[O Sítio de Suso Sanmartin]

      No Caminho Português a Santiago de Compostela existe um lugar chamado Angueira de Suso.

      Segundo o dicionário e-Estraviz da língua galego-portuguesa “angueira” é “o quefazer, cuidados e negócios que cada pessoa tem”. “Angueiras” som “trabalhos, cargas sofrimentos”. Por sua parte “suso”, do latim susu, quer dizer “acima, atrás”.

      Angueira de Suso é o sítio de Suso Sanmartin na rede. Aqui colocará o susodito as suas angueiras presentes, passadas e futuras.

      Obrigado pola visita.

      susosanmartin@gmail.com


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Categorias: COLABORAÇÕES HABITUAIS:, Tempos Novos, Novas da Galiza, O Pasquim, De Troula, O Farelo/A Peneira, A Nossa Terra, Xó!

25 de Abril, ZECA!!!

No passado 24 de março recebim o amável convite do Xoán Quintáns (Caramuxo, Camisolas da Galiza) para colaborar no jornal que a organizaçom de Terra da Fraternidade (Galiza a Zeca Afonso) tirou para contribuir para financiar o evento.

Dai a dezassete dias, no passado 10 de abril, figem a mão o desenho que hoje vos apresento, digitalizei-no (fazendo-lhe umha foto com a câmara do meu telefone) e enviei-lho ao Quintáns (através do Facebook Messenger também através do Sanmart-Phone, muito vos mudou o conto desde que comecei a fazer este tipo de colaborações!)

E por fim trasantontem, sábado 5 de maio, na Feira da Primavera da Rua de Sam Pedro (Compostela), pudem vê-lo impresso numha das páginas do devandito jornal.

A minha ilustraçom pode ser vista (ou nom) como umha caricatura do Zeca. Mas, em qualquer caso, nom como um retrato caricatural senom, mais bem, como o que Castelao chamava de "caricatura arbitrária":

"Non sempre a caricatura é unha abreviatura do dibuxo ou unha síntesis do impresionismo da liña, obedecendo a leises determinadas. Muitísimas veces o caricaturista chea de inspiración, deixa a unha beira a folica dos métodos e das reglas, e, fora de toda realidade, deseña arbitrariamente i-empíricamente, pero con acerto, todol-o que se propón. Hay caricaturistas arbitrários dinos de todal-as loubanzas. Bagaría, por exemplo, é arbitrario anque moitas veces a sua preguiza faino caer no autoplaxio."

[A. R. Castelao, Humorismo, Dibuxo Humoristico, Caricatura. Conferência, Publicaciós da Real Academia Gallega, março 1920, pág. 29]

Na minha "caricatura arbitrária e simbólica" (e um bocado irreverente também, se se quer) do Zeca, um "2" desenha o nariz e a sobrancelha direita, um "5" a zona supra-labial e a boca ("un seis y un cuatro, la cara de tu retrato").

Por sua parte, o "A" de "Abril" saindo da sua boca pode representar a palavra do poeta e cantor ou mesmo um alto-falante (o que nos remitiria aos Homens da Luta, um dos quais, o Falâncio, é ele mesmo umha caricatura do próprio Zeca).

E, por último, umha guitarra (ou violão) de inspiraçom cubista fai as vezes dos sempiternos óculos do José Afonso (a boca e o cavalete do instrumento seriam os olhos do Zeca).

25 DE ABRIL (25A), ZECA!!!

Escrito em 08-05-2012, na categoria: COLABORAÇÕES HABITUAIS:, CARICATURA
"Rajoy es guay"
"Rajoy es guay". NGZ Nº 108 (15-NOV/15-DEZ-2011), pág. 2.

No passado 26 de outubro recebim um e-mail do amigo Carlos Barros, diretor do periódico galego de informaçom crítica Novas da Galiza, dizendo:

Boas, Suso,

Escrevo só para lembrar-che o da tua colaboraçom com a que contamos para o número de novembro. A reportagem central tratará sobre as eleiçons espanholas mas, como sempre, tés via livre na temática a tratar.

Abraços,

Carlos

Perguntei ao Carlos qual seria a data limite para o envio da minha colaboraçom ao que ele me respondeu que "chegando antes do dia 10 seria óptimo".

