Juramento do Clube d@s Poetas Viv@s

Juramento do Clube d@s Poetas Viv@s

07-11-07



Publicado na revista Agália nº 87/88
(2º semestre de 2006)

Clube d@s Poetas Viv@s.- O volume que agrupa os números 87 e 88, correspondentes ao 2º semestre de 2006, da revista de ciências sociais e humanidades «Agália», publicação que vem à estampa desde 1985 graças à Associaçom Galega da Língua, dedica no seu sugestivo Percurso quase 4 páginas ao Clube d@s Poetas Viv@s, publicando uma resenha biográfica acerca das vozes que fazemos parte do mesmo bem como o nosso Manifesto e, ainda como novidade, o nosso Juramento, que para já recuperamos aqui.

Continua:

Clube d@s Poetas Viv@s «Vozes em Liberdade»

Com Motivo do 25 Aniversário da AGAL (Associaçom Galega da Língua) juntárom-se em Vilar de Santos um grupo de poetas para a celebraçom do histórico evento no «I Festival da Mocidade», a causa do qual passárom a se auto-denominarem Clube d@s Poetas Viv@s.

[...]

Juramento

Somos o Clube das Poetas e dos Poetas Vivos, (como alguém disse uma vez), e juramos não voltar os olhos quando a injustiça nos atingir.

Juramos pois:

1.- Não olhar para outro lado, quando o filho, a filha, sentir necessidade de verbo, de carne, de lembrança, da história que lhe foi roubada e juramos, a dia de hoje, para ele, e por ela, resgatá-la.

2.- Não olhar para outro lado quando a opressão em quaisquer das suas formas -de género, de classe, aparecer diante de nós.

3.- Não olhar para outro lado quando o dinheiro nos comprar a alma, quando a barbárie de cimento nos transformar o litoral, nos esmagar as paisagens da infância, nos reduzir em guetos, nos castigar com a marginalização.

4.- Não olhar para outro lado enquanto se sofrer à nossa frente persecução por causa duma justiça sempre ao serviço de aqueles que nos maltratam a alma, nos destruem o espírito, asfixiam em nós o amor.

5.- Não olhar para outro lado enquanto o mundo agoniza, os poucos se enriquecem, os muitos emagrecem, e morrem nas suas guerras pola sua voragem insaciável de ambição criminosa.

6.- Não olhar, nunca pois, para outro lado... como condição mínima para usar e prezar como um tesouro a palavra que é voz.

Somos o Clube das Poetas e dos Poetas Vivos, eis a nossa promessa, e nosso é o dever de cumpri-la: levarmos a voz àqueles que foram dela despossuídos, alcançarmos todos, todas juntas a dignidade que o tempo dos olhos nos apagou, enquanto dormíamos sem conta numa Longa Noite de Pedra que século a século o nosso espírito secou.

Somos o Clube das Poetas e dos Poetas Vivos, resgatamos a dignidade através da palavra, e a palavra obriga-nos a sermos dignos também nós.

Escrito às 19:53:21 nas castegorias: Notícias na Hora, Quem Somos?

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    Somos pessoas que tentamos transmitir liberdade às novas gerações, enfiando palavras que saem do coraçom e enfeitando-as com acordes e melodias.

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