[O Sítio de Suso Sanmartin]

      No Caminho Português a Santiago de Compostela existe um lugar chamado Angueira de Suso.

      Segundo o dicionário e-Estraviz da língua galego-portuguesa “angueira” é “o quefazer, cuidados e negócios que cada pessoa tem”. “Angueiras” som “trabalhos, cargas sofrimentos”. Por sua parte “suso”, do latim susu, quer dizer “acima, atrás”.

      Angueira de Suso é o sítio de Suso Sanmartin na rede. Aqui colocará o susodito as suas angueiras presentes, passadas e futuras.

      Obrigado pola visita.

      susosanmartin@gmail.com


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Arquivos para: Novembro 2006

Morracismo ou Barbárie (e III)
cartaz frelimo compostela
Cartaz da Festa-Comício da Fre.Li.Mo. no Pub Torque (Compostela, 26 de Novembro de 1999).

Aconteceu tal dia como hoje, há sete anos. Na sexta-feira, 26 de Novembro de 1999, a Frente de Libertaçom do Morraço (Fre.Li.Mo.) celebrou no compostelano Pub Torque (Praça de Sam Martinho Pinário Nº 4, hoje Camalea) a terceira e última das três festas-comício que em total celebraria (por todo o Morraço e parte do estrangeiro) ao longo do mês de Novembro daquele ano.

Como nas duas ocasiões anteriores os guerrilheiros de salom da Fre.Li.Mo. (Fulano, Mengano e Citano) deram em conferência de imprensa resposta a perguntas tipo “tem a República Popular do Morraço um território próprio?”, “Tem o Morraço um idioma próprio?” ou “Como som os símbolos da RPM?”.

Igual que no Aturuxo Bar de Bueu e na Casa da Cultura de Seixo, encerrou este novo acto de apologia do interiorismo o incendiário discurso do Subcomandante Marcos da Portela, líder da Fre.Li.Mo.:

Machinhos e machinhas:

Coa vitória sem paliativos do Partido Popular nas passadas eleiçons municipais em Bueu, Cangas e Moanha, perdemos todas as esperanças que tinhamos de construir um Morraço Livre e Socialista a partir da Mancomunidade do Morraço, espécie de Assembleia de Municípios do Morraço e autêntico Âmbito Morracense de Decissom.

“Querría mejor una península rota que una península roja” disque dixo José Cuiña Crespo, ‘Caudillo del Deza por la Gracia de Dios’, parafraseando o Calvo Sotelo, e velaí temos os três tenores instalados no poder municipal: Javier Barreiro Tenorio (em Moanha), José Enrique Sotelo Villar (em Cangas) e Tomás Barreiro Sotelo (em Bueu)...Em cem anos todos Calvo-Sotelos!!!

Velaí temos os três erres (Enrique, Barreiro & Barreiro), uns ghichos que nom tenhem a mínima sensibilidade ambiental e que por nom ter nom tenhem nem puta ideia, a botar pestes contra umha inofensiva planta de compostage, pero é ighual, eles erre que erre, a cumprir cos seus populares 3Rs:

· Reduzir o Meio-Ambiente à metá;
· Re-utilizar o ghoverno municipal em benefício de familiares e amighos e
· Re-ciclar franquistas recalcitrantes em 'democratas-de-centro-de-toda-la-vida’.

O Morraço, outrora terra liberada, virou território ocupado da noite pra a manham. Pero o Morraço nom pode ficar nem um minuto mais à mercé dos vaivens eleitorais nem da sam e bem-entendida alternância democrática; umha comparaçom: é como a Penélope aquela do conto que destecia à noite o que tecia polo dia e nom dava acavado o cobertor. Pois a nós passanos umha cousa parecida, e a este passo nem @s noss@s filh@s vam mirar feito realidá o Morraço dos nossos sonhos, umha comarca “como umha só cidade, a cidade-jardim mais fermosa do mundo”, livre de caciques, curas, monjas, fachas, militares, arcolitos e celuloses.

Coa participaçom nas instituiçons e o reformismo democrático nom vamos a ningures, mach@s!, por isso um fato de brav@s morracenses procedentes de distintos coletivos que trabalham em prol da libertaçom comarcal armamo-nos de valor, constituimos a FRELIMO (FRENTE DE LIBERTAÇOM DO MORRAÇO) e botamo-nos ao monte para conquerir pola brava o que nom puido ser polas boas. Porque nós nom somos, fam-nos sentir violentos.

