Harold Alvarado Tenorio: «Um moço no meio do século»

Harold Alvarado Tenorio: «Um moço no meio do século»

10-11-07



Tela: «Genoma Humano»
(Autor: Carlos Meinardi)

Artur Alonso.- Ao meu modo de ver Harold Alvarado Tenorio é um dos maiores poetas vivos em língua castelhana... Ao meu modo de ver a literatura colombiana tem contribuído ao mundo três figuras de uma grande relevância... que cada um ao seu modo tem revolucionado em certo sentido a própria literatura Hispano americana.

Em preceitos de um quarentão Harold Alvarado Tenorio desnuda o homem, e as suas irrealidades, as falsas certezas... o convencimento cínico como auto-desculpa, e atira-nos o poema em cima, para que nos vejamos no espelho, para que assentemos os pés, ou bem pelo contráio para que caminhemos decididos aceitando as consequências. Em uma palavra, para que nom nos levemos a engano... e fá-lo a partir do interior do próprio ser, onde nom há refúgio para falsa especulaçom...

Desfrutemos deste poema... e sintamos dentro nossa a ferida própria dos nossos medos primários... firamo-nos com o poema... e depois saiamos fortalecidos aceitando afinal a nossa decisom... a frente, ou recuando. Que vida queres viver?

Ou talvez os quarenta sejam a melhor desculpa... para deixares a luta às novas gerações.

«Um moço no meio do século»
Harold Alvarado Tenório (Colômbia)
Site Web


Deverias,
Deverias ? a ti repetes ?
Voltar aos dias de tua infância.
Talvez aqueles
Onde caíam os cachorros
Buscando a morte
E tua jovem tia solteira trazia os recém-nascidos
Numa canastra de compras.
Tua infância não volta da pronto à memória.
Há etapas.
Que não querem emprender o caminho do regresso
Nelas estão teu cão envelhecido,
Tua galinha de três anos
E a sombrinha que a negra Elisa te deu
Aos sete.
Não há paisagens, apenas a vazia terra do adobe.
Vagos são teus anos e também o crescimento do corpo
Ou o nascimento destes desejos que te atacam.
Deverias ? a ti mesmo repetes ?
Voltar ao perfume de tua mestra.
Mas, que importa isso agora?

[Tradução de Domingos Carvalho da Silva]

Escrito ?s 13:18:49 nas castegorias: Poetas e Poesia, Colômbia

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1 comentário

Comentário de: Francione Carpes [Visitante]  
Francione Carpes

Notavel a poesia de Arthur Alonso.Possui uma vitalidade tão intensa quanto a obra escolhida para o seu trabalho, Genoma Humano.

02-01-08 @ 19:16
      O nosso clube é um grupo de galeg@s comprometid@s com a terra e a língua que tencionamos trazer a voz que chega d@s noss@s avôs e d@s avôs d@s nosso@s avôs.

      Somos pessoas que tentamos transmitir liberdade às novas gerações, enfiando palavras que saem do coraçom e enfeitando-as com acordes e melodias.

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