DA DESINTEGRAÇOM À COLETIVIDADE ORGANIZADA. UMHA RELEITURA DO "POEMA PEDAGÓGICO"

30-05-12

Galizalivre/ Da cadeia de Aranjuez chega-nos o seguinte trabalho de Antom Santos, militante arredista e redator deste meio que permanece em prisom preventiva sem ser julgado, e dispersado a centos de quilómetros da sua morada. A achega teórica é umha reflexom por volta do Poema Pedagógico de Anton Makarenko.


Da desintegraçom à colectividade organizada. Umha releitura do “Poema pedagógico”

Antom Santos


“- Sabe você umha cousa? E se estivéssemos a cometer um terrível erro? Nom existe nenhuma colectividade, compreende você? Nenhuma colectividade e, porém, nós nom fazemos maia que falar dela. E se nom fixéssemos mais que hipnotizar-nos com a nossa própria ficçom da colectividade? (…)

- Ekaterina Grigóvicna, o seu estado de ánimo é o laio corrente que corresponde a um intelectual amolecido, como há tantos. Nada se pode deduzir do seu estado de ánimo, que é casual (…) O maximalismo injustificado, o capricho e a cobiça devenhem sempre em saloucos em atitudes de desespero: ou todo, ou nada: vulgar filosofia epiléptica.

Eu mesmo dizia todo isso abafado talvez nos meu espírito pola mesma molice intelectual. Em ocasiões, também à minha mente acodiam ideias anémicas.”

Anton Semyonovich Makarenko, Poema pedagógico

Decorrêrom 80 anos desde que Poema pedagógico saiu do prelo, e mais de 90 desde que A.S.Makarenko, o autor da obra, pujo em andamento a ambiciosa experiência educativa e vital que motivou o livro: a “Colónia Máximo Gorki”, um centro de acolhida de rapazes procedentes da delinquênica e do submundo do lumpem em Ucraína. A vontade de regenerá-los e implicá-los no nascente socialismo guia Makarenko, um professor de história e militante bolchevique que vira voluntariamente um pedagogo. Desde os primeiros intres assistimos a umha batalha fera entre o máximo idealismo e a máxima degradaçom; umha batalha contra os poços mais fundos da alma humana, mas também contra parte da burocracia educativa soviética e até contra as próprias impotências do promotor da iniciativa. Umha experiência tam rica e complexa plasmou-se em quinhentas páginas belamente escritas, que ainda hoje suscitam perguntas mui vivas entre os interessados com a emancipaçom.

Enfiamos um repasso ao livro e algumhas das suas questons candentes, para cada quem procurar as suas próprias respostas.


A distáncia dos clássicos

A vertiginosa mudança da paisagem –política, social e até física- das últimas décadas levou-nos a satisfazer as nossas inquedanças teóricas com as achegas mais recentes, e noutras ocasiões bebendo das correntes mais heterodoxas e esquecidas do campo revolucionário. A intençom é boa e saudável, sempre que nom nos coloquemos umhas empobrecedoras orelheiras que nos arredem dos clássicos polo simples feito de sê-lo. Clássicos, lembremos, nom som aquelas obras que estabelecem um cánone irrebatível que estamos condenados a seguir; mais bem som essas contribuições às que, pola sua força, estamos abocados a aludir sempre: for por confirmar as suas teses, for para rebatê-las de cheio, for para matizá-las.

Dito isto, nom é mui preciso salientar a distáncia que, em qualquer sentido que observemos, nos arreda da Ucraína revolucionária dos anos 20. Alô, tam ao longe, um país assaltado por terríveis penúrias materiais, desangrado pola guerra civil, e ainda contodo, acendido pola energia do jovem socialismo e dúzias de propostas utópicas; aquí, entre nós, um capitalismo tecnológico, umha sociedade de consumo atuada pola crise, e umha consciência generalizada de decadência que por agora nom acorda grandes respostas colectivas (as honrosas excepções, que as há, nom precisam ser mentadas numha publicaçom como esta).

