[O Sítio de Suso Sanmartin]

      No Caminho Português a Santiago de Compostela existe um lugar chamado Angueira de Suso.

      Segundo o dicionário e-Estraviz da língua galego-portuguesa “angueira” é “o quefazer, cuidados e negócios que cada pessoa tem”. “Angueiras” som “trabalhos, cargas sofrimentos”. Por sua parte “suso”, do latim susu, quer dizer “acima, atrás”.

      Angueira de Suso é o sítio de Suso Sanmartin na rede. Aqui colocará o susodito as suas angueiras presentes, passadas e futuras.

      Obrigado pola visita.

      susosanmartin@gmail.com


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Arquivos para: Maio 2007

Temporada das Letras 2007

Em 2004 o luso-reintegracionismo galego (donde senom?) tivo umha formosa iniciativa conjunta denominada Temporada das Letras que, infelizmente, nom teria continuidade em anos subsequentes.

Segundo os editores do Portal Galego da Língua (PGL) explicavam num artigo publicado no jornal Novas da Galiza no ano a seguir (NGZ Nº 30, pág. 17), a Temporada das Letras “tencionava juntar o dia das letras galegas (17 de Maio) e o dia de Camões (10 e Junho) sob um mesmo epígrafe. O objectivo –continuavam dizendo os nossos amigos- era duplo: introduzir na Galiza a comemoraçom do dia 10 e singularizar as iniciativas reintegracionistas por volta das letras”.

Como as minhas escassas leitoras e os meus escassos leitores terám percebido, a actividade de Angueira de Suso, o Sítio de Suso Sanmartin, também é bastante escassa ultimamente.

A culpa tenhem-na a quantidade de actos de carácter ludo-reintegracionista que no último mês reclamaram a nossa atençom e que nos impediram manter como é devido este blogue:

SAB 05 - Festival da Língua Em Movimento
SAB 12 - Festa do Dezassete
QUA 16 - Alvaroque da Língua
SEX 18 - Festa Hortera
SEX 25 - Dia do Orgulho Lusista e Reintegrata / Dia da Toalha
SAB 26 - Concerto de Adriana Calcanhotto +2 (Moreno Veloso e Domenico Lancellotti) = Três.

Postos juntos num cartaz estes actos conformariam umha Temporada das Letras 2007 que nada teria que invejar a aquela T.L. de há três anos.

Mas, como digemos, a Temporada das Letras ainda termina o 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Di o provérbio que “até o quarenta de Maio nom tires o saio”. Como boas e bons lusistas e reintegratas nós nom tiraremos o agasalho, nem atiraremos a toalha, até o 41 (10 de Junho) ... ou 42 ;)

Desculpem o incómodo!

Escrito em 30-05-2007, na categoria: LA QUESTIONE DELLA LINGUA (degli coglioni)
"Carpintería Suso" (Vila de Cruzes)

A Teresa passou o Dia das Letras dedicado à María Mariño em Igom, a sua aldeia.

Quando na véspera foi à Rua do Meio pegar o seu carro (para, parodiando o Uxío Novoneyra, ir de Compostela aos Ancares por terra alcatroada) topou e fotografou para mim esta carrinha branca.

Graças a um dos dous números de telemóvel serigrafados nas suas janelas, o 606 074 014, pudemos ubicar no Concelho de Vila de Cruzes, Comarca do Deça, a Carpintería Suso à que o veículo das fotografias pertence.

O que nom podemos é precisar em que freguesia do concelho deçano se encontra a susodita carpintaria. Em Sam Tomé de Ínsua, talvez? Nom poderiamos afirmá-lo com rotundidade. O estrangeirizante topónimo de Villaba, que aparece na morada da Carpintería Suso disponível nas Páginas Amarelas, despista-nos totalmente. Poderia alguém da zona dar-nos uma maozinha? Para já, muitíssimo obrigado!

E muito obrigado também à Teresa polas suas fotografias :)

Escrito em 19-05-2007, na categoria: SUSODITOS EST. COMERCIAIS, Carpintarias e Cristalarias Suso
PRIMEIRO O BANDULHO!!! DEPOIS O ORGULHO!!!

Hoje, 16, Alvaroque da Língua e o vindouro 25 de Maio, Dia do Orgulho Lusista e Reintegrata.

Ao invés do que naquela cançom berravam Os Diplomáticos de Monte Alto: PRIMEIRO O BANDULHO!!! DEPOIS O ORGULHO!!! X-D

Escrito em 16-05-2007, na categoria: LA QUESTIONE DELLA LINGUA (degli coglioni)
Ramoncín, King of Fried Chicken
Ramoncín, King of Fried Chicken segundo Germano (acima à esquerda), Suso Sanmartin (acima à direita) e Panchez (abaixo).

