O mês passado o Pichel acolheu umha palestra sobre transgénicos na que intervírom Lídia Senra (SLG) e Maria Ogando (Verdegaia), da Plataforma Galega Antitransgénicos. Com motivo da recente comercializaçom da pataca transgénica Amflora do grupo multinacional Basf, a Gentalha quer renovar o seu compromiso em contra dos alimentos geneticamente modificados. Disponibilizamos a continuaçom as fotografias das conversas e um texto elaborado pola comissom de meio sobre esta problemática.
Continua:
OS TRANSGÉNICOS, UMHA AMEAÇA REAL
QUE SOM?
Os transgénicos som organismos vivos geneticamente modificados (OGM) criados artificialmente inserindo segmentos de ADN dum ser vivo (vírus, bactéria, vegetal ou animal e mesmo humano) no material hereditário doutro para dotá-los de funçons e características que nom possuíam e que se transmitirá às seguintes geraçons junto com as modificaçons provocadas. Deste modo o produto pode dotar-se da resistência a um herbicida ou dum aspecto mais apetitoso.
QUEM BENEFICIA DISTO?
As multinacionais e grandes empresas de biotecnologia: Monsanto, Bayer, Novartis, Syngenta... conseguírom o visto de aprovaçom das autoridades para pôr à venda estes produtos e que os transgénicos pudessem patentear-se coma um invento mais, assim convertiam-se em 'donas' de um organismo vivo que comercializavam cobrando polo seu uso.
Ao estender-se o uso das sementes transgénicas amplia-se a dependência das sociedades agrárias a estas empresas perdendo a soberania alimentar; e reforça-se o controlo que as mesmas tenhem na agricultura pois as próprias empresas que fabricam os transgénicos e comercializam com as sementes também comercializam os produtos fitossanitários para os tratar. Em muitos casos as sementes incorporam o gene “terminator” que fai que as novas sementes da planta sejam estéreis, polo que o produtor deve comprar todos os anos novas sementes.
Atrás dos transgénicos, portanto, estám as grandes multinacionais e o poder económico, que tenhem como maior interesse obter grandes benefícios em pouco tempo sem responsabilizar-se polas consequências.
A agricultura intensiva e transgénica e o mono-cultivo já provocárom conseqüências devastadoras em diferentes países. Por exemplo nos EUA calcula-se que, por causa da plantaçom dos transgénicos Bt, 50% a 90% das abelhas que se alimentam do pólen de sua flor, tenham desaparecido só no ano passado. Como conseqüência deste facto, houvo a perda de mais de dous terços da produçom nacional americana de mel. Os transgénicos Bt introduzem umha toxina para evitar pragas. A inserçom desta toxina, por meios moleculares às culturas americanas, aumentou nos últimos anos e incluiu várias culturas horticulturais e de campo, estendendo a culturas como as do algodom, até mesmo à da mostarda. Uma grande parte dessas culturas som plantas alógamas, que dependem da polinizaçom por insectos para formar os seus frutos. Os insectos polinizadores mais activos som as abelhas.
Do ponto de vista social, as conseqüências do cultivo de transgénicos som a dependência das multinacionais e o empobrecimento de produtores e produtoras. A conflituosidade social gerada por esta situaçom mostra a verdadeira face das multinacionais:
“No último domingo, dia 21 de Outubro, por volta das 13h30, após a reocupaçom da área, que aconteceu no início da manhá do mesmo dia, mais de 40 pistoleiros, de uma milícia fortemente armada, sob a fachada de empresa NF Segurança, invadiram o Acampamento Terra Livre, na área de experimentos de transgénicos e executaram a queima roupa o companheiro Valmir Mota de Oliveira, o Keno. Os feridos, Gentil Couto Viera, Jonas Gomes de Queiroz, Domingos Barretos, Izabel Nascimento de Souza e Hudson Cardin, foram encaminhados para os hospitais da regiom”
Assim começa o comunicado do movimento Sem Terra do Brasil em que denuncia o ataque armado contra camponeses e camponesas que ocupavam umha plantaçom de transgénicos ilegal propriedade da multinacional Syngenta, em 2007, no estado de Paraná.
RISCOS DOS TRANSGÉNICOS
No ambiente e na agricultura
As variedades transgénicas podem contaminar outras variedades da mesma espécie ou espécies silvestres aparentadas. Já que a polinizaçom é um processo natural e é impossível de controlar, muitos cultivos ecológicos vem-se afectados; ademais esta situaçom é irreversível, o que supom umha ameaça clara a biodiversidade. Algo que já aconteceu em diferentes países. (Na Índia, por exemplo já se perdêrom centos de espécies diferentes de arrozes e em México, centro da origem e diversidade mundial do milho, este está a ser contaminado polo milho transgénico importado dos EE.UU.).
Derivado do anterior som frequentes os casos de hibridaçom por verem-se infectadas as plantaçons ecológicas ou tradicionais, assim as cousas estes/as produtores/as ainda poderiam ver-se demandados sendo acusados de empregar sementes com genes patenteados Por tanto os cultivos transgénicos contribuem a perda das variedades tradicionais e gratuitas das que dependem muitas labregas e labregos, o que é especialmente custoso no Terceiro Mundo.
As toxinas que produzem os organismos transgénicos degradam-se e convertem-se em partículas do solo, continuando com a sua actividade tóxica. Os efeitos das toxinas sobre os microorganismos do chao e sobre a fertilidade som ainda desconhecidos, mas o que sabemos e que aumentam, junto com os pesticidas e outros produtos fitossanitários a contaminaçom química do solo.
As toxinas produzidas polas variedades transgénicas para luitar contra certas pragas podem afectar a outros insectos necessários para a polinizaçom das plantas.
Na Galiza já se estám a realizar cultivos experimentais de milho transgénico em diferentes concelhos como Touro, Vale do Dubra, Messia, Ribeira, Castro de Rei, Vilalva ou Lalim.
Na saúde
O alcance dos riscos sanitários a longo prazo dos AMG presentes na nossa alimentaçom ou na dos animais cujos produtos consumimos nom foi considerado e continua a ser desconhecido. Alguns dos efeitos som:
As plantas modificadas geneticamente podem ter substancias tóxicas bem por conter restos de herbicidas ou por secreçons em resposta a herbicidas Por exemplo, nalguns Organismos Geneticamente Modificados (OGM) foi implantado no genoma da célula da planta um segmento de DNA da bactéria Bacillus thuringiensis (Bt), responsável pola produçom de uma toxina que mata insectos, pola obstruçom dos seus intestinos. Este DNA da bactéria implantado na célula da planta passa a produzir esta toxina Bt que ficará impregnada nas folhas, caule e frutos. Os efeitos em humanos nom estám bem estudados.
Podem aparecer e de facto já fôrom constatadas novas doenças e alergias pola introduçom de novas proteínas nos alimentos.
Alguns transgénicos podem transferir às bactérias a resistência a antibióticos que se utilizam para luitar contra doenças animais e humanas fazendo mais difícil tratar determinadas enfermidades infecciosas.
COMO LOCALIZAR OS ALIMENTOS TRANSGÉNICOS?
As directivas europeias obrigam a etiquetar estes produtos só se as quantidades de transgénicos som maiores de 0'9 % por ingrediente e nom há obriga de etiquetar peixes, carne ou lácteos de animais alimentados com pensos transgénicos com o qual podemos estar consumindo estes produtos sem sabê-lo.
Escrito em 09-03-2010,
na categoria: Comissons
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