O Morraço tem umha largha tradiçom na luita arroutada e gherrilheira. Tradiçom que se remonta a aquelas Alarmas do Morraço (capitaneadas por Juan Ghagho de Mendoza, vizinho de Aghete) que, armadas de fouces e ghalhetes, faziam paghar coa vida a audácia do francês invassor. Tradiçom que nós, aghora retomamos com novas e arroutadas forças.

“O Morraço, célula de universalidade: Anti-imperialismo, federalismo comarcal, pacifismo”, O Morraço, comarca com idioma, território, economia e hábitos psicológicos próprios refletidos numha comunidade de cultura constitui-se em República Popular no exercício do seu inalienável direito à autodeterminaçom.

VIVA A FRELIMO!!!
VIVA A REPÚBLICA POPULAR DO MORRAÇO!!!
VIVA O MORRAÇO CEIVE E SOCIALISTA DUMHA HÓSTIA DUMHA VEZ!!!

Escrito em 26-11-2006, na categoria: TERRORISMO CULTURAL (TC):, Fre.Li.Mo.
Ser e/ou Cope
ser ou cope?
Acima: ilustraçom para os “Dias Soltos” do Bieito Iglesias (Tempos Novos Nº 105, FEV-2006, pág. 81.). Abaixo: sinais indicadores da freguesia de Ser (Concelho de Santa Comba) e do lugar de Cope (freguesia de Carracedo, Concelho de Caldas de Reis).

Ser ou Cope?

Lembro que o de “Ser ou Cope...” (paródia do célebre dilema hamletiano) se me ocorreu no sábado, 26 de Janeiro de 2006, no “prévio” da Ultranoite Smoke, enquanto tomava no balcom do Café-Bar Manila um café au lait com o meu amigo Tomás Lijó. E lembro-me graças a que, para nom esquecer-me da paródica parida, tomei nota dela num guardanapo de papel.

Na quarta-feira, 1 de Fevereiro, recebo polo correio electrónico os Dias Soltos (colaboraçom do Bieito Iglesias em Tempos Novos de cuja ilustraçom eu me encarrego mês sim, mês nom) e leio a resposta que o escritor ourensano dá à "questom" que eu (parodiando em chave radiofónica o William Shakespeare) me formulara no Manila apenas quatro dias antes:

Xaneiro 11
PETIT ROI
O día de Reis viaxei con agasallos como se fose un dos Tres Astrónomos que, en caricatural cabalgata, tiran caramelos á rapañota. Non me guiou unha estrela nin montei en camelo, desloqueime nun Opel guiado polo meu xenro Manolo Haro. Esperábame un neno de dous anos que á pregunta “¿Quen é o homiño?”, respondeu: “Son o Brais”. Este sobriño que talvez fale galego endeica as postrimerías do século XXI constitúese no 'tercer problema español' (Rodríguez Ibarra); en inimigo do xeneral Mena; en amoladela de xuíces destinados nun futuro a Ourense e impelidos a parolar en vernáculo cando preferirían aprender a bailar sevillanas. Algús amigos meus ven como a época lles educa os fillos en castellano. Teño a sorte de comunicarme coa filla e groso da parentela na lingua materna (de mamá Clementina, que non da Madre Patria). Nin COPE nin SER, escoito estoutras doces voces e estranxeiras. A patera interior.

A feliz coincidência animou-me a dar forma no Photoshop à minha ocorrência e a enviar-lha a Tempos Novos para a sua publicaçom.

E na página 81 do seu número 105 (Fevereiro de 2006) a revista Tempos publicou a minha ilustraçom, prova palpável da, boa nom, hertziana sintonia existente entre ilustrado e ilustrador.

Ser ou Cope? That’s not the question.

Ser e Cope

Ser é também umha freguesia do Concelho de Santa Comba e Cope, ser, é um lugar da freguesia de Carracedo, Concelho de Caldas de Reis.

Na terça-feira, 20 de Junho de 2006, procedente de Bueu e no dia a seguir, quarta-feira 21, procedente Santa Comba, figem caminho de Santiago as duas fotos de abaixo, as dos sinais que indicam o caminho a seguir para chegar a estas duas localidades de radiofónico nome.

Escrito em 22-11-2006, na categoria: COLABORAÇÕES HABITUAIS:, Tempos Novos, FOTO SUSO
Morracismo ou barbárie (II)
cartaz frelimo seixo
Cartaz anunciador da festa-comício da Fre.Li.Mo. celebrada na Casa da Cultura de Seixo no sábado, 20 de Novembro de 1999 (by Franjo Padín).

