[O Sítio de Suso Sanmartin]

      No Caminho Português a Santiago de Compostela existe um lugar chamado Angueira de Suso.

      Segundo o dicionário e-Estraviz da língua galego-portuguesa “angueira” é “o quefazer, cuidados e negócios que cada pessoa tem”. “Angueiras” som “trabalhos, cargas sofrimentos”. Por sua parte “suso”, do latim susu, quer dizer “acima, atrás”.

      Angueira de Suso é o sítio de Suso Sanmartin na rede. Aqui colocará o susodito as suas angueiras presentes, passadas e futuras.

      Obrigado pola visita.

      susosanmartin@gmail.com


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Arquivos para: Junho 2006

'susoditos' estabelecimentos comerciais (II)
suso suso suso suso

Coa publicaçom das fotografias dos dous negócios que, homónimos nossos, existem na compostelana Rua de São Pedro (“Calzados Suso” e “Suso’s Peluqueria”) o passado 15 de Junho dávamos início à série intitulada ‘susoditos’ estabelecimentos comercias.

Quinze dias depois continuamos a série coa publicaçom das fotografias do resto dos ‘susoditos’ estabelecimentos comerciais que, segundo o guia QDQ, existem no Concelho de Santiago de Compostela: o céntrico Hostal Suso (Rua do Vilar, 65), a periférica Peluquería Suso (Rua Domingo A. de Andrade, 8, Bº Vite) e a ultra-periférica Electricidad Suso, S.L. (Santa Luzia-Valado, 13), a uns 400 metros da Estaçom de Serviço Santa Luzia, bomba de gasolina da Campsa que se topa, indo pola Estrada de Ourense (N-525), a 4,5 quilómetros de Santiago de Compostela.

J dE B
javier de burgos

Na terceira página do seu último número (Nº 43, de 15 de Junho a 15 de Julho de 2006) Novas da Galiza volta a publicar uma antiga vinheta minha já publicada com antecedência no Periódico Galego de Informaçom Crítica (no segundo número, de Abril/Maio de 2002, concretamente).

Há quatro anos a vinheta que ilustra este post ilustrava um editorial do NGZ intitulado Passarmos a Raia, Reivindicarmos Galiza. Hoje as amigas e os amigos do “Novas” têm a bem recuperá-la como ilustraçom dum outro editorial, intitulado Os Pesos Mortos, acerca da corrupçom nas quatro Deputações Provinciais da Comunidade Autónoma da Galiza.

NOTA: Em 1833, sendo secretário de estado de fomento, Javier de Burgos foi o responsável pola divisom em províncias do Estado Espanhol. O antigo Reino da Galiza desaparecia definitivamente do mapa e era substituído polas actuais províncias espanholas da Corunha, Lugo, Ourense e Ponte-Vedra.

Escrito em 29-06-2006, na categoria: COLABORAÇÕES HABITUAIS:, Novas da Galiza
In E.G.U. Ego Sum
in egu ego sum

Nom vamos enganar ninguém. Angueira de Suso é, como o seu próprio nome indica, um blogue para o auto-bombo do seu autor, um servidor. Eu não peço desculpa, portanto, pola história que a seguir lhes vou contar.

Hoje à tarde fum à Biblioteca da Faculdade de Filologia da Universidade de Santiago de Compostela (USC) procurando uma outra cousa e topei-me, pola primeira vez, com o tomo 15 da Enciclopédia Galega Universal (EGU).

Neste décimo quinto tomo da E.G.U. era no que o meu nome devia aparecer de ser certo o que Anxo X. Rajó Pazó, de Ir Indo Edicións, me contava num e-mail de 2 de Agosto de 2005:

Estimado Suso Sanmartín, con motivo da saída do tomo XV da Enciclopedia Galega Universal, onde incluímos a súa biografía, envíolle os datos que obran no noso poder para que rectifique, modifique ou engada (brevemente e no prazo dun par de semanas se é posible) a súa entrada. Se ten algunha dúbida pode poñerse en contacto connosco a través de prensa[arroba]irindo.com ou ben chamando a IR INDO EDICIÓNS ao 986 213 314. Sen máis reciba unha cordial aperta.

