Na sexta passada passárom muitas canções, versões e mash ups de Andrés do Barro nos Antípodas, e como me passa muitas vezes tivem a necessidade de conseguir música dele. Som arranques que me dam de vez em quando, umha mistura entre consumismo e ansiedade por querer tê-lo tudo, todos os discos de tal grupo, nom deixar de comprar tal livro que acaba de sair (ainda que tarde séculos em lê-lo), tal colecçom de banda desenhada... Como se fossem desaparecer se eu nom os comprasse rapidamente. Bom, isso até que fico sem um peso. Ainda que suponho que agora irei aforrar algo mais...
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Bem, pois lembrei que vira há tempo um disco recompilatório dele nuns conhecidos grandes armazéns, e lá fum. O duplo CD é a compilaçom do gravado desde os seus começos até 1972, quase tudo o que chegou gravar e os seus temas mais conhecidos, além de outros mais raros. Eu já conhecia muitas das canções, mais ou menos como tod@s, mas surpreendeu-me especialmente volver escuitar o Teño Saudade, para mim a melhor cançom do Andrés do Barro.
A ver se se leva a cabo a ideia essa que apontavam alguns, de fazer um disco homenagem com versões de artistas e grupos galegos actuais.
Um artigo de Beiras, intitulado "Declaración de Láncara", foi publicado estes dias em Vieiros. É o texto que leu ao receber um prémio nessa vila. Nele fai umha valoraçom e autocrítica da sua trajectória política, definindo-se como intelectual, motivo polo que passou por ser um político atípico. Um intelectual move-se por valores, e explica quais som esses valores para ele em dez pontos.
E um dos pontos, no que critica a linha autonomista seguida por ele próprio e hoje majoritária no nacionalismo galego, é este que cito a continuaçom:
8. Autodeterminación cara a independencia. Qué queredes que vos diga. Tardei en convencerme. Mais, após decenios de vida malgastos en ensaiar o raciocinio, a paciencia, o tempero, a argumentación, a persuasión e até o optimismo da vontade para contribuir dende a miña identidade nacional galega a construirmos en común un Estado español habitábel por todos, despois de todo ese esforzo durante todo ese tempo, cheguei á conclusión de que estivera a "traballar para o inglés". Nen sequer se trata dun esforzo ilusorio por realizar unha utopía. Non. Trátase dunha "impossible mission". Debín facerlle caso ao don Ramón María dos esperpentos, que hai ben tempo xa que dictaminara por boca do seu alter-ego Max Estrella que "España es un corral nublado". A caverna española obstínase en darlle toda a razón aínda hoxe. Compre renderse á evidencia: só o combate pola nosa autodeterminación como povo, orientada cara a independencia, só ese camiño poderá chegar a algures, só esa actitude suscitará respeito cara nós e os nosos dereitos cívico-políticos, poisque a caverna española só respeita a quen teme. É mágoa, mais é asi. Porque o problema non o somos nós, os galegos nacionalistas: sóno iles, os chovinistas de diversas córes e adubíos. Os atrancos non os pómos nós: poñenos iles. Nós tentamos construir para todos: iles só se aplican a destruir o que nós dámos construído. Cómprenos elevar o ángulo de tiro na nosa pacífica e cívica proposta para chegarmos alén das suas posicións. E dende aí sempre estaremos a tempo de falar se acaso "abrenuncian" á apolexética dos dogmas para profesaren o uso da razón ilustrada –é dicir, se acaban por ingresar na cultura da modernidade propriamente dita.
Pois isso, melhor tarde que nunca ![]()
Hoje volto falar de rádio. De um dos meus programas favoritos, Lume na Palheira, que estivo todo o Verão sem emissom pola decisom da direcçom da Rádio Galega de prescindir dele. Como informa o Portal da AGG, este sábado retorna às ondas, com o horário habitual (ultimamente), todos os sábados de três a cinco da tarde.
Para @s que nom o conheçam, o programa trata da actualidade da música tradicional e folk, da Galiza e nom só, apostando polos novos grupos do país.
Um abraço para o Emilio, LUME!
Imagem roubada do blogue dos Aduaneiros sem Fronteiras.
A respeito do tema das camisolas da selecçom recomendo também a leitura da notícia do PGL, na que se dá toda a informaçom sobre a nom inclusom nelas da palavra Galiza, como fora anunciado.
Polo demais, espero que Nacho (que eu nem conhecia, nom sigo demasiado o futebol) seja convocado para o primeiro partido! ![]()
P.S. Estou com insónia, e meus pais que já se levantariam para ir de autocarro do interior da Turquia até Istambul...
