ALTERNATIVAS À EDUCAÇOM NA ESCOLA CONVENCIONAL

17-02-10

Na próxima sexta-feira 19 de Fevereiro às 18h00 decorrerá no Local Social Faísca (Rua Toledo, 9) de Vigo umha palestra sob este título organizada por DeLeite, para cuja exposiçom temos a satisfacçom de contar com Marta Garcia, mae de três crianças educadas na casa e vice-presidenta da Asociación para la Libre Educación, e com Rosa Graña, mae também e membro da Associaçom Pléiades.
Com o motivo de publicitar o encontro de famílias que educam na casa que transcorreu os passados 12, 13 e 14 de Fevereiro em Antas de Ulha (Lugo) e do qual Marta Garcia foi umha das organizadoras, já temos neste blogue informado sobre esta opçom educativa. Agora, com a intençom de dar a conhecer o trabalho que desenvolve a Associaçom Pléiades e despertar o interesse pola palestra desta sexta-feira, transcrevemos umha nova publicada num jornal local em Abril de 2007 sobre a actividade da associaçom. Boa leitura!

PUMARINHOS, ALTERNATIVA AO SISTEMA EDUCATIVO TRADICIONAL

A linha pedagógica da escola rejeita
a aprendizagem dirigida desde o exterior

Criada pola associaçom Pléiades,
a ela acodem crianças de 3 a 6 anos

NATALIA ÁLVAREZ. Vigo

Em Bembrive há umha escola para
crianças de 3 a 6 anos diferente ao
resto dos centros infantis de Vigo. É
mais, as suas promotoras, fundadoras
da associaçom Pléiades, nom
gostam do termo escola, e preferem
falar dum espaço preparado para as crianças.
O projecto nasceu em 2004, impulsado
por um grupo de famílias
que tinham em comum o seu rejeitamento
ao modelo educativo
tradicional, baseado na autoridade
do adulto sobre a criança, na aprendizagem
dirigida desde o exterior e no
parcelado do saber.
?Estávamos a criar aos nossos filhos
nas casas e, umha vez transcorridos
os 3 anos de excedência que
a legislaçom espanhola permite para
fazer esta tarefa, atopamo-nos
com a necessidade de criar umha
escola na que se mantivera a forma
de relaçom que nós tínhamos com os
nossos filhos, baseada na confiança
na criança e na nom intervençom dos
adultos?, explica Rosa Graña, umha
das impulsoras do projecto.
A linha pedagógica de Pumarinhos
está inspirada, principalmente, na
experiência educativa que durante
quase trinta anos Rebeca e
Maurício Wild colheitárom no
Pestazzoli, fundado em 1977 no
Equador.
?É umha pedagogia nom directiva,
que acha que toda aprendizagem é umha
auto-aprendizagem, um processo natural
que deve produzir-se de dentro
para fora?.
Todas as actividades que se desenvolvem
neste espaço nascem do jogo
livre, que estimula a curiosidade
natural das crianças. Para favorecer
as suas ganas de aprender e de relacionar-se
livremente entre eles, no
exterior da escola as crianças contam
com materiais para jogos de
movimento (balanços de corda,
atalaia de madeira, sobe e desce,...),
mesa de água, areeiro e escondedelas
de materiais naturais.
No interior desenvolvem-se as actividades
mais tranquilas através
do jogo simbólico. Para isto está habilitada
umha pequena loja, umha
cozinha e umha carpintaria, assim como
disfarces e materiais para manualidades.
Também existem espaços para actividades
que requirem muita concentraçom,
e que se desenvolvem através
de materiais estruturados (de
tacto, de olfacto, de sons, materiais
sensoriais Montessori, de prescritura
ou precálculo) e materiais nom
estruturados (sementes, cartons, tampas, folhas, fitas,...)
Toda a oferta de possibilidades está
ao alcanço das crianças. Cada umha
delas, ao chegar de manhá, elege
umha actividade que desenvolverá
até que decida dá-la por rematada.
Depois do almorço, preparado na própria
escola com alimentos de produçom
ecológica, oferecem-se-lhes trabalhos em
grupo: manualidades, actividades
artísticas, cantos, danças, expressom
corporal,...
?Participar nestas actividades é
voluntário; nom se lhes pressiona nem
estimula a participar, só se lhes informa
e elas decidem?.

