[O Sítio de Suso Sanmartin]

      No Caminho Português a Santiago de Compostela existe um lugar chamado Angueira de Suso.

      Segundo o dicionário e-Estraviz da língua galego-portuguesa “angueira” é “o quefazer, cuidados e negócios que cada pessoa tem”. “Angueiras” som “trabalhos, cargas sofrimentos”. Por sua parte “suso”, do latim susu, quer dizer “acima, atrás”.

      Angueira de Suso é o sítio de Suso Sanmartin na rede. Aqui colocará o susodito as suas angueiras presentes, passadas e futuras.

      Obrigado pola visita.

      susosanmartin@gmail.com


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Arquivos para: Abril 2007

Lembrança de Abu Ghraib

"Tempos Novos" Nº 85 (Junho 2004), pág. 81 e boletim Nº 12 de "EsCULcA" (2006), pág. 2.

Em 28 de Abril de 2004, tal dia como hoje há três anos, o desaparecido informativo semanal 60 Minutes II, da norte-americana CBS, emitia umha reportagem em que, pola primeira vez, o mundo pudo ver as pornográficas fotografias que a soldadesca estado-unidense se fijo enquanto divertida torturava indefesos prisioneiros na iraquiana prisom de Abu Ghraib.

Daí a dez dias e para os seus Dias Soltos (secçom fixa que o escritor ourensano afincado em Compostela tem na revista Tempos Novos) o Bieito Iglesias escreve:

Maio 8
SUPLICIO
As imaxes dunhos animalciños vestidos de roupa militar torturando presos iraquianos conmocionan a opinión pública. Os afeizoados á Historia Antiga que dirixen o Pentágono alegan que son poubanos brutamontes, pero tales lugareños nunca pensaron en imitar as campañas de Alexandre o Magno, entregados como estaban a chupar cervexa e música country. A culpa non é toda deles (como tampouco era dos policías e gardas civís da raia seca ourensá que, durante o franquismo, mallaban en nós como no centeo verde). O descrédito da ocupación de Iraque é total, ninguén traga o calote das armas de destrución masiva, desconfíase da vinganza polas Torres Xemelgas e da sede de cru. Os americanos só teñen alí unhos amigos de comenencia, os curdos (Go home, pero non sen antes proclamar o Curdistao Ceibe). A resistencia degola ianquis ó grito de ¡Alá é grandísimo! Dá gana de apostilar con Borges: Os porcos están devorando ós porcos.

[Tempos Novos Nº 85 (Junho 2004), págs. 80-81]

Para ilustrar os Dias Soltos do Bieito Iglesias que haviam aparecer no número 85, de Junho de 2004, da Revista Mensal de Informaçom para o Debate (e sob os efeitos do horror que me produziu a visom da fotografia protagonizada, muito ao seu pesar, polo prisioneiro Satar Jabar) realizei a ilustraçom que hoje ilustra este post baseiada, evidentemente, no Homem Vitruviano do génio renascentista Leonardo da Vinci.

O ano passado esta mesma ilustraçom apareceu também na segunda página do boletim Nº 12 de EsCULcA, Observatório para a Defesa dos Direitos e Liberdades.

Escrito em 28-04-2007, na categoria: COLABORAÇÕES HABITUAIS:, Tempos Novos
25 de Maio: Dia do Orgulho Lusista e Reintegrata

Emulando o professor José Manuel Barbosa, proposta de bandeira luso-reintegracionista.

Era uma vez a Assembleia da Língua (A.L., 15 de Dezembro de 2001 - 7 de Setembro de 2002) e era, dentro dessa A.L., uma turma compostelana caracterizada polo seu alto sentido do ludo-reintegracionismo, conceito derivado de luso-reintegracionismo (alcunhado em 10 de Maio de 2002 polo Eugénio Outeiro e por mim) de que falaremos um outro dia.

Grandes sucessos do compostelano Grupo Local da Assambleia da Língua foram, por exemplo, a Festa da Língua (17 de Maio de 2002), a Concentração Anti-Caspa (28 de Junho 2002) ou a I Festa do Sesseio (11-S de 2002).

Naquela altura os elementos mais lúdicos (mas não necessariamente os mais lúcidos) da A.L.-Compostela especulávamos com a possibilidade de instituir o Dia do Orgulho Lusista e Reintegrata.

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Escrito em 20-04-2007, na categoria: LA QUESTIONE DELLA LINGUA (degli coglioni)
Porquê sou reintegrata?

Capas do "Constantinopla" Nº 19 e mais do "Diccionario Xerais da Lingua".

Publicamos hoje em Angueira de Suso a primeira versom do texto que, por encomenda dos camaradas do grupo local compostelano da AGAL, escrevemos para o primeiro número da nova época digital do Constantinopla, histórico boletim da Assembleia Reintegracionista Bonaval reeditado agora como órgao de expressom da AGAL-Compostela.

A versom publicada neste último número do Constantinopla (Constantinopla Nº 19, págs. 1 e 3) é a segunda e definitiva e é umha versom reduzida deste.

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Escrito em 18-04-2007, na categoria: LA QUESTIONE DELLA LINGUA (degli coglioni)
E.U.E. ou U.R.S.E.?

Capa do Nº 34 d'O Farelo (esquerda) e ampliação da nossa colaboração publicada na mesma (direita).

