Clube d@s Poetas Viv@s: Alta Qualidade!

Clube d@s Poetas Viv@s: Alta Qualidade!

07-11-07



Perto de 30 amig@s acompanharam o encontro no «Pata Negra»
(Ourense, 27 de Outubro de 2007)

Clube d@s Poetas Viv@s.- Durante o passado mês de Outubro de 2007 realizamos mais dois novos recitais em Ourense, o primeiro na Cafetaria Dali e o segundo, um grande encontro no restaurante «Pata Negra». Mais uma vez o Portal Galego da Língua anunciou ambos, reproduzindo no primeiro caso um comunicado no qual batemos o ponto na primazia do humanismo sobre o mercantilismo actual. Ainda, o blogue Altera Galiza publicou uma alargada crónica multimédia a respeito do encontro no «Pata Negra».

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Comunicado Portal Galego da Língua
(04 de Outubro de 2007)

O Clube dos poetas vivos é um espaço interactivo de musica, poesia e pintura... Nasce como um espaço de liberdade, com a necessidade de dinificaçom da língua e a cultura galegas.

Impulsando um ambito galego amplo e internacional, projectando o galego em todas as suas vertentes. Dando primazia ao humano sobre o mercantil, ao dialogo sobre a impossiçom, a ideia como forma de apertura mental.

Luta pela libertaçom do ser humano, pela recuperaçom da sua identidade própria... É uma gotícula de agua fresca neste imenso mar de consumo e modelos estabelecidos.

Um pequeno orvalho que junto a outros aromas frescos tenta mudar e dinaminaçar uma sociedade hipnotizada pelo poder do mercado. E em essa luta tod@s somos imprescindíveis.

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Foto-reportagem - Cafetaria Dali

Panorâmica com o Servardo, o Artur, a Belém e o Zé Manel

Servando na guitarra e Belém recitando

Servando Barreiro

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Poesia para construirmos uma Altera Galiza
(Por Vítor M. Lourenço Peres)

Em passado sábado, 27 de Outubro de 2007, assisti em Ourense ao um encontro poético-musical convidado pelos amig@s do Clube d@s Poetas Viv@s. Num bom ambiente -a sala de refeição do restaurante no qual estivemos a cear e desfrutar do evento estava quase lotada, o Artur Alonso, o José Alberte Corral, a Belém de Andrade, o José Manuel Barbosa e o Carlos Rafael, acompanhados musicalmente pelo Armando Ouxea, ofereceram conversa da boa e poesia da libertadora.

Foi grato mesmo. Este Clube sonhador tem conseguido que, junto com outras iniciativas, de uns anos para cá olhe a poesia e @s seus/suas autore/as de uma outra maneira. Se tiverem oportunidade, não hesitem em assistir às diversas recitações que dão pela Galiza toda -e nem só. Poderão fazer ressurgir uma Altera Galiza esquecida nos pensamentos.

Para fazer boca, dependuro aqui uma breve foto-reportagem do evento, bem como dois dos poemas dos grandes Luís Seoane e Antón Avilés, duas grandes peças líricas que no último ano me enviou o amigo Ernesto Vázquez Souza, referindo dois projectos nos quais estava/estive envolvido, o PGL e a Esmorga, e que eu ousei mesmo mal-recitar nessa noite.

Ainda, se o pessoal quiser desfrutar mais, pode fazer visionamento do vídeo gravado por mim na Esmorga, em ocasião da apresentação nesse local do Clube d@s Poetas Viv@s. Gravei também este, o som não dá para acompanhar do melhor mas também coloco. Em vídeo, alguma das peças da Concha Rousia logo poderão ser colocadas no YouTube.

Por sinal, o restaurante ourensano em que estivemos leva o nome espanhol de Pata Negra, isto é, Alta Qualidade!

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Áudio recitação poético-musical no «Pata Negra»

=> Descarregar Ficheiro MP3
[Duração da gravação 1 h 42 min | 98.1 MB]

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Foto-reportagem - «Pata Negra»

Armando Ouxea

José Alberte Corral

Belém de Andrade

José Manuel Barbosa

Concha Rousia e, ao seu lado, José Paz

Artur Alonso

Carlos Rafael

«O Rodavalho»

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«O Pasado»
Luís Seoane
As cicatrices - 1959

Quenes quer o esquecemento,
afogar os recordos,
que tamén nos esquezan.

Tampouco acorden o noso nome,
esto ou aquelo,
unha anédota calquera,
a lembranza da amistade,
o berro común do pasado.

Guinden noso nome
á preta cova dos mortos
que eles queren olvidar.

Boten noso apelido
sílaba a aílaba,
letra por letra,
tras a cerca do caveiro común.

Alancen entre isas cinzas
a bandeira que un día erguemos xuntos,
as pantasmas de aqueles mortos

que esquecéndoos voltan a matar.
De calquer xeito,
aínda así,
tampouco podrán esquecer esta segunda morte.

Alguén, sen arrepiarse,
coidadoso de honrar ós mortos,
non sabemos quen,
con seguranza aínda non nacido,
fará memoria.

Herdará no seu sangue o recordo
e oferecerá
nos petos das ánimas
un novo amor á libertade.

Nos acordaremos sempre,
aínda desde a fosa,
no caveiro,
en Santa compaña pol-os camiños,
despois de moitas vegadas mortos.

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«Fusquenlla»
Antón Avilés
Última fuxida a Harar - 1992

HAI que romper, romper, romper:
O ciclo era perfeito, da cantiga de amor,
de Compostela, á gran revolta camponesa.

Hai que romper os púlpitos, as torres de homenaxe,
os parapetos, as almeas, romper as saeteiras,
hai que romper os fosos, hai que romper o escuro
e abrir as portas.

Foi colleita de cedo
que non dou froito no Renacimento.

Mais estaba a carraxe aniñada nas pedras,
bruaba a ira nas eixadas, oulaba nas gorxas
un aturuxo unánime e flameaba nos fungueiros
unha raiva contida e milenária.

Todo poder é un mal, entón a fouce
afia-se dun xeito disconforme
e tronza o gorgomil dos arcebispos:

"Eminéncia, perdoe a cortesia...".

Comeza a arcada a derrubar a torre
e o pau de ferro fai tremer os montes.

Hai que romper de norte a sul Galiza,
queimar as rozas dunha idade antiga
e ver nascer o sol, lástima fora.

E andaba o sol bailando nos regueiros
mentras o Sol universal brillaba mais alá dos confins,
Terra querida, que sempre chegas tarde
ou chegas antes ou despois da História
e andamos foscos no correr do tempo.

Hai que romper, romper agora!

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Escrito ?s 22:03:11 nas castegorias: Notícias na Hora, Crônicas Multimédia

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