
Se as contas que há dous anos atrás botamos aqui som corretas, o (in)certo domingo de abril de 1956 em que Manoel-António foi sequestrado por Domingo García Sabell era dia 15. É dizer, um dia igual a hoje, hoje há 54 anos.
E hoje, igual que fazíamos dous, dez anos atrás, continuamos a perguntar: QUEM SABELL ONDE???
NOTA: Mais informaçom sobre o sequestro de Manoel-António (e a luita cidadã para conseguir a sua imediata libertaçom) na sub-categoria Cachimbo pola Paz (categoria Terrorismo Cultural) de Angueira de Suso.
Escrito em 15-04-2010,
na categoria: TERRORISMO CULTURAL (TC):, Cachimbo Pola Paz
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Nesta assoalhada manhã de domingo (Domingo de Ramos) em vez de ir à missa a Teresa e mais eu decidimos ir culturizar-nos um pouco ao CGAC. Dêmos umha vista de olhos às três exposições que na atualidade estám patentes ao público no Centro Galego de Arte Contemporânea: Pequena História da Fotografia, A Mancha Humana / The Human Stain e Portas de Luz. Umha Achega às Artes e à Cultura na Galiza dos 70.
Entre os tesouros expostos nesta última (e muito recomendável) exposiçom, algumhas joias bibliográficas do Grupo de Comunicaçom Poética Rompente (Alberto Avendaño, Antón Reixa e Manolo Romón). Algumhas que ainda pudem conseguir [como Facer pulgarcitos tres (A.A., 1979), As ladillas do travesti (A.R., 1979) e Galletas kokoschka non (M.R., 1979)] e outras [como o Silabario da turbina (Rompente, 1977)] que infelizmente já nom.
Nom vim na devandita exposiçom exemplar nengum d'A dama que fala (livro que também tenho a sorte de ter na minha biblioteca) nem de Fora as vosas sucias mans de Manuel Antonio (obra de Rompente que nem sequer conseguim ter nunca entre as minhas espero-que-limpas maos):
Cando en 1979 o día das Letras foi adicado a Manuel Antonio, o grupo Rompente editou un boletín, continuador das famosas Follas de resistencia poética, que se titulaba precisamente así: Fora as vosas sucias mans de Manoel-Antonio. A realidade é que os poetas vangardistas, que morren novos e que deixan unha fonda pegada nas xeracións posteriores non casan ben coas academias nen cos seus fastos.
[O Porto dos Escravos, Fóra as vosas sucias mans, 23 de Maio de 2008].
O que sim pudem ver nesta expo foi o cartaz que para a particular homenagem manoel-antoniana do Grupo de Comunicaçom Poética Rompente fijo o Colectivo da Imaxe (Menchu Lamas, Antón Patiño, Jorge Agra e Carlos Berrido), o cartaz que ilustra este post.
De Fora as vossas sujas maos de Manoel-António! tivem o privilégio de falar com um dos seus autores, Alberto Avendaño, a quem conhecim numhas Jornadas de Estudo (organizadas pola Direcçom Geral de Promoçom Cultural da Conselharia de Cultura e Comunicaçom Social da Junta de Galiza) dedicadas a Manoel-António que se celebrarom no Quartel Velho-Casa da Cultura de Rianxo há nove anos, nos dias 30 e 31 de Março de 2000.
Nesta mesma liña reivindicativa, pero tamén coa intención de que nos servise como promoción dos nosos futuros libros, creamos os Boletíns de Rompente. Por desgracia, non fomos capaces máis que de tirar un:
Foi co gallo do «Día das Letras Galegas» dedicado a Manuel Antonio. Ocorréusenos facer unha portada con esta consigna: ¡FORA AS VOSAS SUCIAS MANS DE MANUEL ANTONIO! Tratábase dunha publicación estilo fanzine na que ficcionalizabámo-la figura de M-A. Manipulamos un carnet de identidade cos seus datos, recuperamos supostos-falsos textos do poeta rianxeiro, fixemos a M-A protagonista dunha historia de ficción e aproveitamos para lanzar unha proclama a xeito de «nós, poetas galegos, pensamos que...», etc. Seica a ocorrencía non sentou nada ben en círculos galeguisras e institucionais. Para nós, M-A, era unha referencia imprescindible: a única actitude literaria coa que nos podiamos identificar dentro de territorio literario galego de calquera época.[Alberto Avendaño, O meu Rompente].
Suponho que por modéstia o Alberto Avendaño nom o contou neste texto que acabei de encontrar agora mesmo na internet, mas acho que me digera que o bilhete de identidade com o que falsificaram o de Manoel-António era o seu. Também me dixo daquela que no falhado da casa da sua mai devia haver caixas e caixas cheias de exemplares do (ao menos por mim) cobiçado boletim. "Só espero que a tua mai nom faga como Dona Pura" [a mai de Manoel-António], parece-me que lhe digem eu.
