NOVO GRUPO DE APOIO À LACTAÇOM EM OURENSE

05-02-11

Hoje, sábado dia 5 de fevereiro, às 18h00, apresenta-se o grupo de apoio à lactaçom e criança respeitosa Teta Lareta num acto público no Ateneu de Ourense, no edifício do Hotel Sam Martim (no Parque de Sam Lázaro). No acto, "A importáncia do aleitamento materno e do apoio dos grupos de lactaçom", falará Sílvia Pinha (integrante de Teta Lareta e Agarimar), Irene Garzón (comadrona e integrante de Teta Lareta) e Patricia López-Izquierdo (presidenta de Fedegalma e integrante de Bico de Leite, em Lugo)
O acto está dirigido nom só a futuras maes, mulheres grávidas e maes em periodo de lactaçom, mas também às suas famílias, a pessoal sanitário e a todas aquelas pessoas interessadas em promover e facilitar a cultura do aleitamento na nossa sociedade.
O novo grupo realizará encontros semanais abertos todas as quartas-feiras desde as 18h00 no Ateneu de Ourense.
Para resolver qualquer dúvida podedes contactar ali todas as quartas ou em tetalareta@gmail.com, e também no 988244551 (Sílvia)

Escrito ?s 17:07:52 nas castegorias: Iniciativas
por maesepais   , 158 palavras, 406 views     Chuza!
PROJECÇOM, DEBATE E EXPOSIÇOM DE COMPLEMENTOS PARA BEBÉS EM VIGO

03-02-11

Nesta sexta-feira dia 4 de fevereiro transcorrerám na Cova dos Ratos (Rua Romil, 3) novas actividades das jornadas de informaçom e apoio dos grupos de lactaçom. A partir das 19h00 a projecçom do documentário "Restaurar o paradigma original" dará passo a um debate sobre a nutriçom das maes guiado por Deleite. Além disto, haverá também umha exposiçom e informaçom de complementos para bebés facilitados pola tenda A Rainha Verde.

Escrito ?s 01:17:16 nas castegorias: Atividades
por maesepais   , 67 palavras, 490 views     Chuza!
DEBATE SOBRE A CRIANÇA EM FERROL

31-01-11

Dentro da celebraçom do ciclo da mulher que está a desenvolver o colectivo cordenada zero, na próxima sexta-feira dia 4 de fevereiro encerrará o ciclo um debate sobre a criança ao que estám convidadas Marta Garcia, vice-presidenta da ALE e representantes de Pumarinhos. O acto terá lugar no centro cultural Torrente Ballester por volta das 19h30.

Escrito ?s 14:17:15 nas castegorias: Atividades
por maesepais   , 55 palavras, 522 views     Chuza!
PEDAGOGIA DO OPRIMIDO

28-01-11


Marcos Lopes

PEDAGOGIA DO OPRIMIDO*

Pedagogia do oprimido é provavelmente a obra mais conhecida de Paulo Freire, um texto que vem inspirando geraçons de educadoras e educadores desde a sua publicaçom em 1970, fruto das suas experiências como educador no Brasil e, posteriormente, Bolívia e Chile, onde se exilou logo do golpe militar no seu país, em 1964.

Umha obra, adverte-te Freire na sua primeira parte, justificativa da mesma, para radicais. Contributo para a luita pola libertaçom dos e das oprimidos, umha pedagogia "forjada com eles e para eles", para vencer o temor à liberdade.

Em palavras de Marx recolhidas por Freire, "Há que fazer a opressom real todavia mais opressiva, acrescentando àquela a consciência da opressom, fazendo a infámia ainda mais infamante, ao pregoá-la".

Nessa primeira parte, Freire achega-se à psicologia da opressom. Afirma que a pessoa oprimida "hospeda" o opressor e "enquanto nom chegam a localizar o opressor concretamente, [...] assumem atitudes fatalistas em face da situaçom concreta de opressom em que estám". "Este fatalismo, às vezes, dá impressom, em análises superficiais, de docilidade, como caráter nacional, o que é um engano. Este fatalismo, alongado em docilidade, é fruto de umha situaçom histórica e sociológica e nom um traço essencial da forma de ser do povo". Quarenta anos depois, e a 7000 quilómetros de distáncia, na Galiza, esta afirmaçom continua plena de atualidade.

