panfleto da Gentalha para reflectirmos sobre os apelidos, o galego e as promessas eleitorais

LEMBRA-LHO QUANDO PUDERES...
Os nossos políticos em Compostela enchem a boca sempre que podem com a necessidade da normalizaçom lingüística, defendendo campanhas normalizadoras pagas com os nossos impostos e de eficácia lamentavelmente nom provada. A isto chamam política normalizadora, a jogar com o nosso dinheiro lançando propostas para que a sociedade use o galego que eles preferem ignorar, nom falando-o ou falando-o lastimosamente mal. Um bom exemplo da falta de compromisso dos nossos políticos com aquilo que dim defender tem relaçom com a galeguizaçom dos seus nomes e apelidos. A maioria continuam castelhanizados, e só os dissimulam quando chega o momento de aparecerem nas listas eleitorais, mas nom pensedes que fam um grande esforço para dissimular: limitam-se a mudar J por X no nome, que o apelido ‘é o que é’ e ‘nom se me vaia enfadar um parente, que também é um voto’. E pensavas que por serem do Bloco era diferente? Nós também, mas é-che-vos outra a realidade... Exactamente igual às outras, as listas do BNG em Compostela salientam por terem estado cheias de Reys, Lorenzos e Oteros.
Continua:
Os apelidos, como os topónimos, fam parte do nosso património colectivo: porque defendem que Cillero e Vivero só devem ter como forma oficial Celeiro e Viveiro se depois nom aplicam o conto nos próprios apelidos. Muitos deles argumentarám que ‘nom tenhem a certeza de se é galego’, mas é curioso que na Galiza, um povo tradicionalmente emigrante e nom ao contrário, os numerosos topónimos Neves, Outeiro, Fonte ou Pontes tenham reflexo nos nossos apelidos só através da forma castelhana. Outros fôrom deturpados como nunca aconteceria noutros povos (Rivas, Dacosta, Dapena; talvez para nom serem identificados como galegos?), mas a isto ninguém parece querer pôr remédio. Já estamos fartos de tanta polémica legal com ‘a’/‘la’ Corunha: o que necessitamos som políticos e políticas que comecem a exercer de galegos e galegas.
Para nós, que dissentimos da ortografia oficial, mudar o nome ou os apelidos significa um verdadeiro périplo burocrático. Para eles e elas, que com um trámite de menos de umha hora teriam solucionado o problema, o périplo é, por umha vez, fazer corresponder o que dim com o que fam. E senom, veja-se a seguir o respeito que tenhem polo regresso dos seus apelidos à forma galega, perdida na maioria dos casos ‘por imperativo notarial’ entre o século XIX e XX, alguns dos possíveis representantes políticos na Cámara Municipal de Compostela, sem distinçom partidária de nengum tipo. Lembra-lho sempre que tiveres ocasiom.
Romero Blanco Nieves Novio Sierra Rey del Río José Aldrey de la Fuente Fuentes Valledor Puente Fuentes Agustino Bello Otero Iglesias Mosquera Blanco Docampo Lorenzo Castrillo Rivas Trigales Riveiro Losa Villanueva Martínez Pajares Montero Sotelo Cadenas Bueno