
Ontem foi apresentado em Vigo um manifesto assinado por numerosas personalidades do mundo da cultura, as artes, o ensino, profissionais, etc, junto a representantes de movimentos sociais e políticos da Galiza e internacionais, em apoio à luita operária que está a ser dada nas ruas de Vigo polo proletariado galego como símbolo da luita de todo um povo e umha classe pola plena emancipaçom.
Adire ao manifesto e encaminha-o entre os teus contactos. A solidariedade também é umha arma carregada de futuro.
Eis o documento na sua versom integral, seguido de um resumo dos apoios recebidos polo mesmo:
A historia está a ser escrita nas ruas de Vigo
As e os abaixo assinados consideramos um imperativo ético e social dar todo o apoio solidário à luita dos metalúrgicos de Ponte Vedra que, junto aos trabalhadores e trabalhadoras doutras empresas radicadas em distintas zonas da Galiza, hoje simbolizam no nosso país a mobilizaçom social e obreira contra umha resoluçom da crise capitalista favorável em exclusiva aos mesmos que a provocárom. A gente do Metal, polos seus métodos democráticos, assembleares e combativos, sem se dobrarem diante de um patronato que nos derradeiros anos aproveitou a bonança económica num contexto de contínua reduçom da capacidade aquisitiva e restriçom dos direitos sociolaborais do pessoal assalariado, vem sendo um exemplo para o conjunto da classe trabalhadora galega, em paralelo às mobilizaçons que estám a acontecer na Grécia, Portugal ou França.

Galego, sempre mais
Contra a imposiçom do castelhano
Adire à manifestaçom que terá lugar o dia 17 de maio às 12h15 em Compostela: info[@]galegosempremais.net
O dia 17 de maio é um dia para denunciar nas ruas a única imposiçom lingüística verificável que este país sofre diariamente. E este ano estamos a viver um contexto novo, um contexto cheio de dúvidas e de poucas esperanças para a sobrevivência da língua na Galiza, daí que todos o colectivos que assinamos este manifesto queiramos expressar conjuntamente o nosso ponto de vista e contribuir para o avanço da normalidade lingüística no nosso País.
O nosso manifesto leva como lema “Galego, sempre mais”, e dizemos isto porque achamos que se por um lado o galego é umha língua cheia de possibilidades e oportunidades, por outro lado, tudo o que se fizer na Galiza em favor dos usos da língua galega nunca será suficiente. Saímos à rua com umha mensagem clara: “Contra a imposiçom do castelhano”.
Os colectivos que assinamos este manifesto temos toda a vontade de somar esforços pola dignificaçom do galego na Galiza. Se este 17 de maio nom há convocatória unitária é porque a mesa pola normalizaçom lingüística optou por prescindir do resto de organizações (fomos convidados a apoiar umha mobilizaçom já convocada previamente). A Mesa nom é a única organizaçom a defender a língua e, portanto, nom pode agir como se o fosse. É por isto que nom apoiamos nominalmente a manifestaçom da Mesa. No entanto, por responsabilidade com o momento histórico que padecemos, somaremo-nos a este 17 de Maio. Faremo-lo mantendo umha distáncia com quem achamos que atende mais as necessidades de umha sigla política que as do movimento normalizador.

Seria um grave erro, umha transgressom de qualquer preceito ou regra de lógica, umha maldade, umha crueldade, mesmo um pecado, permitir que as nossas crianças se acheguem à essa secta retrógrada, patriarcal, reaccionária, filofascista, e evidentemente capitalista, chamada igreja católica.

Se em verdade as organizaçons convocantes e apoiantes da manifestaçom antigalega do Domingo em Compostela defenderam o que dim defender, um bilingüismo real (caso de que tal cousa exista), por quê motivo nom iam defender o mesmo noutros territórios, onde muitas pessoas som privadas dos seus direitos pola imposiçom dumha língua? Se o PP, UDyP e demais organizaçons, colectivos e seitas que convocavam e apoiavam a manifestaçom "por el derecho a elegir", defenderam realmente que a língua galega e a espanhola devem gozar do mesmo reconhecimento e protecçom, porque ambas fam parte do patrimonio cultural da Galiza, por quê motivo nom defendem o mesmo noutros territórios do Estado espanhol nom-monolíngües?