A atraçom polo opressor, a alienaçom, em especial as suas manifestaçons na classe média, ou a autodesvalia, som alguns outros dos conceitos ligados à problemática da opressom dos que o autor dá conta. A sua descriçom da autodesvalia, dessa introjeçom da visom que dos oprimidos tenhem os opressores, lembra a gráfica metáfora de Galeano sobre este fenómeno: "O cervo que olha para si com os olhos do lobo".

Esse fatalismo, essa autodesvalia, dous por um, há nom muito que os vivim numha conversa com umha comerciante do meu bairro. Ainda arengava a imprensa regional o discurso de Galicia Bilingüe sobre o Decreto do galego no ensino quando me dixo, falando sobre a emigraçom: "afinal, há que emigrar, que aqui nom há trabalho, por isso nom entendo isso do galego na escola. Se fora nom serve para nada!...". Cem certeza, em perfeito galego do Vale do Duvra. Com certeza, com umha filha emigrada.

De nos libertarmos desse lobo é que fala este livro. Só quando a pessoa oprimida descobre o opressor e se começa a organizar para vencê-lo, é que começa a crer em si mesma, diz Freire. É nesse descobrimento onde joga o seu papel a pedagogia do oprimido.

Dizia Simone de Beauvior que o que pretendem os opressores "é transformar a mentalidade dos oprimidos e nom a situaçom que os oprime", indoutriná-los, de maneira que se acomodem ao mundo da opressom. "Enchê-los", segundo o que Freire denomina "educaçom bancária", na qual o educador -sujeito, narrador- "deposita" no alunado -objetos pacientes, ouvintes- o saber.

Freire aborda a análise desta conceçom educativa, a "bancária", na segunda parte do seu ensaio. Na terceira, "A dialogicidade, essência da educaçom como prática da liberdade", contrapom a este modelo a sua proposta: a pedagogia problematizadora. Trata-se de evidenciar conflitos cognitivos que contraponham a realidade com os mitos do opressor. "Os indivíduos deixam de perceber a sua realidade objetiva como um beco sem saída para ver o que realmente é: um desafio ao qual a humanidade tem de responder". A partir daí, se calhar na parte mais árida do livro, Freire desenvolve os aspetos teóricos da sua proposta pedagógica.

Essencialmente dialógica, a sua pedagogia tem por imperativo elaborar o seu programa em diálogo com o povo. Este imperativo também o traslada à liderança revolucionária: "A verdadeira revoluçom, cedo ou tarde, tem de inaugurar um diálogo corajoso com as massas". E em contraposiçom ao poder burguês "A liderança revolucionária [...] nom pode absolutizar a ignoráncia das massas. Nom pode crer nesse mito. Nom tem sequer o direito de duvidar, por um momento, de que isto é mito". Essa necessidade de diálogo é umha constante no ensaio, e contrapom-se à "necessidade de conquista" do opressor.

É na última parte do livro, a mais interessante a meu ver, onde Freire aborda a análise da açom antidialógica. Nessa necessidade de conquista, o opressor adota diferentes métodos: dos mais duros aos mais subtis, dos mais repressivos aos mais adocicados, como o paternalismo. Convém nom esquecê-lo: "Os conteúdos e os métodos de conquista variam historicamente, o que nom varia, enquanto houver elite dominadora, é esta ánsia necrófila de oprimir".

