14-09-2008

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Categorias: Escrever nom é mau, Bi-lhei

A minha língua remix (oceanic version)

Publicado na Revista das Letras do 4 de Setembro, trata-se dumha versom do meu próprio poema "A minha língua quero na tua boca", escrita haverá já practicamente dous anos, e que se pode incluir dentro do meu "trabalho" de Bi-lhei.

A minha língua quero na tua boca
e falar com o silêncio dos peixes
tam líquido e húmedo
o falar dos sargos
petaranhas e maragotas
o falar dos xurelos
as sardinhas e as xoubas
Entendermo-nos entre bránquias
Mirarmo-nos entre escamas
Movermono-nos na âgua
entre fluidos e sabores salgados
como quem durme numha cama na tua cama

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02-07-2008

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Categorias: Escrever nom é mau, Bi-lhei

No ponto certo das cousas

A mao, esta mao que te procura
instala-se no ponto certo das cousas
cara ao jogo do riso na Galiza libertada
pola cidade sem ramplas nos passeios. Imos
Abraço a desorde das ideias
Foi preciso para isto nascer e regressar?

Um espasmo de luz incéndia o bosque
No reverso do mar nom há raizes
Confeso que estou tola: Eu vivo no telhado
eu elegim lugar e arquitectura
levantade umha torre
Nos pés das estátuas os cans mejam
Tenho alucinaçons multicores

O caminho é o mesmo
página em branco para punçar de novo
ainda que nom haja oxigénio nem mar
e a torre nom se revele como o caminho do inferno
Mas no meio e meio do trajecto
que parece um compéndio do universo
todo, excepto a beleza, se contagia
Umha cidade ergueita sobre as águas dum rio

Nom há como voltar a umha cidade amada
que se asemelhe ao ruido compartilhado
no cal vivo da água
Sei perfeitamente que todo está aquí
a cabana imortal dumha memória
Do lugar exacto
quero aprender a sair
precisamente para nom sair
e asumir também essa traiçom
ou abandono este verso no meio da rua
um nome recurtado sem sentido
destas ruas que sobem e baixam

A minha língua saberia voltar
e nom saberia dizer onde perdeu as chaves
Sair polo outro lado
mas é que além disso
renace da escuma das águas albinas
que compunham o quadro da cidade
polos bulevares da vissom. Sigue-me
como som as cousas que nos ham acompanhar já sempre

E ficou a televisom prendida
para a minha contemplaçom
quando nada se verque sem mim
Que o alcatram penetre
as frias baldosas do nosso amor

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15-02-2008

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Categorias: Escrever nom é mau, Bi-lhei

Mais poemas de bi-lhei.

Ritmo
Poesia postpoesia
Melodia transmelodia
Com esta rima
a música e a energia...

A senda do teu perfume
sobrevoava aquele humilde quarto do operário
que continuava a fazer parte
do sindicato dos pobres
com a certeza de que
os pequenos alquimistas vivem à margem das galas

Com as palavras que nunca dixemos
de pé baixo do pont-neuf
caminho sobre os passos do inverno e busco um oco
De que me valem agora as palavras
Eu levava cento e vinte dias repetindo o seu nome de seda
doem-me os pés
de manter o equilíbrio

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28-07-2006

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Casa Skylab*

(Mira umha explicaçom sobre este texto)

Quando se nega o dia a escalar o corpo dos altos edifícios
mostrando fragmentos de estrelas proibidas
onde a penas existem feridas que se esquecem
porque nos arrodean os poldros perdidos da brétema

Alta cidade tinguida pola névoa
Na cidade chove em amarelo
umha água fresca que me encelma a língua
e umha música lonxana esvaendo-se

Desde a opaca pátina do balcom pechado
no abissal fundo dos oceanos
venhem lentas as fías dos remorsos
No meio da rua
grosseira inculta e pouco delicada
em um jardin que tarde ou cedo há engolir o asfalto
memória do que queremos esquecer
ainda há algo a reclamar-nos

Som tempos de olhar a chuva
invernía no lento fluír dos almanaques
Será a emoçom quanto vale nesta terra?
De cada cidade agroma o aroma dum mistério
fronte ao mar equivocado
Como sei que ti e eu nos queremos

* O poema é meu, o título de Santiago Jaureguizar e os versos de: Celso Álvarez Cáccamo, Luisa Villalta, Miro Villar, Anxo Angueira, Xohana Torres, Fran Alonso, Antón Avilés de Taramancos, Xosé Luís Santos Cabanas, Yolanda Castaño, José Alberte Corral Iglesias, Ana Romani, Emma Couceiro, Lois Pereiro, Pilar Pallarés, Marta Dacosta, X. Antón L. Dobao, Eduardo Estévez, Carlos Negro, Estíbaliz Espinosa, Alberte Momán, Franck Meyer, Maria Lado.

06-05-2006

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Categorias: Escrever nom é mau, Bi-lhei

Nom há mais butano amor

Nom há mais butano amor
Quanto tempo tarda em acabar-se todo
Um nom sabe bem que sentimento
cria quem esquece o parto, assente a pele e tensa o corpo

A procedência da nossa pele é anterior ao anterior
Contornando o jardim botánico
sempre há umha princesa
porque as laranjas dos reis eram pequenas e doces

Os teus olhos nom olham o que te bica
Assim che medrou no peito um tambor de buxo
Estou como escrita amor no fundo dos versos fluidos

(Os versos som de de Fran Alonso, Yolanda Castaño, Emma Couceiro, Marta Dacosta, Antón Dobao, Estíbaliz Espinosa, Eduardo Estévez, Maria Lado, Franck Meyer, Carlos Negro e Luisa Villalta. A composiçom é minha. Plágio? Criaçom? Recriaçom? Original? Cópia?... Já noutra ocassom falei da minha condiçom de "bilhei".

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