[O Sítio de Suso Sanmartin]

      No Caminho Português a Santiago de Compostela existe um lugar chamado Angueira de Suso.

      Segundo o dicionário e-Estraviz da língua galego-portuguesa “angueira” é “o quefazer, cuidados e negócios que cada pessoa tem”. “Angueiras” som “trabalhos, cargas sofrimentos”. Por sua parte “suso”, do latim susu, quer dizer “acima, atrás”.

      Angueira de Suso é o sítio de Suso Sanmartin na rede. Aqui colocará o susodito as suas angueiras presentes, passadas e futuras.

      Obrigado pola visita.

      susosanmartin@gmail.com


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Arquivos para: Outubro 2006

Denantes Mortos Que Starbucks
denantes mortos que starbucks

Por um colega do trabalho, culé e assíduo leitor de El País, fiquei sabendo que, segundo ontem revelou Oxfam International (Intermón Oxfam no Reino de Espanha), “o gigante do café mundial Starbucks se opujo ao plano da Etiópia para conseguir um maior controlo sobre o comércio do seu café, que lhe asseguraria maiores ingressos para milhões de agricultores que vivem na pobreza”.

Convidado polo aduaneiro El Niño de la Guía e antes de subir a Euskal Herria, nas férias da passada Páscoa passei uns dias (de 6 a 11 de Abril de 2006) em Madri. No dia 8 à noite, após o jantar, o El Niño e mais eu fomos tomar um american cofee ao Starbucks da madrilena Praça de Cánovas del Castillo / Neptuno (diz que há sempre umha primeira vez e para mim essa vez foi a primeira e a última). Perante o sirénico letreiro do local (o logótipo da marca da casa) ao El Niño de la Guía e a mim ocorreu-se-nos a parida que dá título a este post, paródia do célebre lema que contorna o escudo que Castelao desenhou para a Galiza.

Propugem-lhe fazê-la e enviá-la, sob a assinatura de ambos, a Aduaneiros Sem Fronteiras para a sua publicaçom, mas o El Niño de la Guía nom se mostrou muito entusiasmado com a ideia assim que, como tantas outras, esta ficou numha caderneta a dormir o sono dos justos. Até hoje.

No mês de Maio... (remember José Tojeiro :D ), nom recordo já se foi através do Messenger ou nos comments da sua tristemente desaparecida Aranheira, o El Niño de la Guía cominou-me a abrir o meu próprio blogue se nom queria que me continuassem a “copiar” as ideias. Para ilustrar a sua ameaça o El Niño copiou e colou o link à recente aduaneirada dum tal homedareia, reintegrata coma nós:

aduaneirada
09 Maio 2006

estive lá fazendo uma aduaneirada que levava já tempo a fervelhar-me na cabeça. é uma mistura do escudo proposto por Castelao para a possível República da Galiza, e o logo de Starbucks (cá falam da origem do mesmo), ámbolos dous com uma sereia. Também poderia te-lo feito com esta outra, mas não é tão conhecida como a do café.

Ainda que nom era exactamente o que o El Niño de la Guía e mais eu tínhamos pensado, a coincidência nom deixava de ser surpreendente.

No dia de hoje, com o pretexto da notícia à que no início fazia referência, permitim-me implementar a ideia que o El Niño de la Guía e mais eu tivéramos no seu exílio madrileno. Daquela nom era mais que umha parida. Mal podíamos imaginar nós que, meio ano mais tarde, fosse cobrar tanto sentido!

ETIÓPIA TEM FOME!!!
DENANTES MORTOS QUE STARBUCKS!!!

Escrito em 27-10-2006, na categoria: GUEST ARTIST
Português Padrão, uns picam e outros não.
português padrão uns picam e outros não

No passado 2 de Setembro, sábado, baixei a Salvaterra do Minho para assistir ao XX Festival da Poesia no Condado. Alí encontrei, entre outras/os muitas/os amigas/os, um velho conhecido da secçom guest artist de Angueira de Suso: o Bruno Ruival.

Em Salvaterra o Bruno por fim me deu a camisola que em tantas ocasiões e locais diferentes tinha prometido oferecer-me. Eu, que tinha esperado por esse momento tanto tempo, enfiei-na imediatamente e pedim-lhe ao próprio Bruno que me figera umha foto (a foto que podedes ver à direita e a maior tamanho) com ela posta.

Com que motivo me dá o Bruno umha camisola de oferta? Que figem eu para merecer esta prenda? Talvez o que lhes vou contar a seguir dê resposta às suas perguntas...

