[O Sítio de Suso Sanmartin]

      No Caminho Português a Santiago de Compostela existe um lugar chamado Angueira de Suso.

      Segundo o dicionário e-Estraviz da língua galego-portuguesa “angueira” é “o quefazer, cuidados e negócios que cada pessoa tem”. “Angueiras” som “trabalhos, cargas sofrimentos”. Por sua parte “suso”, do latim susu, quer dizer “acima, atrás”.

      Angueira de Suso é o sítio de Suso Sanmartin na rede. Aqui colocará o susodito as suas angueiras presentes, passadas e futuras.

      Obrigado pola visita.

      susosanmartin@gmail.com


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Arquivos para: Junho 2007

Castela-a-a-a-a-ao!!!

Hoje, 28 de Junho, Dia do Orgulho LGBT, comemora-se também o quinto aniversário da Concentração Anti-Caspa que, tal dia como hoje de 2002, convocou a extinta Assembleia da Língua em protesto pola encenação, na Galiza e em castelhano, de Los viejos no deben enamorarse de A. R. Castelao.

Para celebrá-lo publicamos em Angueira de Suso um texto que, em forma de rascunho, jazia esquecido desde aquela no disco rígido do meu computador. Junto com o antedito texto e o cartaz da convocatória publicamos um par de fotos inéditas até hoje.

Castela-a-a-a-a-ao!!!

Contra as suas últimas vontades, em 28 de Junho de 1984, os restos de Castelao eram trazidos a Santiago de Compostela desde Buenos Aires. Não era a primeira vez que Castelao era traido. Nem seria a última. Tal dia como aquele, dezoito anos mais tarde, Castelao era traduzido em Santiago de Compostela. Trazido, traduzido, traido... O traidor (taduttore, traditore) nesta ocasião chamava-se Xesús Alonso Montero.

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Escrito em 28-06-2007, na categoria: LA QUESTIONE DELLA LINGUA (degli coglioni)
“Umha Imagem Para O Galego” (O Meu Vídeo)
[youtube]LUNbal3yU9Y[/youtube]
Perigo Zona Escolar (27'')

“(...) As palabras tamén poden ter forma (...) de imaxes en movemento. Hai un ano, Vieiros celebraba o Día das Letras dun xeito diferente (...) Nesta ocasión, o certame dá unha reviravolta e tamén se abre a vídeos (...) Como exemplo, para que sirva de guía, amosamos (...) un curioso vídeo que chama a participar no Albaroque pola lingua.”

No concurso que (sob o rótulo de Umha Imagem Para O Galego) Vieiros convocou este ano pola Temporada das Letras havia duas categorias: umha categoria de “fotografia” (igual que em O Galego No Espelho, título da ediçom do ano passado) e mais umha nova categoria de “vídeo”.

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Escrito em 27-06-2007, na categoria: YO TUBE UN SUEÑO
“Umha Imagem Para O Galego” (A Minha Foto)

No ano passado enviei para O Galego No Espelho, concurso fotográfico convocado na Temporada das Letras por Vieiros, a fotografia dum sinal de trânsito que, fazendo umha leitura em chave luso-reintegracionista, intitulei ele-agá.

Para Umha Imagem Para O Galego (que é como este ano denominaram o mesmo concurso as/os amigas/os de Vieiros) enviei a fotografia que ilustra este post, intitulada Sardinhas, acompanhada do seguinte pé:

“Em galego-português estamos no mundo. Também na Galiza.”

Este pé de foto é paródia (à galego-portuguesa) do slogan dumha antiga campanha do Serviço de Normalizaçom Lingüística da Universidade de Santiago de Compostela que, com certeza, lembraredes muitas e muitos de vós e que dizia: En galego estamos no mundo.

A foto da políglota embalagem de “sardinhas em tomate” (carente de qualquer valor artístico e feita com a única intençom de marcar presença reintegrata no certame convocado por Vieiros) figem-na no Dia% que há na compostelana Rua do Avio (fazendo esquina com a nova Rua de Boiro) na manhã da segunda-feira 11 de Junho. Muito obrigado à Teresa por emprestar-me a sua Gold Camera! :)

Nesse mesmo dia (dia após o Dia de Camões e, num princípio, último dia para fazê-lo) enviei-na polo correio electrónico para Vieiros.Com.