Entre as ferramentas das que se serve o opressor para manter o status quo, Freire destaca os mitos elaborados pola sua ideologia. Alguns deles surpreendem pola sua vigéncia:

"O mito de que a ordem opressora é umha ordem de liberdade"

"O mito de que todos som livres de trabalhar onde queiram. Se nom lhes agrada o patrom, podem deixá-lo e procurar outro emprego"

"O mito de que todos, bastando nom ser preguiçosos, podem chegar a ser empresários"

"O mito da propriedade privada, como fundamento do desenvolvimento da pessoa"

"O mito da inferioridade ontológica dos oprimidos e da superioridade dos opressores"

e por suposto "O mito da igualdade de classe"

Além destes mitos transversais, três frentes, segundo Freire, som as que distingue a teoria antidialógica para perpetuar a opressom: a divisom, a manipulaçom e a invasom cultural. Divisom, porque a unidade das classes oprimidas ameaça a hegemonia da opressora. Manipulaçom, porque quando é impossível travar a indignaçom das e dos oprimidos, fai-se necessário reconduzir esse ódio face atividades mas ou menos inócuas ou mesmo contrárias ao interesse das classes oprimidas. Ocorrem-me, no atual contexto de crise sistémica, muitos exemplos destes dous fenómenos. Nom há muito, os meios espanhóis apoiárom unanimemente a militarizaçom dum conflito laboral (o dos e das controladoras aéreos) por parte dum governo que se diz socialista. Ocultárom para isso dados importantes como o de que os serviços mínimos exigidos para a realizaçom dumha greve faziam impossível a visualizaçom desta. O mal-estar pola crise ganhou um objetivo: os controladores, privilegiados, que se negavam a cobrar menos para evitar a ruína da tesouraria pública. Até o ponto dos afetados e afetadas polo protesto aplaudirem a chegada do exército, em muitos aeroportos do estado. Nos meios, nem palavra das ajudas multimilionárias que poucos messes antes o governo dera aos bancos, para os salvar da quebra, a custo cero. E o melhor, o caminho achaiado para a privatizaçom de Aena.

E da invasom cultural que dizer, se somos especialistas. Só umha cita: "Umha condiçom básica ao êxito da invasom cultural é o conhecimento por parte dos invadidos da sua inferioridade intrínseca". E um antídoto: "a organizaçom criticamente consciente. A 'problematizaçom' da realidade nacional e da própria manipulaçom".

Neste sentido, já leva tempo ouvindo-se falar da necessidade da criaçom de escolas em galego por iniciativa de maes e pais. Algumhas propostas tenhem aparecido nos meios, nom ainda mui desenvolvidas. Se calhar, cumpre-lhes umha reflexom sobre, se além da questom da língua, se deve incorporar às mesmas parámetros pedagógicos que difiram da educaçom convencional. Questons de género, sociais, nacionais, que preparem o alunado para compreender o mundo fora da escola, nom para adaptá-lo a ele. Armas para fugir da alienaçom.

Diz a crítica de cinema dalguns filmes que "levam mui bem o passo do tempo". Acho que essa foi a sensaçom que tivem enquanto lia o livro. Longe de ficar obsoletas, muitas das propostas de Freire continuam vigentes, quatro décadas depois. Muitas das luitas permanecem, e nelas estamos, quigermos ou nom.

*Publicado no Diário Liberdade em 23/01/11.

Escrito ?s 14:01:08 nas castegorias: Formaçom
por maesepais   , 1239 palavras, 1069 views     Chuza!
JORNADAS DE INFORMAÇOM E APOIO EM VIGO

26-01-11

Escrito ?s 21:49:51 nas castegorias: Atividades
por maesepais   , 0 palavras, 434 views     Chuza!
ACHEGAMOS IMAGENS DA JORNADA DE CONTA-CONTOS

25-01-11

Na sexta-feira 21 de janeiro transcorreu no Espaço para a criança Folhas Novas - Agarimar de Vigo umha jornada de conta-contos da mao de Anxo Moure:

Escrito ?s 08:26:05 nas castegorias: Iniciativas
por maesepais   , 24 palavras, 366 views     Chuza!
PORTAS ABERTAS EM PUMARINHOS

21-01-11

Este sábado dia 22 a partir das 11h00 o espaço Pumarinhos situado no Caminho de Pumarinhos de Bembrive (Vigo) abre as suas portas para quem quiger conhecê-lo. Pumarinhos é um espaço educativo para crianças a partir dos três anos, baseado na liberdade, a aceitaçom incondicional, a autonomia e o respeito polo desenvolvimento do próprio ritmo de aprendizagem de cada criança.