Em 7 de Fevereiro de 2006 o porta-voz do MDL, Carlos Figueiras, saiu no programa Bos Días da TVG enfiando umha camisola idêntica à que, sete meses mais tarde, nom sabemos porquê, o Bruno me ofereceria (foto inferior-esquerda).

Nos comentários às notícias intituladas MDL amanhã em directo na TVG e «Versão Original» disponibiliza entrevista da TVG a Carlos Figueiras, porta-voz do MDL (publicadas n’O Portal Galego da Língua em 6 e 16 de Fevereiro de 2006, respectivamente), tanto o Carlos Figueiras quanto a sua camisola receberam muitos e muito merecidos elogios:

“Umha anedota, adorei da camisola do Carlos! Som do MDL? “Português padrão, uns picam, outros não”, eu quero umha!!! :D”(Somoza)

“PARABÉNS!!! Foi muito fixe! A imagem da camisola ficou mesmo a calhar!” (Anta)

Eu aproveitei os susoditos comentários para, para além de parabenizar o Carlos polo seu magnífico desempenho, reivindicar a paternidade da ideia original do lema da camisola. E o Bruno, que nunca a negara, nom tivo qualquer problema em reconhecé-la publicamente:

Com efeito! A tichârte foi uma muito boa ideia do Suso São Martim, que grande artista gráfico!! Muitissimo obrigado!!

Foi uma edição limitada com o design de Fruna em base a esse grande slogan «Português Padrão uns Picam e outros Nom» mas que, com certeza, haverá uma edição normal proximamente.

A verdade é que este dueto O’Sanma + Fruna, os autores de «Denantes morta que sensilha» daria muito que falar se forem uma parelha de facto ;-p

Com efeito, na forma em que pode ver-se na imagem superior-esquerda, o slogan Português Padrão, uns picam e outros não (paródia do popular verso emparelhado referido à aleatoriedade no arder própria do fruto do pimenteiro procedente do município galego de Padrom que reflete, de jeito muito gráfico, ortográfico, as dissensões internas no seio do luso-reintegracionismo) fora capa d’O Farelo, suplemento de humor d’A Peneira, já em Outubro de 2002 (A Peneira Nº 333 / O Farelo Nº 21 ).

Após a entrevista ao meu amigo Charlie (disponível em “Versão Original”, o imprescindível site do também amigo Celso Álvarez Cáccamo) o meu desenho voltou a sair publicado, desta volta em escala de cinzento, na neonata Revista Mensal da Movida Galega De Troula (De Troula Nº 1, Fevereiro de 2006, pág. 35).

Concordo totalmente com o amigo Bruno: se forem uma parelha de facto o dueto O'Sanma+Fruna daria muito que falar ;-p

Escrito em 23-10-2006, na categoria: COLABORAÇÕES HABITUAIS:, De Troula, O Farelo/A Peneira
"Pulpería Suso" (Vila Garcia)
pulperia suso vila garcia

Hora e meia depois da caça e captura do spot publicitário de Servi-Auto Suso, ela passou a recolher-me para irmos passar juntos o que restava de fim-de-semana.

Ainda nom decidíramos aonde ir. Fazia um sol de caralho e queríamos ir à praia. Assim que, sobre a marcha e sob o pretexto da Festa do Marisco, decidimos ir a Ogrobe.

No domingo à tarde, já de regresso a Compostela, paramos em Vila Garcia para fotografar o único susodito estabelecimento comercial da Ria de Arousa de cuja existência eu tenha constância: a Pulpería Suso (Av. Rosalia de Castro, 117).

As duas fotos de acima figem-nas eu. Ela fijo as duas de abaixo.

Escrito em 19-10-2006, na categoria: SUSODITOS EST. COMERCIAIS, Hotelaria Suso
Servi-Auto Suso (Lalim)
[youtube]gWYyHnwJaDw[/youtube]

Angueira de Suso compraze-se hoje em publicar o spot publicitário, actualmente em emissom no Canal Dez TV (antes Canal Deza), do susodito estabelecimento comercial lalinense Servi-Auto Suso (Rua da Ponte, 84).

O anúncio foi capturado polo susodito, um servidor, às 16h15 (CET) do passado sábado, 14 de Outubro de 2006, após engolir horas e horas da programaçom infantil de Local Media TV.

Embaixo da voz em off (em galego!) pode escuitar-se a primeira estrofe de All Because Of You (Tudo Por Sua Causa), música pertencente a How To Dismantle An Atomic Bomb, o último álbum do grupo irlandês U2 (leia-se You Tube):

I was born a child of grace
Nothing else about the place
Everything was ugly but your beautiful face
And it left me no illusion

Illusion é precisamente o que a um lhe fai o ver na televisom -numha televisom local ainda que seja- o anúncio dum estabelecimento comercial que leva por nome o nome dum.

