FUNÇONS PSÍQUICAS DA BIOLOGIA HUMANA

07-04-11

FUNDAÇOM EDUCATIVA PESTALOZZI
BOLETIM Nº5
FUNÇONS PSÍQUICAS DA BIOLOGIA HUMANA

Depois de ter reflexionado um bocado sobre as bases biológicas que enquadram o potencial de maduraçom humana, confio que esclareçam facilmente certos fenómenos psíquicos observáveis nom só no tratamento com os filhos, mas com nós próprios.
Como Jean Piaget assinalou em ?Psicologia e Pedagogia?, a criança tem um razoamento diferente do adulto, mas as suas funçons psíquicas básicas som muito similares às nossas.
O primeiro e mais fundamental princípio do qual derivam todos os outros, é o seguinte:
O cumprimento do programa genético produz bem-estar e o seu incumprimento produz dor. Porém sempre confirmamos que umha pessoa que se sente bem, comporta-se bem, e umha pessoa que se sente mal, comporta-se mal, sempre que nom haja controles e pressons que o evitem.
Experiências inadequadas para o desenvolvimento podem ser perigosas, mas nom sempre evitáveis num mundo dinámico. Na evoluçom das espécies observamos muitas estratégias de proteger à vida tenra que nas espécies superiores resultam depois num instinto poderoso das maes de defenderem as suas crias contra perigos.
A natureza, sabendo que a vida inclui perigos, proveu umha protecçom para os momentos difíceis: umha experiência inadequada é imediatamente bloqueada na parte do cérebro que a regista para assim proteger as outras zonas cerebrais, sobretodo as que som especialmente vulneráveis por estar em processo de desenvolvimento. Os mesmos neurones trabalham com este princípio; as boas novas (quer dizer experiências de acordo ao programa genético) comunicam-se fluidamente; as más novas no entanto som resguardadas.
Estes bloqueios requirem de energias, como o sistema de defesa dum estado ocupa umha porçom do orçamento nacional. A tendência do corpo é de libertar-se destes bloqueios quando as circunstáncias o permitam. E a via natural é fazê-lo por meio do pranto e do riso que abaneam o corpo. O pranto nom deve de ser um choromiqueio, mas profundo, abundante em báguas que lavam as toxinas e as tiram do corpo, um pranto que liberta o corpo das tensons causadas polos bloqueios.
Num ?poço de dor? interno guardam-se as dores acumuladas de toda a vida. Ali som controladas até a sua ?libertaçom? polo pranto ou o riso. Porém ninguém chora só polas afliçons obvias do presente, mas sempre por todas as dores ?nom choradas? da vida. Se na vida dum indivíduo se acumulam as experiências nom adequadas, vai-se enchendo o poço de dor. E se as circunstáncias nom permitem um desafogo que fai a ?limpeza?, o organismo enche-se de tensons. Entom o corpo acostuma-se a produzir regularmente drogas endógenas que originalmente som reservadas para situaçons especiais que conlevam muito perigo ou dor. Até o momento descubriram-se arredor de 40 destas drogas endógenas que tenhem as mesmas características que os sedantes e estimulantes conhecidos, incluindo o álcool e o ópio. Assim, nas condiçons modernas da vida, os corpos das crianças acostumam-se cada vez mais à autoproduçom e consumo de drogas. Quando a crianças e moços que vivem neste estado chega a oferta de drogas comerciais, já nom as sentem como toxinas que te tornam doente, mas como um alívio. O que o corpo tinha que fabricar durante anos, agora é-lhe oferecido desde fora!
A natureza prevê sempre saídas se o seu plano de vida óptima nom se cumprir. O plano nº1 é a interacçom plena com o meio de acordo às leis internas de desenvolvimento. O plano nº2 desintoxicar o corpo de todas as experiências nom adequadas. O pranto e o riso permitem o alívio de tensons e a tomada de consciência espontánea da situaçom conduz à procura de novas soluçons aos problemas. Se estes dous planos falham, o corpo procura mecanismos de alívio momentáneo de tensons, ainda sem os benefícios do plano nº2, quer dizer, da ?limpeza do poço de dores? e da tomada de consciência.
