Arquivos para: Fevereiro 2005

28-02-2005

O fole do cacique

Falando de gaitas marcianas, colo aqui um interessantíssimo artigo de Rudesindo Soutelo, que nom tem papas na língua.

Artigo publicado em A Nossa Terra, 1-04-2004

O Bardo na Brêtema; Rudesindo Soutelo

O fole do cacique

A falsificação da história é a manipulação habitual dos embaucadores. Na Galiza temo-los até na música culta e pretendem convencer-nos de que nunca existiu. Eis senão as programações dos concertos que se celebram na nossa terra. Ou as obras que se estudam nas aulas dos Conservatórios. Excepto Carminha Burrana o resto é tudo uma feira-dixit o manda-mais da cultura.

Falando de manipulação histórica o próprio nome da Galiza foi borradodo mapa; os seus reis destronados; o território arrebanhado; a língua convertida em filha da sua irmã menor; a cultura transformada em atraso e a música em aturuxo. Mas a falsificação mais pitoresca e ridícula da música galega é a dos roncos erguidos. Mistura de sado-masoquismo organológico, disciplina castrense e servilismo político em favor da destruição identitária-cultural e musical dum povo. Os sonhos de grandeza dum iluminado ao que se lhe aparece o dinheiro da Xunta em grandes moreias para aniquilar o principal ícone da cultura tradicional galega.

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FOI ESCRITO @ 20:04:00 na categoria música Link permanente 12 comentários »

28-02-2005

NOM!

Hoje vai um frio que nom é normal. Meu avô e eu tremíamos com a friagem na rua, aguardando polo autocarro. Aqui na Corunha quando vai este frio e pega o ar nom há quem pare, ainda que a temperatura nom seja tam baixa como noutros sítios. Menos mal que na casa “está-se ao quente”, como ele diz :). E eu estou na casa, no quente, e bebendo um chá negro que me sabe a glória, na minha tacinha nova :D.

Acontece que a semana passada topei na rua com um rapaz limião que levava tempo sem ver. Com este amigo passou-me umha cousa bem curiosa. Quando o conhecim, há uns anos, sendo ele (e ainda é) companheiro de apartamento dum colega, eu fiquei para ele como um radical (xD). Por declarar-me nacionalista e reintegracionista, e lembro também que discutíramos acaloradamente sobre as gaitas marcianas (ele tinha umha), que lá pola zona de Ourense tenhem umha nojenta grande implantaçom (com os cartos e toda a maquinária caciquil da Deputaçom detrás).

Quando volvim coincidir com ele, celebrando um aniversário no seu apartamento, surpreendim-me de encontrar ciscadas pola sala brochuras dumha associaçom da que fazia parte desde havia pouco, Juventude pola Autodeterminaçom (JA!!), agora integrada em Aguilhoar. Eu numha noite de borracheira nom o conseguira convencer nem um pouco, mas aí o tinha, feito um reintegrata e independentista. O das gaitas, isso sim, ainda nom o tinha mui claro...

A questom é que quando o vim comentou-me decepcionado o resultado do referendo da Constituiçom europeia. Ainda pensava que poderia ter ganhado o NOM, um amigo muito optimista, ou melhor, pouco informado. Com certeza nom houvo um rejeitamento contundente nas urnas, mas sim umha clara encenaçom do afastamento da UE e as suas instituições no povo. E há que ter em conta a dificuldade de fazer chegar à populaçom as mensagens críticas, ficando os média nos artigos da Constituiçom que ninguém poderia rejeitar, lidos por personagens como Loquillo ou Butragueño, e nos partidos políticos que distorcérom a consulta fazendo que esta passasse a ser “Europa (e nom Uniom Europeia) Sim” ou “Europa Nom”. Há quem diga ainda que isto é umha democracia...

Bom, eu alegrei-me de volvê-lo ver ;).

FOI ESCRITO @ 19:49:00 na categoria cousas minhas, revolta Link permanente 2 comentários »

27-02-2005

quando eu fecho os olhos

quando eu fecho os olhos

e aí você surgiu na minha frente
e eu vi o espaço e
o tempo em suspensão.
senti no ar a força
diferente
de um momento
eterno desde então.

e aqui dentro de mim você demora;
já tornou-se parte mesmo do meu ser.
e agora em qualquer parte,
a qualquer hora,
quando eu fecho os olhos,
vejo só você.

e cada um de nós é um a sós,
e uma só pessoa somos nós,
unos num canto, numa voz.

o amor une os amantes em um ímã,
e num enigma claro se traduz;
extremos se atraem, se aproximam
e se completam como
sombra e luz.

e assim viemos, nos assimilando,
nos assemelhando, a nos absorver.
e agora não tem
onde, não tem quando
quando eu fecho os olhos
vejo só você.

e cada um de nós é um a sós,
e uma só pessoa somos nós,
unos num canto, numa voz.

