  07:57:03, por Lugris   , 780 palavras  
Categorias: Gz é bem pequena, O Apalpador 08

Abre-lhe as portas ao Apalpador!!!

Este ano, abramos-lhe as portas ao Apalpador!!!

Nalgumhas comarcas da alta montanha do leste da Galiza, no Courel, Lóuçara e o Zebreiro, mantinha-se até datas muito recentes a tradiçom do Apalpador, um gigante com ofício de carvoeiro, que, no Natal, baixava das devesas onde morava para as aldeias, com a intençom de apalpar as barrigas das crianças para comprovar se estavam bem mantidas. O Apalpador vigiava que vivessem com fartura, desejava-lhes que no vindouro ano continuassem a nom passar fame, e deixava-lhes umha presa de castanhas quentes como presente e lembrança da sua visita.

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30-11-2008

  10:41:19, por Lugris   , 25 palavras  
Categorias: Cousas por cá, Gz é bem pequena

A Campabranca, mais branca que nunca

Esta é umha foto feita com o móbil desde a minha casa a sexta-feira 28 às 14.00h., mais ou menos.
A Campabranca, mais branca que nunca.

28-11-2008

  17:14:33, por Lugris   , 118 palavras  
Categorias: Gz é bem pequena

Quê bonita a maldita, asquerosa e condenada neve!

Aqui estou, no trabalho, no meu posto de trabalho.
Hoje, 28 de Novembro, que tinha que estar caminho de Compostela. Nom para beijar o santo, mas para participar na inauguraçom da exposiçom "poesia para Ver/poesia para Ler", no Centro Social O Pichel.
Mas os anjos do ceu confabularom-se para que leve todo o dia nevando, impossibilitando cruzar Pedrafita.
Quê bonita, quê linda, quê simpática, a maldita, asquerosa e condenada neve!!!
De todas as formas, o acto celebrará-se igual.
Aguardo que, quando menos, as pessoas que vaiam tenham a bem beber umhas cervejas à minha saude. E que Sechu, Baldo, Estíbaliz, Alberte e Xosé (e o público que asista) me desculpem a ausência.

  07:54:36, por Lugris   , 766 palavras  
Categorias: Cousas por aí, Gz é bem pequena

Compromisso com quê? Compromisso com quem?

Vem de sair à rua o número 50 do Abrente, o vozeiro de Primeira Linha.Um número especial com colaboraçons de alguns e algumhas das colaboradoras habituais nestes doze anos de imprensa independentista e comunista galega: Carlos Morais, Noa Rios, Alberte Moço, Daniel Lourenço, Berta L. Permui, Maurício Castro, André Seoane, Ramiro Vidal, Carlos Taibo, Domingos Antom Garcia, Michael Löwy, George Labica, Iñaki Gil de San Vicente, Narciso Isa Conde, Ana Barradas, Marco Santopadre..., e também de quem isto escreve.
Um artigo intitulado "Compromisso com quê? Compromisso com quem?", que colo também aqui embaixo.

Compromisso com quê? Compromisso com quem?

No mundo ocidental actual em que vivemos, o consumo é em si mesmo um fim. Consumir é, no mundo capitalista, o maior exemplo de liberdade. Nom é por acaso que os defensores deste mundo como o único mundo possível sempre falem da necessidade de defender o ?sistema de livre mercado?. A produçom cultural, para bem e para mal, nom é alheia a isto. A Produçom Cultural com maiúscula, a Cultura séria, essa que aparece em, e é promovida por, os grandes grupos mediaticos, essa que ocupa as prateleiras das livrarias dos centros comerciais, os museus e as galerias de arte, os coliseus e os palácios da música, as salas de cimena e os teatros, as discotecas e as universidades... só se produz para ser vendida, para ser comprada. E, para se vender, para poder ser comprada, tem que situar-se consciente ou inconscientemente dentro de umha aposta ético-estética, político-ideologica, que lhe permita ser compatível com a óptica burguesa do mundo. Isso significa que tem que botar pola borda o compromisso com a liberdade, com a emancipaçom, com a fraternidade, com a igualdade. Tem que ser umha produçom cultural que asuma a necessidade de se converter num bálsamo apaziguador das evidentes injustiças realmente existentes no mundo contemporáneo, gestando-se longe de qualquer preocupaçom social e excluindo do seu ADN todo o que puder contribuir para compreender os motivos polos quais este mundo deve ser transformado. A cultura situa-se, assim, no campo do colaboracionismo político-ideológico com o capitalismo e a indiferença social, e promove a visom da inevitabilidade do mundo actual tal e como o conhecemos. É umha cultura comprometida, sim, mas comprometida com o sistema imperante, actuando como parte de umha grande campanha de propaganda e publicidade do mesmo.

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25-11-2008

  19:46:33, por Lugris   , 68 palavras  
Categorias: Escrever nom é mau, Gz é bem pequena

De festa em casa alheia... (ou nommmm)

Andivemos/andamos de festa, de parranda, de esmorga, de joldra, de troula, de fartadela, de chacarandaina, de galhoufa, de reboldaina, de rejouba... em casa alheia. Ou nom tam alheia.
Nem sei muito bem como é que comezou.

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24-11-2008

para Ver/Ler em Compostela

Já levavamos tempo anunciando que a exposiçom "poesia para Ver/poesia para Ler" chegaria a Compostela. E agora podemos concretar datas. Do 27 de Novembro ao 27 de Dezembro, estará no Centro Social O Pichel, o local da Gentalha do Pichel.
E na sexta-feira, 28, a partir das 20.00h., faremos um recital com uns amigos, como acto de inauguraçom, com a participaçom dos/as poetas Estíbaliz Espinosa, Séchu Sende, Alberto Momam e Baldo Ramos, e a actuaçom musical de José Constenla.

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