Qualquer empresa presente na Galiza e que tenha um serviço de atençom telefónica aos seus clientes, deveria de dar a oportunidade de configurar essa atençom telefónica na nossa língua, em galego.
Nom todas as empresas oferecem essa possibilidade, e isso deberia ser umha cousa a denunciarmos constantemente de todos os sectores interessados na normalizaçom da língua galega.
Mas nom só. Exigir um serviço telefónico na nossa língua, também é umha forma de defender os postos de trabalho na nossa terra: as empresas onde podas configurar a tua conta como cliente para ser atendido sempre em galego, nom poderam contratar essa atençom com outras empresas (os call centers) de fora do país, porque nom teram gente que poda atender em galego.
Assím, se em todas as empresas com as que tenhas relaçons telefónicas, configuras o teu perfil de cliente para ser atendido em galego, estarás contribuindo a que haja postos de trabalho nos call centers das nossas vilas.
Por exemplo, se es cliente de Vodafone, e exiges que te atendam sempre em galego, serás atendido por pessoas galego-falantes que trabalham numha cidade da Galiza irredenta.
Mas o mesmo sucede com outras empresas: Movistar, Orange, R, Gas Natural, Endesa, Iberdrola, BBVA, Nova Caixa Galicia, etc, etc...
Para defender a língua, para impedir que as empresas "deslocalizem" a produçom: exige ser atendido na nossa língua.
Nom tem sentido escrever um poema novo
quando ainda o anterior nom está rematado
Faltam-nos tantas e tantas palavras que acrescentar
Tantos ritmos internos que procurar
Tantas metáforas ainda pertinentes que estabelecer
Faltam-nos tantos significados por descobrir
Nom tem sentido escrever um poema novo
quando ainda nom fomos capazes de escrever o anterior
Quando ainda nom tivemos a oportunidade
ou a capacidade a habilidade
ou se calhar a audácia
para continuarmos a escrever o poema anterior
que ficou na memória repetindo-se insistentemente
aguardando um final
Faltam-nos tantas batalhas que ganhar
Nom tem sentido escrever um poema novo
quando ainda temos que dizer novamente o que já está dito
fazer o que já está feito
demonstrar o que já mostramos
Ser o que já somos
Nom
Nom tem sentido escrever um poema novo
quando ainda temos é que escrever os mesmos versos
para continuar berrrando as mesmas palavras
e fazendo as mesmas pintadas
Por isso digo que nom
(que nom tem sentido escrever um poema novo)
A, por agora, última promesa de postos de trabalho que nos traem para o Bierzo as autoridades, de maos dadas com a classe empresarial, é umha auténtica fábrica de merda, umha fábrica de venenos e residuos perigosos, tóxicos e poluintes .
No Bierzo já temos duas centrais térmicas de carbom: Compostilha (Endesa) e Anlhares (Union Fenosa), sendo a de Compostilha a segunda mais grande de todo o Estado espanhol, e umha das mais contaminantes; contamos também com umha fábrica de cementos em Toral dos Vaos (Cementos Cosmos, Grupo Cimpor), e umha acería (Roldan, grupo Acerinox). Estas 4 empresas, altamente poluintes, já deveriam encher a porcentagem deste tipo de indústrias na nossa comarca.
Mas nom é assim. Novas ameaças sobrevoan os nossos ceus. Cementos Cosmos sigue avante no seu projecto de convertir-se numha empresa incineradora de todo tipo de residuos; está em marcha um projecto de incineradora de pneumáticos em Branhuelas, e, por último (por agora), a instalaçom no macropolígono industrial do Baio dumha planta de fundiçom de residuos para a produçom de óxido de zinc.
No Bierzo estamos avondosamente contaminados, e nos últimos anos tenhem-se rebasado os níveis de alerta à populaçom e os níveis recomendados pola OMS em varias ocasions, especialmente em dióxido de enxofre e ozónio. Seguimos sendo, segum os informes de “Qualidade do ar” da própria Junta de Castela e Leom (que se podem consultar no seu web), um dos pontos onde se sobardam os limites legais estabalecidos para a protecçom da saude.
Polas suas características climáticas e orográficas, a contaminaçom que se produz no Bierzo persiste durante muito mais tempo, convertindo-se assim em muito mais perigosa e prejudicial para a saude e para a produçom agroalimentária. Em numerosas ocasións as organizaçons ecologistas e ambientalistas tenhem solicitado um estudo epidemiológico da nossa regiom, que poderiam confirmar a relaçom entre a contaminaçom que padecemos e os altos índices de câncer, enfermidades respiratórias e pulmonares, alergias, etc... que existem no Bierzo.
Porém, as autoridades, políticas, económicas e administrativas, permitem continuar avante com o projecto da empresa Aqualdre Zinc, que pretende instalar essa planta de produçom de óxido de zinc a partir da “reciclagem” de pó de aço.

