
Hoje há duas semanas que recebim na minha morada umha carta do Auditório de Galiza em que com suma delicadeza o seu Diretor-Gerente me informava de que a obra por mim apresentada ao Quinto Prémio Auditório de Galiza para Novos Artistas 2007 nom fora seleccionada polo júri do certame.
Nom é que demorasse duas semanas em assimilar a má notícia (embora a esperança é a última cousa a perder-se, sinceramente, era o que esperava), é que nom sei o que acontece com o tempo (com o tempo cronológico, e nom com o meteorológico apenas) que ultimamente nom corre, voa que se mata!
Texto explicativo
Segundo o Regulamento do concurso as/os participantes no mesmo devíamos apresentar um “texto explicativo nom superior às 30 linhas” da obra que apresentávamos. Eis o textinho que eu escrevim para a ocasiom:
A idéia desta obrinha ocorreu-me em Curitiba (Paraná) há doze anos durante a minha primeira viagem ao Brasil. Mas nom foi até este ano, em que a Tropicália (ou o Tropicalismo) comemora o seu quadragésimo aniversário e eu regressei ao Brasil pola terceira vez, que me decidim a implementá-la.
A idéia, nom exenta de humor negro, é construirmos a bandeira do Brasil (como toda bandeira nacional, objecto quase sagrado) deconstruindo um objecto tam profano como é um “salva-unhas”. O “salva-unhas” tem duas capas: umha de esponja amarela e umha outra de “fibra verde”. Retirando parcialmente a “fibra verde” (rombo) e praticando umha perforaçom na esponja amarela (circunferência) surge umha irreverente e evocadora bandeira do Brasil.
Enfim, a ver se para o ano! Parabéns às/aos selecionadas/os e muita sorte! Vemo-nos no Auditório o vindouro 20 de Dezembro na inauguraçom! ![]()
Escrito em 21-11-2007,
na categoria: ARTISTADAS
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