[O Sítio de Suso Sanmartin]

      No Caminho Português a Santiago de Compostela existe um lugar chamado Angueira de Suso.

      Segundo o dicionário e-Estraviz da língua galego-portuguesa “angueira” é “o quefazer, cuidados e negócios que cada pessoa tem”. “Angueiras” som “trabalhos, cargas sofrimentos”. Por sua parte “suso”, do latim susu, quer dizer “acima, atrás”.

      Angueira de Suso é o sítio de Suso Sanmartin na rede. Aqui colocará o susodito as suas angueiras presentes, passadas e futuras.

      Obrigado pola visita.

      susosanmartin@gmail.com


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EL PIS

EL PIS

Como todas e todos bem sabedes, desde o passado 22 de Novembro de 2006 podemos topar nos quiosques galegos umha ediçom galega do jornal madrileno El País que trouxo como grande novidade a possibilidade de lermos em castelhano escritoras galegas e escritores galegos que, até a data e para Galiza, sempre escreveram em galego.

EL PIS

A minha paródia escatológica da cabeceira do El País já e velha. Deve datar de 1993-94 pois aparece identificando a porta da casa de banho numha fotografia realizada no corredor do andar que naquele ano acadêmico compartilhava com outros três estudantes galegos em Salamanca. Mas, na altura, era a piada pola piada, nom havia na paródia mais intençom do que essa nem podia imaginar eu que treze-catorze anos depois viria tê-la.

Com efeito, na sexta-feira 24 de Novembro de 2006 (é dizer, no terceiro dia de existência da Edición Galicia do El País), durante a performance audiovisual de Marc Leclair & Gabriel Coutu-Dumont (radiado encerramento do Video Heroes) no auditório do CGAC, o meu cérebro fijo umha urológica associaçom entre aquela velha ideia e aqueloutra célebre frase atribuida a Castelao: EL PIS - Edición Galicia / "mejam por nós e temos que dizer que chove"*.

Feliz ideia, pensei no momento, mas enseguida me dim conta de que havia nela algo que nom funcionava. A imprensa madrilena, com efeito, meja por nós. Mas é que a imprensa galega leva 125 anos fazendo-o e nós tam contentes! Esta evidência, unida ao afecto que sinto por muit*s d*s colaboracionistas, tirou-me o ânimo de plasmar e publicar aquela ideia que, vai para três meses, tivera no CGAC. Até hoje.

Eureka!

Ante-ontem quinta-feira, 15 de Fevereiro de 2007, recebim o último número de Tempos Novos. Para além de umha ilustraçom minha (que proximamente publicaremos e comentaremos aqui) o número 117 da revista Tempos traz várias referências à polêmica das/dos escritoras/es do país galego publicando as suas opiniões em castelhano na ediçom galega do El País. Na Obertura o meu tocaio de Toro explica a sua controversa decissom (Entre Escila e Caribdis, pág. 3) e nas páginas de humor gráfico que ele mesmo coordena (¡Guau, guau!, págs. 64-65) o meu colega Pepe Carreiro fai-lhe dizer a um cam: "Agora, grazas á edición galega de "El País" podemos ler os nosos escritores en español".

Estas leituras figeram-me retomar a ideia e ontem, sexta-feira 16 de Fevereiro, num momento de inspiraçom, conseguim dar-lhe à mesma a última volta de porca: a frase atribuida a Castelao deveria aparecer parcialmente traduzida ao castelhano ("mejam por nós e temos que dizer "que llueve"") ou, melhor ainda, traduzida de tudo ("nos mean encima y tenemos que decir que llueve").

Com a ideia definitivamente clara pugem-me maos à obra... et voilá!

* Em vao procurei entre as Cousas da Vida (6 volumes) e as Cousas da Vida no Faro de Vigo a devandita frase atribuida a Castelao. Terá o Ernesto Vázquez Souza, o Íker Ximenes do galeguismo, ou algum/algumha das/dos minhas/meus cultíssimas/os leitoras/es, algumha pista sobre a sua procedência? Será bem agradecida qualquer informaçom ;)

Escrito em 17-02-2007, na categoria: VÁRIOS

8 comentários

Comentário de: Ernesto [Visitante] Email
Pois não. Sinto-o. Não che tenho o meu arquivo em condições!! Talvez nalguma capa de Vida Gallega?

Mas deixo escrito no meu caderno para quando salte a frase atribuida.
18-02-2007 @ 19:58
Comentário de: suso [Membro] Email
Muitíssimo obrigado, caro Ernesto, pola tua resposta. A ver se entre todas e todos conseguimos descobrir a misteriosa procedência da tantas vezes citada citaçom.
19-02-2007 @ 20:00
Comentário de: J. Manuel Outeiro [Visitante] Email · http://blogue.outeiro.com
Parabéns polo texto e mais pola composiçom gráfica, que me permito usar hoje mesmo no meu blogue referindo este e o seu autor.

A frase de Castelão acho que é do Sempre em Galiza, mas nom tenho certeza.
19-02-2007 @ 23:37
Comentário de: suso [Membro] Email
Muitíssimo obrigado, José Manuel! Parabéns a ti também pola tua brilhante análise... de urina! Ha, ha, ha! Eu tampouco tenho certeza de que a frase atribuida a Castelao apareça no Sempre em Galiza. Umha "diurética" para quem dê a resposta correcta!
20-02-2007 @ 00:14
Comentário de: Uz [Visitante] Email · http://caminhos.gzpt.org
Não faço ideia de onde aparece a frase (nalgum cartaz sobre o estatuto do '36????), mas este post-imagem é, simplesmente, sublime.
20-02-2007 @ 17:35
Comentário de: suso [Membro] Email
É engraçado porque todos empregamos a frase atribuindo-lha a Castelao e cada um de nós (Ernesto Vázquez Souza, José Manuel Outeiro, Gerardo Uz e eu) tem uma ideia diferente sobre a sua procedência (Vida Gallega, Sempre em Galiza, cartazismo estatutário e Cousas da Vida, respectivamente). É um grande mistério, é uma comoção ;)

E muitíssimo obrigado, Gerardinho! :)
21-02-2007 @ 22:13
Comentário de: suso [Membro] Email
E obrigadíssimo também por isto! Acabo de vê-lo :)
21-02-2007 @ 22:19
Comentário de: suso [Membro] Email
Este da mictória frase atribuida a Castelao vai caminho de converter-se num autêntico Expediente X. Leiam senom o que di o Antón Patiño no último parágrafo da coluna que hoje (TER, 24-ABR-07) escreve na Edición Galicia do El País...
24-04-2007 @ 18:03

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