
Sem tempo nom era. Em 23 de dezembro do ano passado e na sé do Arcebispado de Santiago de Compostela (à que pertence a minha paróquia natal de São Martinho de Bueu) apresentei por fim a minha renúncia formal a fé católica.
Cinco dias mais tarde, num comentário à notícia intitulada Este nadal... fai apostasía publicada por Vieiros.Com explicava a razom para nom tê-lo feito antes:
Eu queria tê-lo feito em 2004, com trinta e três anos e o cabelo comprido, ademais da barba que ainda conservo. Nessas condições ("Jesus" é o meu nome de batismo) a minha apostasia teria roçado a heresia quase. Se nom o figem daquela foi porque nom quigem que a minha apostasia fosse um ato individual e privado. Aspirava a poder fazê-lo junto com mais pessoas, no quadro dalgumha campanha apostática (tipo esta "Apostasia antes do Natal"), para que a nossa renúncia (coletiva e pública) à fé católica, caso atingir algumha repercussom mediática, encorajasse outras pessoas a apostatarem. Espero que assim seja! Muitíssimo obrigado pola ajuda a Marcos Payno, "Sei O Que Nos Figestes..." e a Vieiros.com!
Com efeito, o meu ato de apostasia foi feito no quadro da campanha Apostasia antes do Natal promovida por SeiOQue.Com e apadrinhada polo músico Marcos Payno. E nom fum eu só. Apostataram junto comigo o escritor Carlos Quiroga e a inclasificável Erika Seven.
Dous meses depois (que nom é muito tendo em conta que coincidiram as férias do Natal polo meio) os três recebíamos nas nossas respetivas moradas a esperada resposta dumha igreja, a ICAR, à que felizmente já nom estamos vinculados (a Erika no dia 20, o Carlos no 24 e eu em 25 de fevereiro de 2010).
Apostasia: Quem dixo que era difícil?

Escrito em 03-03-2010,
na categoria: VÁRIOS
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