04-04-2007

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Categorias: Um cadáver na rede

Cadáver #5

Há umha certa luz incompreensível na distáncia
Semella un alvor chegado doutro mundo
umha mensagem do interior das palavras e a língua
um gatilho de sílabas usadas
a reviver a morte dos silêncios esquecidos
e o louco caminho das inquedanças
Tem um certo desespero oculto
unha mirada negra con transparencias de ágata

Igor Lugris
Xavier Queipo
Igor Lugris
Eugénio Outeiro
Concha Rousia
Igor Lugris
Emma Pedreira
Chelo Suárez

03-04-2007

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cadáver #53

Há umha certa luz incompreensível na distáncia
como umha porta de cristal fechada
uma palavra no abismo da língua
ou uma papoila, talvez, de livro aberto
como dous olhos fechados fitando-me

E a interrogação surge:
O que desejas?
o silêncio abrange todo o espaço
Igual que as nuvens habitam o ceu
o espazo abrangue silencio e nubes
o baleiro espera a contracción da paisaxe
agredido pela beleza de outros

o arrepío da vexetación estremece as infinitas dunas da pel
cánto imaxinei os teus ollos mecánicos nacer desta liña
que me desdebuxa tipográfica

Igor Lugris
Eugénio Outeiro
Oscar Mourave
Eugénio Outeiro (Bis)
Miguel R. Penas
Oscar Mourave (Bis)
Débora Monnerat
Miguel R. Penas (Bis)
Igor Lugris (Bis)
Eduardo Estévez
Baldo Ramos
Xavier Queipo
Xoán Carlos Domínguez Alberte
Estíbaliz...Espinosa
Antía Otero

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Expo Cadáver: o video (e 2)

Lamentavelmente, nom contamos com mais que dous pequenos videos do recital da Expo Cadáver. Este é o segundo. Prometo nas próximas exposiçons estar mais atento ao tema audiovisual...

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Expo Cadáver: o video (1)

18 segundos nos que podemos ver e ouvir ao Ramiro Vidal a recitar, e umha pequena panorámica da Galeria com os Cadáveres expostos.
Nom nos vam dar um prémio ao melhor director, nem ao melhor produtor, mas é o que temos ; )

(Ainda haverá outros mais)

.

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Fotos do Cadáver (e comentários da alegria posterior)

Nom se pode estar em misa e repenicando. Eu estivem a dizer misa nesta celebraçom do cadáver, assim que nom pudem estar a tirar as fotos, mas ainda assim temos fotos. Fotos do Cadáver.
Imos ver algumhas.

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02-04-2007

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Categorias: Um cadáver na rede

O importante é estarmos vivos (Notícia da Expo Cadáver)

Finalmente, o Sábado 31 celebramos a Expo Cadáver.
Concha Roussia, Rosanegra, Cruz Martínez e Ramiro Vidal acompanharom-nos no recital-apresentaçom dos, por agora, 61 poemas, 61 cadáveres, que configuram a exposiçom.

Com música ambiente de Fanny e Alexander, Le Glamour Grotesque, Marful, Madredeus, Bajo Fondo Tango Club e Abe Rábade, e com a ausência, por problemas de última hora, de Xosé Constenla, às 20'30h. abrimos as portas da Galeria de Arte Dosmilvacas.arte de Ponferrada.

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30-03-2007

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+ Expo Cadáver nos meios

Hoje, sai no Diário de Leom umha breve muito breve nota sobre a celebraçom da Expo Cadáver, junto com três ou quatro notícias mais. Lamentavelmete nom vos podo oferecer a ligaçom, porque ainda que a primeira hora da manham aparecia essa breve no seu web, agora, ao meiodia, já tirarom essa notícia da sua página, assim que só o poderedes ver na ediçom impresa.

29-03-2007

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Cadaver #42

Há umha certa luz incompreensível na distáncia
unha palabra afogada un sinal ou desexo
que chama por nós en peiraos neboentos
que encha as nosas bocas co agre da desfeita

Não há sentido certo. Há côncavas
visões onde distorcemos espélhos chorados
sem memória
apuramos o sopro, viramos o lente
non caemos, miramos para o chan

poo, panasco, lápida – apousa os pés amodo

Igor Lugris
eduardo estévez
mario regueira
elvira riveiro tobío
Celso Álvarez Cáccamo
Eugénio Outeiro
Oscar Mourave
lara do ar
María do Cebreiro

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Cadaver #35

Há umha certa luz incompreensível na distáncia,
unha palabra afogada un sinal ou desexo
que chama por nós en peiraos neboentos
coa voz desacougante e cálida das lumias
Se a liberdade aniña na flor de refugallo
Se remontamos temporal por entre a herba indiscutida
e nom ficamos cingidos nas estátuas do desalento
chegaremos a tempo a ver o desastre, e teremos onde decoser


Igor Lugris
eduardo estévez
Mario Regueira
Gaspar Domínguez
elvira riveiro tobío
Oscar Antón Pérez
manuelanxo
joao

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Expo Cadáver e Limonadas

Os últimos preparativos da Expo Cadáver coincidem com as primeiras limonadas. No Bierzo, para além de existir as frutas da época, ou as verduras da época, também existem as bebidas da época: e na época das férias de Primavera (chamadas polos integristas católicos, Semana Santa), a bebida da época no Bierzo é a limonada. É importante nom confundir esta bebida com nada que tenha a ver com zume de limom.

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