Anxo X. Rajó
IR INDO EDICIÓNS

Abro o tomo e, com efeito, aí estou eu, na página 166, entre a filóloga Goretti Sanmartin e a “manobra de Sanmartino”:

Sanmartín Xuncal, Xesús (Bueu 1971) Debuxante. Coñecido como Suso Sanmartín, licenciouse en Belas Artes pola Universidad de Salamanca. Creador de historias cargadas de ironía, o seu estilo achégase á caricatura. Colaborador do semanario A Nosa Terra e da revista de humor Xo!, Tempos Novos e Novas da Galiza, participou no album colectivo H2Oil coa historia “Lapamán”. Gañador do III Concurso Galego para Caricaturistas Noveis (1996) e do XV Concurso Galego de Banda Deseñada Xuventude’99 (1999), recibiu o premio Ourense ao mellor autor novel (2000).

In E.G.U. Ego Sum. Tenho o “ego” inflamado como um zepelim (é a primeira vez, compreendam a minha excitaçom), se quiserem contribuir a inflamá-lo ainda mais deixem os seus comentários aduladores a continuaçom. Para já, muito obrigado ;-)

Escrito em 22-06-2006, na categoria: VÁRIOS
A “FIGa” e mais a “U”
a figa e mais a u

No número 2 da revista De Troula, Revista Mensal da Movida Galega, publiquei duas criações próprias de inspiraçom nacional-POPular que já há anos publicara, como ilustrações dos Dias Soltos do Bieito Iglesias, na revista Tempos Novos.

A “FIGa”

A primeira é uma paródia do logótipo da Confederaçom Intersindical Galega, obra de Torné Associados. Embora muito subtilmente (ao menos eu demorei bastante em reparar nisto) as siglas do sindicato nacionalista (CIG) adoptam no original a forma dum punho fechado. Dum punho, duma mao fechada, desculpem a redundância. Da mao direita, concretamente.

Junto com a estrela vermelha de cinco pontas, o punho é um dos símbolos da esquerda (quer socialista, quer comunista). Tanto uma quanto o outro querem representar o internacionalismo proletário. Cinco pontas, cinco dedos, cinco continentes... Proletários do mundo, uni-vos!!!

Ao esticar o polegar, colocando-o entre o médio e o indicador, na minha paródia o punho da CIGa transforma-se na figa da FIGa.

Figa s. f. (1) Amuleto em forma de mão fechada, com o polegar entre o médio e o indicador, para a preservaçom dos malefícios. (2) Sinal que se faz com a mão, pondo os dedos na posiçom do amuleto como sinal de repúdio, indignaçom ou esconjuro. (3) Engano, mentira [lat. *fica, por ficu]. (Dicionário e-Estraviz).

A “U”

A segunda é uma paródia do logótipo de “U”, a “linha básica” de Aldolfo Domínguez. A Uniom do Povo Galego (UPG), partido comunista patriótico do que Francisco Rodríguez é secretário geral, é popularmente conhecida como a “U”. Aproveitando que os apelidos de ambos terminam em –ez (“filho de...”), na minha paródia o nome do deputado nacionalista no Congresso dos Deputados substitui o do internacionalmente conhecido estilista ourensano.

FIGa
-Tempos Novos Nº 69 (Fevereiro de 2003), pág. 81.
-De Troula Nº 2 (Março 2006), pág. 6.

U-Francisco Rodríguez
-Tempos Novos Nº 63 (Agosto de 2002), pág. 73.
-De Troula Nº 2 (Março 2006), pág. 9.

Escrito em 17-06-2006, na categoria: COLABORAÇÕES HABITUAIS:, Tempos Novos, De Troula
'susoditos' estabelecimentos comerciais (I)
suso suso suso

Na passada sexta-feira, máquina fotográfica em riste, fum à compostelana Rua de São Pedro disposto a fazer-lhe uma foto à loja de fotografia que, chamada igual que eu, alí havia.

