CENTRO SOCIAL REVOLTA
    Rua Real 12, rés-do-chão.
    Zona Velha. Vigo. Galiza.
    csrevolta@gmail.com

    Maio 2012
    Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom
     << <   > >>
      1 2 3 4 5 6
    7 8 9 10 11 12 13
    14 15 16 17 18 19 20
    21 22 23 24 25 26 27
    28 29 30 31      

    CURSOS

    VIDEOTECA

    DICIONÁRIO

    Pesquisa no e-Estraviz

    FESTA DA RECONQUISTA

    DIA DA PÁTRIA

    FUTEBOL 7

    Busca

    A RIA NOM SE VENDE

    A RIA NOM SE VENDE

    17-02-11

    Os aterramentos realizados polo porto na Ria de Vigo, nas últimas décadas, afectárom, até rematar com eles, a muitos bancos marisqueiros, uns fôrom directamente soterrados, outros estragados ao cambiar a dinámica de correntes e outros envenenados pola actividade portuária.

    Para frear esta barbárie depredadora a rede de colectivos “A Ria Nom Se Vende” convoca a II Marcha contra os aterramentos que terá lugar em 27 de fevereiro, saíndo desde Bouças e rematando na Lage, onde se celebrará um juízo popular aos responsáveis da Autoridade Portuária de Vigo.

    Os bancos marisqueiros desaparecidos som, segundo informa un velho marinheiro:

    -Bouças “o maior banco marisqueiro do mundo” soterrado polo aterramento. Produzia ameija babosa branca, e ameija babosa roxa pola parte de fora. Era umha ameija especial. Perto da praia da Igreja, hoje também soterrada em grande parte, havia muita margarita (Toralhesa para os de Cessantes porque também havia muita baixo a ponte na parte de terra). Na zona da praia colhia-se muito moelo e burros. Também havia um banco de ostras muito produtivo. Era o rei dos bancos marisqueiros em qualidade e quantidade. Ia desde onde carregam os mercantes os carros polo Leste até passado o farol de Cabo de Mar.

    Segundo dados do Instituto de Investigaçons Marinhas no ano 1967 a totalidade da zona do banco de Bouças produzia umhas 940 Tm. de ameija. No ano 1985 a produçom cifrou-se em 10-15 Tm. No ano 1986 foi só de 1 Tm.

    -Barreras-Ardám. Dentro dos molhes. Esta devia ser umha parte antiga do banco marisqueiro de Bouças que ao fazer o molhe ficou dentro e até avançados os anos 80 dava ameija babosa branca. O Ardám era umha pedra ria adentro que ainda nos 70 tinha um sinal de ferro para que os barcos nom encalháram. Dava muita ameija babosa branca até que “o lodo a e merda” o tapárom.

    -Molhe de Transatlánticos. Nos anos 70 ainda se trabalhava a “roxa” quando nom vinham mercantes. E dentro, onde atracam os barcos de pasagem de Cangas e Moanha (O Tubito) também se mariscavam as ameijas babosas brancas (com certo sabor a gasóleo).
    Molhe do Areal. Havia ameija roxa.

    -A Ponta-A Farola e cara Vulcano. No areeiro da Ponta dava muito croque (berberecho). A Farola-A Ponta, zona de muitíssima ameija babosa branca. A Farola-Vulcano, por fora, muitíssima ameija roxa. As ameijas babosa branca e roxa eram muito boas, mas nunca como as de Bouças. Muito bom banco até que as zonas de desmantelamento industrial, nos 80, acabárom com todo. Os produtos químicos que usavam no remate dos cascos foi mortal.

    Escrito às 02:48:09 nas castegorias: MEIO NATURAL
    por csrevolta Email , 414 palavras, 318 leituras   Portuguese (PT)   Chuza!

    Sem feedback para este post ainda

    Deixe o seu comentário


    Seu endereço de e-mail não será mostrado no site.

    Sua URL será exibida.
    (Quebras de linha se tornam <br />)
    (Nome, e-mail & website)
    (Permitir que usuários o contatem através de um formulário (seu e-mail não será exibido.))

      PRESOS INDEPENDENTISTAS

      Santiago Vigo Domingues

      José Manuel Sánches Gorgas

      Telmo Varela Fernández

      Roberto Rodriguez Fialhega

      (Teto)

      Eduardo Vigo Dominguez

      Maria Osório Lopes

      Antom Santos Peres

    powered by b2evolution free blog software