Nas crianças estes mecanismos de alívio momentáneo seriam por exemplo as birras, a agressividade, hiperactividade, os tics e em casos mais graves comportamentos compulsivos, masturbaçom e até convulsons de carácter epiléptico. Nos adultos os fenómenos de alívio de tensons adquirem novos matizes. Mas as sobrecargas de energias por tensom interna nom sempre se manifestam em forma claramente problemática. Quando elas estimular certos centros, podem produzir umha actividade cerebral ?genial? e socialmente muito cotizada, por exemplo no campo da matemática. Estes fenómenos de genialidade isolados de processos de maduraçom completa som porém acompanhados de diferentes desequilíbrios afectivos, sensoriais, motrizes ou da saúde.
Num boletim anterior falamos da capacidade da célula original de eleger estímulos e olhamos nela a interacçom inteligente com o mundo.
O egocentrismo quase absoluto da criança recém-nascida está em funçom do mesmo princípio de ?deixar entrar só o mínimo necessário? para defender o seu equilíbrio interno. O egocentrismo vai diminuindo aos poucos na medida que a criança se abre ao mundo de acordo às suas ?épocas sensitivas? (Montessori) Nelas interessa-se intensamente em certas actividades e deixa a umha beira o que nom corresponder ao seu ?programa interno?, ainda mais, do que lhe interessa deixa passar só o que puder ser assimilado polas suas estruturas internas. Este sistema de ?comportas? e a resultante transformaçom do mundo atopamo-lo amplamente descrito na obra de Piaget.
Onde as circunstáncias nom permitem esta selecçom e as experiências nom podem ser assimiladas fluidamente, entra em vigência outra funçom protectora, o armazenamento. As experiências ?guardam-se em adega? até que o organismo poda brigar com elas e as circunstáncias permitam actuar sobre elas. Este processo dá-se na infáncia, por excelência, no jogo representativo, que pola sua importáncia será tratado noutro tema à parte.
Há um outro princípio dos processos naturais de maduraçom no que o desenvolvimento vai do concreto ao abstracto. Daí o fenómeno do desafasamento entre a ?inteligência activa? que permite a soluçom prática dos problemas, e o desenvolvimento da abstracçom, quer dizer, da capacidade de resolver os problemas mentalmente. Por esta razom as crianças tenhem que mover-se e falar para realizar actividades inteligentes.
Mais profundo torna o problema quando nos achegamos à funçom básica da vontade, quer dizer, ao acto essencialmente humano da tomada de decisons que compaginem e harmonizem necessidades individuais com realidades externas. O processo interno que permite a tomada de decisom é muito delicado e basea-se numha comunicaçom directa entre o coraçom e o cérebro. Cada interferência neste processo, for brusca for subtil, tem consequências que a longo prazo ponhem em perigo a maduraçom equilibrada do adulto.
Como temos visto, egocentrismo, comportas e armazenagem som funçons normais do organismo e em benefício do seu crescimento e estruturaçom equilibrados. Em ambientes difíceis, no entanto, sobem os umbrais que regulam a entrada de estímulos. Os sentidos já nom respondem a estímulos suaves, normais na natureza, e requirem de estímulos cada vez mais fortes. Com isto prolonga-se o egocentrismo e a transformaçom de realidades. A comunicaçom dificulta-se e ao tempo surge um novo fenómeno, o temido aborrecimento.
Em ausência de estímulos fortes e pressons exteriores que se convertérom no substituto da interacçom autónoma e equilibrada com o meio, a pessoa vive prisioneira por tras dos seus ?valados de protecçom? (um dado interessante de invetigaçom recente: o aborrecimento é causa de cancro)
Nas circunstáncias modernas o criar ambientes adequados para as crianças (e adultos) deve de ser umha prioridade urgente para as pessoas conscientes da nossa tarefa: criar umha geraçom ?normal?, permitir que as nossas crianças medrem fisicamente sás, com os seus sentidos abertos, sendo quem de unir o seu sentimento e pensamento em acçons inteligentes.
RW

Escrito ?s 19:27:12 nas castegorias: Formaçom
por maesepais   , 1228 palavras, 575 views     Chuza!

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