Será impartida por Fins Eirexas, secretário executivo da associaçom ecologista Adega, nesta quinta feira 24 de março às 20h30.
A Gentalha do Pichel organiza esta palestra com o objectivo de aprofundar nesta problemática ambiental que está a privar-nos de espaços naturais em localizaçons como o cabo Vilám, Lago ou Merexo, e ameaça com destruir outros como o cabo Tourinhám.
Nela, repassaremos as estaçons em funcionamento na actualidade, os impactos ambientais que produzem, e a ameaça do Plano de aquicultura que a Junta da Galiza está a preparar.
A seguir, adjuntamos um texto elaborado pola Comissom de Meio da Gentalha sobre a problemática ambiental das granjas marinhas, extraido da Agenda 2011 sobre conflitos ambientais na Galiza que a associaçom editou a começos de ano.
Continua:
ESTAÇONS DE AQUICULTURA
As granjas marinhas som verdadeiras fábricas de peixes. No caso de muitas espécies, a produçom de cultivo quase substituiu por completo as capturas pesqueiras. Algumhas das mais importantes criadas em piscifactoria som o rodavalho, a dourada, a robaliça ou o bacalhau. Os cultivos doutras ainda estam em desenvolvimento, como o polvo, o olhomol, ou o linguado, entre outras.
Os peixes das piscifactorias estam submetidos a diversas técnicas de engenharia genética que buscam peixes que medrem mais e mais rápido, maior eficiência na conversom do penso em músculos, mais resistentes a enfermidades, mais tolerantes a baixos níveis de oxigênio na água, capazes de suportar temperaturas mais baixas.
A alimentaçom dos peixes é alta em proteínas e está especialmente desenhada para fazer que ganhem o máximo peso no menor tempo possível. O acinamento no que se encontram os peixe é enorme. Estas condiçons fam que vos peixes sejam mui vulneráveis a diversas enfermidades. Para evitar as perdas econômicas que suporia um elevado número de mortes por enfermidades, administram-se-lhes de forma regular antibióticos e diversas sustâncias químicas.
Em Carnota, onde há duas estaçons de aquicultura propriedade de Stolt Sea Farm (umha em Lira e outra em Quilmas), o novo Plano de Aqüicultura apresentado pola Conselharia de Pesca prevê unha ampliaçom da granja marinha de Quilmas que vai ocupar 240.000 dum espaço de alto valor ecológico excluído sem razom dos espaços protegidos da Rede Natura que o rodeam, e que de seguir funcionando como até agora, verterá meio milhom de metros cúbicos de águas contaminadas ao mar.
O Parque de Tecnologia Alimentar mais grande da Galiza (308.000 metros quadrados) vai ser instalado na zona do Corgo do Cabo Corrubedo, excluído para esse fim do LIC Complexo Húmido de Corrubedo (Natura 2000).
Na Xandrinha, à beira de Camelhe, em 217.000 metros quadrados de costa virgem instalaram um “parque de tecnologia alimentar” que vai botar um milhom de metros cúbicos de águas contaminadas numha zona de grande riqueza pesqueira e marisqueira, pondo em perigo as atividades tradicionais desta localidade.
Estas indústrias depois de anos de funcionamento carecem ainda de permisso de vertido e som umha importante fonte de contaminaçom orgânica e química para o litoral. A respeito do tratamento dos efluentes, nengumha piscifatoria dispom dum tratamento ajeitado para reduzir a sua carga contaminante e os seus efeitos sobre a saúde e o ecossistema. As nossas rias recebem cargas de matéria orgánica altíssimas, por nom falar dos restos de antibióticos e outros produtos quimicos procedentes do tratamento dos peixes.
O plano aquícola, que prevê a construçom de 23 parques de tecnologia alimentaria na Galiza, 13 deles em espaços protegidos, é insustentável. Deve-se priorizar o aproveitamento responsável dos recursos do mar, para garantir o futuro das atividades marinheiras tradicionais, antes que pretender cultivar peixe em terra. As estaçons de aquicultura agredem ferozmente o meio natural e o espaço humano no que se integram, afetando às atividades tradicionais e a qualidade de vida da gente que o habitam. A administraçom propom-se alterar para sempre a vida dos galegos e das galegas em nome dos interesses das multinacionais, cultivando peixes em granjas, para deitar os seus refugalhos ao mar, praticando sempre a máxima de obter os seus benefícios a custo da sociedade que tem que assumir os gastos ambientais das suas atividades, que por isso som lucrativas.
Escrito em 23-03-2011,
na categoria: Comissons
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