Frente à invisibilidade pola que optou umha parte do movimento normalizador, seguindo a estratégia do avestruz, que pensa que ao nom ser vista os seus problemas desaparecem, quem apostou por manter o conflito lingüístico na rua sofreu as agresons, as malheiras, as detençons por parte das forças de ocupaçom espanholas.
Deste blogue envio a minha solidariedade com as dez pessoas detidas, e que ao longo do dia de onte, segunda-feira, forom ficando em liberdade, e com todas as pessoas agredidas por parte da polícia espanhola por defenderem a nossa língua, por exercer o seu direito, o nosso direito, a mostrar com dignidade e orgulho, mais umha vez, que estamos fartos, que estamos fartas, de ser umha colónia.
NA GALIZA, EM GALEGO!

Onte, Domingo, os Paranhoicos sairom às nossas ruas, para exercer o seu direito a impor livremente a sua língua comum, com a ajuda inestimável, isso sim, como sempre, das forças de ocupaçom espanholas.
Podes seguir as informaçons e as novidades que se vam produzindo, assim como comentários, opinions e reflexons, nos meios capitalistas burgueses habituais, ou nas seguintes ligaçons:

Actualizaçom das 17.00h.:
"Quintana condena la violencia en la manifestación de Galicia Bilingüe y acusa a Feijoo de fomentar el odio al gallego"

Refere-se ao Supervicequin Espartacus à violência das forças de ocupaçom espanholas? Nom. Supervicequin é um homem sério, responsável, democrata, moderno e europeu. Quando fala de condear a violência, refere-se a que condea às pessoas independentistas que forom malhados e se defenderom. Tinham-se que ter deixado zoscar, para demostrar que o galego nom é um povo violento.
Já sabes: se estas pola dependência, Supervicequin é o teu lider.

"Nota aclaratoria. Este artigo é a transcripçom dumha tese que pronunciei no 25 de Julho de 2006 num dos Cursos de Verao de El Escorial (“Ocidente: Razom e Mal”) organizado pola Universidade Complutense de Madrid e patrocinado pola Fundaçom do BBVA. Estava previsto publicar as teses do curso num livro financiado por esta Fundaçom. Durante já quase dous anos mostrarom todo tipo de reticências para a publicaçom do meu artigo, alegando que nom se tratava de censura ideológica, pois a minha intervençom carecera de “rigor académico e de seriedade científica”. Para nom prejudicar os outros autores que participavam no livro, acedi várias vezes a practicar a autocensura, limando expressons coloquiais e suavizando o tom na versom escrita da minha tese. Mas finalmente, deixárom claro que o livro nom sairia se eu nom retirava a minha contribuiçom. Há ano e meio que estava desejando ficar libertado do meu compromiso, de modo que me alegro de poder publicar por fim este texto por outras vias. O grave nom é o tempo que se me fijo perde (desgraçadamente o tema está longe de ficar antiquado). O grave é que esta anedota é um sintoma fatal que anuncia um futuro muito nefasto para o mundo académcio e a Universidade pública. O processo de Convergência Europeia em Educaçom Superior, o que se chama o “Processo Bolonha”, articula-se sobre a subordinaçom de toda financiaçom pública à prévia obtençóm dumha financiaçom privada. Assim, em lugar de financiar o mundo académico com critérios científicos, independentemente da autoridade do mercado, financia-se com dinheiro público tam só aqueles projectos que interesam ao mundo empresarial. Somos muitos os que levamos advertindo que esta mercantilizaçom da Academia supom o colapso da Universidade pública a meio praço. A minha “competencia científica” e o meu “rigor académico”, por exemplo, teriam que ter sido julgados polos organizadores académcios do Curso (ou polos membros do tribunal de oposiçons com o que ganhei no seu dia a liberdade de cátedra em tanto que profesor Titular da UCM). Repugana à ideia mesma de Academia que umha instituiçom privada, um Banco, tenha algumha cousa que opinar ao respeito. Porém, esta é a situaçom que se está generalizando com o processo de Bolonha: a financiaçom privada terá em adiante a última palabra no mundo académcio, condicionará os planos de estudos, os projectos de investigaçom, a distribuiçom de departamentos, faculdades e escolas. A Convergência Europeia é o equivalente dumha reconversom industrial na Universidade. É dificil entender como pode haver quem nom o veja craro.
Para ilustrar a anedota com a Fundaçom BBVA, preferim deixar o texto o mais parecido possível à versom original do evento, respeitando o estilo oral da intervençom".