Aconteceu tal dia como hoje, 20-N, há sete anos. Duas semanas após o seu debute no Aturuxo Bar de Bueu os guerrilheiros de salom da Fre.Li.Mo. (Frente de Libertaçom do Morraço) celebrarom na Casa da Cultura de Seixo (Capital da R.P.M like a rolling stone) a segunda das três festas-comício que em total celebrariam (por todo o Morraço e parte do estrangeiro) ao longo do mês de Novembro de 1999.

Escrito em 20-11-2006, na categoria: TERRORISMO CULTURAL (TC):, Fre.Li.Mo.
Fragalândia
2 fragalandias 2
Fragalândia, Cidade da (Pueri)Cultura. Duas versões da mesma charge publicadas n’A Nossa Terra (ANT Nº 911, 02-DEZ-99, pág. 23) e no Novas da Galiza (NGZ Nº 18, Maio 2004, pág. 3).

Ante-ontem (QUA, 15-NOV-06), ao meio-dia, encontrei na minha caixa do correio o último número (Nº 114, de Novembro de 2006) da Revista Mensal de Informaçom para o Debate Tempos Novos.

A diferença do número anterior e (espero) do próximo número, este nom traz nengum desenho meu (neste número tocava-lhe ao José Tomás Díaz Teijo ilustrar os Dias Soltos do Bieito Iglesias) mas traz umha interessantíssima reportagem sobre a Cidade da Cultura, intitulada A Reformulación do Despropósito (págs. 28-35), saída da pena da minha amiga Belén Puñal, a quem aproveito estas linhas para parabenizar.

Lembra-nos a Belén (pág. 35) que em Maio de 2001 e no seu editorial a revista Tempos qualificou a Cidade da Cultura de “Fraga City”, qualificativo que me fijo lembrar um outro que (a brincar com o nome do famoso parque de diversões bracarense cujo mascote é um dinosauro e o primeiro apelido do jurásico ex-presidente Dom Manuel) eu próprio lhe dediquei ao megalómano complexo do Monte Gaiás em suas respectivas charges (duas versões diferentes dumha mesma ideia) publicadas n’A Nossa Terra e no Novas da Galiza no seu dia e que hoje publico em Angueira de Suso.

Escrito em 17-11-2006, na categoria: COLABORAÇÕES HABITUAIS:, Novas da Galiza, A Nossa Terra
Quo Caraculu Vadis? You are not welcome to Angueira de Suso!
o suso na angueira de suso

Após quatro post de prova, em 31 de Maio de 2006 inaugurávamos “oficialmente” este blogue com um post intitulado Welcome to Angueira de Suso em que confessávamos nom ter nunca posto o pé no susodito lugar do Concelho de Padrom, freguesia de Cruzes.

Pois bem, no passado domingo, 12 de Novembro de 2006, pugemo-lo e lamentamos dizer que nom fomos muito bem recebidos que digamos.

Provenientes do Morraço o meu amigo Panchez e mais eu figemos um alto no Caminho de Santiago para dar-lhe umha vista de olhos ao susodito e ainda desconhecido lugar (dei-lhe carona ou boleia ao aduaneiro Panchez quem, pola culpa dumha dumha tendinite profissional, nom pode dirigir ou guiar).

Indo pola N-550 à altura da fábrica de Gasosas Feijoo apanhamos à direita e, aproximadamente 300 metros depois do sinal indicador de povoado (que, já agora, já nom está retorto como na fotografia, endireitaram-no) chegamos a umha formosa aldeia de espigueiros, boas casas de pedra (muitas delas cuidadosamente rehabilitadas) e estreitas ruas empredradas cobertas por magníficas parreiras. Formosa de mais para ser a Angueira de Suso! Umha simpática octogenária com a que falamos informou-nos de que onde em realidade estávamos era no lugar de Areal (freguesia de Cruzes, Concelho de Padrom) e de que o presidente da câmara padronesa quer que a vizinhança do lugar suba ou corte as suas videiras para que os bombeiros podam passar.

Demos marcha a ré até a bifurcaçom que havia quase ao princípio (e onde nom havia indicaçom nengumha) e perguntamos-lhe a umha senhora que nos confirmou que aqueloutro lugar (nom tam bonito assim, embora tampouco feirmo) era a Angueira de Suso.

À entrada da aldeia encontramos umha casa grande cum pequeno jardim de infância (onde o Panchez, que nom é Velázquez mas sim um excelente pintor de câmara digital, me fijo um retrato equestre digno do Conde-Duque de Olivares) e um acristalado tabuleiro de anúncios onde, sob o EU-fónico nome do lugar e ao pé dos necrológios, pudemos ler impressas um par de notícias aparecidas nas edições digitais de La Voz de Galicia e El Correo Gallego que falavam do desagradável assunto do que nos falara a agradável vizinha de Areal.

