[O Sítio de Suso Sanmartin]

      No Caminho Português a Santiago de Compostela existe um lugar chamado Angueira de Suso.

      Segundo o dicionário e-Estraviz da língua galego-portuguesa “angueira” é “o quefazer, cuidados e negócios que cada pessoa tem”. “Angueiras” som “trabalhos, cargas sofrimentos”. Por sua parte “suso”, do latim susu, quer dizer “acima, atrás”.

      Angueira de Suso é o sítio de Suso Sanmartin na rede. Aqui colocará o susodito as suas angueiras presentes, passadas e futuras.

      Obrigado pola visita.

      susosanmartin@gmail.com


      ddooler


    Busca

    As minhas visitas no mundo

    Locations of visitors to this page

free blog

Categoria: CANETA & CADERNETA

Perante a agressom que venho sofrendo em silêncio desde há já demasiado tempo...

"Na última semana de maio, num emblemático bar da cidade de Compostela, mentres conversaba cun colega atopeime (violentamente) cun señor que resultou chamarse Suso Sanmartín. Este suxeito interrompeume colléndome como se collen as cousas que son túas (con determinación) supoño eu que para bailar conmigo. Cando o evitei e respostei á invasión do meu espazo, o tal Suso Sanmartín mofouse, riu e pasou do tema cunha facilidade de todo desquiciante."

("Anónima zorra enfadadísima" [sic])
http://sexualidademedular.blogspot.com.es/2015/06/feminismos-fwd-comunicado-agressom.html

Seguindo a recomendaçom de George Lakoff em Don't Think About Elephants (livro que já tem uns aninhos mas que eu só vim ler recentemente) resistim-me até agora a dar a minha versom dos feitos por nom entrar no frame d@ adversári@ nem fazer-lhe o jogo, cousa que a todas luzes parecia um erro. Provavelmente continue a sê-lo ainda mas vou fazê-lo na mesma porque é que isto está já mui saído de madre :(

Visto que a bola de neve, aliás, de bosta nom fijo desde aquela mais que medrar e medrar e que a difusom da grande “bola” atingiu já uns limites insuportáveis, vejo-me na bochornosa necessidade de ter que dar públicas explicaçons sobre um feito absolutamente trivial e que devia ter sido também intranscendente (como diria o pintor e escritor suíço Friedrich Dürrenmatt: “Tristes tempos estes em que há que luitar polo que é evidente”).

Farei-no, isso sim, ao meu estilo. Com bom humor e mala leche, como o genial Laxeiro dizia que havia que andar pola vida e como é também a minha máxima. Espero nom ferir a sensibilidade de essas pessoas que som tam sensíveis (no mal sentido) ao exercício do humor e aparentemente tam insensíveis perante um linchamento público como o que contra mim (desde o passado17 de junho, desde há um mês e umha semana já) se vem perpetrando. E, se a ferir, desde já, pido imensas desculpas antecipadas.

Pois resulta que a minha versom dos feitos coincide basicamente com a da pessoa (in)visibilizada como "Anónima zorra enfadadísima" (o pseudónimo é seu; a ver se é que eu, como a coitada da Yoko Ono, vou ter a culpa de todo!). Coincide com alguns matizes. Com alguns matizes importantes.

Com efeito, na noite da quarta-feira 27 de maio (tecnicamente seria madrugada da quinta-feira 28, já), num “emblemático” bar da cidade de cujo nome nom quero lembrar-me, tivem a pouca fortuna de topar-me com essa “zorra enfadadísima Anónima”. Tenho que reconhecer que a toquei (que lhe toquei o braço direito, as costas, ou talvez ambas partes em simultâneo) sem o seu prévio consentimento, num gesto convidativo para o baile (como ela interpretou corretamente) que nada tivo de extraordinário. Esse “colléndome como se collen as cousas que son túas (con determinación)” é dum dramatismo que nada achega e que resulta totalmente desnecessário. Ainda bem que, à sua folhetinesca maneira, a “Anónima e enfadadísima zorra” esta dixo a verdade! Porque se chega a dizer que eu a arrastei por um braço ou polos cabelos, estava lixado! (Para esta tropa, a palavra da “vítima” é como a da Polícia: tem “presunçom de veracidade”).