No dia dez do mês corrente, último dia para fazê-lo segundo o prazo dado, realizei e enviei para o Carlos Barros a minha colaboraçom (a ideia, para variar bastante fresca, tinha-me ocorrido apenas três dias antes, justo antes do face to face entre Rubalcaba e Rajoy). Para realizá-la imprimim em preto e branco esta imagem e retoquei-na (a mão e a máquina, Bic Cristal e Photoshop) depois.

Seis dias depois, na quarta-feira 16 de novembro, recebim na minha morada o número 108 do Novas, que na sua segunda página incluia a minha colaboraçom.

E hoje, segunda-feira 21 de novembro, o dia depois de mais um fatídico 20-N, procedo aqui a sua publicaçom.

Rajoy es sentido común; es cambio; es futuro; es España; es diálogo; es bueno; es fuerte; es concordia; es consenso; es claridad; es gestión; es capaz; es ilusión; es fiable; es sincero; es coherente; es necesario...

Rajoy es guay! ;)

Escrito em 21-11-2011, na categoria: COLABORAÇÕES HABITUAIS:, Novas da Galiza
JA.MA.O.
jamao
"JA.MA.O.", Dias Soltos, Tempos Novos Nº 155 (Abril de 2010), pág. 7.

O último número da Revista Mensal de Informaçom para o Debate Tempos Novos (TN Nº 155, de abril de 2010) traz na sua sétima página esta minha ilustraçom. Como cada dous meses (mês sim, mês nom) este mês era a mim a quem tocava ilustrar os Dias Soltos, a secçom do escritor ourensano fixado em Compostela Bieito Iglesias.

Making Off

Às 14h44 (GMT+1) do passado 25 de março, quinta-feira, a amiga Belén Puñal enviou-me por correio eletrónico os Dias Soltos como sempre fai. Às 15h55 (GMT+1) enviou-me ademais um SMS avisando-me de que já tinha o texto do Bieito na minha caixa de entrada.

Nom o lim até à noite. Lim-no no computador portátil do amigo David Lombao, na sua casa, antes de irmos por aí tomar uns vinhos e uns petiscos (árduo labor em que fomos secundados polo nosso comum amigo Antón Somoza).

Marzo 23
COUCES

Ese comisario galo que non se molestou en chamar ao choio dos bombeiros catalás por ver se eran quen dicían ser e as dignísimas autoridades que se apuraron a poñelos no presenteiro mediático son exemplos da cafarnaxe que manda na Franza chistosa de Louis de Funès. No entanto pensen que aquí foi ministro da cachamorra Mayor Oreja, de orellas maiores que as dun burro preso pola cabezada (onte orneou as súas paranoias, asegurando que Zapatero e a ETA defenden proxectos políticos complementares). Os votantes empoleiran a estes próceros e tan bo é o burro como quen o tangue. Ás veces faise difícil petar na alma dun pobo que idolatra a Belén Esteban.

[Bieito Iglesias, Dias Soltos, Tempos Novos Nº 155 (Abril de 2010), pág. 7].

Uns vinhos e uns petiscos mais tarde (às 02h13 GMT+1 da sexta-feira 26 de março), indo a pé da taberna (Café-Bar 13) para a casa, foi quando me ocorreu a feliz ideia.

Na manhã a seguir aproveitei umha hora morta que tivem no choio para implementá-la. Enviei-na para a sua publicaçom desde alí mesmo, logo depois de implementada.

Para o acrónimo JA.MA.O. recortei e colei (no PhotoShop) as letras da cabeceira dum número (Nº 865) da vetusta revista espanhola de banda desenhada infantil Jaimito e para o nome completo do ex "ministro da cachamorra" (JAime MAyor Oreja) empreguei o tipo Radiant RR Bold Condensed, parecido com o tipo de letra com que está escrita a frase revista para los jóvenes no original.

Na passada terça-feira 13, há hoje umha semana, recebim na minha morada o último número da revista Tempos Novos, incluindo o meu JA.MA.O. na sua sétima página.

Qual o significado de jama(d)o?

