[O Sítio de Suso Sanmartin]

      No Caminho Português a Santiago de Compostela existe um lugar chamado Angueira de Suso.

      Segundo o dicionário e-Estraviz da língua galego-portuguesa “angueira” é “o quefazer, cuidados e negócios que cada pessoa tem”. “Angueiras” som “trabalhos, cargas sofrimentos”. Por sua parte “suso”, do latim susu, quer dizer “acima, atrás”.

      Angueira de Suso é o sítio de Suso Sanmartin na rede. Aqui colocará o susodito as suas angueiras presentes, passadas e futuras.

      Obrigado pola visita.

      susosanmartin@gmail.com


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Arquivos para: Janeiro 2007

Cachimbo pola Paz exige na rua libertaçom de Manoel-António (Rianxo, 28-JAN-00)

1ª Parte (6'09'')

2ª Parte (8'40'')

Aconteceu em Rianxo há sete anos (e dous dias).

Convocadas pola Coordenadora Cidadá Cachimbo pola Paz e sob o lema Basta já! Manoel-António a casa! em 28 de Janeiro de 2000 dúzias de pessoas se concentraram perante a casa natal do poeta, sequestrado desde havia 44 anos a maos de Domingo García-Sabell, para exigirem a sua imediata libertaçom.

Ao ser-nos impossível tê-lo pronto para a efeméride de ante-ontem domingo (28 de Janeiro de 2007, septuagésimo sétimo aniversário da suposta morte de Manoel-António) como eram as nossas iniciais intenções, publicamos hoje, 30 de Janeiro de 2007 (centésimo vigésimo primeiro aniversário do nascimento dum outro rianxeiro ilustre, A. R. Castelao), o vídeo que a jovem Antía Melba González Fernández (filha de Pilar e Antón Vilariño, bons e generosos amigos meus), que na altura contava com apenas treze anos de idade, gravou naquela mágica noite.

Sete anos (e dous dias) depois, falecidos já três dos seus quatro sequestradores [Roxélio Pérez González Roxerius (+1963), Domingo García-Sabell O Bibliótafo (1909-2003) e Raimundo García Domínguez Borobó (1916-2003)], o poeta Manoel-António continua em paradoiro desconhecido.

E igual que Cachimbo pola Paz (paipa en forma de interrogaçom) fazia há sete anos (e dous dias), hoje nós perguntamos: QUEM SABELL ONDE?

Escrito em 30-01-2007, na categoria: TERRORISMO CULTURAL (TC):, Cachimbo Pola Paz
THE INVISIBLE MAN

Janeiro é o mês de Castelao. No mês de Janeiro comemoramos o seu nascimento e a sua morte.

Afonso R. Castelao nasceu em Rianxo em 30 de Janeiro de 1886 (tal dia como hoje há 121 anos) e morreu exilado em Buenos Aires em 7 de Janeiro de 1950.

No dia a seguir à sua morte, 8 de Janeiro de 1950, a Dirección General de Prensa y Propaganda da ditadura franquista enviou umha nota aos diretores dos jornais galegos advertindo que do "político republicano y separatista gallego" unicamente poderiam elogiar-se, em páginas interiores e a umha só coluna, "sus características de humorista, literato y caricaturista".

Ao largo da sua frutífera vida o político, escritor, desenhador, pintor, humorista e caricaturista rianxeiro auto-caricaturou-se em diferentes ocasiões. Sem lugar a dúvidas os seus dous auto-retratos caricaturais mais reproduzidos e famosos som este (capa do seu folheto "Algo acerca de la caricatura", Pontevedra, s.a., 1916?) e estoutro (1920), em que Castelao fai desaparecer o essencial, a sua própria pessoa, para deixar ficar apenas o acessório: chapéu, óculos, gravata de laço e fumegante cigarro.

Foi precisamente esta segunda imagem a que em 1993(?) empreguei para realizar, acrescentando apenas o pé "the invisible man", a cousa que ilustra este post.

A cousa esta (cartoon? charge? vinheta? ilustraçom?) já fora publicada com antecedência em três ocasiões, as duas primeiras na revista universitária Eis [Eis Nº 8 (1993), pág. 11 e Eis Nº 10 (1995), pág. 8] e a terceira na Revista Satírica de Humor Platónico Xó! [Xó! Nº 37 (Dezembro 1999), pág. 2].