Escrito ?s 05:40:24 nas castegorias: Atividades
por maesepais   , 59 palavras, 377 views     Chuza!
CICLO DA MULHER EM FERROL

21-01-11

Organizado por coordenada zero transcorrerá no Centro Cultural Torrente Ballester da Rua Concepción Arenal os dias 21 e 28 de janeiro e 4 de fevereiro.

Escrito ?s 05:26:48 nas castegorias: Atividades
por maesepais   , 22 palavras, 273 views     Chuza!
CONTA-CONTOS EM VIGO

18-01-11

Será na próxima sexta-feira dia 21 às 18h00 no Espaço para a criança Folhas Novas - Agarimar (Rua Real, 12) onde Anxo Moure com a personagem de Tio Teixo, o atrapador de contos falará sobre os bosques.

A editora de contosolidários "2 TEIXOS" distribui os seu primeiros livros ?O carballo con botas? com desenhos de Tino Varela e ?Plantarse? com desenhos de Irene e Mónica.
Som livros ?plantabosques?, feitos em papel reciclado com os que se planta umha árvore autóctona com cada livro vendido.
Tenhem um preço de 10 euros cada livro e estarám a disposiçom de quem quiger o mesmo dia 21.

Escrito ?s 13:08:00 nas castegorias: Iniciativas
por maesepais   , 97 palavras, 415 views     Chuza!
JORNADAS DOS GRUPOS DE LACTAÇOM EM PONTE VEDRA

16-01-11

Achegamos calendário das jornadas de informaçom e apoio que esta semana se desenvolverám em Ponte Vedra:

As jornadas, organizadas polos grupos de apoio à lactaçom, repartem-se entre os meses de novembro de 2010 e março de 2011, e nas próximas semanas transcorrerám em Vigo e Ponte Areias.

Escrito ?s 12:37:05 nas castegorias: Atividades
por maesepais   , 45 palavras, 507 views     Chuza!
TARDES EM PUMARINHOS

15-01-11

Terças-feiras dia 18 e dia 25 de janeiro de 16h30 a 19h00 para crianças de 2 a 10 anos prévia inscriçom em pumarinhos@gmail.com.

Oferecemos-che a oportunidade de poder estar umha tarde observando como se auto-regula o teu filho ou filha num espaço nom-directivo e seguro.

A tua funçom esta tarde vai ser bem ?difícil?:

- Deixar que as normas as estabeleza a pessoa adulta acompanhante do espaço.
- Deixar que seja a pessoa adulta acompanhante a que aborde as situaçons.
- Deixar que a/o nena/o tome a iniciativa.
- Estar como apoio emocional.
- Observar.
- Sem estabelecer conversas com as/os nenas/os.
- Sem iniciar jogos.
- Sem emitir juízos.
- Sem distrair às/aos nenas/os.
- Sem indicar ou sugerir.

Como vedes é bem difícil o que vamos tentar estas terças em Pumarinhos, as maes e pais que já passamos por isto achamos que é umha vivência muito enriquecedora que ajuda a repensar e vivenciar muitas realidades da criança.
O que também vos pedimos é umha achega mínima de 5 euros para ajudar a manter este projecto sempre em construçom.
O espaço já está provisto de brinquedos e de fruitas e cereais para merendar.

Escrito ?s 01:18:50 nas castegorias: Atividades
por maesepais   , 179 palavras, 385 views     Chuza!
DA CÉLULA À CONSCIÊNCIA DA VIDA