Após as preceptivas fotografias, ao lusco-fusco (por volta das 18h30 CET), o Panchez e mais eu disponhiamo-nos a dar umha volta pola Angueira de Suso quando umha quadrilha formada por quatro velhas enlutadas (umha patrulha de vigilância nocturna, segundo a teoria do Panchez) nos cortou o passo:

-Aonde ‘carajo’ vades? -Espetou-nos a que parecia ser a porta-voz das violentas.
-Comorrr!!!??? -Pensamos nós, para nós.
-Que aonde ‘carajo’ vades!? Home, digo eu, a estas horas… Aquí já somos muitos! Já sobramos! -Continuou dizendo a mui xenófoba querendo dizer que os que alí sobrávamos éramos nós.

Podo compreender e compreendo a desconfiança das paisanas e dos paisanos perante extranhos como o Pancho e mais eu (embora passando como passa o Caminho Português pola Angueira de Suso estas paisanas deviam estar mais do que acostumadas às más pintas) mas nom suporto a falta de educaçom, assim que dei à sargenta umha má contestaçom e, passando polo meio das quatro, continuamos o que seria um brevíssimo passeio.

Ainda em estado de choque apanhamos o carro e continuamos caminho de Santiago. O Panchez e mais eu rimos a gargalhadas pensando no que lhe diria o caralho da velha ao Xosé Ramón Gayoso se este aparecesse polo lugar.

Nom fomos bem recebidos, nom fum bem recebido na Angueira de Suso. Nom podo dizer que a Angueira de Suso seja o meu sítio, o sítio de Suso Sanmartin. No entando, como o general MacArthur, I Shall Return!

Escrito em 16-11-2006, na categoria: SUSODITOS LUGARES
North West Park
north west park

No quarto aniversário do mayday do Prestige publicamos em Angueira de Suso umha charge da nossa autoria publicada no seu dia no site do Colectivo Chapapote (chapapote.org >> Humor gráfico >> Suso Sanmartin), no Nº 7 (Junho de 2003) do Periódico Mensal de Informaçom Crítica Novas da Galiza e mais no programa de festas da segunda ediçom d'A Noite do Trasno, festival organizado pola Associaçom Cultural Moças e Moços de Beluso e celebrado no Cabo Udra nos dias 8 e 9 de Agosto de 2003.

Curiosamente North West Park, paródia setentrio-ocidental do meridional título da irreverente série de animaçom norte-americana protagonizada, entre outros, polo malfadado Kenny McCormick (repetimos?), foi o título de umha das vinte e quatro curtametragens que faziam parte do filme colectivo Há Que Botá-los! realizado em 2005 para estimular, nas eleições autonómicas de 19-J, o "boto" dos responsáveis pola catastrófica gestom da crise do Prestige.

Escrito em 13-11-2006, na categoria: COLABORAÇÕES HABITUAIS:, Novas da Galiza
Morracismo ou barbárie
Notícia da FreLiMo n'A Comarca do Morraço
Recorte do periódico quinzenal "A Comarca do Morraço" (12 de Novembro de 1999).

Aconteceu tal dia como hoje, há sete anos. No domingo, 7 de Novembro de 1999, a Frente de Libertaçom do Morraço (Fre.Li.Mo.) proclamava a República Popular do Morraço (R.P.M.) no decurso dumha festa-comício celebrada no Aturuxo Bar de Bueu.

Dentro da digressom de apresentaçom do especial morracismo do Arre!, suplemento do Xó! (“Arre!” Nº 14 / “Xó!” Nº 34), os aguerridos guerrilleiros de salom da Fre.Li.Mo. celebraram em Novembro de 1999 mais dous actos de apologia do interiorismo: um na Casa da Cultura de Seixo (SAB, 20-NOV-99) e um outro no compostelano Pub Torque (SEX, 26-NOV-99).

Escrito em 07-11-2006, na categoria: TERRORISMO CULTURAL (TC):, Fre.Li.Mo.
“Cristalería Suso” (Ponte Vedra)

Após muitas angueiras e muitos sofrimentos oferecemos hoje ao nosso distinto público as fotografias (feitas em três tempos e ao longo de quase quatro meses) do único susodito estabelecimento comercial de cuja existência temos notícia no Concelho de Ponte Vedra: a Cristalería Suso.

Segundo o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora umha “cristalaria” (Do fr. Cristallerie, “fábrica de cristais”) pode ser duas cousas: umha “oficina onde se fabricam ou gravam objectos de cristal” ou um “estabelecimento onde se vendem cristais”.