No dia a seguir (terça-feira, 12 de Junho) pudem ver a minha foto publicada no mosaico rotatório de Umha Imagem Para O Galego e comprovar como o prazo apresentaçom de fotografias (e vídeos) tinha sido ampliado umha semana mais (até o domingo, dia 17).

A poucas horas da Noite de São João, em 23 de Junho, Vieiros publicava a resoluçom dum júri composto por Manuel Sendón, Roberto Ribao, César Galdo e Lois Rodríguez.

Embora “polo São João a sardinha molha o pão”, como era previsível nom foi a minha fotografia a que "levou o gato á agua". A imagem ganhadora do concurso Umha Imagem Para O Galego na categoria de fotografia resultou ser a intitulada Saca a lingua a flote, de Manu Lago.

Parabéns ao(s) premiado(s)!!!

Escrito em 26-06-2007, na categoria: FOTO SUSO
XI Salão Luso-Galaico de Caricatura - Vila Real 2007 (Miguel Torga ou a Poética da Vida)

Caricaturas de Miguel Torga, Manoel-António e Méndez Ferrín.

Neste sábado, 23 de Junho, abriu na Galeria de Arte do Teatro Municipal de Vila Real o XI Salão Luso-Galaico de Caricatura (XI SLGC-VR 07), uma organização do Município de Vila Real e do Grémio Literário Vila-Realense, com produção da Humorgrafe.

No Centenário do Nascimento de Miguel Torga, o XI Salão Luso-Galaico de Caricatura - Vila Real 2007 está dedicado ao genial escritor trasmontano e, para além de “caricaturas de outros poetas ou alegorias humorísticas ao lado poético da vida”, todas/os as/os participantes no mesmo devíamos obrigatoriamente enviar uma caricatura dele.

A partir desta fotografia (e tomando certos elementos emprestados destoutro retrato a óleo por Guilherme Filipe) no passado 25 de Abril desenhei a caricatura de Miguel Torga que podedes ver acima.

Graças a que o 25 de Abril, feriado na República Portuguesa, é laborável no Reino de Espanha, no mesmo Dia da Liberdade pudem enviar polos correios (junto com as outras duas caricaturas antigas dos poetas Manoel-António e Xosé Luís Méndez Ferrín que também podedes ver acima a ilustrar este post) a minha caricatura do autor de Bichos.

Até a semana passada, em que recebim por e-mail a Acta de Reunião do Júri, não soubem o que afinal este resolvera. Segundo consta na antedita acta (datada em Vila Real, a 7 de Maio de 2007) “após cuidadosa ponderação dos oitenta e quatro trabalhos apresentados a concurso” o Júri resolveu atribuir os prémios previstos no Regulamento do Salão aos seguintes artistas:

Primeiro Prémio (Prémio Câmara Municipal de Vila Real ) – António Santos (Santiago)
Segundo Prémio (Prémio Governo Civil de Vila Real) – Paulo Santos
Terceiro Prémio (Prémio Região de Turismo da Serra do Marão) – David Pintor
Menções Honrosas – Henrique Monteiro e António Amado Lorenzo

É dizer, que este ano tão-pouco caiu nada! :( Parabéns, de todo modo, aos premiados! :)

Não se consola quem não quer, é-vos bem certo, mas podedes crer-me se vos digo que a presença dos meus trabalhos nos sucessivos Salões Luso-Galaicos de Caricatura de Vila Real e nos catálogos correspondentes (1998-Ambiente e caça; 1999-Humor e vinho; 2000-O automóvel; 2001-2001 Odisseia em Vila Real; 2005-A moda) já é todo um Prémio de Consolação (cast. accésit) para mim... Apesar de tudo espero que para o ano haja mais sorte! ;)

A exposição do XI SLGC-VR 07 estará patente ao público até ao dia 31 de Julho no Teatro Municipal de Vila Real. Como nos anos anteriores esta exposição viajará a Ourense em cuja Casa da Juventude poderá ser vista no vindouro mês de Agosto.

Escrito em 25-06-2007, na categoria: CARICATURA
Galego Corredor
[youtube]5dViUFaSoIA[/youtube]
Galego Corredor (35'')

Continuo com a publicaçom dos exercícios de animaçom tradicional que em 1996, sendo estudante Erasmus, realicei no Technological Educational Institute of Athens (T.E.I.-Athens).

