Manuela Álvarez Lozano: A novela histórica galega.

Manuela Álvarez Lozano: A novela histórica galega.

22-11-2007

07-11-21? O Facho ? Literatura e Naçom

Dentro do ciclo de conferências organizado polo Facho intitulado ?Língua e Naçom?, e com a finalidade de ponderar a importância da Literatura na conformaçom da consciência nacional galega; a catedrática Manuela Álvarez Lozano, professora do I.E.S. Maria Solinho de Cangas do Morraço, partilhou ontem, dia 21 do mês que corre, com um interessado auditório a sua palestra A novela histórica galega. Salientou a importância da ideologia neste género literário e da relevância da novela histórica na conformaçom da consciência nacional dos distintos Estados europeus.
No inicio da sua exposiçom, Manuela Álvarez Lozano mostra ao público assistente como o modelo de novela histórica nasce com Walter Scott com a sua obra ?Ivanhoo? a começos do século XIX, fixando em certa medida os cânones deste género literário. Podendo-se considerar ao coengo António López Ferreiro o primeiro autor da novela histórica galega; ainda que em castelám já tinham escrevido tanto Vicetto, Murguia, e outros intelectuais do Ressurgimento. A. López Ferreiro pode-se considerar como o melhor novelista galego do século XIX.
Foi catedrático de Arqueologia Sagrada no Seminário de Compostela. A pesares da sua ideologia carlista e clerical, s suas inquedanças históricas leváro-no a manter umha funda amizade com Martínez Salazar e outros pessoeiros da intelectualidade galega naqueles anos.
O seu deveço pola historia está reflectida na sua obra literária (composta polos romances A tecedeira de Bonaval (1894), O castelo de Pambre (1895) e O ninho de pombas (1905), ambientadas nos séculos XVI, XIX e XII respectivamente Toda a sua novelista teme como finalidade a construçom de umha consciência histórica do ser galego, seguindo as pautas ideológicas da literatura histórica em todo o século XIX em Europa.
Entre os escritores da Generaçom Nós, podemos destacar a Otero Pedrayo com o seu romance, Os camiños da vida e Carvalho Calero com Xente da Barreira. Actualmente entre outros muitos escritores temos que salientar a Dario X. Cabana com a sua novela, Galván de Saor. companheiro de Artur nos reinos da Bretanha, viaja mais alá da geografia e do tempo Também Xosé Miranda com a sua obra, História de um paraguas azul. Com este romance o autor racha em certa medida o jeito de escrever novela histórica, ao fazer continuamente um jogo com os distintos tempos históricos; a segunda guerra irmandinha com o pressente. Até o mesmo título da obra é um chiscar de olhos ao leitor que segue com as crónicas da cidade murada de Liunamore (Lugo), nome tomado prestado de umha das obra de Cunqueiro.
Ao findar a exposiçom, houve um longo e interessante debate entre a conferencista e os assistentes.

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Agrupaçom Cultural O Facho existe desde o ano 1963. Nasce da vontade conjunta de umha vintena de estudantes, trabalhadores e profissionais liberais d?A Corunha. A ideia é originaria dos daquela hora estudantes de bacharelato, Henrique Harguindey, André Salgueiro, e Xosé Luis Carneiro; respondendo ao seu chamamento posteriormente somárom-se entre outros: Eduardo Martínez, Henrique Iglesias, X. Alberte Corral, Xosé L. Rodríguez, etc... É a primeira agrupaçom de resistência cultural criada numha cidade do Pais polos seus cidadaos, já que O Galo é conformada por estudantes universitários de todo o Pais em Compostela, naquelas datas era a única cidade galega com Universidade. O grupo nasceu cos sinais de identidade da resistência contra o franquismo e da defesa da plena valia da língua e da cultura galega. Existia unha claríssima vocaçom política do que se fazia precisamente porque essa era toda a actividade publica com repercussons políticas que se podia fazer. A defesa da cultura e a língua galega é a cerna do que-fazer d?O Facho, que passou de fazer cultura de resistência nos anos da longa noite de pedra a se constituir hoje numha autentica mostra de resistência da cultura. Desde os primeiros momentos O Facho destaca-se com os seus cursos de língua com apoio de alguns exemplares da ?Gramática do idioma galego? de Manuel Lugrís Freire. Estes cursos tivérom umha importância mui grande na Corunha;. Daquela o galego nom se escrevia apenas e estava expulso da sociedade ?bem pensante?, nem sequer tinha secçom galego a faculdade de Filologia de Compostela. Umha das figuras fundamentais dos cursos foi D. Leandro Carré Alvarellos quem dirigiu esta actividade. Os ciclos dedicados á cultura galega, os encontros nos que se tratava economia e sociedade, os concursos literários. O seu grupo de teatro criado nas primeira datas de existência da Agrupaçom do quem eram responsáveis Manuel Lourenzo, e Francisco Pillado, foi dos pioneiros em representar obras no nosso idioma, tanto de autores galegos como de outras nacionalidades ( Brecht, Ionesco...). Na actualidade, O Facho é consciente dos desafio culturais do século XXI. Agora há que tentar ver o significado que pode ter hoje o sermos galegos num mundo globalizado. A ideia básica é que sermos galegos agora implica ser dumha maneira concreta numha sociedade mundial. Entre as iniciativas mais recentes é a criaçom do Facho de Ouro, um prémio para reivindicar galegos, o que amossa a própria agrupaçom é unha cultura que resiste. d’A Corunha.
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