Neste sentido a Cristalería Suso é umha cristalaria de livro pois possui no término municipal pontevedrês umha “oficina” (no número 24 do Lugar da Bouça, Freguesia de Mourente) e um “estabelecimento” de exposiçom e venda (no número 7 da Rua de Santo Amaro, na zona urbana).

Na manhã do 11 de Julho, Sam Benitinho, figem estas duas fotografias do local que a pontevedresa Cristalería Suso tem na Rua de Santo Amaro (Calle de San Mauro em castelhano antigo) e que, por ser feriado local na cidade do Leres, se encontrava fechado.

cristalaria suso ponte vedra 1

Um mês e umha semana mais tarde, na sexta-feira 18 de Agosto, indo de Bueu a Compostela, topei por acaso umha carrinha da Cristalería Suso arrumada diante do número 42 da marinense Rua Tiro Naval Janer. Naturalmente, parei o meu carro para fazer as preceptivas fotografias:

cristalaria suso ponte vedra 2

E, por fim, ontem domingo, 5 de Novembro (como já figera no sábado, 23 de Setembro, so que desta volta nom me esquecim de levar a máquina fotográfica, he, he), indo também de Bueu a Compostela, desviei-me do meu itinerário habitual e apanhei a estrada de Ourense para ir a Mourente fotografar a “oficina” que a Cristaleria Suso tem no lugar na fregesia pontevedresa. Foi fácil topá-la, nom tivem mais que seguir os susoditos indicadores:

cristalaria suso ponte vedra 3
Escrito em 06-11-2006, na categoria: SUSODITOS EST. COMERCIAIS, Carpintarias e Cristalarias Suso
"Panadería Suso" (Tápia de Casarego)
paderia suso tapia de casariego
1. "Panaderia Suso" e furgoneta de reparto a ponto de partir (Foto: Teresa Díaz). 2. Furgoneta da 'susodita' padaria caçada em vôo (Foto: Suso Sanmartin). 3. "Panaderia Suso" com a frente despejada (S.S.). 4. "Panaderia Suso" com caixote do lixo principesco, "Asturias, Limpia", em primeiro plano (T.D.).

Sem ânimo de reavivar a polêmica suscitada há exactamente três semanas por La Opinión-El Correo de Zamora com o sensacional descobrimento, três anos após a sua publicaçom, do mapa da Galiza editado por Nós-UP, procedo a publicar um outro nom menos sensacional descobrimento realizado há três meses por mim.

Nom sei o que figestes no último verao, nom sei vós, mas eu figem várias escapadas, umha delas com a Teresa durante umha semaninha inteira (“¡esa si que ye molinada!”) polo litoral do Principado das Astúrias.

Procedentes da Marinha e após o almoço em Tápia de Casarego, chegamos às Astúrias no domingo, 30 de Julho, à tarde, quando atravessamos a fronteira natural entre o nosso país e o dos nossos primos-hermanos: o Rio Návia.

Foi em Tápia de Casarego, precisamente, onde figem o sensacional descobrimento de que falava no primeiro parágrafo deste post: a Panadería Suso.

A diferença da maioria dos susoditos estabelecimentos comerciais da Comunidade Autónoma de Galicia (C.A.Ga.), a Panadería Suso eu nom a tinha localizada (quer através do guia QDQ quer através das Páginas Amarelas). E nom a tinha localizada porque nem se me ocorrera procurar fora das quatro províncias da C.A.Ga. Descobrim-na assim, por acaso, quando descíamos de carro cara o porto tapiego na procura dum bar de tapas pitoresco onde almoçar.

Corrijam-me se me equivoco mas Suso (diminutivo-apreciativo familiar de Jesús) é um hipocorístico endémico da Galiza. Sendo assim, e embora poda soar um bocado exagerado, a existência da susodita paderia em Tápia de Casarego seria umha prova irrefutável da galeguidade da comarca Eu-Naviega (actualmente sob administraçom asturiana) e demostraria que, como dixo o amigo Igor Lugrís em Vieiros e mais no Galicia Hoxe, A Galiza irredenta também existe!.

Epílogo
Ao final do nosso periplo polo Paraiso Natural astur (Que paisagem! Que paisanagem! Que gastronomia!), no sábado 5 de Agosto e no Camping Las Hortensias de Ribadedeva, inteiramo-nos (graças ao excessivo volume ao que as/os nossas/os vizinhas/os riojanas/os tinham a televisom) de que Ardia Galiza polos quatro costados. Estava na hora de regressar ao inferno florestal.

Escrito em 02-11-2006, na categoria: SUSODITOS EST. COMERCIAIS, Padarias Suso