O papel dos adultos

O projecto educativo de Pumarinhos
basea-se na crença de que crianças
e adultos som iguais e, portanto,
nom há lugar para a autoridade
do adulto sobre a criança. ?Achamos
que ninguém ensina nada a ninguém,
e que o adulto sabe muitas cousas
que tenhem a ver com o seu estado de
madurez, mas nom sabe as que tenhem
a ver com o estado de madurez
das crianças?.
Isto nom significa que o papel
dos adultos seja prescindível. Ao
contrário, a sua presença é muito importante.
?Nom estám aí para impor
a sua autoridade, mas para
dar-lhes às crianças seguridade e
amor?.
Para desenvolver esta tarefa,
Pléiades tem contratadas duas pessoas
cujo papel é observar activamente
os jogos das crianças, velar
pola sua seguridade e responsabilizarem-se
de que sejam respeitados os limites
fixados.
?A autoaprendizagem da criança?, explica
Rosa Graña, ?só se pode produzir
num espaço tranquilo, no que
as crianças se sintam protegidas. E
para iso necessitam perto um adulto
amoroso que lhes transmita seguridade
emocional e física?.

Criatividade
e confiança

As promotoras de Pumarinhos
nom gostam das comparaçons
entre as suas filhas e filhos e as crianças
educadas dentro do sistema
tradicional.
Porém, Rosa Graña opina que,
em geral, às crianças que
assistem a outras escolas infantis
resulta-lhes mais difícil saber quais som
as suas necessidades. ?Acho que
as crianças, com tanta intervençom
do adulto, estám muito
desconectadas das suas
necessidades reais?.
Graña também critica o facto de
cada vez diminuir mais a
idade de ingresso numha escola
infantil. ?Há correntes
pedagógicas que dizem que o melhor
que lhe pode passar a umha criança é
extrai-la da unidade familiar. Para
nós passa tudo a contrário, e de
facto pais e maes som
fundamentais na escola?.
À pergunta de como vê o
crescimento do seu filho e os seus
companheiros, Graña afirma que
som crianças com muita confiança
em elas próprias, muito imaginativas
e que desenvolvem a sua
criatividade por meio do jogo
livre e o jogo simbólico,
ferramenta que utilizam para
resolverem muitos dos conflitos.
?Além, som crianças que vivem com
muita intensidade as suas etapas
de madurez e que admitem muito
bem os limites?.

Educaçom livre
na Espanha

A legislaçom espanhola obriga a
escolarizar crianças a partir dos
seis anos. Em Pumarinhos ainda
nom tenhem esta
situaçom, mas tenhem a
perspectiva de continuar con este
espaço de educaçom livre, de
jeito similar ao que já fazem desde
há anos projectos como El
Roure, em Barcelona, ou Paideia,
em Mérida.
?Assim como nos anos 70 os
impulsores de iniciativas
baseadas na nom directividade
eram mestres ou pedagogos, na
actualidade somos as famílias as
que estamos a impulsar os
projectos; famílias que, por enquanto,
passamos por um processo
semelhante que começa por um
despertar da maternidade no que
se procura a nom intervençom e
que, afinal, desemboca na
autogestom da aprendizagem?.
Em defesa de sistemas
educativos alternativos ao
tradicional nascérom agrupaçons
como a Xarxa de Educació Lliure,
na Catalunha, ou a Asociación para
la Libre Educación, de ámbito
estatal e que defende a opçom
dos pais a educar aos seus filos e filhas na
casa, o chamado homeschooling.
Ainda que nom está reconhecido
por lei, como sucede na Inglaterra, Itália ou França, na
Espanha há um milheiro de pais e
maes que apostam por este
sistema educativo, cuja defesa
baseam no reconhecimento que fai
a constituiçom espanhola do
direito dos pais à orientaçom
pedagógica das suas filhas e filhos.
[Pode-se contactar com Pléiades
Ligando para o 605 116 146 ou no endereço
de correio electrónico
martaroal@hotmail.com]

A resoluçom dos conflitos

Umha educaçom em liberdade nom implica a ausência de limites. Isso sim,
estes devem ser claros e constantes. ?Há poucas cousas às que há
que dizer nom, e todas tenhem a ver com a seguridade física e emocional:
nom permitimos que se bata, que se insulte ou que se moleste a outro
neno na sua actividade?.
Mas sempre pode surgir algum outro conflito, ?que nom tem que ser motivo
de preocupaçom, mas umha oportunidade para resolver as etapas
evolutivas do ser humano? .Nestes casos, as mesmas crianças som as
encarregadas de resolvê-las. ?Se som respeitadas e confiam nelas próprias,
a maior parte das vezes som quem de fazê-lo. Ademais, é surpreendente
as fórmulas que atopam, cousas que aos adultos nem se nos ocorreriam?.
Porém, pode dar-se o caso de que os pequenos sejam incapaces de
resolver o conflito num primeiro momento. Entom, o adulto estará ali
para, ?dumha maneira muito amorosa e com muito respeito, recordar o
limite. Mas é o único que fai: a soluçom tenhem-na que atopar as crianças,
cujo crescimento lhes enfronta com novos problemas para os que tenhem
que procurar novas soluçons?.

Escrito ?s 12:38:51 nas castegorias: Formaçom
por maesepais   , 1353 palavras, 1015 views     Chuza!

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