No seu testamento político, o Sempre em Galiza, Castelao demostrou científicamente que Galiza era umha naçom. Cinquenta e sete anos após a sua morte os herdeiros do general Franco, galeguistas coma ti, recusam-se a definí-la como tal nem sequer no Limiar do seu novo estatuto.

Agora, como na hora da sua morte, Castelao melhor invisível. O homem invisível.

The Invisible Man, O Filme

No passado sábado, 20 de Janeiro de 2007, às 19h30 (CET), dentro do ciclo de cinema Ficções e Alterações da Realidade, no Centro Galego de Arte Contemporânea (CGAC) projectaram um dos meus filmes favoritos de sempre: The invisible man (James Whale, 1933).

Por tal motivo queria ter publicado naquela data a cousa que hoje publico, mas imprevistos de última hora impediram-me fazê-lo. Nom só me impediram fazê-lo senom que por pouco nom acordo a tempo de ir ver o fime! Som-che cousas da vida... por Castelao! ;-)

Dedicatória

Quigera dedicar esta cousinha ao meu grande amigo João Miguel Lombardeiro (co-fundador junto com José Maria Duram, Marcelo Maneiro, Franjo Padín e comigo próprio, da saudosa revista Eis) e quigera fazê-lo por certo comment que, em 13 de Outubro de 2006 e a propósito de umha outra ilustraçom, me fijo off the record (via e-mail), comentário que hoje fago público com a sua licença:

"Até há pouco tinha uma doença que de por vezes fazia-me passar por tolinho: lembro em qualquer momento, oportuno ou inoportuno, o teu invisible man e escacho a rir perante quem seja (a sério, uma vez passou-me quanado ligava desde a Federação Vizinhal à Subdelegação do Governo Spagnolo em Ponte-Vedra; comecei a rir e não me dava controlado) Agora acontece-me ademais com o buda-fraga".

Escrito em 30-01-2007, na categoria: COLABORAÇÕES HABITUAIS:, Xó!
Notícia dum sequestro (pasquim)

“Sorprendeume ledamente a leitura dunha folla amarela que se repartiu durante o Congreso de Castelao celebrado en Rianxo. Asinada pola Coordinadora Cachimba pola Paz (a cachimba, sen dúbida, perdida do poeta De catro a catro) dita folla informaba de que Manoel-Antonio non morreu en Asados, no 1930, senón que foi secuestrado no “sequestro máis longo de todos os tempos, que dura já a frioleira de 44 anos”. Logo explica coma foi e quen o cometeron”.

BOROBÓ, O secuestro de Manoel-Antonio, A Nosa Terra, Nº 921 (10 de Fevereiro de 2000), pág. 35.

Escrito em 28-01-2007, na categoria: TERRORISMO CULTURAL (TC):, Cachimbo Pola Paz
Manoel-António askatu!

Eis o cartaz que a Coordenadora Cidadá Cachimbo pola Paz tirou para convocar a cidadania toda à primeira das concentraçons que, para exigir a imediata libertaçom de Manoel-António, teria lugar em 28 de Janeiro de 2000, septuagésimo aniversário da suposta morte do poeta, perante a sua casa natal, sita na rianxeira Rua d'Abaixo.

O design do cartaz está inspirado em Excelsior, caligrama publicado por Manoel-António no número 6 (Outubro-Novembro de 1924) da revista Ronsel e para a sua realizaçom foi muito apropriadamente empregue um tipo de letra tipo Kidnap (sequestrar em inglês).

Escrito em 28-01-2007, na categoria: TERRORISMO CULTURAL (TC):, Cachimbo Pola Paz
"Grúas Suso" e "Fontanería Suso" (Carvalho)

Na boa companhia da Felisa e do José Ramom, no penúltimo dia do ano passado (Sábado, 30 de Dezembro de 2006) assistim em Pontecesso ao IV Encontro Galego de Acordeom Diatônico.

Após o almoço no Café-Bar-Restaurante A Pesqueira (Av. Anlhons, 84, frente ao CEIP Eduardo Pondal), onde a Bea e o Paulo se uniram a nós, assistimos na Casa dos Vizinhos do Couto à palestra, intitulada As gravações históricas dos acordeonistas Hermanos Moreira, do diretor artístico de Ouvirmos S.L. e professor de História da Música Galega no Conservatório de Música Tradicional e Folque de Lalim, Ramom Pinheiro.

Encerrou-se o poderoso encontro cum concerto-baile apresentado polo Xurxo Souto e amenizado por Brais Maceiras, o Sr. Pazos de Merexo (o homenageado), Carlos Quintá & Óscar Fernández, Os Tres Trebóns e o Vendaval do Rosal e o monitor de dança tradicional Marcelo González.