14-01-11

FUNDAÇOM EDUCATIVA PESTALOZZI
BOLETIM Nº3
DA CÉLULA À CONSCIÊNCIA DA VIDA

Nom importa se o nosso filho chegou planificado ou de surpresa, nom tardamos em quere-lo igual e desejar o melhor para ele. O seu bem-estar converte-se num dos nossos temas preferidos e escuitamos todos os conselhos que chegam aos nossos ouvidos, como alimentá-lo, curá-lo, educá-lo e estimulá-lo para que se faga inteligente. E contam-nos muitas cousas:
?O meu filho está no Aristóteles, garantem-me que vai ser um sábio?
?O meu está no Napoleom. Que disciplina! Metim-no bem pequerrecho, assim amolda-se mais fácil e aprende todo o que lhe ensinam. Por suposto que quando for grande deve de ir à universidade. Já se está a acostumar ao ritmo das aulas.?
?Na escola do meu filho há um bom psicólogo. É até melhor que os pofessores. Jorgito era muito inquedo. Nom atendia bem nas aulas e nom rendia muito. Mas o psicólogo atina-lhe muito bem. Dá-lhe algumha prescriçom (eu nom percebo o que é) e com isso calma-o bastante. Duas vezes por semana dá-lhe tratamento num quarto aparte cheio de materiais didácticos e fai-lhe perceber as cousas que o professor nom lhe pode explicar bem. Voltou-se muito dócil. Só tem de quando em vez umha birra ao nom lhe deixar ver o TV depois das onze.?
Assim os pais que querem o melhor para os seus filhos orientam-se e asseguram-se por toda a parte para poderem decidir a educaçom ideal. Uns poucos, quiçá porque já tenhem algumhas ideias novas noutros campos ou por simples intuiçom maternal ou paternal, fam-se algumhas perguntas problemáticas ao olhar às crianças e jovens arredor deles: por que já nom brincam como fazíamos antes? Por que nom ajudam na casa, por que se aburrem se ninguém os entretém, por que nom gostam de ler, por que já nom parecem crianças, falam, vestem-se e comportam-se como adultos?
E com a mente um bocadinho mais crítica descobrem-se ainda cousas piores: cada vez mais crianças com doenças ?civilizadas? que normalmente afectam aos adultos, doenças respiratórias e circulatórias, úlceras, dores de cabeça, vista má, depressons e até intentos de suicídio.
Perguntamo-nos se nom haverá algumha alternativa para o nosso filho. Mas que é o que fazemos com a nossa intuiçom frente as opinions maioritárias apoiadas por técnicas pedagógicas e psicológicas, além num clima social no que umha vaga escolar para todos é a esperança proclamada para resolver os problemas do mundo? Que argumento temos para fundamentar as nossas dúvidas subjectivas e, num mar de opinions opostas, nom deixar-nos arrastar dum lado a outro e tomar plena responsabilidade pola vida do nosso filho?
Se realmente queremos chegar ao fundo da problemática e zafar-nos das nossas dúvidas nom nos resta mais que regressar às mesmas bases biológicas da nossa existência e procurar resposta a perguntas muito elementares como por exemplo:
Como se deu o início da vida orgánica na terra já que os humanos participamos desta vida e deveríamos respeitar as suas leis?
Como se desenvolveu depois esta vida orgánica e levou às exuberantes formas de vida através dos tempos?
E como nos ubicamos nós os humanos nesta evoluçom dos organismos vivos?
A razom para estas perguntas básicas é singela: umha ?educaçom para a vida? nom pode nunca separar-se das leis de sobrevivência e do desenvolvimento da vida orgánica. O nomeado biólogo Konrad Lorenz insistiu em que toda civilizaçom deve sempre apoiar-se firmemente nas bases biológicas para nom causar o seu próprio derrubamento. Considerando que as escolas som importantes promotores da civilizaçom, teremos que analisar em que medida respeitam elas estas bases biológicas.
Os elementos chave para ganhar um critério mais claro rapidamente nos dam nas vistas de escolhermos como exemplo a primeira célula, a célula mais primitiva que começou a história dos seres vivos na Terra. Olhamo-la muito frágil, aparentemente insignificante e microscopicamente pequena. No entanto é ela a que representava um novo começo e um enorme salto na qualidade da vida. Frente ao caos de matéria e energia do mundo inorgánico essa célula guardava dentro dela umha estrutura própria, umha nova ordem, a capacidade de medrar, de multiplicar-se e organizar-se.
