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      "Les Invasions Barbares"

      "Les Invasions Barbares"

      Cartaz do filme 'Les Invasions Barbares' (esquerda) e ilustraçom publicada na pág. 7 do último núm. da revista 'Tempos Novos' (direita)

      Ainda nom chegou à minha morada (a ver se amanhã!) mas acabo de encontrá-lo no bem sortido revisteiro do Café-Bar 13 (R. Santa Clara, 13, Compostela). Estou a referir-me ao número 133, de Junho de 2008, da revista Tempos Novos.

      O desenho que na Tempos deste mês da ilustra os Dias Soltos do escritor ourensano fixado em Compostela Bieito Iglesias nom é original mas é inédito.

      Figem-o em 18 de Maio de 2004 (quarta-feira), exatamente quatro anos e um dia antes de que no passado 19 de Maio (segunda-feira) a jornalista Belén Puñal me enviasse por correio eletrónico os Dias Soltos bieito-eclesiásticos para a sua ilustraçom.

      O Cartafol Nº 32

      Figera-o por encomenda da amiga Isabel Vaquero para ilustrar o editorial, intitulado Espazo Europeo de Educación Superior. U-lo galego?, do número 32 d'O Cartafol, porta-voz da USC em matéria de normalizaçom lingüística.

      Este editorial falava dos problemas que supostamente o estudantado de mobilidade tinha com o galego, de como muitas vezes estes supostos problemas serviam de escusa para nom exercer as responsibilidades cara a língua própria, das soluções que a USC propunha para este problema (informaçom + formaçom), etc.

      Visto que do que se tratava era de seduzir o alunado estrangeiro para a causa da nossa língua, a minha ilustraçom, como era visto, foi rejeitada por besta e eu vim-me obrigado a fazer umha outra que sim seria aceite.

      E aí ficou, a dormir o sono dos justos.

      Tempos Novos Nº 133

      Até que quatro anos e um dia depois, em 19 de Maio de 2008, como digem, a Belén Puñal me enviou os Dias Soltos. Uns Dias Soltos em que, entre outras cousas, pudem ler:

      Maio 1
      SITIOS SOCIAIS
      Son polo visto sitios distintos virtuais onde a malta se comunica, conversa, pendura fotos de vaixes, etc. O seu carácter de simulacro non é tan evidente como na second life, baile de caprichosos avatares ao que acoden eus mascarados. De calquera maneira certifica a defunción da comunidade e a súa substitución por un arremedo fundado nun paradoxal solipsismo gregario. Tamaña adhesión ao egotismo, á leira entre narcisos e á realidade redundantemente real explica o descrédito da ficción. Porque o consumo de ficciós require -como todo acto creativo- algunhas doses de instrospección e aburrimento: ?Facemos vida social porque somos gregarios e lemos porque nos sentimos sós? (Como unha novela, Daniel Pennac). Os potenciais lectores de romances artísticos (o mesmo vale pra espectadores de filmes tipo O anxo azul, Amarcord ou As invasiós bárbaras) xa non queren intimar con fantasmas. Eles propios se propoñen como espectros e están decididos a non abandonar nin por un instante as súas preciosas vidiñas.

      [Bieito Iglesias, Dias Soltos, Tempos Novos Nº 133 (Junho de 2008), págs. 6-7]

      Dada a falta de tempo (Maio, Maio Louco! a organizaçom do DdoOLeR'08 absorveu o tempo todo... e mais que houvera!) e a falta dumha ideia melhor (com o pretexto de que o título do filme québécois era mencionado no texto), decidim resgatar aquela minha velha ilustraçom.

      Na segunda-feira 26 de Maio, após voltar a digitalizar a imagem (com a inestimável ajuda da Teresa e da sua máquina fotográfica) e acrescentar de novo o texto mecanoscrito que podedes ler, enviei-na por correio eletrónico para Tempos Novos.

      Escrito em 18-06-2008, na categoria: COLABORAÇÕES HABITUAIS:, Tempos Novos
      Chuza!

      2 comentários

      Comentário de: Uz [Visitante]  
      Uz

      Piada bestaaaaa! E logo o que diriam se desenhares umas lições de “francês” ou “grego” ;)? Sensura, sensuuuuura!

      24-06-2008 @ 11:02
      Comentário de: suso [Membro]  
      suso

      Felizmente há muitas e honrosíssimas excepções mas, infelizmente, a maioria d@s estrangeir@s que vêm estudar à Galiza devem ter a mesma compreensom polo nosso feito diferencial que aquela estudante Erasmus do filme L’Auberge Spagnole. A culpa nom é sua, que é toda nossa, mas les invasions barbares também contribuem com o seu grao de areia para que o declínio da língua galega (o português da Galiza) continue.

      25-06-2008 @ 00:27