Quando figem esta ilustraçom eu achava que sabia o que era estar jamado (ou jamao, pronunciado com castiço sotaque madrileno). Eu achava que estar jama(d)o era estar tolo, louco ou guilhado e o ja.ma.o. da minha ilustraçom tem esse significado. Mas para a minha surpressa nom foi isso o que encontrei quando, na hora de escrever este post, procurei a palavrinha em diferentes dicionários:

gamado2
n adjetivo
Regionalismo: Brasil. Uso: informal.
que se encontra apaixonado ou encantado; vidrado
Ex.: sinfonias de Brahms>

[Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa 1.0]

JAMADO/DA
(jgo.) Naipe marcado o baraja en iguales condiciones (AD.).

JAMAR
(jgo.) Marcar los naipes para jugar con ventaja// (pop.) Comer (AD.)// mirar fijamente, contemplar, observar// percibir, comprender algo.

jamar
1. tr. col. Tomar alimento, comer. También prnl.:
se jamó toda la bandeja él solo.

[Diccionario de la lengua española © 2005 Espasa-Calpe, via WordReference.com]

jamar
vtr (fam) (comer) papar, bater um rango

[Gran diccionario español-portugués português-espanhol © 2001 Espasa-Calpe,
via WordReference.com]

A procura no Google88 resultados para "estás jamado" e 178 para "estás jamao". Muitos deles, talvez a maioria, provenhem aparentemente de sites galegos. Eu acreditava a palavra jamado/a nom ser galego/portuguesa senom espanhola/castelhana. Agora já nom o tenho assim tam claro.

Como será afinal: ghamado (gamado com gheada ghalegha) ou jamado (com jota castelhana)? G(h)amado de g(h)amar, em galego, ou jamado de jamar em castelhano? Há entre o público algum filólogo versado? ;)

Escrito em 20-04-2010, na categoria: COLABORAÇÕES HABITUAIS:, Tempos Novos
(Jacobus)Land-Rober(to Varela)
jacobuslandrobertovarela
'(Jacobus)Land-Rober(to Varela)', Tempos Novos Nº 153 (FEV 2010), pág. 7.

Publicamos hoje o design que figemos para ilustrar a secçom Dias Soltos, do escritor Bieito Iglesias, no último número da revista Tempos Novos (TN Nº 153, de fevereiro de 2010), disponível em todos os quiosques do país.

A ideia ocorreu-me às 18h53 (GMT+1) da quarta-feira 27 de janeiro de 2010, após várias leituras e re-leituras em primícia do texto do escritor Bieito Iglesias que, por correio eletrónico e como habitual, me tinha enviado previamente a jornalista Belén Puñal.

No dia a seguir (quinta-feira, 28 de janeiro) figem o design em CorelDRAW e daí a dous dias (na sexta-feira, dia 29) enviei-no, por correio eletrónico também, para a amiga Belén.

No passado 16 de fevereiro, Terça-feira de Entruido, ao chegar de madrugada à minha casa proveniente de Ginzo-Laça (bom, tenicamente já era Quarta-feira de Cinzas, 17-F), encontrei na caixa do correio o último número da revista Tempos Novos, contendo na sua sétima página a minha ilustraçom.

A minha ilustraçom (manipulaçom do logótipo de Land Rober, o programa de humor que o ex-Tonecho Roberto Vilar tem na TVG) tem como pretexto o seguinte trecho do texto do escritor Bieito Iglesias:

Xaneiro 20
QUERELA DOS UNIVERSAIS
Roberto Varela, elixido ramista ou mordomo das festas xacobeas polo Tigre dos Peares, repite nunha entrevista o mantra de que a cultura galega está ensimesmada. Por iso elimina da propaganda do Ano Santo a Santiago e Galiza, convidando aos turistas a que collan o camiño de Spain (o do Rocío?). Como é que un cosmopaleto ben colocado en Nova Iorque veu parar a estes zudres provincianos? Hai algús que por comungar coa ideoloxía imperial xa se consideran intelectuais senlleiros e homes de mundo, mentres dan por certo que todos cantos escriben en galego deben ser por forza pailás de pucha con perillo capado ou sen capar. Don Roberto arrola no seu maxín idénticos preconceptos que unha miña alumna convicta de que non se pode estudar xeografía planetaria en vernáculo. Pouco importa que este menda leccione na fala de Ourense sobre a unificación de Italia, a descolonización de África ou o cinema do Quebec. Non acredita en min desde que sabe que non son adepto ao Real Madrid. William Faulkner ensimesmouse no condado mítico de Yoknapataupha pra ser universal. Nunca houbo un grande escritor que non experimentase o big bang en si mesmo.