No passado 26 de Março publicávamos em Angueira de Suso duas ilustrações da nossa autoria que com antecedência tinham sido publicadas no número 6 da revista De Troula: King of Fried Chicken e Pans & Poetry (paródias dos logótipos de duas redes de restaurantes de comida rápida, a norte-americana Kentucky Fried Chicken e a catalá Pans & Company, respectivamente).

Da primeira delas dizíamos aqui daquela:

KFC

King of Fried Chicken é a traducçom para o inglês do castelhano El Rey del Pollo Frito (O Rei do Frango Frito em galego-português, alcunha pola que também é conhecido o ex-cantor, lexicógrafo, contertúlio e directivo da SGAE José Ramón Julio Martínez Márquez, Ramoncín) e as suas siglas coincidem com as do KFC original. O retrato do Ramoncín utilizado é o que aparece na capa de Como el fuego, o seu LP de 1985.

Embora a do King of Fried Chicken é umha ideia que data de Julho do ano passado, nom foi até 28 de Dezembro, Dia dos Santos Inocentes, que a realizei. Realizei o design na Biblioteca da Faculdade de Jornalismo da USC e desde alí mesmo a enviei por correio electrónico para os amigos da revista De Troula (junto com o Pans & Poetry que tinha feito dous dias antes, em 26 de Dezembro, na Biblioteca Pública de Bueu).

King of Fried Chicken, by Panchez

Recentemente o aduaneiro Panchez recebeu do kalimero Ghato a encomenda de realizar o cartaz da XII Festa Hortera, festa pirosa (Pt), cafona ou brega (Br) que, em envenenada homenagem ao Ramoncín e se a todo-poderosa SGAE o permitir, se celebrará o vindouro 18 de Maio na compostelana Sala Nasa.

O Panchez, que é um profissional, encarregou-se de passar a limpo o design rasca-salsicheiro que, previamente, tinha feito este designer amador.

King of Fried Chicken, by Germano

Nom contente com isso o aduaneiro Panchez informou-me de que a minha ideia nom era original e de que já a outra pessoa, segundo ele também galega, se lhe ocorrera antes do que a mim.

Nom sei quando lhe ocorreria a ideia ao Germano mas o caso é que ele foi o primeiro a disparar. O seu King of Fried Chicken foi publicado em 19 de Setembro de 2006 (com mais de três meses de adianto à realizaçom do meu) dentro da categoria Logotomias do Abuse Magazine.

A jeito de desculpa tenho de dizer que até que o Panchez mo mostrou eu ignorava a existência do tal design. A do Kentucky/King of Fried Chicken era umha ideia que levava seis meses anotada na minha caderneta e que, a finais do ano passado e para a revista De Troula, me decidim a realizar por fim. Apesar de parecer-me umha ideia bastante óbvia, a diferença do que tenho feito noutras ocasiões, desta volta nom me molestei em comprovar se a alguém lhe teria ocorrido já. Se o tivesse feito, provavelmente, agora nom estaria a contar todo isto aqui.

Escrito em 08-05-2007, na categoria: GUEST ARTIST
Alvaroque da Língua

Eis o texto que na reuniom da comissom de festas que tivo lugar na sede da Burla Negra no passado 17 de Abril me comprometim a escrever para animar o pessoal a anotar-se ao Alvaroque da Língua. Por umha cousa ou por outra o caso é que até a tarde de ontem (véspera do dia no que expira o prazo para anotar-se, que é hoje) nom encontrei vagar para escrevé-lo. O texto (o último, por enquanto, dumha série de textos que diferentes pessoas foram escrevendo para animarem o cotarro) apareceu esta mesma manhã publicado no blogue do Alvaroque.

O Alvaroque para Suso Sanmartin

Serei-vos franco. Nom me parece mui afortunado o nome de Alvaroque da Língua. Nom mo pareceu quando o passado 12 de Abril lho ouvim ao amigo Séchu Sende pola primeira vez e continua sem parecer-mo agora. Porque em nengumha das suas acepções a ceia que o vindouro 16 de Maio celebraremos em Luou se corresponde com o que o dicionário (e-Estraviz) define como alvaroque:

“Alvaroque s. m. (1) Acto de dar por terminado um convénio ou venda, bebendo um copo de vinho ou tomando algo em sinal de que o contrato está ultimado. (2) Comida que se dá aos operários ou jornaleiros depois de terminada uma obra ou faina agrícola. (3) Convite que se dá para celebrar um contrato. (4) Copa de aguardente que acostumam tomar os trabalhadores pola manhã cedo, em jejum e antes de começar o trabalho. Sinón. Alboroque [ár. al-baruk].”

Porque o banquete de Luou terá tanto de alvaroque (ou ramo) como de albricoque (ou damasco). Sou filho e neto de canteiros e sei bem do que vos falo.

Mas, politicamente, também sou filho (ou neto) de Castelao (o mesmo que no seu Álbum Nós escreveu: “Nom lhe ponhades chatas à obra namentres nom se remata. O que pense que vai mal que trabalhe nela; há sítio para todos”), por isso também eu irei ao Alvaroque da Língua.

