A denominação galescola é criação e autoria da Vogal (Viveiro e Observatório das Galescolas) e como tal pertence a esta associação
A iniciativa Galescola nasceu em Novembro de 2004 em torno a um grupo de pessoas pertencentes ao tecido associativo reintegracionista galego. A intenção dos criadores do projecto era dar uma solução às famílias que desejassem escolarizar os seus filhos integramente em galego, especialmente nas cidades.
A solução proposta pelos integrantes da iniciativa Galescola foi a criação duma rede de cooperativas de ensino em que o galego e uma língua estrangeira (especialmente o inglês) fossem as línguas veiculares do ensino. Também se deveria dar importância à presença das novas tecnologias e ao contacto entre a Galiza e os outros países de expressão galego-portuguesa. Em suma, a solução consistia em fornecer ensino de qualidade em galego.
A cristalização deste projecto teve lugar no dia 7 de Maio de 2005 com a fundação da associação VOGAL (Viveiro e Observatório de Galescolas), admitida no registo de associações da 'Xunta de Galicia' a 12 de Julho de 2005. A associação tem como objectivos colaborar na criação de cooperativas de ensino dentro da rede Galescola e agir como coordenadora e supervisora delas.
Durante os meses seguintes à sua fundação, o trabalho da associação consistiu na localização de famílias e professorado com interesse no projecto e também na procura dum local para a primeira galescola em Vigo.
Simultaneamente a VOGAL difundiu publicamente o seu projecto por diferentes vias, entre elas a apresentação da iniciativa Galescola no centro social A Reviravolta de Pontevedra (19-05-2005) e pouco depois no centro social A Revolta de Vigo (09-06-2005). No mês de Julho do mesmo ano, o jornal Novas da Galiza publicou uma entrevista com o vice-presidente da associação VOGAL.
A presidenta da associação manteve uma reunião com a secretária geral de Igualdade, Carme Adán, no dia 17 de Novembro de 2005. A secretária manifestou o seu interesse no projecto, e também o do vice-presidente Anxo Quintana. Na semana passada, surpressivamente, Carme Adán comunicou à presidenta da Vogal a intenção da Vice-Presidência de lançar nessa mesma semana uma rede de escolas infantis sob o nome Galescola.
A associação Vogal, que se considera gravemente prejudicada pelo aproveitamento ilegítimo do nome por parte da Xunta, iniciará as acções administrativas e judiciárias necessárias para defender os seus direitos como legítima proprietária, e contactará oficialmente com a Vice-Presidência para manifestar-lhe o seu mal-estar e estudar as possíveis saídas a este conflito de interesses.
Pode-se contactar com a associação directamente através do endereço-e escolaemgalego[arroba]yahoo.com.br
A Junta da Galiza tem previsto anunciar amanhã, sexta feira, um programa em colaboraçom com a FEGAMP para a criaçom de infantários em galego sob a denominaçom “Galescola”. Porém, esta denominaçom vinha e continua sendo utilizada por parte duma iniciativa civil, nucleada em torno da associaçom VOGAL (Viveiro e Observatório das Galescolas).
Segundo tem transcendido nas últimas horas, a Junta da Galiza visa pôr em andamento um programa para a criaçom de centros de infância de 0 a 3 anos em colaboraçom com a FEGAMP (Federaçom Galega de Municípios e Províncias), onde o galego seja a língua veicular e de ensino. Outras concreções do programa como a da habilitaçom lingüística dos docentes, virám a ser explicados e concretados provavelmente amanhã na apresentaçom do programa.
A toma do nome “Galescola”, denominaçom que já vinha e continua sendo usado e difundido pola associaçom VOGAL (Viveiro e Observatório das Galescolas), iniciativa surgida no âmbito do reintegracionismo, e que nom lhe foi solicitada, demonstra mais uma vez o dinamismo do trabalho desenvolvido a diário desde o reintegracionismo na defesa, promoçom e valorizaçom da nossa língua.
A VOGAL, que nom foi consultada de forma prévia ao processo, manifesta no entanto, a sua vontade de dialogar para tratar de, entre todos, implementar um ensino galego e de qualidade tam necessário e importante para o futuro da nossa língua nesta faixa etária.