De todas as imagens que publico hoje (e que me chegárom via correio electrónico), algumhas delas realmente duras e desagradáveis, esta que encabeça o texto é a que mais me impresiona. Há toda umha história nessas duas fotos. A mesma história, o mesmo relato. É o mesmo medo, o mesmo terror, a mesma certeza interior de que nada bom é o que lhe vai acontecer, a que se reflite na faze dos dous rapazes. O futuro de ambos rapazes, só culpaveis de ter nascido no lugar equivocado no momento menos oportuno, é, foi, o mesmo.
Os soldados, som também os mesmos: tenhem um outro uniforme, falam outra língua, os seus mandos som outros, mas som todos os mesmos. Estám igualmente convencidos, firmemente convencidos, de defender a razom, a orde, a legalidade. Por suposto, os militares dumha foto e da outra som desse tipo de pessoas que sempre dim preferir a orde à justiça.
As imagens que hoje publico, som todas elas História. Mesmo que fosem falsas, mesmo que fosem montagens, ou estivesem trucada, ou nom fosem do tempo que pensamos que som, mesmo assim, som História: porque reconhecemos como verdade o que nos contam, sabemos que som verdade. Fam-nos ver a História, essa que é tam fácil de repetir. É por isso que nom devemos esquecé-las. Nom devemos esquecer a História. Já sabemos que nom esquecé-la nom é suficiente para nom repeti-la: é o que nos tem ensinado o Estado terrorista de Israel em todas estas semanas. Mas esquecé-la, esquecer o que tem sucedido em Gaza, o que ainda está sucedendo, o que leva tantas décadas sucedendo na Palestina, convertirá-nos em indign@s de chamar-nos pessoas. Há culpáveis, há responsáveis, há colaboradores, há quem deixou fazer, quem permitiu, quem mirou para outro lado. E practicamente em todas as nossas vilas e aldeias, nas nossas cidades podemos atopá-los: todos os políticos que nom tenhem levantado a voz contra essa barbárie, contra o genocídio, contra o massacre cometido em Gaza. Os que ainda siguem a chamar a Israel de Estado democrático, e tratando às suas autoridades, ás suas instituiçons, ao seu exército, como democráticas, responsáveis e amigas. O PP e o PSOE, agora e antes, com Felipe, com Aznar e com Zapatero, tenhem colaborado com o massacre: tenhem negociado com Israel; permitirom, desculparom, procurarom motivos para o genocido; venderom e siguem a vender armamento; tratarom e siguem a tratar às organizaçons palestinas como terroristas e ao exército sionista como respeitável.
Há quem necessita que feitos como estes, que imagens como estas, se produzam perto para reagir, para comocionar-se. Perto geográficamente, mas nom só. A mim a distáncia ainda me resulta mais impresionante. Quêm tranquilizou a esse rapaz, a qualquer dos dous? Quêm lhe deu um beijo e lhe dijo que nom se passava nada, que já passara todo, que nom tinha que ter medo? Quêm? Nom podemos esquecer. Nom devemos esquecer.

O que se segue é um documentário de 1 hora e 28 minutos de duraçom, premiado e reconhecido por numerosos certames internacionais de cinema, dirigido por Sufyan Omeish e Abdallah Omeish.
Narrado por Alison Weir, fundadora do If Americans Knew, o filme discute os eventos a partir do surgimento do movimento Sionista até a segunda Intifada, a limpeza étnica da Palestina, as relações entre Israel e Estados Unidos e as violações dos direitos humanos e abusos cometidos por colonos e soldados israelenses contra os Palestinos.
É um valioso documento para se informar sobre a natureza do expansionismo sionista, a partir do testemunho de numerosas pessoas que tenhem vivido o conflito em primeira pessoa. A nom perder. Versom original legendada na variante brasileira da nossa língua.
O Domingo, às 12:00h., na Alameda de Compostela, MANIFESTAÇOM NACIONAL contra o massacre sionista, polo fim das agressons militares à populaçom palestiniana, pola liberdade do povo palestiniano. Contra Israel.
Aqui deixo o vídeo de urgência que já está girando pola rede, realizado polo músico basco Fermim Muguruza, o grupo palestiniano Dam, a castelhana Minsa, de Desechos, o parisino Guive, e Al Rumjen, membro de Asian Dub Foundation: Itzuliko naiz
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