Já agora, nom lho perguntei ao Alberto Avendaño naquela ocasiom mas o título Fora as vossas sujas maos de Manoel-António acho que é umha paródia de No pongas tus sucias manos sobre Mozart, livro com o que por aquelas mesmas datas (1979-1980 a Wikipédia hispana nom o esclarece) ganhou o Prémio González-Ruano o escritor espanhol Manuel Vicent.
Escrito em 05-04-2009,
na categoria: TERRORISMO CULTURAL (TC):, Cachimbo Pola Paz
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Trasantontem, sexta-feira 6 de Junho, recebim e-pístola do Jesu Pinheiro em que o meu amigo e tocaio rianxeiro (membro fundador da Coordenadora Cidadã Cachimbo pola Paz) me dava conta da impressionante descoberta que, como bom manoelantoniano, figera navegando pola internet.
Resulta que umha editorial basca editara Lauretatik lauretara (untziko eguneroko baten orri databakoak), é dizer, De catro a catro (follas sin data d'un diario d'abordo) em basco!
Mas nom era apenas isso! Resulta que a editorial responsável pola ediçom na língua dos bascos e das bascas do poemário manoelantoniano por antonomásia se chama... Susa!!!
É dizer, igual a nós os dous, só que em feminino ![]()
Tem razom o amigo Jesu/Suso Pinheiro (um dos trinta e nove luso-reintegracionistas que, atoalhados e orgulhosos, podedes encontrar neste vídeo) quando di que passam os anos e (Manoel-António e mais nós) continuamos unidos. E, quem sabe, talvez tenha razom também quando no seu e-mail acrescenta:
Portanto, Manoel António segue vivo em Euskal Herria, onde deveu refugiar-se trás fugir do 'zulo' onde o tinham pecho o comando dos 'GALaxios'. Estará o nosso heroi de marinheiro em Trintxerpe ou Ondarroa (vilas cumha alta percentagem de rianxeiros a trabalhar nos seus barcos nos anos 70 e 80)?, ou bem fazendo-se passar em Portugalete por um reformado de 'Altos Hornos de Vizcaya'?. Quiçá seja um dos líderes na sombra da Batasuna ilegal ou mesmo um "ojeador" do Atlhetic de Bilbao. Nada se sabe, há que investigar. Mira que sentido cobra agora aquele berro de "García Sabell sipaio / devolve De Catro a Catro".
Pois é, meu caro xará, tudo parece vir mesmo a calhar! ![]()
Escrito em 09-06-2008,
na categoria: TERRORISMO CULTURAL (TC):, Cachimbo Pola Paz
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É de domínio público que Manoel-António nom morreu, nem em Asados (Rianxo) em 1930 (como se reza na sua falsificada certidom de óbito) vítima da tuberculose, nem dez anos depois na França, em 1940 (como afirma Xesús González Gómez, sob o pseudónimo de Ramón Posada, em Ucronia) vítima dos nazistas. Manoel-António está vivo, como Elvis Presley.
Vivo e sequestrado. Manoel-António foi surpreendido polos seus captores (o comando itinerante dos GALaxios, integrado por Domingo García Sabell “O Bibliótafo”, Raimundo García Domínguez “Borobó”, Roxelio Pérez González “Roxerius” e Maximino Rodríguez Buján “Máximo Sar”) na manhã dum chuvoso dia de meados do Século XX quando descansava em paz na intimidade do seu quarto.
Mas, que dia se perpetrou e-xa-ta-men-te o sequestro de Manoel-António?
Escrito em 15-04-2008,
na categoria: TERRORISMO CULTURAL (TC):, Cachimbo Pola Paz
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Aconteceu tal dia como hoje, há oito anos. No domingo, 7 de Novembro de 1999, no decurso dumha festa-comício celebrada no Aturuxo Bar de Bueu, a Frente de Libertaçom do Morraço (Fre.Li.Mo.) proclamava a República Popular do Morraço (R.P.M.).
Para comemorar a efeméride publicamos em Angueira de Suso as fotografias, inéditas até hoje, que naquela histórica data realizou o fotógrafo boedense Xabier Castro, Xabicas.
Escrito em 07-11-2007,
na categoria: TERRORISMO CULTURAL (TC):, Fre.Li.Mo.
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Hoje, 12 de Julho de 2007, Manoel-António Péres Sánches, o poeta do Navy Bar, fai 107 anos.
Dizemos “fai” e nom “faria” e dizemos bem porque, a nom ser que se demostre o contrário, Manoel-António (M-A) nom morreu, nem em Assados (Rianxo) em 1930 (como se reza na sua falsificada certidom de óbito) vítima da tuberculose, nem dez anos depois na França, em 1940 (como afirma Xesús González Gómez, sob o pseudónimo de Ramón Posada, em Ucronia) vítima dos nazistas. M-A está vivo, como Elvis Presley.
Assim o afirmava a Coordenadora Cidadã Cachimbo Pola Paz em 28 de Janeiro de 2000 no septuagésimo aniversário da suposta morte do poeta (Vid. pasquim, cartaz e vídeos), e assim o afirmamos nós hoje, no centésimo sétimo aniversário do seu nascimento.