Longe de estar terminada, a obra de marras nom está nem empeçada. Tampouco é que seja o melhor começo chamar-lhe alvaroque ao que, no melhor dos casos, será a primeira pedra dumha obra na que tudo está por fazer. Nom me importo, seguindo o conselho de Castelao nom ponho chatas à obra, arremango-me, frego as maos com norueguesa Neutrogena e ponho-me maos à mesma na confiança de que nela, como dizia Castelao, haverá sítio para todos e todas.

Para além de Dia das Letras Galegas 17 de Maio é o Dia Nacional da Noruega, um país (o país com o mais alto Índice de Desenvolvimento Humano do mundo, já agora) que escreve a sua língua em duas normas oficiais (Bokmål e Nynorsk). Desde que, há anos, descobrim esta feliz coincidência acredito na Via Norueguesa como única saída viável a um conflito, o normativo, cuja superaçom nos colocaria em vias de solucionar o outro conflito que ameaça a sobrevivência do galego, o conflito lingüístico.

Talvez num futuro nom mui longínquo isolas/os e reintegratas podamos celebrar, cum autêntico alvaroque no que o salmom defumado será o rei, o facto de termos chegado, por fim, a esse acordo à norueguesa necessariamente nom-ortográfico.

Por enquanto, comecemos a casa polo telhado (nom passa nada!) e dêmos boa conta do churrasco o próximo 16 de Maio no Alvaroque da Língua, em Luou.

UM POVO, UMHA FALA, DUAS NORMAS!!!

Escrito em 04-05-2007, na categoria: LA QUESTIONE DELLA LINGUA (degli coglioni)
Galician Man Walking
[youtube]YFVo_uigrgQ[/youtube]

Um mês e cinco dias depois da publicaçom d’A Metamorfose, primeiro exercício de animaçom tradicional realizado em 1996 enquanto aluno Erasmus da Technological Educational Institute of Athens (T.E.I.-Athens), publico em Angueira de Suso o segundo exercício realizado naqueles tempos e naquele espaço.

Trata-se dum simples ciclo de caminhada que, parodiando o título de certo filme na altura em cartaz, intitulei Galician Man Walking*.

Making Off

Segundo escrevim no meu diário de 1996, na sexta-feira 29 de Março, assistim no T.E.I.-Athens à liçom teórica que, sobre a caminhada e com traduçom simultânea para o inglês, deu a minha professora de Animaçom, Heleni.

À tarde, na livraria Papasotiriu comprei, por 7.400 Dracmas, The Animator’s Workbook (em pesetas saia exactamente a metade de preço, 3.700).

No dia a seguir, sábado, 30 de Março, estivem a ler, dicionário bilingue em mao, o capítulo do The Animator’s Workbook dedicado aos andares.

Entre o domingo, 31 de Março, e a segunda-feira, 1º de Abril, figem a lápis os dezasseis desenhos necessários para completar o ciclo de caminhada. Trabalhei ambos os dous dias até altas horas da madrugada (03h30 e 05h30 respectivamente).

Na segunda-feira, 22 de Abril, com a imprescindível ajuda da professora associada Afrodite, gravei Galician Man Walking (e mais a primeira parte d’A Metamorfose, que terminaria de gravar na segunda-feira seguinte, 29 de Abril).

Na sexta-feira, 26 de Abril, voltei a gravar a limpo o ciclo de caminhada (“master piece”, segundo o amável mas sem dúvida exagerado comentário da Afrodite).

Remake

Como já contei aqui, a fita VHS na trouxera gravados este e o resto dos trabalhos de animaçom tradicional realizados na Grécia enquanto estudante Erasmus, sumiu misteriosamente poucos anos depois do meu regresso.

A versom de Galician Man Walking que publicamos hoje é, portanto, umha reediçom digital feita a partir dos desenhos originais que, felizmente, ainda conservo.

Escaneei-nos na segunda, 26, e na terça-feira, 27 de Março de 2007, enquanto escuitava na Rádio Galega A Boca da Noite.

Trás-anteontem (domingo, 29 de Abril) re-animei-nos combinando Adobe Photoshop e Adobe Premiere Pro e ante-ontem (segunda-feira, 30 de Abril) dei-lhe ao Galician Man Walking os últimos retoques antes de subí-lo ao You Tube.

* Na quarta-feira, 24 de Abril de 1996, fum ao cinema com a Victória, a minha nova colega norueguesa no cêntrico andar (Ipokratous 71) ao que me mudei em 20 de Abril, ao meu regresso das férias da Páscoa pola Turquia. A Victória queria ir ver Dead Man Walking mas por mim (a mim nom me apetecia demasiado) sacrificou o Walking e, em versom original com legendas em grego, fomos ver Dead Man.

Escrito em 02-05-2007, na categoria: YO TUBE UN SUEÑO, Desenhos Animados