Ao finalizar o Concerto-Baile, de regresso a Compostela, topamos no Concelho de Carvalho os dous susoditos estabelecimentos comerciais que aparecem nas fotografias que ilustram este post: Grúas Suso (esquerda) e Fontaneria Suso (direita).

A viagem de volta figemo-la em comboio: a Bea e o Paulo diante, no seu carro, e a Felisa, o José Ramom e mais eu detrás, no meu. Grúas Suso descobrim-no eu quando, perdidas e perdidos, dávamos voltas por Carvalho. Há males que vêm por bem. A Fontanería Suso foram o Paulo e mais a Bea quem a descobriram para mim. Boa gente!

Do número de telefone que figura tanto no letreiro quanto na porta do guindaste (981 75 75 35) deduzimos que as fotos correspondentes a Grúas Suso foram feitas no lugar da Revolta da freguesia de Carvalho. E é que, segundo as nossas pesquisas internáuticas, no número 61 do lugar de Bolom, freguesia de Sofám, Concelho de Carvalho, existe um outro Grúas Suso cujo número de telefone é o 981 75 30 83.

Quanto às fotos da Fontanería Suso a identificaçom do local onde foram feitas é-nos mais complicada.

Segundo as Páginas Amarelas há no Concelho de Carvalho três canalizadores, picheleiros ou encanadores susceptíveis de serem chamados de Suso: Jesús Pedrouzo (Sam Joam Baptista, 7), Jesús Suárez Tasende (Ponte Rosende, 26) e Jesús Antonio Viña Rodríguez (Av. Fisterra, 71). Será que o susodito estabelecimento comercial que aparece nas tais fotografias pertence a algum destes três tocaios meus? Ou será que as fotos seriam feitas já fora do término municipal bergantinham?

A Felisa tivo a gentileza de enviar-me nesta semana as fotos que naquela noite figera com a máquina que gentilmente me emprestou. Por ambas as duas cousas, muitíssimo obrigado, Feli! :-)

Escrito em 19-01-2007, na categoria: SUSODITOS EST. COMERCIAIS, Mecanizados Suso, Pichelaria Suso
ANARROSA

Contra-capa do Nº 957 d'A Nossa Terra (19-OUT-00) e caricatura da Ana Rosa Quintana publicada n'A Nossa Terra [ANT Nº 959 (02-NOV-00), pág. 23] e mais na revista De Troula [Nº 1 (FEV-06), pág. 34].

Em Outubro de 2000 Ana Rosa Quintana (AR) viu-se imersa num enorme escândalo ao a revista Interviú desvendar que Sabor a hiel, romance teoricamente escrito pola popular apresentadora a encomenda da Editorial Planeta, continha trechos de Mujeres de ojos grandes, da escritora mexicana Ángeles Mastretta, e páginas inteiras de Álbum de Família, da norte-americana Danielle Steel.

AR, que na altura apresentava em Antena 3 o magazine matinal Sabor a tí, botou-lhe primeiro a culpa a um "erro informático" para finalmente, ao ver-se encurralada pola mídia, botar-lha a um negro curiosamente apelidado rojo, David Rojo.

Por tam colorido motivo Ana Rosa Quintana foi contra-capa do número 957, de 19 de Outubro de 2000, do Periódico Semanal Galego A Nossa Terra (ANT). A presença de AR na sua última página dava-lhe ao hebdomadário nacionalista fasquia de revista de mexericos.

Daí a duas semanas ANT publicou-me a caricatura da AR que, junto com a devandita contra-capa, ilustra este post.

Sobre a cabeça da caricaturizada, em American Typewriter, tipo de letra empregue na cabeceira d'A Nossa Terra, o nome da Anarrosa, de evidente parecido formal e fonético. Em Futura Bold, tipografia usada por A Nossa Terra nos seus cabeçalhos, a frase "tem o seu ponto a fresca Ana Rosa", paródia de Ten o seu punto a fresca rosa, título do livro publicado pola escritora (esta sim) Maria Xosé Queizán naquele mesmo ano.

E é que, como diria o cantautor, Ana Rosa Quintana "a sus cuarenta y pocos tacos, ya ves tú..."

Escrito em 17-01-2007, na categoria: COLABORAÇÕES HABITUAIS:, De Troula, A Nossa Terra, CARICATURA
Barcelona 1984

Pl. George Orwell, Barcelona. O Grande Irmao está a observar-te!