Ainda que poida perfeitamente entender que a esta pessoa (visibilizada como “trenô” em galego ILG-RAG) nom lhe agradara que eu a tocasse (talvez se eu fosse mais bonito, mais novo, mais alto, o conto cambiasse), até onde eu sei, um contato físico assim nom é um tabú na nossa cultura. “Por favor, nom me toques”, “desculpa” e acabamos.

“Cando o evitei e respostei á invasión do meu espazo, o tal Suso Sanmartín mofouse, riu e pasou do tema cunha facilidade de todo desquiciante". Bem, aqui sim que há algumha cousinha que matizar. Algo bastante.

Nom me lembro mui bem dos detalhes (a cousa tampouco é que tivera demasiada importância) mas do que sim me lembro é de ter cachado à primeira a rejeiçom desta pessoa (visibilizada como “golpe” nalgumhas comarcas) e lembro-me de, assumindo a derrota com desportividade, sem maior problema, ter-me afastado.

Nesse preciso momento entra no “emblemático” bar um amigo (mais novo do que eu, mais alto, com mais cabelo e, se calhar, mais 'ghuapo') com o que tinha saído aquela noite e que, por algumha inexplicável razom, chegou atrasado. Ponho-me a falar com ele e, desde umha distância de 4 ou 5 metros, a pessoa visibilizada como “raposa” em galego vem correndo até nós e di-lhe ao meu amigo (a mim, nom; a ele): “O teu amigo é um baboso e um nom-sei-o-que!”. A mim deu-me por rir. Mas nom estava a rir dela (como erroneamente ela interpretou) senom do patético da situaçom. Do patético que estava a ver-me eu a mim mesmo naquela patética situaçom. “Peró, Suso... aos teus anos!?” E por quê lho dizia ao meu amigo e nom a mim?? Enfim...

Mas à pessoa visibilizada como mamífero carnívoro da família dos Canídeos e o gênero Vulpes deveu-lhe parecer mal que eu, em vez de responder aos seus insultos com outros insultos, reagisse botando-me a rir porque se virou para mim e dixo-me (agora a mim, diretamente, nom ao meu amigo): “A ti todo isto importa-che umha merda, nom?”. E eu, vendo esta pessoa fora de si, assentim dando-lhe a razom como um “zorro”. End of the story! (ou, ao menos, isso era o que ingenuamente eu achava).

No seu relato, a pessoa (in)visibilizada como mulher do forajido mascarado e encapotado que com a sua espada defende o povo de funcionários tirânicos e outros vilões, omite habilmente o facto de que foi ela, e nom ao revês, quem me insultou a mim (tanto no “emblemático bar da cidade” no dia de autos quanto no injurioso escrito que fijo circular por aí onde se me qualifica de “fodido baboso” e se me acusa de ser um “agressor”, o que é muitíssimo mais grave). Dá a entender que aconteceu justamente o contrário quando di que eu me “mofei” e/ou me “burlei” dela. Eu a ela nom lhe dirigim nem umha má palavra. Ela, a mim, sim. Bem ao contrário.

Por fortuna "Anónima zorra enfadadísima" nom me acusou de ter feito nengumha barbaridade (se assim tivesse sido, estava perdido!) e qualquer pessoa que saiba ler separando o grão da palha pode ver o que aí há: muita palha (mental) e pouco grão. Desde logo nada que justifique a delirante campanha de acoso à que me vim submetido a partir daí (*) (orquestrada na escuridade como aquelas famosas manobras). Infelizmente semelha que há muita gente que vê/lê só aquilo que deseja ver/ler: Suso Sanmartin (membro de Compostela Aberta, sócio da AGAL e A Gentalha, colaborador do “Novas”), “agressor machista”!! De puta madre!!