Prescindamos daquela de qualquer analogia forçada. Imos procurar a riqueza da obra em outra focagem, alumando o que ela tiver de alcanço universal: poderíamos debruçar sobre o Poema pedagógico atendendo às lições das origens do sociliamo soviético e os seus retos; poderíamos também recuncar no inacabável debate sobre os dilemas éticos suscitado polas revoluções, onde a máxima generosidade humana pode conviver com a perseguiçom mais atroz do inimigo político, que bem pode ser um companheiro (sabido é que Máximo Gorki, o escritor que dá nome à colónia juvenil, foi umha das vítimas de Estaline na década de 30); ou ainda, como fixérom vários pedagogos ao longo do século XX, seria possível ponderarmos o valor educativo de Makarenko, e pô-lo em relaçom com as necessidades dum ensino actual. Nós imos escolher umha focagem mais modeste, mas também vencelhada às inquedanças fortes da nossa terra e do nosso tempo: é possível transformar umha colectividade humana esfarelada, embrutecida e consumida pola necessidade numha comunidade consciente, livre e forte? Nom pode haver tema universal de maior actualidade. Poucos duvidam hoje que nom mundo opulento de hoje reina um certo tipo de “guerra civil molecular” (Enzensberger); dificuldades crescentes de entendimento e formas mui sofisticadas –mediadas pola tecnologia e a fome de cousas- da degradaçom da convivencialidade Humana. Que este analfabetismo para a vida colectiva o protagonizem gentes com “necessidades básicas cobertas, e até mesmo com noções elevadas de educaçom e cultura académica, nom o fai menos dramático. Encatemos esta questom a partir das experiências daqueles velhos comunistas.


Os começos na barbárie

A história inicia-se em março de 1921 numha zona rural da Ucraína. Makarenko, um bolchevique natural desse país, recebe a permissom governativa pra artelhar um novo projecto pedagógico: acolherá mais dum centro de delinquentes conflitivos procedentes de famílias descompostas, muitos orfãos, e criados no roubo e no crime. O militante chega carregado dumha sólida bagagem teórica (como todo revolucionário que se preze), mas estes esborralham ante os primeiros desafios quotidianos. A pedagogia bolchevique, fidel às suas origens iluministas, alimentava-se das ideias de Rousseau: existe umha natureza humana impoluta e nom corrupta, presente no meninho, que apenas teria que abrolhar sem os corseletes da vicilizaçom; assi nasceria o indivíduo. E se tal natureza virgem fosse umha ficçom? E se, ainda existindo, fosse barrida nos primeiros anos por um ambiente sórdido e tóxico? Makarenko nom topa nos moços um excesso de civilizaçom, senom precisamente, a sua total ausência. Aqueles atributos próprios das massas, em contraposiçom às classes, com as suas solidariedades e tradições: falta de planos vitais definidos, agressom como norma, insensibilidade e embotamento: “os mais eram sémi-analfabetos ou analfabetos totais. Quese todos eles estavam afeitos ao lixo e aos piolhos, e fora formando-se neles umha atitude permanente, entre ofensiva e ameaçadora, do heroísmo primitivo”.

Assi os retrata A.S.Makarenko, apavorado polo desconhecimento dos mais elementais valores solidários:

Consternava-nos nomeadamente o seu contínuo afã de rifarem, a terrível fraqueza dos seus vencelhos colectivos, que rachavam a cada intre e por qualquer contrariedade (…) Ainda que bem deles procediam de classes sociais hostis, nengum tinha a sensaçom de pertencer a umha ou outra classe.