[Bieito Iglesias, Dias Soltos, Tempos Novos Nº 153 (FEV 2010), pág. 6].

E contém umha piscadela de olho à primeira acepçom (A) que a palabra varela, apelido do conselheiro de Cultura e Turismo, tem no Dicionário Porto Editora da Língua Portuguesa (à segunda e terceira acepções, B e C, nom) ;)

varela (A) s. f. dim de vara; vara pequena ou delgada; vareta ( B ) s. m. [gír.] homem casado cuja mulher manda tanto como ele (Diz o povo: se é varão, manda ele e ela não; se é varela ora manda ele, ora manda ela; se é varunca, manda ela e ele nunca) © adj. volúvel (De vara+ela)

Escrito em 24-02-2010, na categoria: COLABORAÇÕES HABITUAIS:, Tempos Novos
Estás de 'good year'!
michelins
Novas da Galiza nº 87 (15-FEV/15-MAR-2010), pág. 2.

Publicamos hoje em Angueira de Suso umha charge da nossa autoria que aparece na segunda página do último número do Novas da Galiza (NGZ nº 87), à venda em todos os quiosques.

A ideia ocorreu-me um par de meses atrás, no sábado 19 de dezembro de 2009, na hora do almoço, na churrascaria São Clódio (Rua de São Pedro, 26, Compostela).

O desenho (a mão e a máquina) nom o figem até há um par de semanas. Figem-no na terça-feira 9 do mês corrente, terminando por volta das 23h40 (GMT+1).

No dia a seguir, na quarta-feira 10 de fevereiro de 2010, enviei-no por correio eletrónico para o Carlos Barros, diretor do Novas, quem achou "mui simpática" a minha colaboraçom.

Oito dias depois, na passada quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010, recebim na minha morada o último número do Novas da Galiza (NGZ nº 87).

Para a minha grata surpressa (e para além desta charge que hoje publicamos) o último número do Novas inclui o meu bem-sucedido Boicoz (originalmente publicado n'O Pasquim nº 12 e último) na sua página 19.

Escrito em 22-02-2010, na categoria: Novas da Galiza
Má Educação
Má Educação
'Má Educação', Tempos Novos Nº 151 (Dezembro 2009), pág.7.

Como estava doente na cama (o médico diagnosticou-me um Catarro Vias Altas, CVA, do que mês e meio depois ainda nom estou totalmente recuperado) e nom tenho fax nem internet na casa (desde hoje e pola culpa do apagom analógico, quando chegue na casa, tampouco terei televisom), no mês passado (na terça-feira, 1 de dezembro de 2009) a amiga Belén Puñal chegou-se à minha morada para entregar-me em mão os Dias Soltos do Bieito Iglesias que, como cada dous meses, me tocava ilustrar.

Umha vez lida (em primícia) a colaboraçom mensal do escritor ourensano fixado em Compostela decidim usar, para ilustrá-la, umha ilustraçom que já tinha feita (ou a meio fazer).

Nom tenho anotada na minha caderneta (como ultima e sistematicamente costumo a fazer) a data em que me ocorreu a ideia para a elaboraçom desta (tudo seja dito) pouco elaborada imagem, mas deveu de ser por volta do mês de setembro. A ideia era simples: substituir, no nipónico cartaz do filme Mã Educação do Pedro Almodóvar, a cabeça do rapaz protagonista pola do mal-educado conselheiro galego de educaçom.

Na quarta-feira, 21 de outubro de 2009, e sem saber ainda o destino que finalmente lhe iria dar, figem umha primeira versom da mesma em que a cabeça do conselheiro Jesús Vázquez (recortada desta fotografia) era sensivelmente menor.

Já na terça-feira, 1 de dezembro de 2009, imediatamente após a leitura dos Dias Soltos, figem a segunda e definitiva versom (em que, para que fosse mais reconhecível no contexto dumha imagem tam pequena, aumentei ao conselheiro o seu cabeçom).

No dia seguinte (quarta-feira, 2 de dezembro de 2009) nom tivem mais remédio que sair da casa (fum à Biblioteca da Faculdade de Jornalismo) para poder enviar por correio eletrónico a minha ilustraçom (durante a minha convalescência cheguei a pensar que talvez fosse boa ideia pôr internet na casa).

