30-03-2005

se conoce

Agora cada vez que vou à aldeia tento ficar com algo de léxico, e reparo em todo o que se diz. Mágoa que nom tivesse começado antes. Ainda muitas vezes meus avós nom se decatam de que lhes estou a falar em galego e respondem-me em castrapo... Com o bem que falam, quem me dera...

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30-03-2005

preguiceiro

Umha cousa que me diz minha mãe, mais frequentemente do que eu quiger...:

- Perezinha, queres pam?

- Sim senhora, se mo dam.

- Corre vai polo cuitelo!

- Nom senhora, nom lho quero.

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29-03-2005

Os poemas com os que começa o livro de Alicia:


De botar o mar polos ollos,
que ocorra nunha cidade
onde a orientación desapareza
e os xogos de nena non existan.
Onde as cores verdes estean preto
-uns metros é suficiente-
e as mans de millo apreten as ideas
(ou as tetas).
Onde ti sexas procura.
Onde ti (me) habites.


No areal este corpo é de cebas:
as mans de millo percórrenme
limpas
núas
salgadas,
sempre co movemento en espiral
como as ameixas que levo no pelo.
Se a marea alta non me viola
boto o océano todo polos ollos.

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29-03-2005

"Botar o mar polos ollos"

Este sábado iremos à apresentaçom do poemário da nossa amiga Alicia. Oxalá se esgotem os livros, ainda que nom sejamos tanta gente como em Escairom &#59;)

Alicia Fernández apresenta o seu poemário na Corunha o 2 de Abril.

Alicia Fernández, a jovem poeta do Savinhao que já está a ser considerada como umha das últimas grandes revelaçons da poesia galega, apresentará o dia 2 de Abril às 8 da tarde no Centro Social Atreu (Rua Sam José, 2 - Corunha) o seu poemário "Botar o mar polos ollos", recentemente publicado pola editora portuguesa "Tema".

Neste acto organizado por O Tangaranho Vermelho, intervirám Yolanda Castaño, Ramiro Vidal e a própria Alicia Fernández.

Podedes ler algo da sua poesia na Biblioteca Virtual Galega (é Alizia).

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27-03-2005

ovelhas

Cheguei ontem da aldeia. Pergunto-me como pode ser que meus avós diferenciem cada ovelha... E que bonito é ver como lhe dam ao rabo @s anh@s quando mamam :D

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24-03-2005

SER

Estivem lendo estes dias outro livro da AGAL dos que pedira, ?Caracol ao Pôr-do-Sol?, do Ernesto Guerra da Cal. Eu nom sou mui dado a ler poesia (normalmente nom entendo nada), mas há cousas singelas como esta que me som realmente formosas.

ONTOLOGIA ÓPTICA

SER
é
ser visto
e
é
ver

E
se repararmos bem
o
SER

consiste
nisto:
É

por ver
e
ser visto
que
EU
existo

Ernesto Guerra da Cal
Estoril, 10 de Junho de 1987

FOI ESCRITO @ 02:25:00 na categoria livros Link permanente Deixe o seu comentário »

23-03-2005

23-03-2005

Hoje fum cortar o cabelo. Sem eu querê-lo saim reflectido na porta do armário do meu quarto :)

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22-03-2005

Sushi

Estes dias nom estivem na casa, andamos por aí :P. O domingo vimos ao Quico Cadaval em Vinilo, com um tal Roger Colom, que pensáramos que seria catalám (polo nome) mas devia de ser mexicano, e que nom havia quem o entendesse falando spanglish de Ciudad Juárez. Gostara mais doutra vez que o vira na Corunha, mas estivo bem. Pena que estávamos tam cansados que marchamos antes de acabar.

Cheguei ontem a casa, cansadíssimo da viagem. Pudem descansar, mas agora mesmo boto-a muitíssimo de menos. Estou a ouvir música irlandesa, Lúnasa, entrementes escrevo isto. Deu-me por aí, que levava tempo que a tinha esquecida. Adoro a uilleann pipes :D, gostaria imenso de a tocar.

Queria contar o riquíssima que estava a comida japonesa que comemos há duas semanas num restaurante mui moderno e ultrafashion (xD) da Corunha. Para começar, uns fidéus yakisoba, que eu foi do que mais gostei, e que se comiam genial com os pauzinhos. Há que dizer que me surpreendim a mim mesmo do bem que manejava os pauzinhos xD. Encantou-me comer com eles, por mim empregava-os todos os dias. Outr@s preferiam o garfo :P

Depois continuamos com umhas empadas chinesas, gyôza, muito saborosas. E já por fim umha variedade de sushi, para chupar os dedos. E para beber chá verde, viva!

Era já a segunda vez que comíamos comida japonesa, mas da outra vez nom gostara muito. Desta encantou-me. Isso sim, se vos põem wasabi com o sushi, umha pasta verde de rábano picante, tende muito cuidado, eu quase morro por colher muito, como pica!!!

FOI ESCRITO @ 21:20:00 na categoria cousas minhas Link permanente 1 comentário »

22-03-2005

"é esta a tua língua, a de todos os dias, que nom outra, e que, se vai assim escrita, é para que seja também a língua de outros muitos"

Há uns dias pedim os livros que me correspondiam pola campanha Associa-te e ganha livros da AGAL. Eu já queria esses livros, de jeito que foi umha razom mais para associar-me, assim que já sabes, afilia-te! &#59;D

Já lim ?Origem Certa do Farol de Alexandria?, do genial João Guisan Seixas (recomendo-vos que leiades a sua auto-biografia aqui). Um livrinho de contos precioso, do que lhe escuitara na rádio, no ?Diário Cultural? da Rádio Galega, a Ugia Pedreira dizer dele que era o Principezinho da literatura galega. E, certamente, tem esse mesmo ar de livro infantil, mas que nos fai pensar aos ?adultos? no neno ou nena que levamos dentro. Tudo o que lhe lim ao autor é realmente engenhoso, engraçadíssimo, dumha imaginaçom deslumbrante.

Podedes ler algo dele desde essa ligaçom que vos dei da sua ?auto-ortografia?, na Biblioteca Virtual Galega.

E para que vejades um exemplo, transcrevo aqui umha ?notinha? que antecede os contos, na que explica aos pequenos e pequenas que leiam o livro, o porquê está escrito como está escrito. Quiçá com esta nota, que eu nunca poderia ter escrito melhor, deveria ter começado o meu blogue:

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FOI ESCRITO @ 20:50:00 na categoria livros, língua Link permanente 3 comentários »

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mariacastanha.agal-gz.org

Tocando em aberto é o blogue pessoal, agora inactivo, de um gaiteiro-engenheiro (sem ser ainda nenhuma das duas cousas) sócio da AGAL onde fala do que gosta, do que lê por aí, das suas intimidades (sem exceder-se) e do primeiro que lhe sai da cabeça se fica bonito.

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