Após A Metamorfose e Galician Man Walking hoje toca-lhe a vez ao terceiro exercício de animaçom daquela realizado, um simples ciclo de corrida (run-cycle) que, se bem até ante-ontem nom levava título, foi intitulado Galego Corredor para a ocasiom.

Segundo consta no meu diário de 1996, rematei-no na sexta-feira 3 de Maio (ficava pendente apenas o floco da faixa do traje nacional) e com a inestimável ajuda da professora associada Afrodite procedim à sua gravaçom.

Visto que a primeira ediçom analógica se encontra em paradoiro desconhecido, a que publicamos hoje é umha segunda ediçom digital realizada ante-ontem (QUA, 13-JUN-07) empregando Adobe Photoshop e Adobe Premiere Pro. Os oito desenhos originais tinha-os escaneados já desde o passado 29 de Abril.

Escrito em 15-06-2007, na categoria: YO TUBE UN SUEÑO, Desenhos Animados
Café Bar García Lorca

“Café Bar García Lorca”. Rua de García Lorca, 27. Santiago de Compostela.

Postamos hoje, quarta-feira 6 de Junho, o post que com motivo do 80º aniversário da Geraçom de 27 (e 380º aniversário da morte do poeta e dramaturgo espanhol Luis de Góngora) queríamos ter postado na quarta-feira 23 de Maio.

Os preparativos do 1º Dia do Orgulho Lusista e Reintegrata, celebrado com grande sucesso de crítica e público no passado 25 de Maio coincidindo com o 7º Dia Internacional da Toalha, nom nos permitiram postá-lo daquela. Postamo-lo hoje, exactamente duas semanas depois da efeméride:

Generación del 27
De Wikipedia, la enciclopedia libre

La denominada Generación del 27 fue una constelación de autores que surgió en el panorama cultural español alrededor del año 1927, en que se celebró el tricentenario de la muerte del poeta barroco Luis de Góngora. Estos autores aprovecharon esta fecha para reivindicar la poesía que este autor compuso en la última época de su vida (Culteranismo), desprestigiada por la crítica decimonónica. Tanto escritores como profesores e intelectuales celebraron en homenaje a Góngora una serie de actos (conferencias, etc.) en el Ateneo de Sevilla en ese año que se ha venido a considerar el acta fundacional del grupo.

“Café Bar García Lorca”

García Lorca é um nome bem curioso para um bar. Bem mais curioso que o de Suso, sem dúvida. No entanto, no meu bairro existe um bar que se chama assim: Café Bar García Lorca.

A razom de que o Café Bar García Lorca se chame igual que o poeta e dramaturgo espanhol adscrito à Geraçom de 27 é bastante prosaica: o susodito bar está na Rua de García Lorca.

Mas nom é o nome do Café Bar García Lorca o mais curioso. O mais curioso de tudo é que o Café Bar García Lorca, sito, como digemos, na compostelana Rua de García Lorca, esteja por acaso no número “27”.

Escrito em 06-06-2007, na categoria: FOTO SUSO
"Tendendo pontes, em Ponte Vedra, com a nossa língua" (17-MAI-04)

O "susodito" mestre de cerimônias. Foto: Teresa Díaz

Na Temporada das Letras 2004 a organizaçom da Festa da Língua de Ponte-Vedra (Assembleia Reintegracionista Ene Agá, Movimento Defesa da Língua e Associaçom Cultural Reviravolta) convidou-me para apresentar as actuações musicais (Trópico de Grelos e Lemorai) e teatrais (Os Quinquilláns e Códia e Miolo) do tradicional evento.

Daquela tivem a honra de compartilhar o cenário com quem na altura era Vereador do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Ponte-Vedra e na actualidade é Diretor Geral de Criaçom e Difussom Cultural da Conselharia de Cultura e Desporto da Junta de Galiza, o lusófilo Luís Bará, que subiu ao palco da pontevedresa Praça da Lenha para apresentar ele próprio a Orquestra Gente que Encanta (Instituto Cultural Casa do Béradêro) de Catolé do Rocha, Paraíba, Brasil.

