Categoria: livros

24-11-2005

Melhor romance galego do último quartel do século XX

Filipe de Amância, por Fausto C. IsornaUmha magnífica notícia para @s reintegracionistas é o reconhecimento ao livro Oxalá voltassem tempos idos! de José-Martinho Montero Santalha, que foi publicado por Laiovento em 1994. Um grupo de hispanistas alemães escolheu-no entre os vinte melhores romances do Estado espanhol do último quartel de século. É o único livro galego da selecçom (recolhida num volume: Romane in Spanien), na que se encontram também livros em catalám (três) e em espanhol (o resto), polo tanto este grupo está a reconhecer o livro de Montero Santalha como o melhor romance galego deste período.

O autor do estudo referente a este livro, um tal professor Zimmermann, vê na obra de Montero Santalha umha representaçom simbólica da Galiza actual, que se debate entre o esmorecimento da sua tradiçom secular sob os influxos da sociedade moderna e umha regeneraçom da sua identidade cultural para o futuro. Núcleo dessa identidade é a língua, e Zimmermann salienta o valor da proposta linguística galego-portuguesa de Montero Santalha como umha recuperaçom da genuína identidade galega.

Comprara o livro há uns meses, mas como tenho por costume (comprar e nom ler ou deixar passar um bom tempo até fazê-lo) ainda nom o lim. Queria ler antes o Merlín e familia de Cunqueiro, já que o livro de Montero Santalha continua a sua tradiçom do mago Merlim. De facto o título completo do livro é Oxalá voltassem tempos idos! Memórias de Filipe de Amância, pajem de Dom Merlim. Agora, claro, entrárom-me muitas ganas de ler o livro, mas esperarei a ter mais tempo...

Oxalá que, aproveitando que este ano é o Ano Merlim, comemorando o cinqüenta aniversário da publicaçom do livro de Álvaro Cunqueiro, se dê a conhecer este reconhecimento, que como tantas vezes tem que vir de fora. Já que na própria Galiza, devido à censura oficial que sofremos, pouco conhecida será neste momento a obra.

E bom, amanhã decerto teremos umha outra boa notícia e a candidatura do património imaterial galego-português será reconhecida pola UNESCO como obra mestra, para felicidade da humanidade ;)

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12-11-2005

O home inédito

O home inéditoO HOME INÉDITO

Carlos G. Meixide

"Amor, humor e sexo todos metidos nun bote"

Unha mestura entre Sexo En Nova York e No ventre do Silencio.

Un galego da Coruña, resultón, deportivista e sentimental, dúas coreanas que falan portugués e un profesor universitario brasileiro no Nova York post 11-S, nunha historia de amor, humor e sexo.

Alén diso, e a xeito de flash-back, un galego da Coruña que se emperra en publicar os seus poemas en Positivas e en namorar dunha rapaza que bebe os ventos polo Anxo Quintela de finais dos 90.

Estou a ler o romance desde ontem que o descarreguei, depois de ter escuitado esta semana ao autor entrevistado na rádio, e vou polo capítulo 10. Tem uns toques divertidíssimos, nom paro de rir xD Este fim de semana acabarei de lê-lo, e já darei a minha valoraçom científica. Polo de agora, recomendo-vos a tod@s que passedes e lhe dedes umha vista de olhos em Ediciós da Rotonda, um novo projecto editorial de livre distribuiçom através da internet.

É grátis, assim que já sabedes, a ler! ;D

FOI ESCRITO @ 17:46:15 na categoria livros Link permanente Deixe o seu comentário »

29-03-2005

Os poemas com os que começa o livro de Alicia:


De botar o mar polos ollos,
que ocorra nunha cidade
onde a orientación desapareza
e os xogos de nena non existan.
Onde as cores verdes estean preto
-uns metros é suficiente-
e as mans de millo apreten as ideas
(ou as tetas).
Onde ti sexas procura.
Onde ti (me) habites.