Música: Chico César
Letra: Carlos Rennó
FOI ESCRITO @ 21:47:00 na categoria cousas minhas, música Link permanente 1 comentário »

27-02-2005

chá

Chá!

Alguém sabe que quer dizer o kanji escrito na taça? Procurei no meu livro de japonês, mas nom o topei xD

FOI ESCRITO @ 21:38:00 na categoria cousas minhas Link permanente 1 comentário »

27-02-2005

Chachachá

Pack Introducción al Té

Pensado para aquellos que desean conocer el mundo del té pero no tienen experiencia, este pack pretende ser una primera toma de contacto. Es ideal también para regalar.
Por un lado, con las 2 tazas que están incluidas se puede empezar a preparar cualquier té, por otro se incluye una muestra de ciertos tés populares y variados

Ontem oferecérom-me isso, para introduzir-me no fascinante mundo do chá :D. Adorei, sobretudo a taça com o kanji escrito. Nom sei se agora estarei todo o dia a beber chá, que há quem o fai :P, (normalmente bebo-o em período de exames) mas quando o faga será com mais gosto :D.

Eu o que gostaria é ver fazer a cerimónia do chá xD. A Shin-chan, ou outr@ qualquer também pode valer.

FOI ESCRITO @ 18:13:00 na categoria cousas minhas Link permanente 1 comentário »

24-02-2005

Vende-se

Tinha uns livros por casa aos que nom lhe fazia nengum caso. Nom valiam nada, decidim levá-los a umha loja de venda de segunda mão. Que divertido! A verdade é que nom me dérom umha merda por eles, mas enfim. Os videojogos cotizam-se mais :D.

FOI ESCRITO @ 21:46:00 na categoria cousas minhas Link permanente Deixe o seu comentário »

24-02-2005

Apelidoz

Estávamos no Atreu na apresentaçom do livro “A Constituiçom Europeia e Nós”, e um companheiro diz-me que como nom escrevia o meu apelido como Rodrigues, e nom Rodríguez como agora fago.

Eu vim que há (dentro do reintegracionismo) quem escreve estes apelidos acabados em –ez e outr@s que o fazem acabados em –es. Lera por que o –ez medieval foi simplificado em Portugal em –es para aforrar-se o acento. Nom está a cousa clara, de jeito que parece que poderia escolher umha ou outra opçom. Optei polo mais fácil (por pura comodidade), que foi deixar o meu apelido como está, já que é válido desde o ponto de vista reintegracionista.

Mas o que me dixo o companheiro nom me deixou indiferente ;-), e hoje fum procurar na biblioteca da Faculdade de Filologia o artigo que saíra na Agália de que me falara. Topei-no, “Apelidos patronímicos do tipo -es” de Jorge Rodrigues Gomes, no número 56. E bom, pois sim, convenceu-me. O autor afirma que independentemente de que nom falemos com sesseio (este assunto também é espinhoso, pois há quem afirma que a pronúncia com sesseio é a única correcta em galego), a realizaçom de um "-z" final de sílaba átona é sempre como "-s" (perdoai que nom domine a terminologia mais correcta ;). Assim temos: mesquinho, mesquita, lápis, biscainho... Só seria correcta a pronúncia com ceceio em sílaba tónica. Este e outros argumentos, como o de apelidos muito diferentes dos correspondentes castelhanos e que nesse caso sim chegárom com -es, inclinam a balança para esta forma.

Mas eu ainda nom sei bem que decidir, que dizedes? :D

FOI ESCRITO @ 21:12:00 na categoria língua Link permanente 1 comentário »

23-02-2005

O de antes era eu reflectido na janela do meu quarto. E este de aqui é o Arturo, também no meu quarto, um dia que véu (como sempre) pedir-me os meus apontamentos ;D

FOI ESCRITO @ 20:53:00 na categoria cousas minhas Link permanente Deixe o seu comentário »

23-02-2005

Viva! Estou a provar o Picasa, e parece que vou ser capaz de publicar umha foto! Que fácil é xD. Levo tempo sem dar-lhe a isto da informática, e já lhe estava colhendo medo...

FOI ESCRITO @ 20:46:00 na categoria cousas minhas Link permanente 1 comentário »

21-02-2005

políticos locos guían a las masas, que les dan sus ojos para no ver qué pasa

(La Polla Records)

FOI ESCRITO @ 22:41:00 na categoria música, outras cousas Link permanente 3 comentários »

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mariacastanha.agal-gz.org

Tocando em aberto é o blogue pessoal, agora inactivo, de um gaiteiro-engenheiro (sem ser ainda nenhuma das duas cousas) sócio da AGAL onde fala do que gosta, do que lê por aí, das suas intimidades (sem exceder-se) e do primeiro que lhe sai da cabeça se fica bonito.

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