Era indispensável que esta nova manifestaçom vital tinha de se proteger contra o caos exterior para nom ser invadida e destruida por ele. Mas fechar-se por completo contra o mundo significava igualmente a sua aniquilaçom, porque o caos que a ameaçava era ao tempo o seu provedor de energias necessárias. A soluçom da natureza neste dilema era genial. A contestaçom era a membrana semipermeável e o seguinte, o primeiro e mais básico princípio da inteligência vital: a célula já podia diferenciar entre as energias do mundo, podia valorar o que correspondia à sua estrutura interna e podia eleger os elementos que serviam para a sua sobrevivência e desenvolvimento.
O princípio era muito rigoroso: escolher só o ?mínimo necessário? para nom pôr em perigo o seu delicado equilíbrio interno. Assim começou umha nova dinámica vital, um ?afora? e um ?adentro?. Um regulador próprio dirigia desde dentro toda interacçom com o meio. Graças a ele a célula punha os limites, estabelecendo as bases para todo futuro intercámbio entre o interno e o externo.
O ?mínimo necessário? quiçá semelhe um princípio inverosímil para o desenvolvimento que a vida orgánica tivo desde entom, criando cada vez novos instrumentos de interacçom e de transformaçom do mundo, estruturas cada vez mais complexas, a memória de todo o que servia para a sobrevivência, e a criaçom de novos órgaos com capacidade de experimentar com novas exigências dum mundo em mudança. O desenvolvimento era penosamente lento para a nossa capacidade de imaginaçom, no entanto assim chegou a produzir as nossas complicadas estruturas psíquicas humanas, nom como ?último triunfo da natureza?, mas como umha estaçom mais na sua história global.
E cá estamos nós, inseparavelmente enraizados na vida orgánica e as suas leis. A nossa pele, a nossa ?membrana semipermeável?, ainda enriquecida por novos órgaos receptivos, continua sendo o limite entre o eu e o mundo. Mas também para nós está em vigor o princípio básico da inteligência vital: distinguir, valorar, escolher. Que é que nos fai crer que um ser humano, ainda que for recém-nascido, tenha menos capacidade que um protozoário para interactuar inteligentemente com o mundo? Mais adiante seguiremos os passos que a maduraçom humana tem que fazer para chegar à ?tomada de consciência? e olharemos como o programa completo nom poderá comprir-se sem respeito à lei básica de interacçom do organismo vivo com o meio.
Será que frente aos problemas difíceis do mundo moderno nos coste confiar na sabedoria de mecanismos vitais tam arcaicos? Será que nos semelham mais atraintes e confiáveis as novas técnicas desenhadas para dirigir, programar e apressurar as apredizagens de conhecimentos balanceados e dosificados? Será que nom compreendemos todavia como as crianças elaboram as suas próprias estruturas de compreensom transformando os elementos do mundo e utilizando a sua capacidade interna de ordenar o ?caos??
Nos sistemas educativos regularizados desde fora este computador interno que deveria pilotar o curso do desenvolvimento julgando realidades internas e externas atrofia-se como qualquer órgao que nom se usa. A sua destruiçom tem como consequência lógica toda classe de patologias que se complicam com cada nova interferência exterior.
A orientaçom para sabermos que fazer com a própria vida e como ubicar-se no mundo translada-se entom desde o seu ponto interno cara fora. A ?tomada de consciência? converte-se em ?aprender a ciência?. A interacçom vital e criadora entre o eu e o meio é substituida por umha contínua imitaçom que nos fai dependentes de conselhos alheios.

R.W.

Escrito ?s 01:34:53 nas castegorias: Formaçom
por maesepais   , 1247 palavras, 452 views     Chuza!

<< 1 ... 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 ... 17 >>

        Setembro 2017
        Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom
         << <   > >>
                1 2 3
        4 5 6 7 8 9 10
        11 12 13 14 15 16 17
        18 19 20 21 22 23 24
        25 26 27 28 29 30  

        INICIATIVAS

              Gravidez e Parto:

                    Recursos:


                    Busca

                  powered by b2evolution free blog software