Crónica e fotos da viagem às Marinhas

Crónica e fotos da viagem às Marinhas


A Gentalha do Pichel deslocou-se o passado sábado 30 de junho até Betanços com o fim de conhecer melhor esta vila e a sua comarca, as Marinhas. As 10h30 entramos no Museu das Marinhas acompanhados do seu director Alfredo Erias Martínez, quem nos mostrou as jóias patrimoniais que guarda o prédio, antigo convento de san Domnigos, construído entre os ss. XVI e XVII.

Continua:

Puidemos desfrutar com a colecçom romana do Museu, no que se conservam várias e sobresaíntes estelas, moinhos e aras, como a Ara de Fervenças (dedicada a Júpiter) ou a Ara de Alto Xestoso.

Descubrimos a origem da vila de Betanços, que mantem no seu urbanismo o sinal do protohistórico Castro da Unta, sob o que se situou na Alta Idade Meia a Vila de Untia. Desde 1219, polo privilégio outorgado polo rei galego Afonso VIII, nasce a vila de Betanços.

Alem, puidemos introduzir-nos na sociedade medieval de Betanços através de numerosos sepulcros do povo, a nobreza e clero, entre os que destacam o de Nuno Freyre de Andrade (Mestre da Ordem Christus de Portugal, ordem herdeira dos Templários), Sancha Rodrigues (primeira mulher de Fernam Peres de Andrade) o do “mercador” Afonso de Carvalhido ou o do jurado Alonso Ianeyro.

Também percorremos a secçom de etnografía do Museu, regresando ao mundo dos ofícios tradicionais, e a Sala do Traxe, que conserva traxes populares da Galiza.

Umha vez fora do Museu das Marinhas caminhamos acompanhado polo Alfredo Erias polas estreitas e acolhedoras ruas de Betanços, conhecendo as histórias ocultas que guarda a vila, e visitamos a igreja de santa Maria do Azogue, construída no s. XIV, e que conserva a única representaçom completa do ciclo anual feita em pedra. Aliás, entramos na igreja de sam Francisco, que conserva o espectacular sepulcro do impulsor da construçom: o cabaleiro Fernam Peres de Andrade, “O Boo”.

Alem, umha paradinha para repor energias, e que melhor forma de faze-lo que com a afamada tortilha de Betanços e uns pementinhos de Padrom.

Para rematar a visita, após o café e o chá, viajamos ao Concelho de Coirós para descubrir o jázigo arqueológico de Penafurada, um impresionante santuário galaico dedicado a deusa das augas e da fertilidade, Nábia. O jázigo está organizado arredor dum pódio central, no que se observa a figura feminina, “A Moura” e umha pia cuadrangular, ou lacus.

É um jázigo que conta com 2 foxos, vários aterrazamentos, três portas rituais de acceso e numerosas mostras de escotaduras e glifos, que dam boa ideia do caracter cerimonial e simbólico do santuário, organizado num perfeito eixo Norte-Sul.

Mas a importáncia de Penafurada reside também no projecto de recuperaçom do sítio, possível graças a umha ideia colectiva e multidisciplinar, e no que foi fundamental o papel do voluntariado arqueológico no 2011, umha excelente forma de sacar das cancelas ao património para devolver-lho ao povo.

Esta ideia de recuperar o património com o povo como protagonista, volve a estar vigente no jázigo de Torre dos Mouros (Lira, Carnota), onde com a mesma filosofia se está a recuperar este espaço. Desde A Gentalha do Pichel animámos-vos a participar neste interessante projecto (www.torredosmouros.net)

Escrito em 03-07-2012, na categoria: Notícias

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