CENTRO SOCIAL REVOLTA
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    Categoria: GRUPO DE PANDERETEIR@S

    COPLAS IMENDE

    07-06-07

    COPLAS (Imende)

    Imende, que tê-na sona
    Imende, que a sona témhe
    Imende, que tê-na sona
    De cantar e bailar bemhe

    Aghora que vém a neve
    Casamento vai havere
    Que se vai casá-la fame
    Co’a ghana de comere

    Ei vê-na lancha do mare
    Ei vê-na sardinha toda
    Ei vê-no meu marinheiro
    Vém sentadinho na proua

    Maripepa na ventana
    Manoel no corredore
    Se Maripepa passeia
    Manoel, moito milhore

    O pandeiro toca bemhe
    As forrenhas dam o somhe
    As mulheres que o tocam
    Elas de Imende somhe

    O lugharinho de Imende
    De longe parece vila
    Tém um caravel na entrada
    E umha rosa na saída

    Ei vê-no aire do mare
    Ei vê-no aire mareiro
    Ei vê-no meu queridinho
    Vestido de marinheiro

    Polo mar abaixo vaie
    Um berquinho de papele
    Tém-te, Maria, nom caias
    Agharra-t’a Manoele

    Esta noite hei-d’ir alóue
    Terá-las pernas lavadas
    Que quero durmir antr’elas
    Ou morrer a punheladas

    Escrito às 19:00:42 nas castegorias: GRUPO DE PANDERETEIR@S
    por csrevolta Email , 168 palavras, 405 leituras   Portuguese (PT)   Chuza!
    REPERTÓRIO 1

    06-06-07

    Passodobre de Sam Vicente de Oitavém (Fornelos de Montes)
    Ai a lá lá, lá lá laa lá; adiós, Amélia
    Ai a lá lá, lá lá laa lá

    Aghora qu’estamos juntos
    Havemos contar mentiras
    Polo mar andam as lebres
    Adiós, Amélia
    E polo mont’as sardinhas.

    Arriba, e arriba hei-d’ire
    Arriba, e arriba hei-d’ire
    A colhê-la flor de maio
    A d’abril deixá-la ire.

    Aldeia de Sam Vicente
    Aldeia que me namora
    Inda mas há-de paghare
    Quem me dela botar fóra

    Vou-vos dá-la despedida
    Como dám os lavradores
    C’o sombreirinho na mámhe
    E um ramalhinho de flores.

    Rumba de Pinheiro (Cerdedo)

    Eu para Pinheiro hei-d’ir
    anque me ponham cancelas
    eu como som pequeninha
    passo por embaixo delas.

    Ai a lá lá lá lá laa; Ai a lá lá lá lá lá lá

    O cura que me casou
    Era bem casamenteiro
    Umha moça com’eu era
    Casar-me c’um paraghueiro.

    O cura que me casou
    Pretendeu de me velare
    Se me peta na cabeça
    Volverei-m’a descasare.

    Pinheiro é boa vila
    Pinheiro é boa vila
    Tém um caravel na entrada
    E umha rosa na saída.

    A despedida na eira
    A despedida na eira
    Como me vou despedir
    Dumha minha companheira.

    Dança de Mourelhe – Gargamala (Mondariz)

    Gharghamala, Gharghamala,
    Gharghamala é o ceue
    Se marcho de Gharghamala
    Vou para Montevidéue

    Vamo-nos d’aqui p’ra Aveiro
    Minha carinha de rosa
    Vamo-nos d’aqui p’ra Aveiro
    Qu’esta terra nom é nossa

    S’esta terra nom é nossa
    Alghum dia io seráie
    Sementei o milho nela
    Nom sei se me nasceráie

    Gharghamala nom tém ághua
    Se n’à tém, eu lha dareie
    Co’a iághua dos meus olhos
    Gharghamala righareie

    Dous-passos(Mondariz)

    Sai a lua alá arriba
    Meu amor, vamo-la vere
    Nom hai sol que cheghe à lua
    Nim ò nosso bem querere
    O cantar queria ghrácia
    E eu nom lha podo botare
    O senhor que nom ma deu
    Tamém ma podia dare

    Passodobre de Barro de Arém (Cerdedo)

    Vai de póla em póla, vai de flor em flor
    Vai de rama em rama, vai co seu amor
    Pensas que che quero moito
    Porque falo e rio sempre
    A minha cara ch’engana
    E o meu coraçom che mente

    Esta ruadinha d’hoje
    Ela manhám há sonar
    Ela, que sone, que nom
    Nós havemos de ruar