Exatamente três semanas depois, na terça-feira 22 de dezembro, recebim na minha morada o número 151 da revista Tempos Novos, contendo na sua sétima página a minha ilustraçom.

Novembro 30
TANGUILLO DE RIBADAVIA

Xesús Vázquez (Jesú pró seu asesor andaluz e Gasús se vivise a súa tataravoa) denunciou a ignorancia da Axencia Europea das Linguas que vén de censurar a política idiomática de San Caetano. Que os europeus non saiban o que pasa en Ribadavia no bar do Papuxas xa é malo pero semella mais grave que Vázquez descoñeza a realidade suíza, belga ou catalá. Ao conselleiro chóvenlle rebimbas e el ensaia desplantes de Jesulín de Ubrique. As fans de Galicia Bilingë debían tirarlle bragas de rebolo despois de cada faena.

[Bieito Iglesias, Dias Soltos, Tempos Novos151 (Dezembro 2009), pág.7].
Escrito em 18-01-2010, na categoria: COLABORAÇÕES HABITUAIS:, Tempos Novos
IGEA

'IGEA', Tempos Novos Nº 147 (Agosto 2009), pág. 7.

No post anterior publicávamos o design que figemos para ilustrar a secçom Dias Soltos, de Bieito Iglesias, no último número da revista Tempos Novos (TN Nº 149, nos quiosques).

Publicamos hoje a ilustraçom que figemos para a secçom do escritor ourensano fixado em Compostela dous números atrás, no Nº 147 da revista Tempos Novos.

O pre-texto para a publicaçom do nosso design encontramo-lo no seguinte dia solto (18 de julho):

Xullo 18
SECUELA DE ESPARTACO
Remanece o Instituto de Estudos Europeos e Autonómicos baixo a presidencia de Anxo Quintana. Suponse que este tanque de ideas será un estanque onde criar ras a partir de cágados –de cagar sentencias hai que pasar a propor alternativas– e un carro de combate blindado contra mísiles propagandísticos da direita cañí. A nómina dos estudosos recrutados prá presentación desconcerta un chisco pois tal parece que o criterio de selección non se funda nos saberes senón na admiración que profesan polo ex vicepresidente: os máis son cargos que o acompañaron no bipartito. Esperemos que non quede nun alpendre máis dos que andan sobros polo país nin nun grupo de notables que despois non chegan nin ao aprobado. O Instituto anuncia debates encol da financiación das autonomías e da lingua galega (pra “desdramatizar”), a máis da palestra dun “visitante ilustre” que nos alumee sobre as bondades do autogoberno. Deséxolle o mellor e ogallá que sirva pra armar ideoloxicamente a oposición ao PP e pra que os políticos nacionalistas non cheguen no futuro ás poltronas ceguiños como toupas. A idea quintanista de rachar a identificación do nacionalismo co elitismo semella correcta, sempre que non pase de elitista a populista.

[Bieito Iglesias, Dias Soltos, Tempos Novos Nº 147 (Agosto 2009), pág. 7].

A nossa ilustraçom foi feita no Photoshop (na quinta-feira, 23 de julho de 2009) a partir destas três imagens encontradas no Google: ikea-logo.jpg, ikea.jpg (porta branca e carpete indepe) e Bienvenidos a mi casa (auto-retrato dum tal Francesc Esteve).

O "G" que substitui o "K" do logótipo original (dizendo IGEA onde antes dizia IKEA) é do tipo OL London Black.

Para pôr na nossa língua o texto que pode ler-se no carpete ("Bem-vindo à República Independente da Minha Casa") tivem de traduzi-lo (cortando e colando as letras) a partir do castelhano original. Aparentemente a campanha publicitária independentista da companhia sueca só se fijo em Espanha e em espanhol (em Portugal e em galego-português, nom).

No sábado 15 de agosto, três semanas depois de feita e enviada, recebim na minha morada o Nº 147 da revista Tempos contendo na sua sétima página a minha ilustraçom: IGEA, Bem-vindo à República Independente da Tua Casa.

Escrito em 27-10-2009, na categoria: Tempos Novos
feijóo feio

'Fei0 09', 'Tempos Novos' Nº 149 (Outubro 2009), pág. 7.