Mas nom ilusom no sentido galego-português do término, sinónimo de aparência, cegueira, engano, falácia ou fantasia, senom ilusión na terceira acepçom que à palavra lhe dá o dicionário da Real Academia de la Lengua Española: "Viva complacencia en una persona, una cosa, una tarea, etc."

Escrito em 17-10-2006, na categoria: SUSODITOS EST. COMERCIAIS, Automobilismo Suso
Gin Comic
gordons larios

Na noite da passada sexta-feira fum tomar qualquer cousa ao Maria Castanha. Entre as publicaçons que havia no bem sortido revisteiro do famoso cenáculo compostelano encontrei, recém saído a lume, o último número (Nº 113, Outubro de 2006) da Revista Mensal de Informaçom para o Debate Tempos Novos.

Como cada dous números/meses, neste número/mês a ilustraçom dos Dias Soltos do Bieito Iglesias é minha.

De maneira bastante livre, digamos, a minha ilustraçom (pág. 81) fai referência aos seguintes dous dias bieito-eclesiásticos:

Setembro 12
DOSES
O pulso da cidade latexa en Marqués de Larios. Nas marxes deste paseo concéntranse restaurantes caros (por algo as orixes de Málaga se remontan aos fenicios) e de vulgarísimo paladar. As postas ou doses son raquíticas e a ementa tópica: gaspacho, peixe fritido, raxo de porco...Somente na rúa de Chinitas puden remoer un peixe espada saboroso precedido, por desgraza, desa auga-chirla con uvas pasas que chaman allo-branco. Pola noite fruín unha sesión de xazz na terraza dun hotel e fun aloumiñado polo doce clima local. Unha verdadeira beizón pró oído, despois de aturar músicos rueiros de monótona banda sonora: 'Moliendo café' e 'O sole mio', non os quites de aí.

Setembro 24
PANORAMA
O furacán 'Gordon' trouxo tras de si un corroverás de torbós. En frente, nas Hortas que contemplo desde a miña xanela, os bancos dunha 'instalación artística' pagada con diñeiro público din tristísimos sen ninguén que sente neles e ensopados de chuvia. A 'artista' disque quería crear un espazo de discusión sobre os usos ...da Cidade da Cultura! Unhos operarios instaláronos no verao (pra morreren coa raxeira!), e inmediatamente vimos como os escanos eran ocupados por mozotes chimpavasos amigos do 'botellón'. Admitindo, coas tendencias posmodernas, que arte é todo canto se declara como tal, agradezo artisticidade tanta ao pé da porta. Nun deses botellós, certo rapeiro logrou rimar 'rodilla' con 'Sevilla'.

Escrito em 16-10-2006, na categoria: COLABORAÇÕES HABITUAIS:, Tempos Novos
Paula Sanmartin
paula sanmartin as flavia sandalo
Paula Sanmartin em "Flávia Sândalo no Panóptico de Bentham"
(Café Teatro Garigolo, Compostela, 30 de Junho de 2005). Foto: Teresa Díaz.

Hoje trazemos a esta secçom de Angueira de Suso, denominada “guest artist”, umha convidada muito especial: a actriz Paula Sanmartin. E trazemo-la por três razões fundamentais:

1. Porque hoje, terça-feira, 10 de Outubro de 2006, às 21h30, na compostelana Sala Nasa (o mesmo local onde se estreara em 2 de Novembro de 2004) terá lugar a derradeira representaçom de “Flávia Sândalo no Panóptico de Bentham”, o ‘solo’ teatral da Paula.

2. Porque após o espectáculo teatral e na mesma Sala Nasa terá lugar a estreia mundial de “Flávia Sândalo e o Falo de Shiva”, curtametragem protagonizada pola Paula e rodada, segundo me digeram, ao mais puro estilo ‘bollywoodense’.

3. Porque Paula... é a minha irmã! A minha irmã mais nova!

A de hoje é a despedida do último dos três espectáculos que a minha irmã Paula tinha em cartaz: “Virgens” (junto com a Sonia Méndez e mais a Andrea Álvarez), “Um Par de Hóstias em Vinagre” (com a Sandra Lesta) e “Flávia Sândalo no Panóptico de Bentham” (a sós). E é que daqui a duas semanas a Paula, emulando a própria Flávia Sândalo, fai as malas e voa ao Brasil. No “País Tropical” e durante um aninho inteiro terá a oportunidade de ampliar a sua formaçom enquanto actriz, aperfeiçoar o seu galego e correr todo tipo de aventuras. Boa viagem, minha irmãzinha!