    Baila d’aqui a manhám
    Baila d’aqui a manhám
    Às que toca-no pandeiro
    Nom lh’á-de cansá-la mám

    Despedida dumha rosa
    Despedida dumha rosa
    Como me vou despedir
    Dumha cara tám fermosa

    Passodobre de Imende(Carvalho)

    Imende, que tê-na sona
    Imende, que a sona témhe
    Imende, que tê-na sona
    De cantar e bailar bemhe
    Ai lela lele lá, ai lela lele lá
    Ai lela lele lá, ai lela lele lám lá

    Aghora que vém a neve
    Casamento vai havere
    Que se vai casá-la fame
    Co’a ghana de comere

    Ei vê-na lancha do mare
    Ei vê-na sardinha toda
    Ei vê-no meu marinheiro
    Vém sentadinho na proua

    Maripepa na ventana
    Manoel no corredore
    Se Maripepa passeia
    Manoel, moito milhore

    Tango da Ilha d’Ons(A Ilha)

    Ò passá-la Ilha d’Ons
    Acordache-me, meninha
    Dendes que chas vim passadas
    Coma se nunca te vira

    Hei-lhes de tocá-lo tango
    Hei-lhes tocá-lo tangó
    Hei-lhes de tocá-lo tango
    Das moças da Ilha d’Ons

    Alá no meio do mare
    Sospirava umha baleia
    Esses sospiros diziam:
    Quem tem amor nom tém pena

    Cabicastro pola Udra
    A Udra polo Centulo
    Os amores de Tareixa
    Quedam a pescar em Curro

    Cantar do serám de Laxoso(Ponte Caldelas)

    Esta noite hai o serám
    Nom me deixam ir a iele
    Coitado do meu amor
    Quem há-d’ir beilar com ele
    Ai a lá lá, ai a lá, lá a a
    Ai a lá lá, ai a lá lá

    Vém-te vindo, vém-te vindo
    Comecemo-lo serám
    Os que nom vinhérom, vém
    Os que vinhérom, já estám

    O serám desta aldeia
    Fai-se no meio da rua
    A noite qu’a el nom vou
    Nom me quenta sol nim lua

    Ronda de Pigarzos(A Lama)

    Viva ia rondinha, ronda
    Viva ia ronda, rondinha
    Viva a da minha morena
    Que é a ronda mais bonita
    Ai lá, lá lá, ai lá lá lá
    Ai laa, lá lá, ai lá lá lá

    Jota de Pigarzos(A Lama)

    Pigharzos para cantare
    Pigharzos para cantare
    Anque nom alteiam muito
    Sabe-no adoneirare
    Que bem che queda,
    Que bem che está
    A saia longa
    E o delantal

    O coraçom da silveira
    Bota espinhas a mansalva
    E o coraçom do meu peito
    É dum amor que mo gharda

    Viva Pigharzinhos, viva
    Como viviamos antes
    Umhas moças coma rosas
    E us moços tám aleghantes

    Vou-vos dá-la despedida
    Como dám os lavradores
    C’o sombreirinho na maue
    Moi boas noites, senhores

    Ribeirana de Pigarzos(A Lama)

    Airinhos d’A Havana
    Aire do querere
    Airinhos d’A Havana
    Que me venhem vere

    Hei-lhes de tocá-la lata
    Hei-lhes tocá-lo latomhe
    Hei-lhes de tocá-la lata
    Òs vizinhos d’Aviomhe

    O candil que nom alumbra
    Nom se colgha na parede
    O amor que nom é firme
    Nom se fai mais caso dele

    Eu cantar, cantava bemhe
    A gharghanta nom m’ajuda
    Hei-na de mandar untare
    Numha laranja madura

    “Vira” de Rosa de Moscoxo

    Menina, vamos ò vira
    O vira é coisa boa
    Eu bem vim dançá-lo vira
    Na cidade de Lisboa

    Se ouvides cantar o triste
    Meu amor, não reprendais
    Que quando o triste canta
    É certo que pena mais

    Ó vida da minha vida
    Tu que choras, Mariana
    Nasceu-me umha silva verde
    Na travesseira da cama

    Nunca gostei, nim a rir
    Dizir adiós a ninguém
    Quem vai leva saudades
    Quem queda saudades tém

    Ó minha mãe, minha mãe
    Ó minha mãe, minha amada
    Quem tem umha mãe tem tudo
    Quem não a tém, não tém nada

    Escrito às 18:58:46 nas castegorias: ACTIVIDADES, GRUPO DE PANDERETEIR@S
    por csrevolta Email , 1026 palavras, 240 leituras   Portuguese (PT)   Chuza!

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