
E por certo, já que está de actualidade, parabéns a Dygra Films polo prémio Goya por O Sonho de umha noite de Sam Joám. Gosto muito dos filmes de animaçom, se tenho oportunidade pode que o veja, ainda que O Bosque Animado me pareceu demasiado focado ao público infantil. Bom, ainda que seja porque é um dos poucos filmes galegos e a Dygra Films está fazendo um trabalho de induvidável qualidade, convertendo-se numha referência mundial desde a Galiza, pois haverá que vê-lo.
Aproveito para recomendar-vos se sodes cinéfilos/as a leitura do blogue do meu amigo: Fenomenología Phi
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Cuja ou Castanhinho, com qual ficamos? ![]()
Finalmente nom foi, ainda que ontem nom deixou de haver festa em Paris. Segundo a UNESCO passamo-nos, tanta cultura depois nom iam poder pôr medidas para protegê-la. Queriam cousas mais concretas, já que a nossa candidatura abrangia praticamente toda a cultura tradicional: a nossa música, os ofícios tradicionais, o ciclo agrário, o Entruido, o Magusto... Bom, nom quero pensar mal e imaginar conspirações... xD Por exemplo da ministra espanhola de cultura, ocupada em promover exclusivamente a candidatura do flamenco (que como tod@s sabemos está em perigo de extinçom).
O trabalho feito está aí (e que continue), e a difusom que se fijo e a implicaçom dos meninos e meninas das escolas. Parabéns a tod@s @s que participárom na iniciativa, especialmente a Ponte... nas Ondas! O importante é que se tome consciência de que temos um amplíssimo património, que se conheça e que se valore. E nom como peça de museu, mas criando e inovando a partir da tradiçom.
Para outra vez será, e até se reconhecerá o maior património comum: a língua ![]()
Lembro que já mo comentara Arturo, mas até que escuitei umha cançom do mítico grupo compostelano Fame Neghra nom volvim acordar-me. E é que, para @ que nom o saiba (que seredes poucas/os), o actor norte-americano Martin Sheen chama-se na realidade Ramón Estévez e é galego. Polo que parece seu pai é de umha vila do sul da Galiza, que emigrado em Cuba acabou nos EUA, onde deveu conhecer a umha irlandesa (e daí saiu o antedito actor xD). Eu pergunto-me se estivo algumha vez na Galiza e nom me inteirei..., molava que vinhesse a algum programa de entrevistas da futura flamante televisom galega, aí deixo a ideia
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Ah, a cançom é esta de cá em baixo (a verdade é que nom estou certo de a que vem a letra, podedes contar-me nos comentários
). Para o que nom conheça o grupo (já desaparecido) recomendo-vos que procuredes por aí o disco, mola muito: O Neno Carburador, Fame Neghra (Lixo Urbano, 1998).
que fai um galego no vietnam?Polo delta do Mekong sem a maior explicaçom vás buscando... o que? Nom o sei, nom o sei. Vás pedindo explicaçom. Pero de, de que, de que bando estás, de que parte estás? Que vergonha, que pensaria a tua nai? Que vergonha, que pensaria o teu pai? Cara o inferno e a destruiçom, com a maior convicçom, gás mostaza, gás napalm, e nom há mais. Pero que, que caralho fás, Martin Sheen onde vás, de que vás? Que vergonha, que pensaria a tua nai? Que vergonha, que pensaria o teu pai? Que fai? Que fai? Que fai? Que fai um galego no Vietnam? Charlie nom entende, Charlie nom compreende, Charlie só aponta, dispara e pum! E há um menos com o que pelejar, e ti coma um parvo nom te inteiras... que mais dá! Que vergonha, que pensaria a tua nai? Que vergonha, que pensaria o teu pai?
¿Será preciso encarecer, máis unha vez, que todo povo ten direito ao coñecimento e difusión da sua própria história?
Com estas palavras começa o prólogo do livro de Manuel Ferreiro "De Breogán aos Pinos. O texto do Himno Galego", já editado em 1996. É este um livrinho que tem como objectivo principal a restauraçom do texto original do hino da Galiza. Em poucas páginas explica-se o processo que levou ao estabelecimento de um hino nacional no país, e fai um estudo apresentando os rascunhos de Pondal e a versom definitiva. Texto definitivo este, assim como toda a lírica pondaliana, que como aponta o autor foi alterado quase desde a sua apariçom. E assim alterado foi como se oficializou, e é mais ou menos esse texto oficial o que todas e todos conhecemos.
Polo que sei foi proposto para que se recuperasse também oficialmente, depois de que esse estudo vinhesse a demonstrar qual era o texto original. Mas a Real Academia Galega, na sua linha, rejeitou-no. Seica o texto alterado já está muito assente no povo, e nom podemos vir a confundi-lo. E eu pergunto-me quanta gente sabe realmente todo o hino...
Além do mais, as modificações som mui poucas. Aproveito que este sábado cantaremos o hino para colar aqui o texto original do que venho falando, com as mudanças noutra cor. Reparade em que Pondal escrevia com gê e com jota etimológicamente, igual que fazemos os reintegracionistas (ele também o era), e nom todo com xis como na actual normativa isolacionista.
HINO GALEGO
Que din os rumorosos,
na costa verdecente,
ó raio trasparente
do prácido luar…?
Que din as altas copas
de escuro arume harpado
co seu ben compasado,
monótono fungar…?
“Do teu verdor cingido
e de benignos astros,
confín dos verdes castros
e valeroso clan,
non des a esquecemento
da injuria o rudo encono;
desperta do teu sono,
fogar de Breogán.
Os bos e generosos
a nosa voz entenden,
e con arroubo atenden
o noso rouco son;
mas sós os ignorantes
e férridos e duros,
imbéciles e escuros,
non os entenden, non.
Os tempos son chegados
dos bardos das edades,
que as vosas vaguedades
cumprido fin terán;
pois donde quer, gigante,
a nosa voz pregoa
a redenzón da boa
nazón de Breogán”.
Imagem roubada do blogue dos Aduaneiros sem Fronteiras.
A respeito do tema das camisolas da selecçom recomendo também a leitura da notícia do PGL, na que se dá toda a informaçom sobre a nom inclusom nelas da palavra Galiza, como fora anunciado.
Polo demais, espero que Nacho (que eu nem conhecia, nom sigo demasiado o futebol) seja convocado para o primeiro partido! ![]()
P.S. Estou com insónia, e meus pais que já se levantariam para ir de autocarro do interior da Turquia até Istambul...
Desde ontem botam Shin-chan mais tarde, às 21h45. Agora toca vê-lo à ceia. Para que nom o vejam @s nen@s, seica. E para o ano já nom o teremos mais, isso dizem.

A mim nom me parece que seja uma série para crianças (o autor pensou-na exclusivamente para adult@s, podeis ler esta entrevista), pois muitas cousas nom as entendem, como o outro dia que a Hiroshi lhe dava medo pedir-lhe a Misae que lhe subisse a paga. Os desenhos animados nom som só para nen@s, há de tudo, é um género mais.
Mas os "criadores de opiniom" tinham claro desde o princípio que esse Shin-chan era um desavergonhado, nom pode ser que ande a mostrar o cu e a pirolinha, que depois vam os nenos e imitam-no, e é intolerável. O que nom se sabia era que ia ter um sucesso tal, e que ademais ia falar tam bem em galego. Shin-chan é o que melhor galego fala da TVG, e era um elemento normalizador importante. Como ao Xabarín, quando se dérom conta dixérom que já avondava, e fora.
Que papo têm.