Hoje estreamos umha nova secçom do nosso blogue: COM NOME PRÓPRIO. Com periodicidade amosaremos aquí artigos assinados por distintos pessoeiros tratando o tema do galego na nossa cidade e na nossa comarca. Um ponto de vista com nome próprio.
Começa Alexandre Cortiças com o seguinte artigo:
A SITUAÇOM DO GALEGO NA ADMINISTRAÇOM DE JUSTIÇA DA COMARCA DE TRASANCOS
O partido judicial de Ferrol, de ampla extensom (12 municipios: Ares, Mugardos, Neda, Narom, Fene, Sam Sadurninho, As Somoças, Valdovinho, A Capela, As Pontes, Cabanas e Ferrol) é um nos que menos se usa o galego coma língua veicular na administraçom de justiça, se calhar por ter a sua sede na cidade de Ferrol, de tradiçom militar e base social maioritariamente castelhano-falante.
Continua:
Assim, ao longo de quatro anos o que subscreve pode assegurar, por ter trabalhado nessa sede coma procurador e estar na actualidade exercendo coma letrado com despacho aberto no partido judicial, que o uso de galego é meramente anecdótico, circunscrito a uns quantos funcionários e funcionárias, de facto ao longo destes já quase cinco anos soamente tivem a satisfaçom de ver umhas poucas sentenças –sempre ditadas polo mesmo juíz, como mais adiante indicarei- e quatro ou cinco diligências de ordenaçom na nossa língua, se bem a desídia dos funcionários/as é tam só umha parte do problema, já que a maioria dos profissionais que trabalham nos julgados –advogados, procuradores, forenses, psicólogos, etc…- tampouco usam o galego no seu trabalho diário.
A pesares do anterior, está a se apreciar um certo uso do galego nas dependências judiciárias. O anterior titular do julgado de 1ª instáncia nº 2, o apreciado Sr. Balbino ditaba as sentenças recaídas en asuntos onde as partes eram galego-falantes na língua da nossa Terra e mesmo celebrava vistas em galego quando umha parte era galegofalante e a outra nom mostrava oposiçom ao respeito. Se bem era umha excepçom, é um primeiro passo cara a normalizaçom da língua num eido tam relevante coma o mundo da justiça. Polo que fai aos demais juízes e funcionários/as, percebem e permitem o uso do galego, mas poucos som os que o falam; e de destacar é a importáncia que tiverom os cursos de galego jurídico para profissionais que promoveu o bipartito, cousa que como é de supor desaparecerá nesta legislatura, junto com decretos e galescolas.
Como conclusom poderiamos dizer que se “tolera” o uso de galego mas nom se leva a cabo um uso recíproco, e as perspectivas com este novo governo da Junta nom som precisamente boas, já que coma primeiro passo já nom se exige o conhecimento da língua para acceder a um posto de funcionário/a na administraçom autonómica da justiça.
Escrito em 22-09-09,
na categoria: Com nome próprio
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