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O texto do Hino Galego

03-11-2005

O texto do Hino Galego

¿Será preciso encarecer, máis unha vez, que todo povo ten direito ao coñecimento e difusión da sua própria história?

Com estas palavras começa o prólogo do livro de Manuel Ferreiro "De Breogán aos Pinos. O texto do Himno Galego", já editado em 1996. É este um livrinho que tem como objectivo principal a restauraçom do texto original do hino da Galiza. Em poucas páginas explica-se o processo que levou ao estabelecimento de um hino nacional no país, e fai um estudo apresentando os rascunhos de Pondal e a versom definitiva. Texto definitivo este, assim como toda a lírica pondaliana, que como aponta o autor foi alterado quase desde a sua apariçom. E assim alterado foi como se oficializou, e é mais ou menos esse texto oficial o que todas e todos conhecemos.

Polo que sei foi proposto para que se recuperasse também oficialmente, depois de que esse estudo vinhesse a demonstrar qual era o texto original. Mas a Real Academia Galega, na sua linha, rejeitou-no. Seica o texto alterado já está muito assente no povo, e nom podemos vir a confundi-lo. E eu pergunto-me quanta gente sabe realmente todo o hino...

Além do mais, as modificações som mui poucas. Aproveito que este sábado cantaremos o hino para colar aqui o texto original do que venho falando, com as mudanças noutra cor. Reparade em que Pondal escrevia com gê e com jota etimológicamente, igual que fazemos os reintegracionistas (ele também o era), e nom todo com xis como na actual normativa isolacionista.

HINO GALEGO

Que din os rumorosos,
na costa verdecente,
ó raio trasparente
do prácido luar??
Que din as altas copas
de escuro arume harpado
co seu ben compasado,
monótono fungar??

?Do teu verdor cingido
e de benignos astros,
confín dos verdes castros
e valeroso clan,
non des a esquecemento
da injuria o rudo encono;
desperta do teu sono,
fogar de Breogán.

Os bos e generosos
a nosa voz entenden,
e con arroubo atenden
o noso rouco son;
mas sós os ignorantes
e férridos e duros,
imbéciles e escuros,
non os entenden, non.

Os tempos son chegados
dos bardos das edades,
que as vosas vaguedades
cumprido fin terán;
pois donde quer, gigante,
a nosa voz pregoa
a redenzón da boa
nazón de Breogán?.

Como curiosidade reproduzo também o Casta dos Celtas, que com música de Luís Taibo escreveu Alfredo Branhas para ser hino galego. Um ainda radical e arredista Alfredo Branhas, como se comprova no texto, muito distinto do finalmente conservador catedrático.

Casta dos celtas, esperta axiña
ergue do fango da escravitú
Patrea da yalma, teus ceibes cantos
henchan o mundo de norte a sul.
Cantai galegos
o hino xigante
dos pobos libres
dos pobos grandes
Cantai galegos
a idea santa
da independenza da nosa patrea.
Dos meus pasados, bendita terra
nai amorosa da miña nai
creva as cadeas, que te asoballan
e cingue a croa da libertá.

Este e outros hinos aparecérom anteriormente ao de Pondal, que foi o que finalmente tivo o sucesso e assumiu todo o galeguismo desde começos do século XX.

FOI ESCRITO @ 23:24:28 na categoria galician country Link permanente

1 comentário

Comentário de: xavi [Membro]  
xavi

Alguém sabe como se escreve um texto (com html) em duas colunas? Acho que nom se pode…

04-11-2005 @ 11:48
mariacastanha.agal-gz.org

Tocando em aberto é o blogue pessoal, agora inactivo, de um gaiteiro-engenheiro (sem ser ainda nenhuma das duas cousas) sócio da AGAL onde fala do que gosta, do que lê por aí, das suas intimidades (sem exceder-se) e do primeiro que lhe sai da cabeça se fica bonito.

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