A minha irmã Paula e mais eu fomos parceiros em vários projectos de Terrorismo Cultural (T.C.) e isso é algo do que, como irmao mais velho que sou, me sinto muito orgulhoso:

Enquanto “guerrilheiros de salom” da Fre.Li.Mo. (Frente de Libertaçom do Morraço), figemos “apologia do interiorismo” juntos no “Aturuxo Bar” de Bueu (7 de Novembro de 1999), na Casa da Cultura de Seixo (20 de Novembro de 1999) e no compostelano “Pub Torque” (o que hoje é o “Camalea”) dentro da digressom de apresentaçom do especial “morracismo” do “Arre!”, suplemento do “Xó!”, a voz que parava as bestas (“Arre!” Nº 14 / “Xó!” Nº 34).

Também enquanto guerrilheiros da Fre.Li.Mo. em Novembro de 2000 subimos juntos ao palco do ReboloRock. Nom se pode dizer que aquela noite triunfáramos precisamente, ainda que nos sentimos sobradamente recompensados quando dias depois lemos no “Faro de Vigo” a indignada “notificaçom de recepçom” do na altura alcaide popular de Bueu, Tomás Barreiro (TER, 28-NOV-2000).

Dei-lhe umha maozinha com o incendiário pregom da “Queima do Pássaro Mau Agoiro” (Domingo, 17 de Fevereiro de 2002) quando o Concelho de Bueu chamou para que o lê-se a minha irmã, que daquela tinha atingido a popularidade televisiva graças à interpretaçom da personagem de Áurea na série Mareas Vivas.

A Paula meteu-se na pele da mítica Marelinha Monroe para cantar-lhe os “parabéns” à Via Anti-Colonial Activa (VA-CA) no seu III Níver (celebrado no compostelano C.S. O Pichel em 11 de Outubro de 2005, amanhã fai um ano) e na Ultranoite Mítica da Sala Nasa (23 de Dezembro de 2005) voltou a interpretar o papel da “vaca ruiva e patriota galega”. Em ambas as duas ocasiões eu também andava por alí perto.

Amigas e amigos, já sabedes, hoje à noite tedes umha cita inescusável na Sala Nasa com a Paula Sanmartin!

Paulinha, muita merda esta noite e grandes sucessos hoje e sempre! Beijinhos!

Escrito em 10-10-2006, na categoria: GUEST ARTIST
Do papel ao painel
painel plan galicia ibarretxe

1. Foto do Xurxo Lobato publicada em La Voz de Galicia na segunda-feira, 29 de Setembro de 2003, com o seguinte pé: “Un cartel del Plan Galicia en Miño (A Coruña)”. 2. Ilustraçom publicada na pág. 89 do Nº 77 da revista Tempos Novos (Outubro de 2003): retoque fotográfico “rasca” feito em Corel Draw. 3 e 4. Fotos de José Ramón Torres Rodríguez feitas em Valdovinho na sexta-feira, 15 de Setembro de 2006.

Com a publicaçom do post intitulado Monte Gaiás, sem complexos e após um mês de siléncio a passada segunda-feira, 2 de Outubro, Angueira de Suso retomava a sua actividade.

A diferença do do Agosto nom foi o do mês passado um siléncio voluntário senom obrigado polas circunstâncias do susodito, que tinha deixado pendente para Setembro a difícil matéria de topar casa em Compostela.

Enquanto durou a infatigável procura de umha vivenda digna e a preço razoável (missom quase-impossível na capital da Galiza, umha autêntica angueira), servidor foi acolhido nas suas moradas por boas e generosas amigas (como a Sabela e a Núria) e polos seus respectivos namorados (ambos os dous, curiosamente, chamados José Ramón).

Estando de okupa na casa da Núria e do José Ramón, contava-me o meu anfitriom um dia das cousas curiosas que, realizando o seu trabalho como documentalista do Plan Rosebud (projecto da Maria Ruido inserido no Proxecto Edición), tinha visto e fotografado ultimamente.

Quando o José Ramón me contou que em Valdovinho topara um painel do Plan Galicia que umha mao graffiteira e anónima reconvertera em suporte publicitário do Plan Ibarretxe pensei que morria de rir. Nom apenas porque a piada fosse boa senom porque, como diria o Andreu Buenafuente, A PIADA ERA MINHA!!!