Manoel-António vivo? Difícil mas nom impossível!
Embora é muito provável que M-A tenha falecido durante o seu prolongadíssimo cativeiro a maos do finado García-Sabell, que o poeta permaneça com vida ainda é possível.
Os 107 anos que hoje fai Manoel-António som superados em dous (109) polas actuais avós de Galiza (a viguesa Nieves Ledesma e a rianxeira -igual que o nosso homem- Pilar Fernández) e até há bem pouco (SEG, 25-JUN-07) ainda vivia umha compatriota três anos mais velha do que ele: Aurora Lombán, A Rata, nascida em 30 de Abril de 1897.
Visto que continuamos sem sabell nada sobre o paradoiro de Manoel-António, e a falta de qualquer certidom de vida ou de óbito fiável, nós mantemos a esperança de que um dia nom longínquo ele reapareça com vida.
Escrito em 12-07-2007,
na categoria: TERRORISMO CULTURAL (TC):, Cachimbo Pola Paz
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Sob o título de De Catro a Catro (doze horas na casa de Manoel-António), tais dias como hoje e ontem, há sete anos, celebrava-se em Asados (Rianxo) umha maratoniana jornada (de 4 PM do sábado, dia 1, a 4 AM do domingo, 2 de Julho de 2000) de homenagem ao poeta do mar.
A 10-11 dias para a celebraçom do Centenário de Manoel-António (nascido no número 2 da rianxeira Rua de Abaixo em 12 de Julho de 1900.), a maratona de leitura De Catro a Catro celebrava-se na casa onde “presuntamente” Manoel-António morrera, em 28 de Janeiro de 1930, com apenas trinta anos de idade.
Escrito em 02-07-2007,
na categoria: TERRORISMO CULTURAL (TC):, Cachimbo Pola Paz
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Aconteceu em Rianxo há sete anos (e dous dias).
Convocadas pola Coordenadora Cidadá Cachimbo pola Paz e sob o lema Basta já! Manoel-António a casa! em 28 de Janeiro de 2000 dúzias de pessoas se concentraram perante a casa natal do poeta, sequestrado desde havia 44 anos a maos de Domingo García-Sabell, para exigirem a sua imediata libertaçom.
Ao ser-nos impossível tê-lo pronto para a efeméride de ante-ontem domingo (28 de Janeiro de 2007, septuagésimo sétimo aniversário da suposta morte de Manoel-António) como eram as nossas iniciais intenções, publicamos hoje, 30 de Janeiro de 2007 (centésimo vigésimo primeiro aniversário do nascimento dum outro rianxeiro ilustre, A. R. Castelao), o vídeo que a jovem Antía Melba González Fernández (filha de Pilar e Antón Vilariño, bons e generosos amigos meus), que na altura contava com apenas treze anos de idade, gravou naquela mágica noite.
Sete anos (e dous dias) depois, falecidos já três dos seus quatro sequestradores [Roxélio Pérez González Roxerius (+1963), Domingo García-Sabell O Bibliótafo (1909-2003) e Raimundo García Domínguez Borobó (1916-2003)], o poeta Manoel-António continua em paradoiro desconhecido.
E igual que Cachimbo pola Paz (paipa en forma de interrogaçom) fazia há sete anos (e dous dias), hoje nós perguntamos: QUEM SABELL ONDE?
Escrito em 30-01-2007,
na categoria: TERRORISMO CULTURAL (TC):, Cachimbo Pola Paz
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“Sorprendeume ledamente a leitura dunha folla amarela que se repartiu durante o Congreso de Castelao celebrado en Rianxo. Asinada pola Coordinadora Cachimba pola Paz (a cachimba, sen dúbida, perdida do poeta De catro a catro) dita folla informaba de que Manoel-Antonio non morreu en Asados, no 1930, senón que foi secuestrado no “sequestro máis longo de todos os tempos, que dura já a frioleira de 44 anos”. Logo explica coma foi e quen o cometeron”.
BOROBÓ, O secuestro de Manoel-Antonio, A Nosa Terra, Nº 921 (10 de Fevereiro de 2000), pág. 35.
Escrito em 28-01-2007,
na categoria: TERRORISMO CULTURAL (TC):, Cachimbo Pola Paz
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Eis o cartaz que a Coordenadora Cidadá Cachimbo pola Paz tirou para convocar a cidadania toda à primeira das concentraçons que, para exigir a imediata libertaçom de Manoel-António, teria lugar em 28 de Janeiro de 2000, septuagésimo aniversário da suposta morte do poeta, perante a sua casa natal, sita na rianxeira Rua d'Abaixo.
O design do cartaz está inspirado em Excelsior, caligrama publicado por Manoel-António no número 6 (Outubro-Novembro de 1924) da revista Ronsel e para a sua realizaçom foi muito apropriadamente empregue um tipo de letra tipo Kidnap (sequestrar em inglês).
Escrito em 28-01-2007,
na categoria: TERRORISMO CULTURAL (TC):, Cachimbo Pola Paz
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