Recordo ter feito umas fotos “tipo passe” em “Foto Suso” mas tenho que confessar nom ter-me apercebido da sua desapariçom (esta deveu acontecer -segundo ontem me contava um amigo dotado de elefântica memória- haverá uns seis anos).

Desde havia algum tempo rondava-me a cabeça a ideia de fazer e coleccionar as fotos dos numerosos estabelecimentos comerciais que, homónimos meus, existem ao longo e largo do país. Agora que tenho o meu próprio blogue pessoal creio que chegou a hora de encetar a coleccçom.

Infelizmente “Foto Suso” já nom existe, mas na Rua de São Pedro (Compostela) ainda ficam dous “susoditos” estabelecimentos comerciais: uma sapataria (“Calzados Suso”, Nº 17-19) e um cabeleireiro (“Peluqueria Suso’s”, Nº 115).

gallescuelas
galescola gallescuela

Ontem chegou à minha caixa do correio o número 109 (Junho 2006) da "Revista Mensal de Informaçom para o Debate" Tempos Novos.

Na sua página 81 este número traz, em escala de cinzento, a ilustraçom da minha autoria que ilustra este post e que foi originalmente realizada para a secçom, intitulada "Dias Soltos", que o escritor Bieito Iglesias tem em "Tempos".

Neste mês, como cada dous, era a mim a quem correspondia "iluminar" a beneditina secçom (alternamo-nos o José Tomás Díaz Teijo e mais eu em tal encomenda) e decidim fazer a minha ilustraçom sobre um tema de candente actualidade ao que o Bieito Iglesias fazia referência em duas datas diferentes da sua pessoal bitácora:

MAIO 15
ENCAMADO
Con tanta preocupación como hai -entre columnistas de Madrid e estilitas da Estrada- pola inminente ruptura de España en faragullas cativas, polas ikastolas que vai montar Quintana... (pág. 80).

MAIO 17
DELIRIO
Maniféstome polas rúas compostelás entre os simpatizantes da Mesa pola Normalización (...) Existen polo visto empresarios, camareiros, funcionarios xudiciais, ensinantes e políticos -Núñez Feijoo desconfía dos xardís de infancia galeguizados- que detestan o idioma do país... (pág. 81).

A ideia das gallescuelas ocorreu-se-me durante a conversa que na quarta-feira, 24 de Maio de 2006, mantivem no Suso (Rua do Vilar, 65. Compostela), onde senom, com os meus amigos Óscar, Sabela e Jose Ramom (à sazom vogal da VOGAL, Associação Viveiro e Observatório das GALescolas).

Daí a dous dias, na sexta-feira, 26 de Maio, o meu amigo José Ramom deslocaria-se a Ourense para pronunciar no Café Cultural Auriense uma palestra sobre "o autêntico projecto" das Galescolas, palestra apresentada polo Vítor Manuel Lourenço Peres (Director do Conselho de Redacçom do PGL) e publicada por ele mesmo em Alter Galiza, o seu magnífico blogue.

Escrito em 13-06-2006, na categoria: COLABORAÇÕES HABITUAIS:, Tempos Novos
Yo Tube
Yo Tube Un Sueño

Ante-ontem, 8 de Junho de 2006, os utilizadores dos blogues agal-gz recebemos um e-mail do Eugénio Outeiro, Redactor-Chefe do Portal Galego da Língua e Responsável pelos Blogues agal-gz, em que se nos informava de que, desde esse mesmo dia, já poderiam ser empregues arquivos do You Tube nos blogues agal-gz, uma vez resolvido “o problema de desenho inicial do b2evolution, o software com que trabalham os nossos blogues, que não nos permitia introduzir este tipo de arquivos compartilhados”. (Muitíssimo obrigado, caro Ugio).

Hoje, pensando em como chamar-lhe à categoria que para arquivar as minhas vídeo-criações tinha pensado criar neste blogue, tivem uma ideia. Eu tivem uma ideia.

Talvez fosse pola culpa da ressaca, mas a ideia que eu tivem foi a de baptizar a susodita categoria com o nome de Yo Tube Un Sueño parodiando, ao mesmo tempo, o título do famoso discurso proferido por Martin Luther King em 28 de Agosto de 1963 e mais o nome do nom menos célebre website.

