CENTRO SOCIAL REVOLTA
    Rua Real 12, rés-do-chão.
    Zona Velha. Vigo. Galiza.
    csrevolta@gmail.com

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Arquivos para: Dezembro 2008

O APALPADOR PASSOU POR VIGO O DIA 26!!

31-12-08

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Às 17:45 h. as marionetas do Roger começárom a botar fume para surpresa e emoçom das cativas e cativos mais pontuais, e foi concretamente a apariçom em cena da marioneta do Apalpador, feita para a ocasiom por Roger de Muskaria, a que presagiou a incrível jornada que se nos avizinhava.

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Com umha Revolta preparada para a ocasiom com as suas melhores galas forom achegándo-se mais e mais crianças até chegarmos por volta das duas dezenas que às 18:30 h. aguardavam às portas do centro social entre nervos a chegada do barbudo carvoeiro.

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Ao som dumha gaita e umha pandeireta a sombra do apalpa-barrigas fizo a sua apariçom ao fundo da Rua Real, cara onde correrom as cativas e cativos mais atrevid@s.

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Já dentro do centro social um Apalpador algo canso sentou para começar a repartir os presentes a umha fileira de cativ@s que nom tardou em se fazer. Um chocolate quente com biscoitos acompanhou aos ali concentrad@s ainda por um par de horas até que o relógio das crianças marcou o fim do dia.

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Escrito às 14:54:54 nas castegorias: NOVAS
por csrevolta Email , 185 palavras, 845 leituras   Portuguese (PT)   Chuza!
Depois do apalpador concerto de XanSolo

22-12-08

Concerto de XanSolo o dia 26, depois do apalpador, ás 22:00h. Entrada: 3€

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Escrito às 22:42:51 nas castegorias: NOVAS
por csrevolta Email , 11 palavras, 440 leituras   Portuguese (PT)   Chuza!
polo natal... chega o apalpador

15-12-08

Desde as montanhas do leste da Galiza chega o apalpador a Vigo. Dia 26 de dezembro no CS Revolta:

17:00h Títeres com Roger de Musikaria
18:30h Chegada do Apalpador com música
19:00h Agasalhos para as crianças
19:30h Merenda

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É sabido que a igreja católica aproveitou toda umha série de festividades que marcavam o ritmo das sociedades existentes antes da cristianizaçom, tingindo com um novo verniz celebraçons e festas com milénios de história.

Assim sobre as celebraçons pagás do solstício do Verao colocou o Sam Joám, ligou o entruido em que celebramos a extinçom do Inverno com a quaresma e santificou as festividades dedicadas à morte que desde muito atrás coincidem na nossa cultura com os primeiros compassos do Outono. Mas guardou a celebraçom mais importante, a do nascimento do filho de Deus, para a situar nas mesmas datas em que a maior parte das culturas europeias anteriores à era cristá celebravam o solstício do Inverno, como momento de renascimento do ano.

Dessa sobreposiçom do cristianismo sobre os restos culturais pré-existentes temos um bom conhecimento na Galiza, porque nom se trata só da adaptaçom ao calendário, mas da mesma ocupaçom dos espaços empregados de antano para cultos pré-cristaos sobre os quais, sem nengum complexo, se levantárom ermidas e cruzeiros para os adaptar ao cristianismo.

Porém, e apesar do esforço que o cristianismo fijo para apagar qualquer pegada dos cultos e crenças populares, som muitos os vestígios que ficárom como testemunho. Nalguns casos com mais sucesso que noutros, mas em todos eles como prova das fundas raizes que o nosso povo mantém como a cultura indígena que é.

Pode que o caso das tradiçons ligadas ao solstício de inverno sejam algumhas das mais perjudicadas por séculos de tergiversaçom, marginalizaçom e ocultamento. E neste caso o processo de aculturizaçom tem-se agravado pola superposiçom a umha primeira deturpaçom de orige católica, com séculos de andadura, da poderosa maquinária ideológica do imperialismo que pretende homegeneizar a cultura popular a um nível global.

Mas por baixo do Pai Natal, o negócio da Coca-Cola e do Corte Inglés; mesmo por baixo dos Reis Magos e o nascimento de Cristo, na Galiza mantivérom-se pegadas de antigas tradiçons que é precisso recuperarmos.

Assim nalgumhas comarcas da alta montanha do leste da Galiza, no Courel, Lóuçara e o Cebreiro; mantinha-se até datas muito recentes a tradiçom do Apalpador, um gigante com ofício de carvoeiro, que, no Natal, baixava das devesas onde morava para as aldeias, com a intençom de apalpar nas barrigas d@s nen@s e assim comprovar se estavam bem mantid@s. O Apalpador vigilava que @s nen@s viviram com fartura, desejava-lhe que no vindouro ano continuaram a nom passar fame, e deixava-lhes umha presa de castanhas quentes como presente e lembrança da sua visita.

Possivelmente esta antiga tradiçom do Apalpador seja um dos mais antigos vestígios da nossa cultura. E como parte dum património ameaçado devemos pular por mante-lo e actualiza-lo. Por que imos ter que asumir os dictados impostos por quem quere aculturizar-nos? Por que temos que ceder aos mandatos do consumismo capitalista e da tradiçom católica?

Aproveitemos também as celebraçons do natal para manifestar a nossa vontade de rebeldia e a nossa afirmaçom como povo, e escomezemos por recuperar a figura do Apalpador. Que nom seja mais o barbudo publicista da Coca-Cola, nem os submisos monarcas orientais os que traiam os presentes aos fogares do nosso país!!

Deixemos que seja um galego, um honesto e trabalhador carvoeiro, quem venha agora com os presentes para as nossas moradas, e que as castanhas de antano sejam acompanhadas por outros bens que a sua generosidade de seguro lhe permite doar.

Este natal abramos-lhe as portas ao Apalpador!!!

Escrito às 21:13:32 nas castegorias: NOVAS
por csrevolta Email , 669 palavras, 500 leituras   Portuguese (PT)   Chuza!

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