No areal este corpo é de cebas:
as mans de millo percórrenme
limpas
núas
salgadas,
sempre co movemento en espiral
como as ameixas que levo no pelo.
Se a marea alta non me viola
boto o océano todo polos ollos.

FOI ESCRITO @ 22:56:00 na categoria livros Link permanente 2 comentários »

29-03-2005

"Botar o mar polos ollos"

Este sábado iremos à apresentaçom do poemário da nossa amiga Alicia. Oxalá se esgotem os livros, ainda que nom sejamos tanta gente como em Escairom ;)

Alicia Fernández apresenta o seu poemário na Corunha o 2 de Abril.

Alicia Fernández, a jovem poeta do Savinhao que já está a ser considerada como umha das últimas grandes revelaçons da poesia galega, apresentará o dia 2 de Abril às 8 da tarde no Centro Social Atreu (Rua Sam José, 2 - Corunha) o seu poemário "Botar o mar polos ollos", recentemente publicado pola editora portuguesa "Tema".

Neste acto organizado por O Tangaranho Vermelho, intervirám Yolanda Castaño, Ramiro Vidal e a própria Alicia Fernández.

Podedes ler algo da sua poesia na Biblioteca Virtual Galega (é Alizia).

FOI ESCRITO @ 20:14:00 na categoria livros Link permanente Deixe o seu comentário »

24-03-2005

SER

Estivem lendo estes dias outro livro da AGAL dos que pedira, “Caracol ao Pôr-do-Sol”, do Ernesto Guerra da Cal. Eu nom sou mui dado a ler poesia (normalmente nom entendo nada), mas há cousas singelas como esta que me som realmente formosas.

ONTOLOGIA ÓPTICA

SER
é
ser visto
e
é
ver

E
se repararmos bem
o
SER

consiste
nisto:
É

por ver
e
ser visto
que
EU
existo

Ernesto Guerra da Cal
Estoril, 10 de Junho de 1987

FOI ESCRITO @ 02:25:00 na categoria livros Link permanente Deixe o seu comentário »

22-03-2005

"é esta a tua língua, a de todos os dias, que nom outra, e que, se vai assim escrita, é para que seja também a língua de outros muitos"

Há uns dias pedim os livros que me correspondiam pola campanha Associa-te e ganha livros da AGAL. Eu já queria esses livros, de jeito que foi umha razom mais para associar-me, assim que já sabes, afilia-te! ;D

Já lim “Origem Certa do Farol de Alexandria”, do genial João Guisan Seixas (recomendo-vos que leiades a sua auto-biografia aqui). Um livrinho de contos precioso, do que lhe escuitara na rádio, no “Diário Cultural” da Rádio Galega, a Ugia Pedreira dizer dele que era o Principezinho da literatura galega. E, certamente, tem esse mesmo ar de livro infantil, mas que nos fai pensar aos “adultos” no neno ou nena que levamos dentro. Tudo o que lhe lim ao autor é realmente engenhoso, engraçadíssimo, dumha imaginaçom deslumbrante.

Podedes ler algo dele desde essa ligaçom que vos dei da sua “auto-ortografia”, na Biblioteca Virtual Galega.

E para que vejades um exemplo, transcrevo aqui umha “notinha” que antecede os contos, na que explica aos pequenos e pequenas que leiam o livro, o porquê está escrito como está escrito. Quiçá com esta nota, que eu nunca poderia ter escrito melhor, deveria ter começado o meu blogue:

Leia mais »

FOI ESCRITO @ 20:50:00 na categoria livros, língua Link permanente 3 comentários »
mariacastanha.agal-gz.org

Tocando em aberto é o blogue pessoal, agora inactivo, de um gaiteiro-engenheiro (sem ser ainda nenhuma das duas cousas) sócio da AGAL onde fala do que gosta, do que lê por aí, das suas intimidades (sem exceder-se) e do primeiro que lhe sai da cabeça se fica bonito.

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