Daquela, quê? Que é o que vcs acham? Quem é a vítima e quem o/a agressor/a nesta “emblemático” caso? Julguem vcs mesm@s e condenem quem lhes sair d@ cona/caralho (ou dos colhons/ovários).

Suso Sanmartin
Transgressor marxista


(*) A partir deste momento comeza o meu particular “vía crucis” do que semella tod@s tedes xa coñecemento. Primeiro mediante a difusión a través de distintos foros dun inxurioso escrito que fixeron circular por aí onde se me cualifica de “fodido baboso” e se me acusa de ser um “agresor”. Pedín no propio blogue e no e-mail que aparecía, que eliminaran o citado post, o que non sucedeu, obrigándome a acudir ao xulgado a efectuar unha denuncia.
 
Depois, e sempre dende o anonimato das autodenominadas “Feministas de Compostela”, comunicaron a todo o meu entorno vital (organizacións nas que participo, amigos, inimigos, etc) estes feitos, esixíndolles a adopción de medidas contra a miña persoa (tristemente debo dicir que algúns, os menos, cederon á chantaxe).
 
Despois foron as rúas tamén “emblemáticas” da cidade cheas de pintadas co meu nome, e xa por último (que non derradeiro, ao parecer) foi o coñecido comunicado coa recollida de sinaturas que se fixo publico e circula polos foros e grupos mais variopintos e poñendo o meu nome en boca de tod@s vós.
 
Mais o conto foi cambiando, neste punto do affaire onde moit@s vos incorporades ao tema, xa non se fala da conducta, xa non se cuestiona o feito obxectivo ocorrido, o convite ao baile, senón que xa se parte da existencia dunha agresión, co fin de que ninguén poda cuestionar da pertinencia desta campaña de acoso persoal. Por sorte, sabemos quen anda detrás disto e qué se persegue (pero iso xa será outro capítulo para cando toque).

Escrito em 24-07-2015, na categoria: CANETA & CADERNETA
Di-se em russo, di-se em basco: long life Inês de Castro!
karlbriulov

Nas passadas férias da Páscoa fum a Bilbo-Bilbao pola primeira vez. Ao Guggenheim fum na manhã da quarta-feira, 12 de Abril de 2006. Também, como é evidente, pola primeira vez.

Achei muito interessante tanto o contentor quanto o conteúdo. Para além do soberbo edifício pudem desfrutar duma magnífica exposiçom temporária, intitulada Rússia!, que abrange desde os ícones ortodoxos medievais até a arte russa contemporânea, passando polo Realismo Socialista e a Sots-Art. De nom perder!

Mas para mim, sem dúvida, a maior surpressa foi encontrar na sala dedicada à pintura russa do século XIX um quadro intitulado Ines de Castroren heriotza, don Pedro infante portugesaren emazte morganatikoa (é dizer, Morte de Inês de Castro, esposa morganática do infante português Dom Pedro) pintado por um tal Karl Briulov.

Segundo o audio-guia (é que ia eu sozinho e estava incluído no preço, 12,50 €) o autor, ferido no seu orgulho, pintou-no em apenas 17 dias!!!

Visto que fazer fotos era proibido (e apesar de que, por pudor, nom costumo a fazer estas cousas) abrim a minha caderneta, peguei na minha caneta e dispugem-me a desenhar a versom caricaturesca que ilustra este post. Embora precisasse de duas folhas, a mim nom me levou nem quinze minutos terminá-la! Mirem, comparem e depois, se som tam amáveis, comentem. Para já, muito obrigado.

Ciclo Inês de Castro em Oleiros
Organizado pola Agrupaçom Cultural Alexandre Bóveda, de 26 de Maio a 9 de Junho e no 650+1 aniversário da sua morte, desenvolve-se em Oleiros um ciclo dedicado à galega Inês de Castro (1325-1355), Rainha de Portugal depois de morta.

Escrito em 30-05-2006, na categoria: CANETA & CADERNETA