Publicamos hoje a charge que em Dezembro de 2003 e a toda cor nos publicaram n'O Farelo (Revista de Humor que Rabea por Peneirar), suplemento mensal do periódico quinzenal A Peneira (Jornal Galego de Informação Geral).

A nossa charge (O Farelo Nº 34 / A Peneira Nº 360) estava moderadamente inspirada na campanha publicitária que uma conhecida marca de whisky escocês lançou há uns anos ao mercado espanhol.

Após colocar retóricas perguntas tipo ¿homosexualidad o heterosexualidad?, ¿prohibición o legalización? ou ¿dolor o placer?, afinal os anúncios despejavam todas as dúvidas respondendo Sin Duda, Cutty Sark!

Estados Unidos da Europa ou União de Repúblicas Socialistas Europeias?

Sem dúvida, U.R.S.E.!

Escrito em 16-04-2007, na categoria: COLABORAÇÕES HABITUAIS:, O Farelo/A Peneira
O Pasquim

Franjo Padín e Suso Sanmartin perante a estátua do Pasquim, em Roma.

Após duas semanas de folga, Angueira de Suso retoma a sua actividade.

Folgou Angueira de Suso mas nom folgou o susodito quem, de 1 a 9 de Abril e em território italiano e vaticano, nom tivo um só dia de descanso.

Porque este ano as férias da Páscoa nom forom férias senom umha extenuante viagem de estudos realizada, isso sim, na melhor companhia possível (falando em termos de companhia masculina, é claro): a do professor de Geografia e História, arqueólogo, humorista gráfico, caricaturista, blogueiro e velho amigo (conhecemo-nos em 1º de B.U.P., há a bagatela de 20 anos, no I.N.B. Salvador Moreno de Marim) Franjo Padín.

Dos dous Gigas de memória fotográfica que o Padín e mais eu trouxemos da península itálica, hoje seleccionamos duas fotografias para a sua publicaçom. Forom feitas em Roma no passado dia 4, é dizer, há exactamente umha semana. Na fotografia da direita, realizada polo amigo Padín, ao pé da estátua do Pasquim aparece o súbdito norueguês que, a seguir e a petiçom nossa, realizaria a fotografia da esquerda. Na fotografia da esquerda aparecemos o próprio Padín e mais eu perante a devandita estátua da que, para a nossa surpressa, o voluntarioso fotógrafo apenas tomou o pedestal.

O pedestal da estátua do Pasquim está, como podedes observar nas fotografias, acogulado de pasquins, escritos que nom por acaso recebem dito nome:

pasquim s.m. escrito afixado em lugar público com expressões injuriosas ao governo ou pessoa constituída em autoridade; panfleto difamatório; [fig.] jornal que publica diatribes e artigos difamatórios (Do it. ant. Pasquino, nome de uma estátua mutilada em Roma, onde se afixavam panfletos satíricos)

[Dicionário da Língua Portuguesa, Porto Editora]

pasquim. [Do it. ant. pasquino, do it. Paschino, Pasquino, nome, em Roma, de uma estátua de gladiador, na qual se fixavam libelos e sátiras.] s.m. 1. Sátira afixada em lugar público. 2. Jornal ou panfleto difamador. 3. P. ext. Deprec. Jornaleco. [Sin.: pasquinada.]

[Aurélio Século XXI, O Dicionário da Língua Portuguesa]

Com efeito (traduzo agora da Wikipedia inglesa):

Pasquinada refere-se a um libelo anônimo, em verso ou em prosa. Pasquim (Italiano Pasquino) foi o nome que os romanos correntes deram à maltratada e antiga estátua desenterrada durante a pavimentaçom do distrito Parione e erguida na esquina da Piazza di Pasquino e Palazzo Braschi, no lado oeste da Piazza Navona em 1501, polo Cardeal Oliviero Carafa, quem involuntariamente deu à estátua a sua primeira voz, ao originar umha cerimônia anual, a primeira em 1501, polo Dia do Sam Marcos, 25 de Abril. O torso de mármore foi cuberto com umha toga e epigramas em Latim foram sujeitados a ela. O decoroso evento logo se foi das maos quando virou costume para aqueles que queriam criticar o Papa ou indivíduos do seu governo –por pasquinada entende-se primeiro e principalmente um ataque pessoal- escrever poemas satíricos em amplo dialecto Romano (chamados “pasquinadas” do Italiano “pasquinate”) e afixá-los a essa estátua.”

[http://en.wikipedia.org/wiki/Pasquinade]

Embora no quarto do hotel o Padín já me falara da sua existência, o certo e que a estátua do Pasquim topamo-la por acaso quando, procedentes de Campo di Fiori e trás tomar um capuccino delizioso num dos cafés da Via del Governo Vechio, nos dirigíamos ao Palazzo Altemps (Museo Nazionale Romano) onde, entre outras maravilhas marmóreas, o Trono Ludovisi, o Ares Ludovisi e o Gálata Suicida esperavam por nós.

Muito rim e muito aprendim com o meu colega de Marim! Aprendim, por exemplo, porquê é que um pasquim se chama assim! Muito obrigado por tudo, caro amigo Padín!

Escrito em 11-04-2007, na categoria: VÁRIOS