
Em 1952, o jovem médico Ernesto Guevara e o seu amigo Alberto Granado saem da Argentina numha velha motocicleta, para percorrer a América do Sul. Mas, à medida que atravessam o continente, entre cenários grandiosos e populaçons deserdadas, aquilo que começou por ser umha aventura de jovens transforma-se numha iniciaçom política. Nos contactos com o povo oprimido e sofredor das aldeias perdidas e das minas, a consciência política do Che emerge. Ao terminar a viagem, ele reconsidera o rumo a dar à sua vida. Um belo filme, baseado no relato de Granado e no diário escrito polo Che.
Passará-se o filme esta terça dia 7 às 12h00 na sala de graus nº 1 da escola de Caminhos.
1º Prémio.- Alento, de Nova Galega de Danza
2º Prémio.- Espido, de Guadi Galego e Guillermo Fernández
3º Prémio.- Músicas de Salitre, de Xabier Díaz
Deu-se a conhecer esta semana a quinta ediçom destes prémios que entrega o jornal La Opinión A Coruña ao melhor disco de música folk da Galiza correspondente ao ano 2005, e esses fôrom os resultados.

O primero prémio é polo disco da música do primeiro espectáculo da companhia de dança Nova Galega de Danza, Alento. Nom pudem ver encenado esse espectáculo nem o novo, "Engado", que acabam de estrear, mas se pensades que é simplesmente música para acompanhar o baile, sem muito valor musical, estades equivocados. Trata-se de um disco boníssimo, de grande elaboraçom e ritmos mui bailáveis, claro
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Os três som discos de debute e representam, com as suas diferenças, umha forma nova e diferente de folk galego. É muito importante que se premiem novos grupos e sobretudo novas fórmulas dentro do folk galego, que se veja que nom ficamos estagnados com o estilo de Milladoiro.
É muito curioso também que os três discos premiados estejam tam relacionados. Xabier Díaz, o terceiro premiado, também participa do primeiro prémio, já que é o cantante de Nova Galega de Danza. Guillermo Fernández participa da mesma maneira que no disco com Guadi, tocando a guitarra e produzindo musicalmente, no disco de Xabier Díaz, e os dous discos estám (auto)editados por Músicas de Salitre.
Mais um ano espero assistir ao acto de entrega e concerto alô por Outubro. Ou..., agora que o penso espero nom poder assistir, já saberedes porquê
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É o título do documentário do holandês Rogier Kappers, feito em 2004, que fum ver na sexta da semana passada (o dia 24) ao CGAI.

O tríptico com o programa do CGAI do mês de Fevereiro traz a seguinte sinopse:
Documentário sobre a vida de Alan Lomax (1915-2002), um etnomusicólogo que viajou por todo o mundo com a sua gravadora, recolhendo as melhores canções folclóricas. Granjeiros, trabalhadores, amas de casa, pastores de territórios isolados de Escócia, Itália e Espanha... onde recalou na Galiza e onde volve Rogier Kappers para filmar os habitantes de Corcubiom e da Caniça que participaram nas gravações originais de Lomax.
Tivem sorte de inteirar-me a última hora da projecçom, polo que pudem ler a única oportunidade de vê-lo (nom sei se o jornal se referiria à Corunha, à Galiza..., ao mundo inteiro nom creio xD).
Apresentou o filme Ramom Pinheiro (Chito), explicando-nos quem fora Alan Lomax, um etnomusicólogo estado-unidense que nom se dedicou simplesmente a "caçar" ou coleccionar canções como se pode intuir polo título. Sendo a etnomusicologia umha parte da antropologia, contextualizou e estudou essa imensa quantidade de música nos seus povos, mostrou a influência da música popular na música de elaboraçom culta nas cidades como o Blues ou o Jazz,... Como exemplo anedótico, o próprio Alan Lomax numha entrevista que se recolhe no documentário relaciona o tom das canções do sul e do norte da península Ibérica com a vida mais reprimida das mulheres do sul e mais libertada das do norte. Este tipo de cousas som difíceis de provar cientificamente, um dos motivos polos que nom tivo o suficiente reconhecimento.
No documentário vê-se o próprio Lomax em diferentes gravações e também já velho e doente gravado polo director da fita pouco antes de morrer. Além disso vemos entrevistas de gente que foi encontrando polo seu longo caminho de recolheita polo mundo, através da câmara do director holandês, que percorre Escócia, Espanha, Galiza e Itália numha velha carrinha Volkswagen (sim, umha dessas que levam os surfeiros). Entre essa gente galegas e galegos de Corcubiom e da Caniça, o holandês encontra a várias senhoras que foram gravadas há mais de cinqüenta anos por Lomax. É mui engraçado ver as caras que põem quando escuitam no momento as suas próprias canções, e como as continuam cantando e bailando
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Já falei umha vez no blogue do disco que contem as gravações de Alan Lomax na Galiza, umha verdadeira joia que foi reeditada em CD em 2001 com o título de "The Spanish Recordings: Galicia", dentro de umha extensíssima colecçom que inclui gravações do folclore de boa parte do mundo. Podedes escuitar o disco (nom deixedes de fazê-lo!) e tomar a referência nesta ligaçom da editora.
Ao final do filme também gostei muito do passo do seu director pola Calábria, numha pequena vila cantando e bailando animadamente velhas e novos, com pandeiretas, acordeom, umha peculiar gaita...
O director, um profundo admirador de Lomax, quer transmitir-nos o seu trabalho e a importância de que estas músicas nom se perdam com os novos tempos.
P.S. Umha amiga interessou-se polo filme quando lhe contei que o fora ver. Polo visto vai ser editado em DVD, há mais informaçom na página do filme
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