
Hoje, 9 de Novembro, nas salas de cinema do Estado espanhol estreia-se um filme que leva por formoso título o de La Torre de Suso.
Como as/os minhas/meus escasas/os leitoras/es sabem, Angueira de Suso nom é um blogue de cinema (como, por exemplo, o Dias Estranhos do amigo Martin Pawley). No entanto hoje, e por razões óbvias, vamos falar (embora só seja tangencialmente) da susodita estreia cinematográfica.
Quando, nom há muito tempo, tivem notícia da existência deste filme... eu nom podia dar crédito! Nom só por nom ser frequente escuitar o meu eufónico hipocorístico familiar fazendo parte do título dumha longa-metragem (acho que é um caso único), senom porque o sintagma “A Torre de Suso” tinha e tem para mim um significado muito especial. Deixade-me que vos conte:
Nos anos acadêmicos 1999-2000 e 2000-2001 trabalhei e morei na vila de Rianxo. No berço de Castelao e Manoel-António travei amizade com um ou outro colega de trabalho. Do Antón Vilariño (da sua mulher Pilar e da sua filha Antia) já tenho falado aqui nalgumha ocasiom. De quem ainda nunca falei é do Rafa Saco (nem de Sol, Aida e Amaro).
Durante aquele biénio rianxeiro fum várias vezes convidado polos meus colegas de trabalho (e no entanto amigos) a comer com as suas respetivas famílias nas suas acolhedoras casas. Muitas vezes tenho comido em Asados, na casa do Antón Vilariño, e umhas quantas também em Leiro, na casa do Rafa!
Embora nom goste muito de crianças (nom quero enganar ninguém) o certo é que sempre que ia à rianxeira paróquia de Leiro almoçar com Sol e Rafa acabava brincando na carpete do salom com os seus rebentos (que já serám uns moços!) Aida e Amaro.
A brincar com eles em dado momento ocorreu-me empilhar, dando-lhes um uso diferente a aquele para o que foram fabricadas, as peças dum brinquedo de construçom. Perante a atónita mirada da pequena Aida a multicor pilha atingiu, num equilíbrio que semelhava quase impossível, umha altura estonteante. Como nom podia ser doutro jeito, a susodita construçom ficou sendo conhecida como A Torre de Suso.
No passado ano acadêmico Teresa, a minha namorada, estivo trabalhando na rianxeira paróquia de Asados. Por acaso coincidiu alí com a Sol, quem lhe dixo que na sua casa ainda hoje era recordada a famosa Torre de Suso. A minha torre, modéstia aparte ![]()
Beijinhos e recordações para Rafa, Sol, Amaro e Aida (a quem espero logo voltar a ver) e longa vida em cartaz para La Torre de Suso!!!
Escrito em 09-11-2007,
na categoria: VÁRIOS
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