Em 19/21 Janeiro e 24/25 Fevereiro de 2007 desenvolverá-se no Centro Galego de Arte Contemporánea (CGAC) o seminário, dirigido por José Miguel G. Cortés, intitulado Santiago múltiple: O corpo da cidade e o xénero dos espazos.

O tríptico promocional do mesmo está ilustrado pola fotografia dum sinal em que a Polícia Local compostelana advirte de que a zona (a foto foi tomada na Rua da Atalaia, esquina com a Rua da Porta da Pena, se nom me equivoco) é umha "ZONA VIDEO VIXIADA".

Esta foto fijo-me lembrar umha outra foto de temática semelhante que eu próprio figera em Barcelona em 18 de Julho de 2005, 69º Aniversário do Alzamiento Nacional, mera coincidência.

No sinal que aparece na(s) minha(s) fotografia(s) é o Ajuntament de Barcelona quem nos advirte de que nos topamos numha "zona vigilada en un radi de 500 m".

As fotos foram feitas na Plaça del Tripi, que é como popularmente é conhecida a Praça de... GEORGE ORWELL!!!

Escrito em 15-01-2007, na categoria: FOTO SUSO
"Carnicería Suso" (Ponte-Vedra)

Em 6 de Novembro de 2006, há dous meses e um dia%, oferecíamos ao nosso distinto público as fotografias da Cristalería Suso, o único susodito estabelecimento comercial ponte vedrês de cuja existência na altura tínhamos constância.

Mas o acaso quijo que na passada terça-feira (2 de Janeiro de 2007) descubríssemos na cidade do Leres um outro susodito estabelecimento comercial do que nada dizia o guia QDQ.

“Suso Cerdo”

Ia eu tranquilamente pola rua Cobián Roffignac ao encontro do amigo Eugénio e da amiga Bárbara quando me parece ler (escritas em grandes caracteres sobre um mesmo colorido cartaz) duas palavras que reclamam poderosamente a minha atençom: umha é “CERDO” (cochino, marrao, porco em castelhano) e “SUSO” (o meu próprio nome) é a outra.

Imediatamente percebim que nom se tratava dum insulto gratuito dirigido à minha pessoa mas das promoções natalícias (quase gratuitas de tam baratas) da Carnicería Suso, talho ou açougue situado no interior do supermercado Dia% que ocupa o rés-do-chao do Edif. Bargón (Rua Santa Clara, Nº 5-11).

Entrei no supermercado por se a Carnicería Suso (ao fundo, à direita) tinha um letreiro digno de ser fotografado mas o único que encontrei foram mais cartazes como os da cristaleira exterior. Quando já me dirigia cara a porta alguém dixo “Susinho” e, instintivamente, dei a volta pensando que era por mim. Era polo talhador :-)

Fum a pola máquina de fotos ao carro (arrumado ao outro lado do rio, ao pé do Paço da Cultura) e quando regressei à Rua Santa Clara comprovei com desagrado o como as pilhas estavam esgotadas (a longa noite de Ano Velho!). Felizmente no Dia % também vendem pilhas.

Entrei no súper, comprei quatro pilhas alcalinas por 1,15 Euros, saim à rua, troquei as gastas polas novas, figem quatro fotos e prosseguim o meu caminho ao encontro da Bárbara e do Eugénio.

A nós três uniria-se, daí a um bocadinho, o amigo José Ramom...

Escrito em 07-01-2007, na categoria: SUSODITOS EST. COMERCIAIS, Peixarias e Talhos Suso
Na Galiza, Greenwich Mean Time! (GZ=GMT!)

Royal Observatory, Greenwich, 6 de Janeiro de 2003.

Nas férias de Natal do ano acadêmico 2002-2003 viajei a Inglaterra para visitar a minha irmã Paula que, embora hoje more no Rio de Janeiro, na altura morava em Brighton.

Aproveitando a viagem (e a hospitalidade da Marta, o Edu e os irmaos Cortinhas, Santi e Xesús) após a passagem de ano em Brighton fum a Londres passar uns dias.

Estando alí um fuso-reintegracionista convicto coma mim nom podia deixar de visitar o Royal Observatory de Greenwich, cousa que figem no dia 6 de Janeiro, é dizer, tal dia como hoje há quatro anos.

Escrito em 06-01-2007, na categoria: FUSO-REINTEGRACIONISMO