Os começos da valente empresa podem-se intuir sem dificuldades a partir destas pinceladas: o desleixamento pessoal acompanha-se da passividade e preguiça, e as ordens dos educadores respostam-se com desacato ou ameaças de violência. O governo soviético pouco mais podia oferecer que um prédio modesto e umha alimentaçom insuficiente. Mas as carências materiais, de partida, nom alimentavam os propósitos cooperativos, senom as liortas internas e a pilhagem. As circunstáncias intimidariam o mais afouto; à olhada occidental de hoje pareceriam umha colecçom de horrores. Porém, em ocasiões contadas, a penúria material fai acordar os recursos do espírito. Umha abnegaçom colossal consegue erguer Makarenko e os outros responsáveis da colónia, rebolindo baixo umha máscara de insensibilidade e dureza nom desistem da esperança: “em cada jornada da minha vida, na altura, havia obrigatoriamente fe, ledice e desespero”, confessa o bolchevique. “Existiam unicamente duas cousas à nossa volta: a firme resoluçom de nom abandonarmos a causa, de levá-la até o final, mesmo que o final fosse triste. E existis, aliás, esse viver contínuo entre nós, na colónia e na contorna.”


Avanço e desespero

Quando algumha literatura revolucionária passa de pontas em pés sobre a condiçom espiritual do militante, e sobre os labirintos da vida em sociedade, nom só fai um escaso contributo político: também nom fai justiça à verdadeira agonia interna, com misérias e grandezas, que condiciona os seus protagonistas. Um dos méritos senlheiros do Poema pedagógico é a transmisom –em primeira pessoa- dum estoicismo real, porque está cheio de matizes, apreciações e dúvidas. Makarenko e os seus companheiros atravessam as páginas do livro consagradas a enormes esforços, mas a um tempo, pelejando atreu contra o seu próprio desespero e as vacilações –a cada qual mais profunda- que lhe impõe a empresa:

Talvez estivéssemos simplesmente fatigados: desde o nascimento da colónia, nenhum tivera nunca férias. Mas os próprios educadores nom atribuíam a cousa ao cansanço (…) Reaparecêrom as velhas conversas encol da inutilidade do nosso trabalho, da impossibilidade de darmos um ensino socialista a “semelhantes” rapazes, de aquilo ser um vão esbanjamento de energias físicas e espirituais (…) Eu ria-me com menos frequência e nem sequer a viva ledice interior tinha já forças pra atenuar visivelmente a severidade externa que, como umha máscara, gravaram na minha face os acontecimentos e o ambiente…

O projecto funda o seu propósito regenerador no trabalho manual e no ensino letrado, ambos executados com umha disciplina de ferro que vai polindo aos poucos aqueles rapazes mais enérgicos, sensíveis e com certa abertura às inquedanças políticas. O avanço educativo, que se impõe com resultados notáveis, nunca chega porém em progressom lineal pra conquistar de vez a vida da colónia. Antes disso, trata-se dumha pugna inacabável entre a consciência adquirida e o abandono de si, entre a crença na melhora e a rendiçom às circunstáncias. Tras meses de trabalho, o colectivo já é umha pequena célula social que fai os seus primeiros exercícios agronómicos, produz o seu próprio pão, e negocia –sempre com tensões- com os labregos proprietários da comarca; celebra discussões políticas e fai reinar um ambiente de mínimo respeito e cortessia, base de qualquer empenho comum. Ainda, é sabido que o bem e o mal vivem sempre entretecidos, por vezes mesmo confusos no próprio coraçom das pessoas e dos grupos. Os passos para a frente, custosos e normalmente vagarosos, som amiúde interrumpidos por retrocessos catastróficos e rápidos: o idealismo colectivista tem que bater com a falta de resultados agrícolas, favorecidos pola má relaçom com a vizinhança campesina; em outras ocasiões, a burocracia educativa (que Makarenko caricaturiza como “Olimpo Pedagógico”) interfere no labor com ideais impolutos dos livros (e só dos livros); tampouco a chegada de novos rapazes ajuda à regeneraçom, pois a força dos costumes disolventes trazidos do caos social de entom empapa com certa facilidade a colónias e desbarata muitas atitudes adquiridas. Por perturbar, até as leas amorosas perturbam oa planos do rejo Makarenko, que vê desesperado como os namoramentos e os romances absorvem até o mais avançado e intruduzem umha inestabilidade incontrolável nos assuntos colectivos (ainda que hoje nos faga graça o desespero do professor, entre puritano e resignado, nom é mui frequente em obras revolucionárias a atençom aos efeitos das paixões, sendo tam determinantes na vida de todo colectivo).

