
Essas luzes que
me rodeam é o lume
da terra
Uns versos já publicados neste blogue, e que agora fam parte também do projecto "poesia_para_ver/poesia_para_ler".

Ou o que é o mesmo: 2000 vacas para ver, 2000 vacas para ler.
Na próxima sexta-feira, 24 de Abril, inauguramos a exposiçom "poesia para Ver/poesia para Ler", na Galeria "DOSMILVACAS.arte", de Ponferrada, sala de exposiçons e actividades que é um foco de vitalidade e cultura graças ao bom fazer e capacidade(s) da sua direitora, Reme Remedios.
Depois de ter passado por Cabanas Raras, por Salvaterra, por Ponte Areas, por Compostela, por Trasancos, novamente por Cabanas Raras,... agora é Ponferrada onde estarám pendurados estes cartazes, estes poemas.
O 24 inauguraremos com petiscos, vinho, licor café e música. E cara os primeiros dias de Maio, contamos com poder organizar um micro-macro recital de poesia, do que já informaremos mais adiante.
Quem queira, quem poida, estar esse dia em Ponferrada, já sabe onde me pode atopar. A entrada, com certeza, é livre e de balde. Mais que livre, ilimitada.

Endereço nom atopado.
Direcçom desconhecida.
Lugar inexistente.
O seu sistema foi incapaz de dar com o servidor que procurava. O bucle nom acolhe sincronizaçom no concentrador. Se calhar o endereço nom existe ou o servidor prefire nom dar com ele.
Houvo um erro, umha gralha, um descuido, umha ignoráncia, umha falta de verdade ao teclear o nome do lugar? Está vostede certo de que a direcçom do domínio existe e a sua expiraçom nom se tem registado já? Pode ser que para o óptimo aproveitamento do pesquisador vostede tenha que afirmar como verdadeiro aquilo que sabe que nom pode ser falso? Provou vostede a navegar por outros mares?
Verificou a sua configuraçom de rede e os seus servidores DNS? Comprovou vostede que o seu protocolo interno lhe permite aceder à posse dumha clave IP automaticamente? Está vostede protegido, sem sabé-lo, por um firewall situado mais ou menos próximo do seu lugar de residência?
Se vostede está mal configurado ou resulta imcompatível com os sistemas, a sua navegaçom pode resultar complicada. É vostede o legítimo dono da situaçom?

Este presente que vivo é, foi, resulta umha obviedade dizê-lo, o futuro de onte. Esta vida que fago hoje é o meu destino. Foi o meu destino. Miro-me bem. Reviso o que fago. E nom me entendo. Nom o entendo. Nom som quem de descodificar as mensagens cifradas. Som eu. Fago isto, mas nom consigo aceitar este presente como o meu destino. Em quê momento me confundim? Quando foi que equivoquei o caminho? Onde colhim um desvio? Confundim-me? Enganarom-me? De quem é este presente? De quem tinha que ser? Porque estou aqui, nesta sala, rodeado, tecleando dados incomprensíveis num computador. Este presente de hoje que foi destino, futuro, onte, de quem é, quem o tinha que estar vivindo? Estou sentado em algum lugar que reconheço perfeitamente ainda que nem sei onde é, porque nom quero, nom podo, nom sei reconhecer as imagens que os meus olhos dirigem ao meu cerebro. O único cerebro que tenho. Sincronizo, mas nom conecto. Isto nom me pode estar passando. Porquê duvido até de que eu seja realmente eu? Pode ser que este nom seja o meu presente porque eu nom som quem está aqui? Todo parece repetir-se. Todo é completamente novo. Nom sei quê é o que digo. Ainda. O suor molha-me. Tenho febre. Nom estou disposto a asumir a vida doutra pessoa. Nom quero entrar nas suas intimidades. Vou redireccionar os portos. Vou modificar a configuraçom. Quero saber onde estou. Estarei durmindo? Quem é toda essa gente? De quê falam? Prefiro pechar os olhos. Preciso resetear.

Estou sentado em algum lugar que conheço perfeitamente ainda que nem sei onde é. Com os olhos pechados, podo ver todas e cada umha das cousas que me rodeiam. Conheço todos os nomes de todas as cousas, mas som incapaz de pronunciar algumha palavra inteligível. Procuro nom cair, mas nom tenho onde agarrar-me. Nunca chego ao fundo, vou caindo, caindo, sem fim. Já nom estou sentado. Já nom caio. Sigo em pé. Caminho. Ou nom. Sigo a cair enquanto penso que já nom caio. Todo remata. Todo continúa. Ao tempo que percorro o caminho, fico quieto, parado, imóvel. Tranquilo, sereno, pacífico. Calado, reservado nas palavras. Em voz baixa, repito novamente os versos que aprendim. Estou deitado, com os olhos pechos, e o sol quenta-me a cabeça. A única cabeça que tenho. Nom sei quê é o que digo. Ainda.

Os dous poetas muito pendurados protagonizarám na próxima semana, se o tempo nom o empece e as autoridades o permitem, a página de poesia do Diário Cultural da Rádio Galega, com motivo das suas exposiçons na Galeria Sargadelos de Ferrol. Isso significa, que de segunda a sexta-feira, todos os dias recitaremos um poema entre as 15.00 e as 16.00h.
(Mas, umha hora inteira recitando um poema? Nom, ho! Um minuto apenas, dentro dessa hora).
Já sabedes que a rádio galega se sintoniza na rádio, ou na rede. E se nom, sempre tedes a oportunidade de escuitar no seu web as gravaçons passados esses dias. Para quem esteja aí, escuitando-nos, saúdos.
Vai fazendo click em cada tele. Por orde. Ou nom. Isto é livre.
Capítulo I:
Capítulo II:
Capítulo III:
Fai click.

Do 6 ao 28 de Fevereiro, na Galeria Sargadelos de Ferrol, Eduardo Estévez e Igor Lugris penduramos as nossas obras poético-visuais "Os veos da paisaxe" e "poesia para Ver/poesia para Ler". O dia 6, às 20.00h., fazemos umha inauguraçom, com recital estéreo a quatro maos incluido, e uns petiscos e uns vinhos para ajudar a digerir tantos poemas cheios de versos e palavras. Este é o convite informal.
Se queres, podes e desejas passar por ali, veremo-nos.
Seremos dous poetas muito pendurados. Pendurados das paredes.

Hoje, o Diário de Leom, lembra-nos que Lugros, esse poeta, vai estar manham em Cabanas Raras, dando um recital.
Já sabedes que a entrada é de balde.
Estades convidadas/os.
(Ao remate, tomaremos um vinho).