Para tam especial ocassiom eu escrevera um texto que afinal, por falta de tempo, nom pudera ler. Dous dias depois, em 19 de Maio, o meu texto saiu publicado no Portal Galego da Língua (PGL). Hoje, três anos mais tarde e dentro desta Temporada das Letras 2007, publico-o aqui, em Angueira de Suso.

Espero que seja do vosso agrado.

Tendendo pontes, em Ponte Vedra, com a nossa língua

Suso Sanmartin

No passado mês de Abril a revista do coração (ou de fofoca, como dizem no Brasil) “Noivas da Galiza” surpreendia-nos a todas e todos com a publicação da seguinte bisbilhotice (ou fofoca):

“ROSÁLIA E CAMÕES UNIRÁM-SE POLA LÍNGUA”

Insinuava NGZ acaso que, no mês corrente, Rosalia de Castro ia pôr os cornos a Manuel de Murguia com Luís de Camões?

Reconheço que a imagem da Rosalia e o Luís a darem-se um “ beijo desentupidor de pia” que sugeria o sensacional cabeçalho me deixou um bocado chocado. E já estava eu a imaginar o que viria a continuação: tórridas confissões da “Santinha” em verso (em versos emprestados de Caetano Veloso), “GOSTO DE SENTIR A MINHA LÍNGUA ROÇAR A LÍNGUA DE LUÍS DE CAMÕES” e depoimentos exclusivos do autor d’Os Lusíadas à imprensa reintegracionista rosa, “JÁ SEI NAMORAR, JÁ SEI BEIJAR DE LÍNGUA AGORA SÓ ME RESTA SONHAR” (fazendo a rima fácil ao jeito dos Tribalistas).

Nada mais longe da realidade! A leitura da letra pequena tirou-me do meu engano: desde este ano, e a iniciativa da AGAL e do MDL, todos os actos que do 17 de Maio (Dia das Letras Galegas) ao 10 de Junho (Dia de Camões) organizem os diferentes colectivos reintegracionistas hão-de de anunciar-se num mesmo cartaz e tríptico e sob um mesmo lema, sendo o lema escolhido para este primeiro ano o de “tendendo pontes com a nossa língua”.

Que alívio que não se tratasse de mais um caso de adultério (como esses que impudicamente se arejam com “Molho Cor-de-Rosa” ou de “tomate” no tele-lixo espanhol) e sim do princípio duma formosa amizade! Uma amizade à galego-portuguesa (não compartilhada, como habitual, por “Amizade Galiza-Portugal”) que significa o primeiro passo dum caminho (já agora, repararam em que o Caminho Português passa por Ponte-Vedra?) que nos pode levar a algo mais sério: a unidade orgânica dos colectivos que, como AGAL e MDL, acreditam no reintegracionismo lingüístico e no monolingüismo social e que, por enquanto, são amigos com direito a roce (“Gosto de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões”), nada mais.

A união fai a força, mas não se a união for à força. Esta nunca se conseguiria com uma Oferta Pública de Aquisição (O.P.A.) hostil, por isso saudamos cum “Opa!” amigável (interjeição que designa espanto, admiração e/ou contentamento) a iniciativa de AGAL e MDL de celebrarmos juntas/os a “Temporada das Letras 2004” sob o erótico-festivo lema de “tendendo pontes com a nossa língua”.

Com efeito, este lema pode interpretar-se (ao menos a ou o jornalista de NGZ e mais eu assim o fizemos) como um convite a fazer com a nossa língua (que, como é sabido, vive e florece em Portugal) certas cousas às quais, paradoxalmente, designamos numa língua morta (tipo Pontus-Veteris, fellatio, cunni-lingus, etc).

Mas que não se me emocione a/o ludo-reintegracionista nudista (ou nudo-reintegracionista) que ainda não é hora de despir-se. Se botarmos contas vemos que o 10 de Junho (Dia de Camões) vem sendo 40 de Maio e, já se sabe o que di o provérbio, “ANTES DE QUARENTA DE MAIO NÃO TIRES O SAIO”.

Beijos (de língua) para todas e todos.

Ponte-Vedra, 17 de Maio de 2004
Escrito em 04-06-2007, na categoria: LA QUESTIONE DELLA LINGUA (degli coglioni)