Esta tensom entre avanço e retrocesso, este choque entre a estagnaçom e o pulo de melhora, tem lugar em situações confusas e a todos nos resulta familiar. Damos de novo a palabra ao autor, que recria o panorama com a clareza que lhe é própria:

Nom podo explicar agora como se compaginavam logicamente tais fenómenos, mas compaginavam-se. O dia corrente da colónia era também entom um dia magnífico cheio de trabalho, de confiança, de humano sentimento de camaradagem. Sempre havia risos, brincadeiras, entusiasmo, eum ambiente geral são e animoso. Mas nom transcorria sequer umha semana sem que qualquer estória absurda nos deitasse nalgum abismo profundo, nalgumha cadeia de acontecimentos tam pavorosa que quase perdíamos a noçom normal das cousas e transformavamo-nos em seres doentes, que viam o mundo através dos nervos excitados.


O motor da esperança e o militarismo polémico

O desenvolvimento do projecto vinha conformar algum dos assertos afamados de Marx, cousa da que o militante ucraíno, siareiro confesso da interpretaçom mais canónica, certamente se orgulharia: “o educador precisa ao mesmo tempo ser educado”, dixera (nom literalmente) o teórico, que ademais definira o comunismo como “o movimento real que abole as condições existentes”. Velaí a essência do processo: o que transforma um professor bolchevique num consumado conhecedor da alma humana, a um grupo de adolescentes individualistas num colectivo laborioso e consciente que subsiste na propriedade comum. Numha década, a “Colónia Máximo Gorki” já se autofinancia, produz alimentos, arranja maquinária, cenifica obras de teatro ou envia antigos rapazes insociáveis ao ensino superior.

Mas as contradições, como se pode supor, seguem vivas. Na década de 30 S Semyonovich tem ao seu cargo centos de moçotes e inspira estabelecimentos anexos à instalaçom primigénia. É neste momento quando as autoridades forçam a sua decomissom. O clima intelectual e político do estalinismo nom propiciam umha reflexom demasiado delongada do Makarenko sobre a questom, mas sim plasma no livro com nitidez a sua própria posiçom na controvérsia. Na realidade, culminaram assi as persistentes dissensões com o “Olimpo Pedagógico”, e que manifestam esse choque tam frequente entre planificadores e executantes, expertos letrados e homens de acçom. O pretexto do cessamento som os “métodos militares” do ucraíno, que se valia da organizaçom em destacamentos inspirados na guerrilha comunista de inícios dos anos 20, e dela tomava mesmo símbolos e terminologia. A controvérsia nom rematava neste ponto, e agochava questões mais fundas que agitárom historicamente o mundo socialista: o peso da economia dentro da colectividade, ou o fomento dumha concorrência medida e regulada. Makarenko era firme partidário de certos incentivos monetários para premiar a virtude, e entendia que umha certa competiçom saudável entre indivíduos alimentava a esperança de melhora, todo um motor que evitava o estancamento e a preguiça. Com a olhada de hoje, nom devêssemos dizer que nos assuste o primeiro motivo da polémica, a disciplina abnegada que reinava na colónia pedagógica: avondo fôrom denigrados os rigores da organizaçom e o estoicismo, nestes tempos indolentes, para justificar todo tipo de irresponsabilidades e compromissos brandos, e nom seria mui atinado soterrarmos um dos melhores patrimónios de gerações revolucionárias de verdade. No tocante ao segundo dos debates –sobre a coordenaçom entre as apetências individuais e os interesses colectivos- imos ser mais cautos. É umha problemática que atravessou todas as experiências socialistas, e sobarda com muito o que se puder dizer num pequeno artigo como este.