Como a ideia me pareceu bastante óbvia, procurei no Google para ver se a alguém se lhe teria ocorrido já. A minha pesquisa ofereceu uns resultados surpreendentes: “aproximadamente 56.500 páginas en español” de “yo tube” e de “yo tube un sueño”, "aproximadamente 46 páginas em español", entre as quais esta.

Eu não peço desculpa por ter baptizado uma categoria do meu blogue na língua de Cervantes no Dia de Camões (de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas, para sermos exactos). Nom é a primeira categoria de Angueira de Suso nomeada numa língua estrangeira nem, provavelmente, será a última.

Feliz Dia de Portugal para todas e todos!!!

Escrito em 10-06-2006, na categoria: YO TUBE UN SUEÑO
Denantes...
três sereias três

1) Escudo da Galiza desenhado por Castelao, disponível aqui. 2) Paródia do mesmo realizada por Fruna sobre uma ideia de O'Sanma e 3) "Adaptação" by Pánchez.

No passado fim-de-semana coincidimos em Culheredo (pola primeira vez nessa ou em qualquer outra localidade) Panchez, Bruno Ruival e mais eu, os três co-autores do bem-sucedido design intitulado Denantes Morta Que Sensilha, publicado no Site dos Aduaneiros Sem Fronteiras em 9 de Dezembro de 2004.

Na Parrillada San Isidro, no vizinho Concelho de Bergondo, aonde o Ghato insistiu em levar-nos para que provássemos a sua biodiversificada sopa de mariscos, Panchez, Bruno e mais eu tivemos oportunidade de pôr em comum os pormenores do original processo criativo que conduziu à consecuçom de um dos mais grandes sucessos da, de por si, bem sucedida história aduaneira, processo que eu, agora, compartilho convosco.

A ideia original, modéstia aparte, foi minha. Ocorreu-se-me ao inteirar-me pola imprensa (no dia a seguir, imagino) de que, da mao duma tal María Isabel, cumha cançom intitulada “Antes muerta que sencilla” e, para mais inri, num 20-N, Espanha tinha ganhado o festival de Eurojunior 2004. Os imperialistas eternamente fracassados (Castelao dixit) tinham por fim uma vitória que celebrar!

Entre o momento em que tivem conhecimento do título da cançom maria-isabelina e o instante em que o meu cérebro (o cérebro profissionalmente deformado dum humorista anti-imperialista e devoto de São Castelão coma mim) pariu a paródia correspondente nom deveu de transcorrer nem um nanossegundo.

Tomei nota na minha caderneta, como costumo a fazer, mas nom por isso me esquecim do assunto. Recordo estar na sexta-feira, 26 de Novembro de 2004, a tomar umas “imperiais” e a falar do tema com o Bruno, na Sidraria Abril Ares (nom se assustem, nom é que tenha uma memória prodigiosa, é que tenho um diário desde há bastantes anos). O Bruno, que adorou a minha ideia, encorajou-me a implementá-la e ameaçou-me com fazê-lo ele próprio caso eu nom figesse.

Meu dito, meu feito. Daí a uma semana, na tarde da sexta-feira 3 de Dezembro, recibo um sms do Bruno que di assim:

“Fiz o escudo d ants morta q sensilha, vou envia-lo. Assinamos os dois: qual é o teu nome? (o artístico, o d guerra, pseudonimo..) bjs”

Ao que eu, também via sms, respondo:

“Suso Sanmartin, se tu assinares com o teu nome próprio, e O’Sanma, se assinares com outro nome. Obrigado e um abraço!”

Daí a praticamente outra semana, na quinta-feira 9 de Dezembro de 2004, co-assinado por O’Sanma, Fruna e Panchez (responsável polo que acertadamente o Bruno/Fruna definiu nos comments como mais-do-que-adaptação), o nosso design saiu a lume na incomensurável página dos Aduaneiros Sem Fronteiras.

O resto já é história.

Escrito em 08-06-2006, na categoria: GUEST ARTIST