Com efeito, como daquela lhe contei ao José Ramón na sua casa e aqui e agora vos conto a todas e todos vós, publicara-a eu na revista Tempos Novos, como ilustraçom dos Dias Soltos do escritor ourensano Bieito Iglesias, há exactamente três anos, em Outubro de 2003.

Poderia tratar-se dumha coincidência mas o meu sexto sentido do humor di-me que nom, que foi alguém a quem a minha piada em Tempos fijo idem a pessoa encarregada de fazê-la passar da ficçom à realidade, do papel ao painel.

Muitíssimo obrigado a esse/a amig@ desconhecid@ (ainda) por dar-me tamanha satisfacçom; à Sabela, ao José Ramom, à Núria e ao José Ramón pola sua hospitalidade e o meu especial agradecimento a este último por enviar-me as suas fotos e dar-me licença para publicá-las. Obrigadom.

Escrito em 09-10-2006, na categoria: COLABORAÇÕES HABITUAIS:, Tempos Novos, GUEST ARTIST
Monte Gaiás, sem complexos
buddha fragha

Xullo 13
PURO PRESENTE
Asisto a un cónclave de literatos a fin de suxerir contidos prá controversa Cidade da Cultura. Este xénero de reuniós deslízanse cara o arbitrismo e o diletantismo, no mellor dos casos, ou o craso 'dame algo': dame unha sesión de poesía visual, un local pra unha performance, unhas palestras, un obradoiro literario...Existe un problema previo a calquera outra consideración: a obra do monte Gaiás pertence á cultura do espectáculo. Querse dicir, "ao reino autocrático da economía de mercado, unha vez accedeu ao estatuto de soberanía irresponsable, xunto coas novas técnicas de goberno que acompañan o seu reinado" (Guy Debord). Apostila de Félix de Azúa: "Todo o que a sociedade do espectáculo presenta, é verdadeiro, bo e necesario, polo simple facto de telo presentado". O escritor tradicional peta pouco nesta meada. Talvez poda desecarse algún autor emblemático –despois de expirar, non antes- pra exhibilo en vitrina como o museu de Banyoles mostraba un bosquimano.

Bieito Iglesias, Tempos Novos, Nº 111 (Agosto 2006), pág. 81.

No passado 14 de Julho tivem a oportunidade de assistir na sede da Fundaçom Cidade da Cultura da Galiza (Hospital de São Roque, Rua de São Roque, Nº 2, Santiago de Compostela) ao encontro sectorial de “artes plásticas” convocado pola Conselharia de Cultura e Desporto dentro do processo participativo para a redefiniçom de usos e conteúdos de dous dos edifícios (“Cenário Obradoiro”, antes “Teatro da Música” e “Casa Mundo”, antes “Edifício das Novas Tecnologias”) d’A Cidade da Cultura Da Galiza (ACDC).

Ainda que como todos os meus colegas figem uso da palavra, a verdade é que aquele dia fiquei com vontade de dizer o que realmente pensava sobre todo este assunto d’ACDC assim que, quando dez dias depois (em 24 de Julho, véspera do Dia Nacional da Galiza) a Belén Puñal me enviou para que os ilustrasse os “Dias Soltos” do Bieito Iglesias e vim que o escritor ourensano fora convocado também a um desses encontros sectoriais, aproveitei para dizê-lo do jeito que me correspondia: bastante gráfico.

O processo de participaçom social fechou-se neste passado fim-de-semana (sexta-feira 29 e sábado 30 de Setembro) com a celebraçom no Palácio de Congressos e Exposições da Galiza (São Lázaro, Santiago de Compostela) do Foro Cidade da Cultura da Galiza.

Assistim apenas o segundo dia (sábado, 30 de Setembro): ao Plenário de manhã (de 10h00 a 14h00) e à visita guiada às obras d’ACDC à tarde (17h00).

Ao Plenário fum “de ouvinte”, por isso (e mais porque nom era o momento nem o lugar) quando durante o acto de clausura o polifacético Antón Reixa (co-porta-voz, junto com a professora Lola Dopico, d*s participantes no Foro) convidou @s que pensássemos a sério que ACDC devia ser derrubada a dizê-lo daquela ou a calar para sempre eu calei como um peto.

Após a visita sabático-vespertina ao complexo do Monte Gaiás (complexo de superioridade, megalomania) e após ter visto o monstro de perto, podo dizer com conhecimento de causa que (embora poda soar um pouco heavy) a demoliçom d’ACDC continua a parecer-me a única saída viável a todo este embolado.

Escrito em 02-10-2006, na categoria: COLABORAÇÕES HABITUAIS:, Tempos Novos