Depois de mais de três meses de parom e sem que ainda conheçamos a resoluçom do júri da terceira ediçom do concurso Umha Imagem Para O Galego de Vieiros.Com (ao que nos apresentamos com o vídeo intitulado Café Español, publicado no post anterior) atualizamos esta a nossa Angueira para que nom se diga que caiu em desuso ;)

E fazemo-lo publicando a paródia do logótipo eleitoral que o candidato Alberto Núñez Feijóo (na atualidade e para a nossa desgraça presidente da Junta de Galiza) empregou na campanha das últimas eleições autonónicas, celebradas no 1º de Março, Domingo de Pinhata.

A ideia ocorreu-me às 19h00 (GMT+2) da quinta-feira, 1º de outubro e, imediatamente depois de realizá-la (rápida e eficazmente no Photoshop), enviei-na a Tempos Novos para a sua publicaçom.

Nesta segunda-feira, 19 de outubro, ao sair da casa às 11h00 (GMT+2), encontrei no portal do meu prédio o último número da revista Tempos que o carteiro tinha botado por baixo da porta. E na sua sétima página, como cada dous meses, a minha ilustraçom.

Ilustraçom que, já agora, fai referência a este trecho dos Dias Soltos bieito-eclesiásticos:

Setembro 27
NORMALIZACIÓN

Polanski non é uh home normal (...) Tampouco é normal Manuela Ferreira Leite (...) Nin semella normal un xefe superior de policía como García Mañá (...) En troques, Núñez Feijóo é un galego normal, segundo vén de proclamar nun mitin en Silleda. Porque o di el e porque é mal feito, sendo o feísmo -non só arquitectónico- o trazo identitario clave deste país no que case todos vimos daqueles devanceiros tan brutos como Urtain que levantaron monumentos megalíticos. Está probada polos xenetistas a endogamia enxendradora de exemplares feos que non valen un corno.

[Bieito Iglesias, Dias Soltos, Tempos Novos Nº 149 (Outubro 2009), pág. 7].
Escrito em 21-10-2009, na categoria: COLABORAÇÕES HABITUAIS:, Tempos Novos
Meia hóstia

'Meia hóstia', Tempos Novos Nº 143 (Abril de 2009), pág. 7.

Para rompermos o nosso delongado silêncio publicamos hoje em Angueira de Suso a ilustraçom que figemos para ilustrar os Dias Soltos de Bieito Iglesias no penúltimo número da revista Tempos.

Por algumha estranha razom o penúltimo número de Tempos Novos (TN nº 143, Abril 09) nunca chegou à minha caixa de correio. Dia após dia ao meio-dia chegava à casa com a esperança de lá encontrá-lo à minha chegada... e nada! Assim foram passando os dias, as semanas, chegamos ao final do mês... e a revista Tempos que nom dava chegado!

Ontem, quinta-feira 14 de Maio, recebim na minha morada o último número da Revista Mensal de Informaçom para o Debate (TN nº 144, Maio 09) e, conjunta e inseparavelmente com ele, a Revista de Livros ProTexta nº 10 (Primavera 09). Neste número nom era a mim mas ao José Tomás a quem correspondia ilustrar os Dias Soltos (como sabedes, um mês ilustra-os ele e no outro sou eu a ilustrá-los).

Por acaso também ontem, quinta-feira 14, apanhei na Escola Oficial de Idiomas (aonde, a petiçom minha, a Belén Puñal mo tinha deixado) o exemplar da revista Tempos que me faltava. Belén, muitíssimo obrigado!

Um dia depois de conseguido, por fim, o anseiado exemplar publicamos aquí, em Angueira de Suso, a ilustraçom da nossa autoria que nele aparece e que concretamente fai referência a este dia solto bieito-eclesiástico:

Marzo 27
BURRACRÚA
Un tal Irigoyen publica un sisudo artigo na Voz pra censurar certa iniciativa do Bloque no parlamento madrileño, que logrou retirar do Dicionario da Real Academia Española a acepción de tonto na entrada correspondente a gallego. Razoa Irigoyen que, por esa regra de tres, deberían os reais académicos borrar a mesma acepción como un dos significados de beocio, a fin de que non se incomoden os naturais da rexión helénica de Beocia. Ignoro se o articulista é gallego, pero parvo é de raio. Admira a defensa da sinonimia galego=idiota no xornal máis difundido deste miserable país. Que se publique aquí semellante faltada indica que non temos media hostia. Merecemos que nolas boten fervendo, como barro á parede. Que contas botaría Irigoyen se os dicionarios galegos, acolléndose á autoridade poética de Ferrín (Unha salmántiga lisa e envisgada, isto é pra nós, irmao, Hespaña), definisen o Reino de Xoán Carlos como unha caste de píntiga especialmene repulsiva?