Hoje provei por primeira vez o bate-papo do Portal Galego da Língua, que vinha de ser melhorado.
Ademais de falar com amig@s, e conhecer outros, valeu-me também para ter claro que o ano que vem, se tudo marchar como eu quero, escolherei a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto para fazer um ano de Erasmus. Ainda que para isso ainda me fica muito que trabalhar...
Por certo..., vaia horas! xD
Já tenho os convites para ir ao acto de entrega do "IV Premio Opinión de Música Folk", que organiza o jornal La Opinión de A Coruña por iniciativa de Óscar Losada. O prémio é para o melhor disco galego de música folk de cada ano, elegido por um júri de pessoas que trabalham com esta música nos media. O que se entrega esta sexta é o do ano 2004, e o ganhador é o gaiteiro Xosé Manuel Budiño (que tem umha página web muito bonita e completa), com o disco Zume de Terra.
É um disco muito recomendável, novidoso, que sai um pouco da linha dos dous seus anteriores. Novidoso já nom só pola utilizaçom das chamadas novas tecnologias, mas porque nalguns temas trabalha por cima de gravações antigas por meio de samplers, como umha de um discurso de Castelao, ou várias das históricas recolhidas de campo do etnomusicólogo norte-americano Alan Lomax, feitas nos anos 50 e publicadas num disco completíssimo, The Spanish Recordings: Galicia. E oxalá o disco de Budiño sirva para dar a conhecer esse trabalho, pois é umha verdadeira joia, pola sua antigüidade, variedade e qualidade, e ainda foi reeditado no 2001.
Esquecia comentar as duas canções do disco cantadas por umha cabo-verdiana residente em Lisboa, Sara Tavares, e umha brasileira, Lilian Vieira, voz do grupo Zuco 103. As duas colaboradoras lusófonas cantam canções escritas por galegos, que aparecem escritas em normativa oficialista castrapeira. Mas elas cantam tal qual no seu galego do Brasil ou de Portugal, com o qual os que nom acreditam na unidade lingüística galego-portuguesa topam com um pequeno dilema: escuitam a cançom cantada em "português" à vez que leem em "galego". Aparte disso, as duas canções som os meus temas preferidos do disco, junto com Burbullas á grella. O disco paga a pena.
Enfim, pois a sexta irei vê-lo, já que ademais de receber o prémio dará um concerto, depois do que dará a orquestra folk SonDeSeu. Esta formaçom de harpas, percussões, gaitas, sanfonas, requintas, violinos e canto e pandeireta acadou o segundo prémio. Por último, Susana Seivane volveu ficar no terceiro posto.
Tenho os convites, muitas ganas de vê-los, mas falta-me @ acompanhante! O meu amigo Arturo, que é o que sempre obrigo a acompanhar-me a este tipo de cousas, vai ao cinema, assim que acabarei indo sozinho... ![]()
Costumo escuitar de vez em quando Rádio Fene. O outro dia (nesta semana) que liguei a rádio topei com um programa boníssimo, e com correspondentes por toda a Galiza, nom só da comarca de Trasancos. Estranhou-me. Agora leio a María em Todo Nada e já vejo que é melhor do que eu podia pensar. Lede aí de que vai o tema, mas resumo-vos que as Emisoras Municipais da Galiza, de momento com oito emisoras, vam ter programaçom conjunta. Rádio Fene é umha delas, que se escuita na Corunha [107.7 FM]. Umha boa notícia.
O programa que eu escuitava chama-se Antípodas, um programa de aqui. De sete a nove e meia da noite um programa com conteúdos musicais, agenda cultural, entrevistas e conexões com galegos que vivem en qualquer parte do mundo, como dizem em Vieiros. Já o escuitei vários dias e, meus, por fim algo assim todos os dias, nom só programas semanais ou rádios livres locais, e que poda chegar a ter nível nacional, ou quase. Adorei o programa, vou-me fazer super-fã. Sinto-o por Txury e Ánzony ;P.
Bom, para que vejades um exemplo, na quinta entrevistárom a Pepe Cunha, para falar da nova rádio livre na comarca de Trasancos, Rádio Filispim. Ontem (ou na sexta, perdim a noçom temporal) botárom o resumo da semana, e foi quando eu escuitei. Para despedi-lo pugérom umha das suas canções favoritas, Days, de The Kinks. Nom conheço o grupo, sou bastante inculto em música dessa época, mas gostei muito. E seria impossível deixar de acordar-me de ti, e de todo isto escuitando a cançom.