Ontem foi apresentado em Vigo um manifesto assinado por numerosas personalidades do mundo da cultura, as artes, o ensino, profissionais, etc, junto a representantes de movimentos sociais e políticos da Galiza e internacionais, em apoio à luita operária que está a ser dada nas ruas de Vigo polo proletariado galego como símbolo da luita de todo um povo e umha classe pola plena emancipaçom.
Adire ao manifesto e encaminha-o entre os teus contactos. A solidariedade também é umha arma carregada de futuro.
Eis o documento na sua versom integral, seguido de um resumo dos apoios recebidos polo mesmo:
A historia está a ser escrita nas ruas de Vigo
As e os abaixo assinados consideramos um imperativo ético e social dar todo o apoio solidário à luita dos metalúrgicos de Ponte Vedra que, junto aos trabalhadores e trabalhadoras doutras empresas radicadas em distintas zonas da Galiza, hoje simbolizam no nosso país a mobilizaçom social e obreira contra umha resoluçom da crise capitalista favorável em exclusiva aos mesmos que a provocárom. A gente do Metal, polos seus métodos democráticos, assembleares e combativos, sem se dobrarem diante de um patronato que nos derradeiros anos aproveitou a bonança económica num contexto de contínua reduçom da capacidade aquisitiva e restriçom dos direitos sociolaborais do pessoal assalariado, vem sendo um exemplo para o conjunto da classe trabalhadora galega, em paralelo às mobilizaçons que estám a acontecer na Grécia, Portugal ou França.

Da Fundaçom Artábria queremos pedir a tua ajuda para reclamar à Real Academia da Língua (RAG) que renda a merecida homenagem ao professor Ricardo Carvalho Calero, no vindouro ano 2010, quando se comemora o primeiro centenário do seu nascimento e o vigésimo da sua morte.
Para isso, pedimos-che que escrevas este correio ao seguinte endereço: presidencia@realacademiagalega.org
Também che rogamos que envies a todos os teus contactos esta informaçom, para espalharmos esta campanha entre todas e todos.
Nom demores a enviar o teu correio-e, a decisom da RAG é iminente!
Obrigad@s
Ricardo Carvalho Calero, nascido em Ferrol em 1910 e falecido em Compostela em 1990, traça com a sua trajectória vital um laço de uniom entre pessoas e acontecimentos que atravessa o século XX.
Em 2010 vam-se cumprir 20 anos da sua morte e 100 anos do seu nascimento. Números redondos que nos convidam, mais umha vez, a reclamar a homenagem da que este homem é merecente. Desde o ano 2000, a iniciativa da Fundaçom Artábria, diversas instituiçons e associaçons solicitam que se lhe dedique o Dia das Letras Galegas. Até hoje esta solicitude nom foi atendida, ainda que existam numerosas razons para este merecimento:

Há um par de semanas, lim o resultado dumha enquisa num diário que dizia que dous de cada três subditos (à força) do Reino de Espanha nom sabia quê dia eram as eleiçons ao Parlamento Europeu.
Pensei que tal vez o resultado fose um bocadinho exagerado. Mas depois, com o passo dos dias, decatei-me de que nom. A verdade é que pouca gente sabe quando som a eleiçons, e a campanha eleitoral passa por diante de nós com escasso sucesso. Isso fai prever que a participaçom nesse dia nom vai ser muito elevada. Mas aos grandes partidos, aos tertulianos, aos colunistas da imprensa séria nom lhes importa isso. Melhor, pensam. O Parlamento Europeu está considerado como um retiro dourado, umhas férias, ou umha saida digna para aqueles e aquelas que já nom tenhem lugar nas outras instituiçons: cobrar muito, muito, trabalhar pouco, pouco, e nunca, nunca ter que rendir sobre o trabalho feito ou deixado de fazer.
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Cedo-lhe a palavra ao e-Estraviz:
Evasom: s. f. (1) Acto ou efeito de evadir-se: planear uma evasom. (2) Prática que consiste em evitar pensar nos problemas do quotidiano. (3) Atitude deliberada que consiste em evitar falar sobre uma questom. (4) Evasiva, subterfúgio [lat. evasione].
Como sempre, A PROPIEDADE INTELECTUAL É UM ROUBO.
Copia, cola, distribue, difunde.

"Cual tesoro q'a codicia
de dóus avaros escolta
con xusticia, óu sin xusticia,
tira por éla Galicia,
máis Castilla non a solta"
Antonio Fernández y Morales, Ensayos Poéticos en Dialecto Berciano (1861)

Galego, sempre mais
Contra a imposiçom do castelhano
Adire à manifestaçom que terá lugar o dia 17 de maio às 12h15 em Compostela: info[@]galegosempremais.net
O dia 17 de maio é um dia para denunciar nas ruas a única imposiçom lingüística verificável que este país sofre diariamente. E este ano estamos a viver um contexto novo, um contexto cheio de dúvidas e de poucas esperanças para a sobrevivência da língua na Galiza, daí que todos o colectivos que assinamos este manifesto queiramos expressar conjuntamente o nosso ponto de vista e contribuir para o avanço da normalidade lingüística no nosso País.
O nosso manifesto leva como lema “Galego, sempre mais”, e dizemos isto porque achamos que se por um lado o galego é umha língua cheia de possibilidades e oportunidades, por outro lado, tudo o que se fizer na Galiza em favor dos usos da língua galega nunca será suficiente. Saímos à rua com umha mensagem clara: “Contra a imposiçom do castelhano”.
Os colectivos que assinamos este manifesto temos toda a vontade de somar esforços pola dignificaçom do galego na Galiza. Se este 17 de maio nom há convocatória unitária é porque a mesa pola normalizaçom lingüística optou por prescindir do resto de organizações (fomos convidados a apoiar umha mobilizaçom já convocada previamente). A Mesa nom é a única organizaçom a defender a língua e, portanto, nom pode agir como se o fosse. É por isto que nom apoiamos nominalmente a manifestaçom da Mesa. No entanto, por responsabilidade com o momento histórico que padecemos, somaremo-nos a este 17 de Maio. Faremo-lo mantendo umha distáncia com quem achamos que atende mais as necessidades de umha sigla política que as do movimento normalizador.

Reconhecidas figuras do marxismo internacional visitarám a Galiza para participar na décima terceira convocatória das Jornadas organizadas por Primeira Linha desde 1997. Nesta ocasiom, especialistas de Porto Rico, Brasil, Portugal, Euskal Herria e Galiza porám em contraste as suas teses sobre a vigência da revoluçom socialista e as perspectivas abertas pola crise capitalista. Reproduzimos a seguir o texto de apresentaçom elaborado polo Comité Central de Primeira Linha e as referências biográficas das companheiras e companheiros participantes.
Serám no Centro Social do Pichel (Compostela), no dia 30 de Maio, a partir das 11 da manhá e das 5 da tarde.