Com a vantagem que nos dá quase um século de distáncia, sim nos inquietam porém outras posições que passárom inadvertidas à burocracia soviética. Em Poema Pedagógico, estas questões aparecem discretas e veladas, porque a sua enunciaçom segura pertencia ao conjunto de ideias fixas e irrebatíveis do seu tempo. Referimo-nos ao progressismo a ultrança que condiciona, a pesar de toda a riqueza humana e finura psicológica do autor, a observaçom das pessoas, as máquinas ou a própria natureza. O ucraíno chega a comparar a melhora dos seus educandos com o processo de perfeiçoamento da tecnologia industrial, numha particular batalha qu eo leva a denunciar todo o que nom quadre com formulações científicas como simples “curandeirismo”; é a mesma lógica que o conduz a desprezar o comportamento labrego, associado com a raposeiria, o egoísmo e a parvoice das crenças religiosas (e que lembra muito ao distanciamento, na altura, da esquerda com o mundo rural da nossa Terra).


Um Prometeu humilde?

Desde Marx, a esquerda escolheu Prometeu como emblema: o herói grego que se atreveu a roubar o fogo dos deuses, representaçom da humanidade que sobarda os constrangimentos impostos pra ganhar a liberdade e a luz. Também o progressismo capitalista agita esta figura, bem que noutro senso diferente: como encarnaçom da ausência de limites, da mudança permanente, e da ambiçom final de superar –através da tecnologia e o mercado universal- a própria condiçom humana, que arrasta totalmente o território, o tempo e a mortalidade.

Em várias ocasiões na história, também a esquerda estivo tentada de saltar dumha tradiçom a outra, ou de conciliar as duas, como nessas utopias negativas, ou distopias, que recriárom vários literatos. Poema pedagógico pertence à primeira das tradições. Porque de heroica e idealista temos que qualificar a transformaçom dum fato de moços desauciados, refugalhos da humanidade paridos pola guerra e a miséria, num grupo de pessoas dignas, formadas e politicamente conscienciadas. Façanha que se agranda ao considerarmos que isto se acadou pelejando com o frio, a fome e o desánimo que atenaça nos momentos mais inoportunos.

Quando Makarenko comprova a fragilidade das conquistas colectivas, os efeitos da malícia ou a preguiça, ou a provisionalidade da emancipaçom, comporta-se como um sábio, um Prometeu humilde e comedido; no seu desespero, até arromba por momentos a potência doutrinária e refúgia-se na soidade dos boscos pra se livrar do embotamento:

Ainda que vivíamos no bosco, eu quase nom tivera tempo nunca de mergulhar na sua espesura. Os assuntos humanos amarravam-me à mesa, aos bancos, aos alpendres e aos dormitórios. O silêncio e a pureza do pinheiral, o ar saturado de cheiro a resina, eram atraintes. Queria nom sair de alô e transformar-me noutra árvore esbelta, sábia e arrecendente, e ficar nessa companhia tam delicada sob o céu azul.

Porém, ao observar fachendoso a decadência progressiva e irreversível do velho mundo; quando contrapõe a superioridade do homem à natureza submetida, e equipara a formaçom humana a um processo estandarizado e sadizado próprio do maquinismo, Semyonovich já pisa o terreno esvaradiço do segundo Prometeu, o que se irrita contra os limites e abraça a desmesura.

É possível um Prometeu humilde? Esta é umha das perguntas que no século XXI se fai o arredismo, como toda a esquerda, e a fondura de livros como o Poema pedagógico se quadra ajuda a respondê-lo.

Aranjuez, 22/04/12

Anton Semyonovich Makarenko foi um pedagogo ucraniano que durante a Revoluçom Bolchevique se ocupou de menores abandonados, que moravam nas ruas e sobreviviam através do crime. Entre 1920 e 1928 dirigiu a colónia Gorki, inspirando-se nas suas ideias e nas de Lenine para atender no rural crianças e jovens órfaos procedentes da marginalidade. A obra que melhor espelha as suas experiências é o Poema Pedagógico, traduzido à nossa língua pola Editora 34, de São Paulo. (Nota do galizalivre.org)

Escrito às 11:10:06 nas castegorias: Formaçom
por agarimar Email , 2949 palavras, 1179 leituras   Portuguese (PT)   Chuza!

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