[Bieito Iglesias, Dias Soltos, Tempos Novos Nº 143 (Abril 2009), págs. 6-7].

Como podedes ver a sua realizaçom foi bem simples. Só tivem que apanhar esta imagem do Escudo de Galiza no Google e apagar meia hóstia com o PhotoShop. Fácil, rápido e eficaz ;)

Escrito em 15-05-2009, na categoria: COLABORAÇÕES HABITUAIS:, Tempos Novos
Boicoz!

"Boicoz". O Pasquim Nº 12 (NGZ Nº 67), pág. 3.

No penúltimo post de Angueira de Suso publiquei as minhas colaborações n’O Pasquim Nº 6, que foram duas. Publico neste post a minha única colaboraçom no último número do Suplemento de Humor do Novas da Galiza (O Pasquim Nº 12, de Junho-Julho de 2008): Boicoz.

Esta ideia do Boicoz ocorreu-me na manhã do domingo 20 de Abril de 2008 enquanto passeava polo Passeio da Ria no Concelho de Oleiros.

Boicoz é um trocadilho que mestura a palavra boicot (boicote -do inglês boycott- ou boicotagem –do francês boycottage- em castelhano) com a palavra coz (couce ou coice em espanhol). Dizer, por se houver aí alguém de fora, que o jornal La Voz de Galicia, libelo regionalista/espanholista Made in La Coruña, é popularmente e com todo o merecimento conhecido na Galiza por La Coz.

Para compor a palavra Boicoz (e mais as duas frases nem 1€ para La Coz de Galicia e nom com o meu dinheiro) empreguei a tipografia da cabeceira de La Voz de Galicia e dos seus cadernos comarcais La Voz de A Coruña, La Voz de Carballo, La Voz de Ferrol (que já tinha de antes) e La Voz de Barbanza (que tivem de fazer vir do Barbança, propositadamente, para a ocasiom).

No sábado 10 de Maio de 2008 pedim via SMS ao meu bom amigo Eduardo Maragoto, professor de português na EOI-Compostela, que digesse a algumha das suas alunas ribeirás se podia trazer-me de Ribeira um exemplar atrassado do caderno comarcal barbanceiro de La Voz.

Apenas dous dias depois, na segunda-feira 12 de Maio, recebim um SMS do Edu dizendo assim: “Suso, tés um LA VOZ DE BARBANZA na Gentalha, em teu nome. Bjs”.

Devim começar a trabalhar no design naquela altura (ainda que pode ser que nom, pois daquela andava super-atarefado com os preparativos do DdoOLeR 2008) mas o que sim sei (porque assim consta no meu diário) é que nom o terminei até a quarta-feira, 18 de Junho de 2008 (“por fim!”).

Na segunda-feira 23 de Junho o Gerardo Uz (maquetista) e mais eu (coordenador) maquetamos na sua morada, cotovelo a cotovelo, o último número d’O Pasquim.

Umha semana e um dia depois, na terça-feira 1º de Julho, conjunta e (in)separavelmente com o Nº 67 do Novas da Galiza (pdf), recebim na minha morada O Pasquim Nº 12 (pdf), o último número d’O Pasquim, incluindo o meu Boicoz na sua página três.

BOICOZ!
Nem 1€ para La Coz de Galicia!
Nom com o meu dinheiro!

Agradecimentos
Promessas som dívidas (e bem nascidos é ser agradecidos) assim que muitíssimo obrigado ao amigo Eduardo Maragoto, à Susana Rodríguez (aluna ribeirá, barbanceira, do Edu) e ao José Manuel Pozo (colega de andar, também ribeirám, da Susana que foi quem realmente foi a Ribeira e trouxo para mim o caderno barbanceiro de La Voz).

Escrito em 21-01-2009, na categoria: COLABORAÇÕES HABITUAIS:, O Pasquim

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